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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo, Adeus Ano Velho

Eu mudei.

Não de vida ou de pensamentos, mas de blog. Consegui importar todos os posts e apesar de não conseguir eliminar a propaganda do googleads, até que estou feliz com o template.
Novos posts(e com sorte mais frequentes) aqui: mdom.blog.com

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu estava andando pela rua pensando na vida, quando a cobra de um cara piscou pra mim

Caros leitores, estou muito orgulhosa de mim mesma. Consegui expor minha opinião ao desorientador sem medo e ele aceitou! Antes de voltar a trabalhar decidi então postar alguma coisa para vocês não sentirem tanto a minha falta.
Quase consegui consertar meu horário de dormir, mas continuo tendo sonhos muito vívidos e muito bizarros. Outro dia sonhei que a casa dos meus pais estava caindo e que eu consegui tirá-los de lá, mas eu precisava voltar para buscar água ou morreríamos de sede. Depois sonhei com america's next top model, e depois com um carinha com quem eu estudei no colegial me dizendo que ia me pagar se eu arranjasse um cd com fontes(tipos) pra ele.
Ah, faz um bom tempo que não falo de filmes... assisti a vários: Tropa de Elite 2(muito bom), A Lenda dos Guardiões(corujas!!!!S2), Piranha 3D(horrível), A Suprema Felicidade(filme sem rumo), Homens em Fúria(título bizarro, filme bom).
E terminei de ler Baudolino(Umberto Eco), finalmente! Gostei bastante, é cheio de humor e detalhes históricos interessantes da Idade Média. Basicamente Baudolino, um mentiroso assumido, conta sua história de vida, desde que conheceu Frederico Barba Ruiva(o histórico). O primeiro capítulo é um dos melhores: escrito como se fosse pelo jovem Baudolino, é cheio de erros ortográficos e de um ritmo agitado.
Bem, o post tá curto, mas é só pra avisar que estou viva mesmo. Agora vou sair do pc que a moça vai limpar a casa.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Não sou ