Oi.
Não sei se já disse isso aqui, mas eu que ensinei minha mãe, que não tem escolaridade básica completa, a usar msn e a pesquisar receita no google. Mas ela não sabe usar direito, às vezes começa a escrever na parte de 'busca de contatos' do msn, se não entrar automaticamente ela não entra, e ela não sabe que links começam com http://.
Por isso não acreditei quando ela disse que entrou aqui no blog 'por acaso', procurando no 'googlo'. 'Procurando o que mãe?' 'Não sei, já estava lá'.
Então esse post é para mandar tomar no cu o filho da puta que achou uma boa ideia mandar pra minha mãe o link de um site onde eu sempre posto quando a vida está uma merda. Se eu posto aqui sob um pseudônimo e não uso o nome das pessoas é porque não quero que todos fiquem sabendo não é? Essa também é a razão de eu não sair por aí divulgando o blog em nick de msn ou em outro lugar. Porque é O MEU LUGAR DE DESABAFO. E se estou postando aqui é porque não quero ligar para os meus pais e deixá-los imensamente preocupados achando que sou uma pessoa infeliz, e que eles fizeram tudo errado. Não que eles tenham sido os pais modelo de acordo com a cartilha, mas os meus problemas emocionais quem tem que resolver sou eu, agora que sou uma adulta não tão racional mas muito paranóica. Quem decide o que contar da MINHA vida sou eu. "Se não quer que divulgue não escreva na internet", alguém pode dizer. E é isso aí. Vou mudar de blog e de pseudônimo e de tudo e só vai achar quem eu autorizar por e-mail. Muita coisa me irrita, mas pouca coisa me tira do sério... como isso.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Aviso
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Nunca me falaram do fracasso que eu ia me tornar
Eu juro que não é minha intenção postar no blog só quando não estou de posse completa das minhas faculdades mentais, mas fazer o quê, de tempos em tempos(ou quase sempre) eu faço alguma besteira enorme e preciso desabafar em algum lugar. Mas, vamos retroceder e falar sobre livros primeiro.
˙ɹɐƃnl ɯnƃlɐ ɯǝ ɹɐɟɐqɐsǝp osıɔǝɹd ǝ ǝɯɹouǝ ɐɹıǝʇsǝq ɐɯnƃlɐ oçɐɟ nǝ (ǝɹdɯǝs ǝsɐnb no)sodɯǝʇ ɯǝ sodɯǝʇ ǝp 'ênb o ɹǝzɐɟ sɐɯ 'sıɐʇuǝɯ sǝpɐplnɔɐɟ sɐɥuıɯ sɐp ɐʇǝldɯoɔ ǝssod ǝp noʇsǝ oãu opuɐnb ós ƃolq ou ɹɐʇsod oãçuǝʇuı ɐɥuıɯ é oãu ǝnb oɹnɾ nǝ
Respirem fundo porque o post de hoje é grande!
Da lista de 'livros para ler no banheiro', terminei um livro de poesias do Vinícius de Moraes, que também está na lista 'nunca é tarde para conhecer a literatura brasileira'. Não tenho muitos comentários sobre o livro, gostei de alguns poemas, de outros nem tanto, e tem aqueles que vocês todos conhecem, como a rosa de hiroshima, desculpemmeasfeiasmasbelezaéfundamental, era uma casa muito engraçada, &c &c. Meu favorito, claro, é o soneto do gato morto(google nele gentes, o post já está bem grande).
Da lista de livros de fora da faculdade, finalmente terminei a heptalogia Em Busca do Tempo Perdido, de Proust. O sétimo livro, O Tempo Redescoberto, é e não é um encerramento típico de romance. Porque o autor conta como estão todos os personagens da obra, quem morreu, quem acabou casando com quem... mas também ele encerra o livro descobrindo sua vocação de escritor e descrevendo seu método de escrita(o qual, segundo os críticos, é o que ele fazia mesmo). Uma das notas de uma tradução diz que fizeram um estudo (!!) e viram que as frases dele são mesmo duas vezes mais longas que as frases dos outros romances. Alguns podem pensar que as milhares de páginas são uma enrolação, mas ele tem um jeito muito envolvente, ao menos para mim. Além das belíssimas descrições de paisagens, as descrições psicológicas são bastante detalhadas, o que é o mais divertido, porque ele sempre acha uma razão escondida para as pessoas fazerem as coisas. Um trecho bastante interessante é quando, na primeira parte, dedicada à descrever a primeira guerra mundial, ele comenta sobre os salões das senhoras da época, todas muito politizadas. Na aparência, é claro, pois(deixe-me ver se consigo citar de cabeça) estavam mais preocupadas com a falta de um tipo de bolinho do que com a invasão da França pela Alemanha, e, ao ler o jornal, preocupadas, comentando sobre as últimas notícias, um sorriso deixava ver que no fundo ela estava mais preocupada com o bolinho que conseguira. Ah, na minha cabeça soava mais bonito. Imaginem isso, mas escrito por um escritor, não por uma blogueira 'querido diário'.
Nossa, dá pra fazer postagens inteiras sobre os livros, a visão dele de amor, de como ele foi o primeiro procrastinador da história, ou de como ele suspeita que todos sejam gays no livro, porque ele mesmo era na vida real. Para encerrar, já que vocês(exceto o Herr Rennó) nem vão ler os livros mesmo, digo que ele redescobre o tempo no passado. Nas pessoas, nas lembranças que elas tem das coisas, aí está o tempo puro, e a literatura serve como tradução disso.
Já de livros da área, li as traduções do meu amado&idolatrado desorientador das Electras de Eurípedes e Sófocles. Não sei se estou ficando menos burra mais esperta, mas não achei tão difícil de ler como achei as outras traduções. Enfim, vocês conhecem a história(principalmente quem conhecer a síndrome de Electra). Agamêmnon caçou na terra errada e teve que sacrificar a filha para conseguir ganhar na guerra de Tróia. Sua esposa, Clitemnestra, se aproveitou para fazer o amante matá-lo, dizendo que era por causa da filha. A outra filha, Electra, ficou contra a mãe, e mandou o irmão pra longe, para que ele não fosse morto pelo padrasto, e esperou ele voltar para vingar o pai. Já falei da saga no blog, incluindo as Erínias e... peraí, acho que foi no weblogger, não aqui. Mas enfim, são duas belas tragédias, e embora digam que não é para comparar, prefiro a força e o drama de Sófocles.
E agora, preparem os olhos para o mimimi.
Tem o mestrado. E tem a tradução do mestrado. E tem eu enviando aos poucos pro meu orientador. Daí tem o relatório. E a tradução, inteira, no relatório, sem ter mandado pro professor antes. Ok, podem chamar de idiota agora. Se antes eu já pensava que ele me achava uma burra, agora tenho certeza que deve me achar burra e... não sei, sem noção. Não que ele esteja redondamente enganado nas duas instâncias, mas nunca é legal que alguém que você admira pense isso de você, e com razão ainda por cima. Toda vez que eu acho que eu posso melhorar e fazer as coisas direito eu faço alguma coisa errada. E hoje, enquanto comia um bolo trufado sabor sensação, tive uma epifania: não comi porque o bolo ia me dar um grande prazer e eu ia esquecer a imbecil que sou, comi como uma punição, só pra depois eu me culpar por não caber nas calças. Mas como constatar sem agir é praticamente inventar desculpa para errar, vou mudar. Mesmo. Mas só depois que essa barra de chocolate branco acabar...
(Por outro lado, boas notícias! Em breve o blog vai mudar... aguardem)
Postado por M.D.O.M. às 3:18 PM 1 comentários
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Sábado, 20 de Junho de 2009
Não quero realmente conhecer alguém que foi feito para este mundo
Esses dias estava revirando os arquivos do blog, e me senti mal por dois motivos. O primeiro e mais óbvio é porque eu vi que desde sempre reclamo de procrastinar as coisas e não estudar o suficiente. E não é modéstia, é porque realmente não faço isso. O segundo é que mesmo assim eu postava quase todo dia em 2006! Sério, minha vida já foi mais emocionante... ou eu já fui mais falante.
Bem, quanto a minha semana, a única coisa mais postável foi a festa junina dos educadores físicos, nessa quarta, à qual fui obrigada a comparecer pela Rachelvis, uma das responsáveis pela barraca dos doces. Tínhamos combinado de ir com a Jayna, mas como esta é uma vaca préhistórica, disse que só podia ir e ficar uns 5 minutos. Mas vocês sabem como é festa da unipunk, nada começa na hora, e ficamos esperando a Rachelvis jogar truco, depois a barraca(que na verdade era só uma mesa) chegar... no fim a Jayna foi embora sem comer os bolos(aliás sua coisa, vi que você entrou no blog e não comentou, trate de comentar ou não estarei na festa da pipoca). Quando finalmente a mesa chegou nem pude comer bolo, porque ninguém pensou em pegar troco e eu tive que sair por aí trocando dinheiro. Aproveitei pra mandar correio elegante cantado pra Rachelvis... durou uns 20 segundos e ela não se irritou, mas pelo menos passou uma pequena vergonha em público. Antes que me mandassem trocar mais notas de dez reais, parei para conversar com amigos de amigos, olha só que poço de sociabilidade eu estava naquela noite! Descobri que a) só gente estranha se relaciona com gente estranha e b) sou um dos 'caras' mesmo. Passou uma menina peituda e os rapazes ficaram olhando um pro outro por um tempo, até que eu disse 'podem falar na minha frente, não ligo' e eles 'porra, que peitão! e é magra a menina!'. Não ligo mesmo, se tivesse passado um ómi bão por lá eu também comentaria... e é claro que não passou, só tinha adolescente por lá, nem parecia festa de universidade. Lady Murphy devia estar dormindo naquela noite, já que quando os moços foram embora Chelvis tinha terminado também de vender os bolos, e fomos para casa.
Como vocês provavelmente não estão interessados nas notas de rodapé da minha tradução, vou falar sobre a memória, esse trem esquisito. Sempre confiei muito na minha, já que há diversos fatos dos quais lembro detalhadamente mesmo que contenham coisas que me envergonhem( e olha que tem tanta coisa assim minhas gentes, mais ainda do que eu posto). Daí a Luty me lembra do dia em que bati a cabeça no telescópio do observatório e faço ele mudar de lugar, tudo bem que já faz uns... 15/14 anos, mas eu esqueci! Claro que não sou Funes(do conto do Borges, leiam que é bom), mas coisas assim eu geralmente lembro. E nessa semana o Violinista disse que já me deu um toblerone, e que eu me espantei porque era um chocolate caro(que coisa de pobre, achar toblerone caro). Mas q/ mew, como posso ter esquecido que já ganhei um chocolate caro, ou melhor, como posso ter esquecido que já comi um chocolate caro de graça? (antes que venham com comentários engraçadinhos, disse-me ele que o presente foi por causa daquela história[preguiça de achar o link, só sei que foi em 2006] do carinha que me pagou uma hora de monitoria em chocolates) Fui ver no blog, e não postei isso, mas até aí, tem muita coisa que acontece e eu não posto(ha!). O que suscita outra questão: porque não postei sobre isso na época? Não consigo lembrar. Dizem que você é o que lembra, o que é uma pena, porque queria ser uma pessoa que ganha chocolates caros por saber grego clássico.
Para encerrar, trivia do blog: quando os títulos dos posts viraram letra de música?
Postado por M.D.O.M. às 9:58 AM 5 comentários
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Matrimônio, matrimônio, isso é lá com Santo Antônio
Aproveitando a minha dor de cabeça, que tal um post no blog?
Nesse feriado fui para a cidadessanduíche comer e dormir descansar e ver a família. Não fiz nada de útil, como sempre, mas estou com vontade de contar.
Sábado fomos a uma exposição de dinossauros que está tendo no cinema da estrada. Primeiro achei que era brinks, porque mew, como assim o nome científico do dinossauro é baurusuchus salgadoensis? Mas depois o MCDM foi perguntar o deus google e ele disse que uma criança na década de 80 que descobriu a ossada na cidade. Mas no fim era tudo pra vender bichos de pelúcia de dinossauro. Pena que não tinha de velociraptor, se não eu comprava.
Em casa fizemos fondue com um aparelho pobre e ganhado em bingo, tanto que a cerâmica queimou. Quer dizer, achamos que tinha queimado, mas era só fuligem, e dá para usar novamente. Se bem que eu duvido um bocado que meus pais vão fazer só pros dois...
O bolo de Santo Antônio da paróquia estava tão gostoso... e ninguém em casa achou medalhinha ou imagem do santo, embora certas pessoas coflutycof quisessem de todo o jeito, ahahaha!
Já na cidade dos ventos, assisti ao mais famoso filme de suspense de todos os tempos, Psicose. Achei que a cena do chuveiro era o ápice do filme, mas que nada, é só o começo! A música é realmente assustadora, do começo ao fim. Não tenho certeza, mas deve ser também o primeiro filme a focar no aspecto psicológico(ou melhor, o primeiro a fazer isso muito bem) do assassino(dã, se chama psicose né). A gente acha que é uma coisa, e daí, OH! É algo mais complicado e assustador. Gostei bastante, apesar de ter me dado dor de cabeça até agora...
Aproveitando a falta de assunto do post, vou divagar sobre um dos meus milhares de passatempos internéticos: distributedproofreaders(eu ia colocar link, mas tá fora do ar agora). Não lembro se já falei dele no blog(o vinho acabou com minha memória, como diria o tio Dos Santos), mas acho que ninguém liga se eu repetir. O project gutenberg vocês conhecem, é o que disponibiliza na internet textos de domínio público. Mas como ele transforma livros de papel em textos digitados? Via dp! Primeiro uma máquina 'lê' o livro e transforma em textos, porém, há livros antigos demais, ou com uma fonte diferente, e ela pode ler errado. E é aí que entram os voluntários, comparando uma página com a outra, corrigindo, eliminando números de página, &c. Se eu não me engano tem umas 4 fases até o 'smooth reading', que é quando uma pessoa lê o livro como lazer, para ver se acha algum erro, e depois ele é disponiblizado. Eu acho divertido ficar caçando erros da máquina nos textos... uma vez peguei um texto em alemão até, mas nem devia, porque as correções feitas pelos revisores vem com comentários no idioma do texto. Além disso tem uns textos em português antigo, e eu adoooro ficar comparando com o atual, de quais palavras a grafia está diferente, como se usava tal expressão, essas coisas de gente nerd maluca. Chega agora né! Até algum dia, leitores!
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Fique longe de romantismos, pois é por aí que o amor costuma começar
Chega de drama nesse blog! Estou falando sério, esses posts emo estão me deixando mal. Não sou assim gentes, juro! Sou só uma pessoa que odeia a humanidade e tem um pouco de senso de humor, não uma vítima do mundo. Cheeeeegaaaaaaa AAARRRGHHHHH!
Bem, só comentando uma última coisa ruim da minha vida: quebrei uma das lentes de contato. De novo. Como saí da fase emo não vou nem dizer que não quero mais comprar lentes e que não vale a pena ficar gastando tanto dinheiro com uma pessoa desastrada como eu. Vou ver com meus pais o que fazer. No domingo, depois de quebrar a lente, ainda estava na fase emo e decidi encher a cara. Tomei uma taça de vinho, achei HORRÍVEL e fiquei vermelha, muito vermelha, e com calor. Daí dormi. Uma das coisas que eu não entendo é como o povo pode beber meia garrafa disso, ou uma inteira, só pra, sei lá, esquecer os problemas da vida, ou liberar geral, ou qualquer coisa assim. Uma taça pra nunca mais, anotem isso caros leitores(foi mal movimento xstraightxedgex, mas não vai se repetir).
Sábado porém, foi um dia legal. Jayna finalmente veio em casa e fizemos fondue de queijo e de chocolate. Fondue é tão gostoso! Usamos os dois réchauds da Chelvis, um para cada sabor. Eles ainda estão na pia... eu ia lavar, mas a Chelvis disse que não precisava. Vamos ver se até domingo vão estar lá, ehehehe!
E eu estava toda mimimi =~~~~ porque não estava conseguindo escrever textos pro francês né, mas acho que era só fase. Ainda bem, porque uma das únicas coisas das quais me orgulho é ser muito boa em aprender idiomas novas, praticamente a melhor que conheço /modéstia [off] on. Sem isso, eu seria... uma desastrada sem inteligência prática, cheia de sarcasmo e ódio pra dar.
Na falta do que dizer aqui, fiquem com uma imagem biita de solia:
É meu avatar pós Ghostmas. Quero uma roupa de dragão ao vivo!! E suspensórios arcoíris! E pinças enormes!
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Vou tentar ficar, mas é em vão quando você está longe
Bem, hoje teremos um post sobre um assunto quase nunca comentado no blog: livros.
Quase nunca comentado por vocês, claro, porque eu sempre comento o que leio.
O primeiro deles é o sexto livro da heptalogia(?) Em Busca do Tempo Perdido, de Proust. Caso vocês tenham esquecido, no último livro o protagonista estava vivendo com Albertina em sua casa, não porque a amasse, mas porque sentia ciúmes loucamente da menina. Já no começo do sexto livro(eu poderia avisar que tem spoilers, mas vocês nem tão lendo) ela foge da casa(supostamente por não aguentar mais viver numa prisão) e... morre. É baseado em fatos reais, dizem os críticos, porque parece que o Proust teve um amante que ele amava muito e morreu do nada num acidente de avião(aqui ela morre a cavalo). Aí tem os tempos de ele ficar chocado, sofrer lembrando, e não muito tempo depois ele já começa a deixar de amar e as lembranças que ficam são só as boas. Interessante quando ele diz que só consegue dizer que perdeu uma pessoa querida quando não a ama mais mesmo. Outro ponto interessante é que o autor é gay, mas no livro ele é heterossexual e todo o resto que é gay. Enfim, só falta mais um livro para terminar e não se se fico triste ou feliz com isso.
Para a disciplina da unipunk li Rei Lear(eu sei, é vergonhoso não conhecer tudo de Shakespeare). Como o ómi é bão! Conta a história do Rei Lear e suas três filhas, duas delas bajuladoras e uma sincera. Então o rei divide o reino entre as duas bajuladoras e expulsa a sincera. Mas o rei não se toca depois que não é mais rei, e continua tentando reinar, e as duas filhas ficam com raiva e se unem(será?) contra ele. No fim os maus são punidos e metade do elenco morre, claro. Na discussão em sala falaram que a peça foi exibida no natal, e que isso poderia querer dizer que antes da vinda de Jesus o mundo estava em caos porque não tinha mais um rei direito. Bem, mais do que uma peça sobre os malefícios de se dividir um reino e fazer os filhos brigarem por poder, também é um belo discurso a favor da honestidade.
Para encerrar, um livro que eu comprei na loja do sorriso amarelo e com um selo de autoestima na capa, Baltazar Gracián, Manual de Prudência. Comprei porque já foi citado em sala como um livro de conduta 'cavalheiresca' do século XVII. É um dos livros que você vê que a editora não prestou muita atenção, principalmente por ter classificado como autoajuda. Além de se contradizer demais(primeiro diz que boa sorte e má sorte não existem, o que existe é prudência ou imprudência, depois diz que há alguns dias de má sorte e devemos aguenta-los, aí diz para usar de todo e qualquer meio para ser o primeiro, para depois dizer que não se deve trair o caráter por isso), o livro dá umas dicas que eu acho que não é muito autoajuda... do tipo 'a multidão nunca sabe de nada', 'seja uma pessoa diferente com cada um que você encontra', 'arranje um terceiro para fazer as coisas vis por você porque o povo sempre culpa a ferramenta e não o autor'. Gostei do livro, pena que não são todos os aforismas.
Não que eu goste de fazer drama(ha, eu!), mas ó da vida viu. Já estava me sentindo mal por não conseguir escrever um mísero texto de francês(não pelo francês, por não saber me expressar), aí quarta teve prova oral de alemão. Eu estava tranquila, porque sou uma Sprachengenie e falo melhor que, oi, todos. Daí o Herr Rennó faltou por motivos pessoais, e eu mudei de dupla. Só errei uma coisa(ok, errei várias vezes e é uma coisa simples), enquanto a menina errou isso, outras coisas e falou pior, e ficamos com a mesma nota, oito.
SIM ESTOU RECLAMANDO POR UM OITO OK, DEIXEM ME SER NERD, BJS.
Postado por M.D.O.M. às 7:45 PM 2 comentários
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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
E eu sou teimosa e eu grito e eu vou te cortar
Tem um filme bem sessão da tarde que se chama 28 dias, com a Sandra Bullock, em que ela vai a um centro de reabilitação. A história toda é bem típica de comédia romântica, mas eu lembro que no final do rehab é dito que se você conseguir cuidar de uma planta e de um animal por um ano você está pronto para se relacionar com alguém, e o filme meio que termina com o amigo gay que ela faz lá chorando porque nunca mais vai ter sexo na vida.
Vocês sabem que de gato eu não sirvo para cuidar mesmo, e plantas eu nunca tentei, mas certamente ia dar na mesma, e pior, porque ela ia morrer bem rápido.
E seres humanos então, pfff. As pessoas acham que é uma máscara esse meu lado rbd, e que eu não sou malvada, mas isso se baseia na teoria errônea de que sempre devemos esperar o melhor das pessoas. Mas eu sou assim, estúpida, egoísta, paranóica. Eu xingo quem eu gosto com uma facilidade incrível, e sempre reclamo quando as coisas não são como eu quero. E consegui ser completamente insensível com o único amigo que eu já tive, não amigo no sentido de pessoa que eu não quero que morra quando os aliens vierem destruir a terra, amigo de trocar confidências, de dizer que ama e que vai estar ao lado pra sempre, essas coisas de filme infantil e séries de tv. É claro que eu poderia pedir desculpas e tentar ser uma pessoa mais decente, mas eu não vou fazer isso simplesmente porque não vai ser assim. Vou continuar sendo uma pessoa problemática e afastando as pessoas, porque é só isso que sei fazer. E talvez seja só isso que eu quero fazer.
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Sábado, 30 de Maio de 2009
O que estou tentando dizer não vai sair como eu quero falar
Parem de rir da minha cara ¬.¬ eu sei que às vezes, muuuito de vez em quando, eu solto um drama aqui, mas é para vocês me apoiarem e chorarem comigo, oras!
É claro que deu tudo certo na quarta, porque eu sou uma gênia e tive uma idéia muitoa boa pro trabalho dei sorte. Depois da aula o professor até me fez pagar um café pra ele, olha só as intimidades. Parece que o povo sempre se encontra depois da aula e fica conversando.
Quinta-feira foi um bom dia. Na hora do almoço vi uma apresentação da orquestra sinfônica da unipunk com o coral oficial, e tinha um cravo acompanhando. Depois fiquei estudando e à noite mais cravo, dessa vez numa apresentação de um trio de música barroca. Vi uma corda de violino 'quebrar', fez um barulho estranho. Vai ver é porque é feita de tripas.
Já sexta foi bizarro, os funcionários estão em greve na universidade, mas as aulas continuam. Não sei de quem foi a idéia de levar um videokê para o ciclo ácido... claro que nem deu pra estudar naquelas mesinhas. Fiquei num banco, mas começou a ventar bem frio, e decidi ir ao centro burocrático. Lá estava vazio, tão vazio que os funcionários decidiram ver funk no youtube. Entre frio e funk, nem precisamos pensar né? Terminei a leitura no ciclo ácido de novo, o videokê tinha acabado.
Hoje fui ao shopis terminar de ler o que devia, e aproveitei para ir ao cinema comer pipoca. Assisti 'um ato de liberdade', tipos um lista de schindler alternativo. É baseado em uma história real também, sobre bielorrussos que montam uma espécie de comunidade de judeus na floresta, e tentam sobreviver à segunda guerra. Muito bem feito, e o Liev Schreiber tá praticamente fazendo de novo o dente de sabre, só que com sotaque russo. Pra quem gosta de tiros e drama do holocausto(que é um tema batido, convenhamos), boa pedida.
Para quem me ama e é rico(ok, nenhum de vocês leitores, mas vamos fingir que sim), me apaixonei por um livro na loja francesa de livros! 'Eu sou um gato', de Natsume Soseki, sobre um gato que vai morar com um professor, e tece os mais divertidos comentários sobre a humanidade. Li as primeiras 80 páginas, o que é pouco, considerando que o livro tem umas 400.
Postado por M.D.O.M. às 10:16 PM 2 comentários
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Não pare de acreditar
Na vida não se pode ter tudo, é o que dizem. O que esquecem de dizer é que muitas vezes você não vai ter nada. No mundo ideal as pessoas fazem as coisas direito e tem sorte. No meu mundo eu faço tudo errado e ainda dou azar.
Daí que hoje as bibliotecas ainda estão fechadas e eu preciso loucamente do livro pro seminário. E isso porque 1) eu devia ter pego antes 2) posso conseguir um ebook mas nem vou prestar atenção nele porque vai ser oi, num computador. Então pensei que era só passar na livraria do shopis. E é claro que não tem o livro, porque sorte é luxo para quem é amadrinhado por Lady Murphy. Qual a próxima opção racional? Ir para a lan house e postar no blog, claro! Principalmente porque a desgraçada da Chelvis não atende o celular, e ela é praticamente meu lado prático do cérebro. Pensando bem, acho que vou almoçar e tentar ligar pra Chelvis de novo... e se nada der certo, depois de tanto ar condicionado hoje capaz que amanhã nem precise ir às aulas.
Postado por M.D.O.M. às 1:21 PM 3 comentários
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Às vezes eu sinto como se pudesse fazer quase tudo que quero, e isso me faz chorar
Se tem algo que eu deveria aprender mas nunca aprendo é que NUNCA deve-se deixar algo para amanhã se podemos fazê-la hoje mas não queremos porque a preguiça é maior.
Porque pode muito bem acontecer do seminário que você estava enrolando para fazer ser adiantado em uma semana, e daí você começa a cuspir o pulmão e não conseguir dormir direito, e quer desculpa melhor pra não estudar que estar doente? Daí você adia a limpeza do quarto que já está cheio de cabelo no chão por mais uns dias, não lava a louça que começa a empilhar na pia e quando você finalmente se toca que precisa de livros para escrever alguma coisa descobre que a biblioteca está paralisada. Não que essa situação tenha acontecido com alguém que vocês conheçam...
Como todas as minhas séries acabaram e agora tenho que recorrer a outros meios para procrastinar, Rachelvis falou para eu assistir o piloto de 'Glee', que segundo ela era uma série de corais. É uma comédia musical de colegial, aquela coisa de 'losers' tendo algum talento. É divertida porque tem uma veia satírica, não é só 'pobres excluídos'. E novamente eu penso que se tivesse essas de clube no colegial do brasil ia ser tão divertido... não que eu fosse entrar no musical, mas ia ser legal ter algum talento. Quer dizer, quem dera eu tivesse algum talento, tipo dançar, cantar ou atuar, minha vida poderia ser um seriado de tevê. É, pensando bem, é bom não ter tido essas coisas no meu colegial, porque eu teria sido a nerd que não fez parte de nada.
E falando em ser nerd, feliz dia da toalha a todos os leitores que conhecem o 42... ou seja, quase todos.
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
A pessoa caindo aqui sou eu
Aproveitando que acordei hoje às 6h morrendo de calor depois de ter um pesadelo, farei um post emo para combinar com meu humor, que não está dos melhores.
Não tenho estado satisfeita comigo mesmo nos últimos tempos... não tenho feito nada de útil. A tradução continua empacada, faço as tarefas do jeito mais meia boca possível, a casa está suja e preciso lavar roupas. Eu achei que ia conseguir fazer tudo direito esse ano, mas parece que minhas baterias acabaram tão rápido... e não faz sentido sabe, eu vou lá e me esforço para melhorar meu trabalho, ele melhora e eu desisto de tudo? Será que preciso desse tipo de reforço negativo para fazer as coisas? O que me mata é que eu sei que não deveria fazer assim, mas eu vou lá e faço. Platão não podia estar mais enganado quando acusou a ignorância dos males de ser a causa dos próprios, o que mais acontece é a pessoa saber que está fazendo merda para depois se arrepender.
Eu me sinto meio adolescente querendo viver perigosamente = muito idiota. Mas não consigo mudar. Não que eu tente com tanto esforço assim... talvez eu não queira mudar, porque ia dar muito trabalho. Tão vendo, tô com pobremas mentais na cabeça, só pode! Vontade de gritar e correr pelada na rua e bater a cabeça na parede pra ver se funciona viu... Até o post está sem nexo! Não consigo nem escrever parágrafos emo e coerentes. Então é isso aí. Vou aproveitar minha vontade de procrastinar para fazer uma lista de músicas legais com as quais me identifico, em nenhuma ordem particular. (Os links levam a uma página do youtube. Não consigo usar o embutido no blog ok.)
1- Sonata sopra la Monica - Biagio Marini
Com esse nome e sendo música barroca não tinha como não estar na lista.
2- Dreams - Cranberries
Essa música é muito bonita. Tirando a parte do 'you're a dream to me'. Romantismo = blé.
3- Grey Street - Dave Matthews Band
Essa é minha parte favorita: She could change everything about her using colors bold and bright/But all the colors mix together - to grey
4- To the moon and back - Savage Garden
Claro que Affirmation é a mais bonita&cheia de mensagens, mas deixem-me ser emo. 'Mama never loved her much/And, Daddy never keeps in touch/That's why she shies away from human affection'
5- Regina Spektor - Open
Ela tem várias músicas que poderiam encher a lista, mas acho que essa é a última na qual viciei...
6- God-like - Gogol Bordello
Essa música tem uma letra MUITOBOA. 'When I’m hurting myself/I just try to hurt you /you respond with tears/but they are never true'
7- Do you realize/ Fight test/ Yeah Yeah Yeah Song - Flaming Lips
Eu amava fight test até descobrir(porque óbvio, sou lenta) que é praticamente uma cópia de Father&Son, do ex-Cat Stevens. A música continua boa, mas caiu no meu conceito. Daí vem a meiga 'do you realize', que parece por demais com uma música do John Lennon. Então o link é de 'yeah yeah yeah', que por enquanto ninguém denunciou como cópia.
8- If I ever feel better - Phoenix
Nunca fui de escutar uma música sem parar, mas essa...
'I'd better learn to accept that/There are things in my life that I can't control'
9- Selfish Man - Flogging Molly
'I'll never change or rearrange, till I've finished what I've started/And life leads me here /It shows me I have never really loved no one but me '
10- Let a boy cry - Gala
Para encerrar o post, música rbd dance dos anos 90! Adorava o cd dela lá por 98.
Edit: pff errei o branco do header. Mas nem vou trocar... photoshop demora demais pra abrir.
Postado por M.D.O.M. às 3:20 PM 4 comentários
Labels: drama
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Mas mamãe não quer deixar
Aeeee! Voltei em uma semana! \o\ /o/
Quarta-feira passada também não fui para o alemão. Saí da aula, fiquei no ponto esperando o único ônibus e... e... ele passou do outro lado da rua! Fala sério! Fiquei puta e decidi voltar pra casa... e então... ele passou do meu lado da rua! Que raiva de mim mesma ¬.¬ !
Semana passada acabaram as temporadas de Lost e House, e essa semana acaba American Idol, o que me deixará órfã de séries e com menos opções para procrastinar. Falando nisso, vou deixar o post maior ainda falando sobre as demais séries que eu assisto. São três: Lie to Me, the Mentalist e The Listener. São todas meio parecidas, sobre uma pessoa com um talento/poder e que ajudam a polícia a investigar assassinatos/sequestros. Lie to Me é sobre um psiquiatra/psicólogo(?) que estuda as emoções demonstradas em microexpressões faciais, The Mentalist sobre um homem que se dizia leitor de mentes e médium até sua família ser morta e The Listener é sobre um rapaz que ouve e vê os pensamentos dos outros de verdade. Eles geralmente resolvem tudo sozinhos também, o que me deixa meio brava às vezes. Os EUA devem estar realmente descrentes da polícia para essas séries fazerem sucesso.
Terminei de ler Adventures of Huckleberry Finn. Não sei porque várias bibliotecas baniram esse livro alegando ser racista. Primeiro que o contexto histórico do livro tem que ser levado em conta e segundo que o livro é sobre os dois protagonistas procurando a liberdade e desenvolvendo uma grande amizade. Enfim, resumo básico: o pai do Huckleberry Finn volta pra cidade após descobrir que seu filho ganhou muito dinheiro. Como ele é o pai, o dinheiro pertence a ele, e ele fica enchendo a cara e batendo no filho, motivando este a forjar sua morte e fugir pelo rio. Logo no começo do livro ele encontra Jim, escravo que também está fugindo, por ter ouvido falar que ia ser vendido. Seu plano é ir para alguma cidade livre, arranjar um emprego e levar a família. Então a dupla do barulho segue tendo altas aventuras! De interessante no livro há o conflito de Huck, porque ele sabe que os negros não são gente(sic), mas se afeiçoa ao amigo e não quer denunciá-lo, achei bonitinho quando ele diz que se for assim que ele vá pro inferno, mas não vai vender o Jim. Uma parte engraçada é quando Tom Sawyer aparece e diz que vai ajudar o Huck a salvar o Jim, mas na verdade ele vai criando dificuldades, porque se não iria ficar muito fácil e o nome deles não ia entrar na história, como de muitos prisioneiros famosos, e o Huck acha que isso não serve pra nada. E então Tom Sawyer fica bravo e diz que ele não sabe de nada, porque tem que fazer tudo igual aos livros.
No fim de semana só passeei, se é que essa é a forma verbal correta. Sábado almocei no apartamento da A-lien, tipo um almoço de inauguração do lugar. Comemos muita massa e depois jogamos Wii. Fiquei por lá jogando até dar o horário da apresentação da Lu. Chegamos lá, compramos o convite e ficamos espremidos numa salinha até poder entrar no teatro, que era só um quarto maior. Pelo menos todos os menos que 30 lugares foram ocupados. Haha, usei um símbolo de menor, cortou o post e esqueci o que tinha escrito. Mas a apresentação foi aquelas coisas né, tecnicamente ruim(luz/som), palhaços fazendo coisas meh... mas não é que minha irmã dá pra palhaço?(rááá) Eu ia postar o video dela aqui, mas e se ela não gostar? Se bem que do jeito que é aparecida vai querer... vou deixar para vocês escolherem.
Domingo fui ao planetário com pessoas estranhas músicos, mas só boiei em 1/3 das conversas. Lá tem uma rua com 'lápides'(?) de astrônomos famosos e um salão enfeitado por cartazes em diversas línguas com um vidro que torna muito difícil tirar fotos. Na sala ao lado da sala de videos tem uma exposição de tudo, desde um vaso estilo grego que no início achamos que devia ser sobre a musa astronomia mas no fim era sobre 'fontes'(?) passando por minérios da terra e até uma miniatura de um avião da british airways e uma nave do star trek. O caminho até o telescópio é iluminado só por luzes vermelhas, e fiquei morrendo de medo de tropeçar. O astrônomo simpático ficou contando histórias de estrelas, mas nada tão assim interessante para eu contar aqui. Interessante mesmo era a lanterninha com a qual ele apontava pras estrelas e que ilumina 5km! Eu quero uma dessas de aniversário! Ah sim, uma coisa triste que ele falou foi que em 4 anos não vai dar mais para ver o vômito de Hércules a via Láctea do observatório por causa da iluminação das cidades, que segundo ele iluminam mais o céu do que o chão. Muito lindo ver o céu de lá *-* Pena que não sai em foto! E pena também que não tiraram a câmera de quem ficou tirando foto com flash >:U! Pelo telescópio vi Saturno e Alfa do Centauro, e... pareciam figurinhas mesmo! Quer dizer, Saturno parecia figurinha, a estrela parecia só... uma estrela. E eu podia jurar que com lente nada ia ficar embaçado, mas as luzes ainda tem um tipo de aura em volta. De lá fomos comer pão na casa do Malcom X, que mora em Golfinhos. Ele é uma pessoa legal porque gosta de tomar leite com toddy de colher. Não que eu conheça alguém que faça isso, muito menos faço o mesmo, claro.
Vou tentar atualizar os links do blog mais tarde... ou não.
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Tem um zumbi no gramado... não queremos zumbis no gramado
Tem umas coisas que a gente só percebe quando está tarde demais. Eu, por exemplo, só faço as coisas quando são absolutamente necessárias. Como comprar calças, por exemplo. Só agora percebi que a maior parte delas está rasgando. E é claro que não comprarei outras até essas rasgarem de vez. Ler notícias também é algo que eu deveria fazer mais, mas só pensei no assunto quando cheguei no terminal de ônibus e um funcionário me disse que estavam em greve. Logo, não fui pro alemão, mas vejam por esse lado, me animei a escrever no blog após muuuito tempo.
Eu devia ter um caderno da bondade/maldade à la Mundo Bizarro para anotar assunto para os posts, porque agora já esqueci de praticamente tudo que fiz.
Fui pra cidade cinzenta conhecer a virada cultural e pessoas do plurk. A virada é aquelas coisas né, cheia de gentes mais interessadas em balada e festa que em cultura, virgens gritando no cinema e filas enorrrmes. Cultura mesmo falta... se bem que a popular nem faltava, tinha várias estátuas de rua, um cara cantando música ruim com carro de som na rua, artistas de circo, &c.
Assisti dois filmes, ainda não bons, mas menos ruins.
Um foi 'eu te amo, cara', que é meio comédia romântica para homens. Um rapaz decide casar, mas se desespera ao descobrir que não tem amigos para serem os padrinhos, enquanto a namorada tem váárias amigas. Daí vem a série de piadas né, ele conhece um cara fanático por futebol, um que acha que ele é gay, um velhinho... e a amizade de verdade vem com um cara que ele conhece por aí. E mais piadas comparando o relacionamento deles com um namoro. Melhor que a média, principalmente por ter o Rush tocando no filme!!!111!!!!1
Outro foi Wolverine. Sim, é um monte de cenas de ação com um romance ultra piegas(meldels o que era aquela explicação do nome...), mas eu gostei. Principalmente por ter o Hugh Jackman pelado, claro(podem chamar de çafada ok). Além disso(spoiler?) não sabia que o Wolverine e o Dente de sabre(que é feito por um ator meio fraco para ser ele) eram irmãos!! Por onde estive??
Terminei de ler A Prisioneira, quinto livro de sete de Em busca do Tempo Perdido. O autor conta sua vida praticamente conjugal com Albertina, aquela que ele só quis casar quando soube que ela tinha caso com outras. O protagonista tenta vigiá-la de todas as formas e quando pensa em se separar dela porque ficou tedioso, descobre que ela pode estar vendo alguma moça escondido e fica todo desesperado. O final do livro é muito bom também, novamente emocionante e motivando a ler o próximo. Minha visão do amor fica cada vez menos romântica a cada livro que termino...
Outra coisa que me impediu de postar esses tempos foi o jogo Plants vs Zombies. Lembrem-me de não jogar mais nada que me recomendarem. Pelo menos não enquanto preciso terminar coisas do mestrado... Bem é um típico jogo de defesa, você é o dono de uma casa que está sendo invadida por zumbis e, por sorte, tem plantas que podem defender seu jardim/quintal/telhado. Não é muito difícil(tanto que eu já zerei), e depois de ganhar o jogo ainda aparecem diversos minijogos. Tentador demais... Assistam ao video, e se acharem legal baixem/comprem o jogo.
Troquei de header de novo, e o resultado é mais um exemplo para a campanha anti-inclusão digital. Ok, assumo que usei photoshop, mas a maquiagem é de verdade.
Sabem a letra de música de dois posts atrás? Está fazendo o blog ter umas 15 visitas por dia! Não que isso faça alguma diferença, já que não tem nenhuma postagem über interessante para que os fãs de Stefhany comentem ou favoritem o blog. Quase me sinto mal por conseguir visitas assim...
Mas por hoje é só. JURO que volto em breve.
Postado por M.D.O.M. às 8:07 PM 5 comentários
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Os políticos mudam, mas eles nunca vão mudar isso
Não morri nem desisti do blog. Só entrei em uma fase deveras preguiçosa. Eu poderia me desculpar, mas não é como se vocês estivessem sentindo aquela falta dos meus textos como eu sinto dos episódios de Lost.
Por onde começo? Bem, tem a história da passagem de ônibus... eu falo muito da Lady Murphy aqui, porque ela é minha fadamadrinha/anjadaguarda. Mas o Herr Rennó disse que muitas coisas acontecem por causa da Lady Dummy, e a história a seguir é uma delas. Queria ir para a cidade-sanduíche na páscoa, e comprei a passagem via internet para 7 da manhã de quinta. Quase perco o ônibus, porque nem dormi e quando saí de casa esqueci dos ovos, e tive que achar um táxi correndo. Chego na rodoviária, ómi do guichê me diz que meu nome não está na lista de reservas? -mas eu fiz moço! -'não está aqui, e agora o ônibus está cheio, vai ter que comprar outra' -'masmasmas- -'só dá para resolver isso lá, não aqui'. E nem com o meu extrato do banco dizendo que eu comprei uma passagem lá o cara aceita. E lá fui eu jogar pelos ares 40 reais, comprando a passagem com dinheiro. Na cidade sanduíche, meus pais me lembram que nem sabia o nome do cara que me atendeu, e logo, de que adianta o extrato? Enfiei o sorvete na testa e bati a cabeça na parede, mas não resolvi nada, é claro.
Ganhei muitos ovos de páscoa, mas não enjoeei de chocolate... e só passei mal com o ovo diet. Porque sempre esqueço que o adoçante diet em excesso dá diarréia? Acho que não posso reclamar muito de como ninguém nunca aprende, já que eu mesma vivo repetindo meus erros.
Só vi filme ruim, e faço questão de falar mal de todos no blog e ocupar preciosas linhas em que poderia desenvolver melhor a análise dos livros que vem a seguir.
Presságio é um filme de suspense em que uma menina há 50 anos parece ter previsto todos os acidentes que mataram um significativo número de pessoas no mundo/estados unidos. No fim(spoiler!), é mais um filme de alien matando a humanidade. Vocês estão se perguntando agora porque eu achei o filme ruim... ora, a humanidade é sim destruída, mas os aliens fazem uma nova arca de noé para recomeçar do zero em outro planeta de cg ruim. Os seres humanos vamos fazer tudo de novo e os aliens vão ter que voltar para matar-nos mais uma vez. Pfff! Além disso esses aliens pareciam mais vampiros que aliens, e sussurravam como o monstro de fumaça de Lost. Só vejam o filme se gostarem de metrôs colidindo, aviões caindo e pessoas pegando fogo.
Outro filme foi Street Fighter- A lenda de Chun Li. Nem vou comentar a escolha da atriz, que além de ser mestiça, não tem as coxas da lutadora. O bizarro é que tudo bem, colocaram uma mãe ocidental para dar uma disfarçada, mas ela criança é feita por uma chinesa que não tem olho claro! O roteiro do filme parece coisa de filme policial ruim: menina tem o pai levado por bandidos que querem a ajuda deles para fazer negócios, ela cresce, aprende a lutar, enfrenta o bandidão e vence, fim. Tem a dupla de policiais que não faz muita coisa, uma bonitona e um gostosão que deviam ser personagens de SF também, mas são tão meh que nem parecem.
O último filme ruim dos últimos tempos é Dragon Ball evolution. Como disse o tio Dos Santos, evolution quer dizer que vão mudar tudo na história. E mudaram mesmo: Goku, além de ser um ocidental ¬¬, vai ao colégio, é humilhado e gosta da menina mais popular da escola. Aí o vô morre e ele descobre que tem que salvar o mundo, e para isso precisa ter fé em si mesmo. Só não é pior porque tem algumas piadas infames, provavelmente tudo que Toriyama pode fazer para salvar seu filme. Tantos clichês... e a primeira fase do anime era tão divertida!
Hoje é o dia do livro segundo a unesco, mas isso não quer dizer que li mais ou melhor.
Terminei The adventures of Tom Sawyer, do Mark Twain. Todos conhecem a história do menino que apronta todas mas no fundo tem um bom coração... ela tem sido utilizada largamente por mangás. É bem divertido mesmo, e é desses livros que o autor aproveita para fazer comentários sarcásticos sobre os adultos e a sociedade da época. Recomendo.
Também li O Jogador, do Dostoiévski. São as notas de um jogador, explicando o que se passou para que ele chegasse aonde está. Tem mais críticas e comentários aos estrangeiros&russos que alta jogatina, mas o vício certamente tem destaque na trama, além de ser muito bem descrito. Muitos dizem que é autobiográfico, porque o autor foi um tempo um jogador ativo de roletas. O final é surpreendente e um tanto aflitivo. A parte que mais gostei foi quando ele entra em uma espécie de delírio, me lembrou o Memórias do Subsolo.
Encerrando a seção literária do post, temos o Discurso da Servidão Voluntária, de Etienne de la Boétie. Não gosto muito de comentar os textos que leio para a faculdade, mas esse é bem curto e não cheio de jargões. O autor discute a questão da tirania se perguntando porque o povo se permite ser dominado. Há dois motivos principais: o costume, porque a natureza, mesmo amando a liberdade, pode se acostumar facilmente a ser dominada; e o fato das pessoas trocarem favores com quem está no poder. Num parágrafo muito interessante ele diz que o tirano não é sustentando por milhões, e sim por quatro ou cinco, dos quais dependem seiscentos, e deles seis mil, todos intrincados numa rede de favorecimentos. No fim, há tantas pessoas para quem a tirania ajuda quantas a quem só prejudica. Uma coisa interessante do texto é que o autor só da exemplos da antiguidade, assim como o Montaigne. É realmente como se a Idade Média fosse uma era das trevas mesmo, e o mundo para os renascentistas começasse na Grécia Antiga, passasse pelo Império Romano e puft, século XV.
Já que o post ficou enorme mesmo, vamos lá falar das minhas inutilidades.
Essa semana meu favorito saiu do American Idol! Que coisa, o outro que foi salvo semana passada canta muito pior! Mas vou continuar assistindo, é claro... tão triste não ter ninguém com quem falar isso, o pessoal pela internet gosta do cara que grita com a língua de fora.
No meu tempo livre(não que eu tenha um, eu deixo de estudar para isso na verdade) viciei no poupée. Site para menininhas pra fazer upload de fotos de coisas 'fashion' e em troca você ganha items para vestir sua boneca, ou lacinhos, a moeda do site. Lendo as regras, vi que um dos itens podia ser 'book covers', o que para mim significa capas de livro. E lá fui eu fotografar meus livros, muito melhor que fotografar minhas roupas. Daí surgiu a dúvida se 'book cover' na verdade não se referia a capas frescas feitas para os livros pelas pessoas. Só que aquela porcaria não tem e-mail de contato caso a FAQ não responda o que foi perguntado. Eu sei que capas de livro não são itens fashion como jóias, sapatos ou bolsas, mas se tá lá que pode... acho que ficarei na dúvida eternamente.
Eu também tinha altas reflexões sobre a vida, mas elas ficarão para o próximo post(se eu lembrar, é claro).
Postado por M.D.O.M. às 9:14 PM 4 comentários
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Domingo, 5 de Abril de 2009
Post especial de letra de música
Tem tanta, mas tanta gente chegando no blog procurando a letra da música da Stefhany que eu até fiquei com dó de não ter o que elas procuram, afinal, também muitas vezes já cliquei num link que não me levava à resposta esperada.
Então aí vai, Eu sou Stefhany, de Stefhany, versão da música A Thousand Miles, da Vanessa Carlton. Não esqueçam de procurar no youtube o clipe da versão brasileira, com direito a coreografia de Beyoncé e tudo o mais.
Em frente do meu portão
Te Esperei
Te Esperei
Não Veio
Agora vou te mostrar que
Não Sou mulher
Não Sou Mulher
De Esperar
Eu Sou Linda Absoluta
Eu Sou Stefhany
No meu Cross Fox
Eu Vou Sair
Vou Dançar
Me Divertir
Não Vou Ficar Mais Te Esperando
Pois Agora eu Sou Demais
E ao Chegar a Festa Vejo Você
Dançando e Beijando
Outra Mulher
Será Se Você Pensa Que Vou Chorar
Me Disesperar como
Um Velho e Bobo Rômance
Eu Sou Linda Absoluta
Eu Sou Stefhany
No meu Cross Fox
Eu Vou Sair
Vou Dançar
Me Divertir
Não Vou Ficar Mais Ficar Mais Te Esperando
Pois Agora Eu Sou Demais
Ah Ah Eu Esperei De Mais
Ah Ah Não Vou Ficar Aqui
Ah Ah Não Posso Mais Ficar Aqui
Enfrente do Meu Portão
Te Esperei
Te Esperei
Não Veio
Agora Vou Te Mostrar Que
Não Sou Mulher
Não Sou Mulher de Esperar
Eu Sou Linda
Absoluta
Eu Sou Stefhany
No Meu Cross Fox
Vou Sair
Vou Dançar
Me Divertir Oh !
Não Vou Ficar Mais te Esperando
Não Vou Mais Ficar Mais Te Esperando
Pois Agora Eu Sou
Não Não Não
Eu Vou Sair
Vou Dançar
Me Divertir
Não Vou Ficar Mais Te Esperando
Pois Agora Eu Sou
Agora Eu Sou DEMAIS
Postado por M.D.O.M. às 11:02 PM 6 comentários
Chore todas as suas lágrimas sobre mim
E lá se vai mais uma semana... o ano está passando muito rápido. Na verdade foram esses últimos anos que passaram voando. Isso ou estou ficando velha e nostálgica.
Quinta-feira duas coisas ótemas aconteceram, a primeira é que minha lente grudou no olho e eu fiquei doida desesperada esperando a Chelvis voltar para me ajudar a tirar. A segunda é que descobri que o gato está depressivo. Sim caros leitores, Didi não aguentou o sumiço de suas mães de casa e, como sua natureza já era emo, acabou ficando depressivo: fazendo xixi nas nossas camas e emagrecendo quase um kg. A veterinária recomendou floral, e se não der certo acupuntura, e se não der certo, remédio tarja preta. Prá vocês verem como eu e Chelvis estamos über preparadas para sermos mães! Que belo trabalho fizemos... ah sim, ele está castrado faz quase um ano, mas age como se fosse o pegador da rua. Mas como falta ferramenta, volta e meia a gata gorda do vizinho está aqui comendo a comida dele ¬¬. Ai gentes, sério, não nasci para cuidar de ninguém.
Para distrair, vamos falar de filmes.
E nessa semana tem dois, Spirit e Passageiros.
Spirit é um filme dirigido pelo Frank Miller que segue a estética de Sin City, mas ao contrário deste último não é muito fiel aos quadrinhos. No filme o protagonista tem poderes heroísticos, mas nos quadrinhos ele só finge a morte para continuar investigando. O que salva o filme é o Samuel L Jackson interpretando o vilão cientista louco estereotipadíssimo e seus ajudantes clones cujos nomes terminam com 'os'(daí temos ethos, pathos, logos, sos, adios, amigos). Como disse uma crítica, o filme fica em dúvida entre o noir e o batman anos 60 e acaba não se decidindo por nada.
Passageiros é um filme que no começo parece um suspense bem suspeito, que conta a história de sobreviventes de uma queda de avião que começam a desaparecer. Mas no fim é um dramalhão! Ah, que decepção, preferia que fosse uma coisa mais assustadora... pelo menos teve o Patrick Wilson pelado.
Hoje cortei meu dedo na cadeira de rodinha(hein, como?) e pior que foi fundo u.u
Além disso estou com preguiça da vida. Alguém me dá uns tapas pra eu acordar?
Postado por M.D.O.M. às 3:39 PM 3 comentários
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Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Interrompemos a transmissão urgente de fatos aleatórios e pseudoculturais de M para transmitir um mimimi da mesma.
Esses últimos dias percebi de verdade que é preciso pesar as consequências das nossas ações. Uma coisinha que a gente acha que é simples tempos depois se transforma em algo que merece um post gigante de uma pessoa morrendo de sono.
Fui tentar dormir agora e o que percebo? Sim coleguinhas, o gato fez xixi na minha cama. Pela terceira vez... em uns dez dias. Imaginem como estou feliz e bem-humorada/bemhumorada neste instante.
Tudo começou já faz umas semanas, quando o gato parou de usar a areia. Sabe-se lá porquê, mas sabe-se que ele começou a usar a areia do vizinho. Daí o cachorro da amiga da Chel fez xixi no pote dele(que eeeeeu lavei). E então o gato fez xixi nos meus bichinhos que tinham acabado de voltar da lavanderia e eu tive que mandar de novo. Alguns dias depois, ele faz xixi nas camisetas em cima da cama. Dessa vez achei melhor lavar na mão, e lá vou eu esfregar com sabãovanishvejaálcool e deixar de molho por um dia(não um dia direto, algumas horas, depois lavar de novo e molho de novo). E é claro que uma camiseta continua fedendo e irá para o lixo. Hoje, após um dia estafante de não fazer nada vou dormir e, surpresa de novo! Xixi de gato no travesseiro e no edredon. Deixei tudo no tanque lá fora, para levar para a lavanderia(de novo!). O foda é que da primeira vez eu já tinha perguntado pra Chel 'cadê a pá pra limpar o xixi do outro gato na areia do Didi?' e ela disse 'sumiu' e fim, nem procurou(essa era meio que responsabilidade dela, como a minha é colocar comida).
Antes que me venha mais um stalker que nunca comenta achar que estou falando mal do gato, já digo que não é isso. A questão é que quando decidi adotar o gato junto com a Chel achei que ia ser fácil, como era fácil cuidar das gatas da república. Dá comida, troca areia, leva no veterinário de vez em quando... às vezes o gato quer amor, você dá e fim. Mas que nada, nesses poucos meses de se tentar criar um gato de rua ele já deixou a gente sem dormir quando tentamos torná-lo um gato caseiro, trouxe baratas, pássaros pequenos e grandes mortos, e agora, xixi na cama. Embora, como tenha dito a Chelvis, possa ser também o gato do vizinho, aquele que eu já peguei comendo a comida do Didi. Se com o gato já estamos tendo problemas, imagina com filhos? Sério, tem que ter muito instinto de preservação da espécie ou medo de ficar sozinho na velhice para querer passar 9 meses com alterações no corpo para depois se arregaçar tendo o filho, passar noites em claro cuidando da coisinha que só cagacomechora, ensinar tudo que a criança curiosa quer, ouvir do filho que ele te odeia na adolescência e ser trocada por outra pessoa quando fica adulto.
E também achei que eu gostasse de gatos, mas era tudo mentira. Eles são certamente as criaturas mais fofas do mundo, mas a companhia deles não me alegra, e eu canso muito rápido de fazer carinho nele(ainda bem que gatos não lêem, ou eu estaria causando danos que precisariam de vários anos de terapia pro gato agora).
Bem, talvez isso fosse necessário para eu descobrir que realmente sou uma pessoa sem coração que não consegue gostar de bebês ou gatos ou coisinhas fofas indefesas. E não sei o que fazer. Obviamente não vou deixar de cuidar do gato só porque é difícil, mas também não sei se dá para tentar trancar ele de novo aqui dentro e não dormir por uma semana, ou trancar ele pra fora pra sempre com a comida e areia e água disponíveis para todos os gatos da vizinhança. Que falha de ser humano que sou! Mas tentarei manter um mínimo de dignidade não jogando o gato fora e inventando algum tipo de desculpa que não seja 'não tinha travesseiro nem edredon e morri de ódio de mim mesma' para não ir à aula de manhã.
Postado por M.D.O.M. às 12:55 AM 6 comentários
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Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Não pense que a cabeça aguenta se você parar
Mais um post sobre a minha über interessante vida!
Essa semana terminei de ler Cândido, do Voltaire. Esse é outro livro que eu tinha começado há algum tempo mas parei, porque o francês era avançado demais pra mim na época. Em português comecei a ler Zadig, que é basicamente um protagonista bom moço que vai se fodendo na vida, depois as coisas melhoram, daí no começo do capítulo seguinte pioram e assim sucessivamente. Claro que não aguentei mais de cem páginas disso. Cândido segue basicamente o mesmo esquema, só que ao invés de enaltecer as qualidades morais do personagem é uma sátira à filosofia de Leibniz, que, num resumo bem resumido(até porque nunca li) diz que vivemos no melhor dos mundos possíveis. Então a cada capítulo ele se fode de um jeito, e daí quando as coisas melhora um pouco ele diz algo do tipo: 'foi preciso que estuprassem a srta Cunegunde e ela fosse levada por um judeu para que nos encontrássemos hoje, de onde se conclui que estamos no melhor dos mundos possíveis'. E no fim, uma resolução à la Rousseau de cultivar o jardim.
Por falar em otimismo, recebi um e-mail do meu amado&idolatrado desorientador comentando a minha tradução.
-suspense-
Ele gostou! Quer dizer, não está perfeito, lógico, mas está bem melhor que as versões anteriores, e com cara de texto em português, não cheio de vícios de tradução. Até encontrei-o na unipunk no dia seguinte para ele me dar seu livro novo *-* , Filoctetes, de Sófocles. Essa tragédia mais desconhecida(em comparação à trilogia do Édipo) baseia-se na lenda/mito/história do personagem-título(dã!), em que ele teria ido à Ílion guerrear, mas foi abandonado numa ilha deserta após ser picado por uma cobra que deixou seu pé soltando um 'pus purulento' e com muita dor. Acontece queeee, dez anos depois, eles estão perdendo a guerra de Tróia e o 'adivinho' diz que precisam do Filoctetes e do arco que ele ganhou de Héracles. A tragédia então é o Odisseu fazendo o filho do Aquiles enganar o pobre coitado do Filoctetes e o jovenzinho escolhendo entre pegar as armas e fugir ou ajudar o doente. E é claro que Filoctetes quando descobre não gosta, ele é um homem de princípios e prefere morrer sozinho a ter a companhia daqueles que o abandonaram. E ele tá certo!!! Eu adoro o Odisseu, mas até que gostei do plano dele não dar certo nesse livro. Que lutar pelo bem da Hélade o quê, largaram o coitado e agora que precisam mesmo tem mais é que negar e mandar flechada certeira. Claro que no fim baixa um deus e manda ele ir(metáfora de mudança psicológica), mas o que importa é a intenção.
Mas olha, não vou dizer que me surpreendi com o comentário do meu orientador, no fundo a gente espera o pior porque sabe que não vai acontecer de verdade, mas eu me emocionei de verdade. Eu já disse isso no blog, mas como ele é meu posso até falar toda semana que sou fã do hanson que ninguém vai poder reclamar. Mas não é isso que eu ia dizer, claro, eu ia dizer(como já disse) que desde a minha juventude ir bem na escola sempre foi fácil. Nunca precisei passar as tardes estudando para ir bem nas provas. Não que eu seja uma gênia, sempre tive uma boa memória para armazenar coisas. E até a faculdade isso bastou para eu nunca ter que me esforçar, e tudo foi sempre tranquilo. Até o mestrado e as críticas merecidas. Eu fiquei muito abalada, porque nunca precisei melhorar nada, nunca refiz trabalhos ou nada do tipo. Passei bastante tempo me odiando e sendo emo... mas então eu decidi que ia mudar. E li mais livros, traduzi com atenção e consegui melhorar. Vou ser a melhor na área? Não. Mas estou melhor do que antes, e vou me esforçar para terminar melhor ainda. Porque eu consigo.
Entretanto aquele ditado popular 'alegria de pobre dura pouco' não está na boca do povo à toa. Hoje peguei da caixa do correio um aviso de que se não pagássemos a conta, a água seria cortada. Mas tipos que eu paguei a conta certinho né, e quando fomos conferir adivinhem? Paguei a conta da casa da frente!!!!!! As contas não vem nos nossos nomes, vem nos nomes dos donos da casa, que começam com a mesma letra. E o número do hidrômetro é quase igual! A conta de luz vem com 'casa 2' e 'casa 1' pelo menos... as meninas da frente disseram que não pagaram a nossa, e sim a delas(de novo) pegando um boleto na internet. Fui lá no departamento responsável e o que ouço 'olha, é melhor você prestar mais atenção da próxima vez, porque os entregadores não entregam mesmo e não tem nada que a gente possa fazer'. Claro, faz todo o sentido do mundo eles não darem a mínima se a conta chegou ou não, porque eles podem dizer que o usuário é quem deve correr atrás. Ainda bem que a multa era de alguns centavos, mas eu fiquei muito brava com a situação toda... e quando eu fico brava eu choro, porque não sei controlar minhas emoções direito. Não, não chorei na frente da funcionária, embora tenha sentido vontade. Mas segurei, porque chorar na frente dos outros por bobagens assim parece querer inspirar piedade, e eu não quero dó de ninguém. Engoli o choro e pensei em modos de não fazer isso de novo, e é assim que eu tenho que reagir >:U! Por isso que tem essa frase descaradamente roubada do postscret no header do blog... a cada dia mais forte.
Para completar o dia, quando voltei do concerto de cravo da unipunk, fui deitar na cama para ler e... o gato fex xixi nos bichinhos que acabaram de voltar da lavanderia! Faaaala sério! Sinto-me como o Cândido, para cada coisa boa, trocentas ruins. Mas no fim temos mesmo é que cuidar do nosso jardim...
Postado por M.D.O.M. às 9:46 PM 3 comentários
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Domingo, 22 de Março de 2009
Seu mundo nada mais é do que as pequenas coisas que deixou pra trás
Olá blog! Já faz um tempinho... -assovia-
Bem, sem mais delongas vamos ao post. Começando pelas tradicionais seções de livros e filmes.
Finalmente terminei de ler o quarto livro da heptalogia(?) Em busca do tempo perdido. Não me canso de dizer o quanto o cara é bom, então vamos lá dizer pela quarta vez: ele é muito bom! Sério, melhores digressões que eu já vi. O que ele fala do homossexualismo é tão bonito, com flores e natureza! Uma curiosidade do livro é que, embora ele seja escrito como uma autobiografia, não é bem a vida do autor mesmo. Proust era gay,mas no livro é hetero, e dizem os críticos que a Albertina do livro é um taxista que ele namorou e até levou pra casa dele... com a esposa. Então no livro como ele retrata? Dizendo que sempre desconfiou que Albertina tivesse essas inclinações viciosas! O final do livro é emocionante também, altas reviravoltas de novela.
Outro que finalmente terminei é Ética demonstrada à maneira dos geômetras, do Spinoza Espinoza Spinosa Espinosa. Eu comecei a lê-lo há muitos anos, mas ele tentanto provar que deus existia... nunca engoli isso. Mas o tempo passou, entendi que filósofos partem dos pressupostos mais doidos para seguir numa argumentação lógica e daí acham que estão certos. Mas enfim, superei meu trauma com o livro e voltei a ler. E não é que é um tratado muito interessante de ética? Gosto de autores que falam mal da humanidade, ehehe! Falando nisso, ele diz antes de Schopenhauer que o desejo é a essência do ser humano. Gostei do livro, apesar dos pesares.
Vamos aos filmes assistidos então.
Começando por O olhar de Ulisses, filme über cult com o Harvey Keitel. Tipos que o filme começa com citação de Platão e termina com citação de Homero, além de incluir cenas beeeem longas de paisagem(que são, aliás, muito bonitas). O ápice do pseudismo sobre um diretor de cinema que volta à Grécia para divulgar seu filme e procurar o primeiro filme produzido na grécia e nos balcãs. Descobri que não sei nada de geografia depois de ver o filme... nem imaginava que a Grécia fazia fronteira com a Albânia ehehe! Bem, o filme é uma espécie de jornada de si mesmo(com direito a ter uma única atriz para todos os papéis femininos) e também de unificação dos países, porque no fim todos são iguais &c. Absurdamente pretensioso, mas tem umas cenas muito bonitas também.
Assisti Jogo entre ladrões, filme sobre... ladrões e seus planos espetaculares. Se fosse só isso até que seria maizomeno, mas que mania de encher de romance! E como assim, perder a cabeça por uma moça que ele conhece numa semana e nem conversou direito! Como diriam por aí, isso é que é chá de buceta.
Também vi Gran Torino, filme de/sobre/para/com Clint Eastwood, também conhecido como 'meu pai se ele não fosse japonês'. Assim que a esposa morre e vizinhos chineses se mudam para o bairro a vida de Walter Kowalski dá um giro de 180°, ou algo parecido poderia ser a sinopse. Tem umas cenas bem engraçadas, e um dos temas principais é o preconceito, então os vizinhos são chineses(na verdade são Hmong, mas deixa pra lá), o barbeiro é italiano, as gangues são latinas/negras/chinesas e a atendente do médico é muçulmana. Um belo filme de drama, apesar dos estereótipos de família tradicional.
Na minha vida, nada de muito diferente. Domingo a amiga rica da Chelvis veio aqui com o cachorro de marca para deixar o convite do casamento. E não é que o cão fez xixi no pote de comida do gato???????!?!!()!(*&!%#$@$&¨??? E é claro, quem teve que limpar? A dona deste blog!!!!!! Vê se pode minahs getns! Dona Chelvis podia ter chego atrasada no trabalho, mas nããão, eu que tive que limpar quando voltei! E ainda teve a cara de pau de dizer que não contou pra amiga sobre isso e que era a mesma coisa que o nosso gato de rua ir fazer xixi no jardim de outras pessoas. Para dar o troco(sim, maturidade pra quê) não lavei a louça por vários dias.
Quarta-feira, na feirinha da unipunk, consegui almoçar de graça! Toda semana vou à barraca de comida árabe e peço um prato. Nessa semana tudo acabou mais cedo, e a moça me deu os restos e disse que eu não precisava pagar. Como sou pobre sem orgulho aceitei mesmo e daí? Essa semana espero ter comida pra mim...
Quinta-feira fui à primeira aula de dança de salão para pagar mico em público. Não tenho ritmo e a professora disse para eu não ir tão automática nos movimentos, mas enfim, um dia isso muda. A Chelvis disse que eles costumam sair para praticar as coisas da aula, daí eu me toquei que não sei bem porque estou fazendo isso, se não planejo ir dançar forró nem em baile da terceira idade.
Pode ter acontecido mais coisa, mas agora já cheeeeeega. Post grande demais, e não necessariamente bom.
Postado por M.D.O.M. às 11:02 PM 1 comentários
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009
No meu cross fox eu vou sair
Reparei que esqueci de postar umas coisas, então aí vai um post de coisas que aconteceram nesses tempos, mas nada recentemente. Recentemente só tenho me lembrado o quão difícil será o semestre...
Na seção filmes, assisti o Lutador, terminando (ou não) com os filmes do oscar. Lutador é tipo um rocky mais depressivo: lutador de luta livre está ficando velho, não tem boa relação com a filha, tá ficando doente... só que ao invés de ser um filme de superação pessoal está mais para um filme de como se virar com o que dá e o quanto dá para aguentar de uma vida solitária. Gostei, apesar de tanto metal na trilha sonora.
Também vi Watchmen, sessão lotada e tudo o mais. O problema pra mim foi que o filme foi fielmente baseado nos quadrinhos, e essa história de guerra fria é tão semana passada! Ah sim, o diretor é o mesmo de 300, então o filme é bem gay também. Tem o cara azul com o pênis de cg(embora nunca fique duro, como disse um crítico gay por aí) e o foco na bunda sarada do Patrick Wilson na cena de sexo(que foi hetero, calma gentes). Também tem aquelas cenas de violência em câmera lenta com sangue voando. Ponto positivo pra trilha sonora, cheia de músicas dos anos 80 e várias do Bob Dylan. Na verdade tem até My Chemical Romance, a famosa banda emo, tocando uma música mais ou menos decente. Não que seja uma BOA música, mas tem uma letra pseudo rbd, nada de Came a time/When every star falls/Brought you to tears again, até no clipe eles não estão mais com lápis no olho e franjas com escova, achei uma evolução.
Esses dias tive um sonho meio estranho... eu estava em uma cama com um filhote de gato muito muito fofinho, parecia de pelúcia. De repente o gatinho foi pro chão, e ele se transformou num coelho do mal, porque ele ganhou orelhas grandes, olhos vermelhos e asas(?). Então tive que pegá-lo e jogá-lo pela janela. Sempre tem essa coisa de fechar a janela quando sonho com coisas do mal.
Acho que não comentei também de como eu devia parar de ter medo das pessoas. Tenho muito medo de dizer não, e a pessoa me odiar pra sempre, ou pior, ficar triste. Então dia desses, andando pela rua de casa, uma mulher no quintal de sua casa me pergunta se posso escrever uma coisa pra ela, porque ela tinha uma letra muito feia. Entrei, escrevi o destinatário de uma carta, e saí. Na volta, passando por lá de novo prestei atenção na placa 'benzedeira, lê tarô, búzios e amarração pro amor'. Claro que a minha paranóia me fez pensar em um milhão de coisas que poderiam acontecer comigo só porque a mulher tem uma amostra da minha letra.
No dia seguinte(ou anterior? Ou era o mesmo dia?) encontrei uma coreana no ponto de ônibus que é dessas pessoas que ficam tentando fazer amizade. Fazendo várias perguntas, falando da vida... até que ela pediu meu e-mail. E eu dei! Sério, onde eu estava com a cabeça???? E ela mandou mesmo, falando que a vida dela mudou depois da bíblia blá³ whiskas sachê. E agora não tenho cara de responder... Quedê meu lado house agora? Que decepção, M.
Postado por M.D.O.M. às 11:03 AM 2 comentários
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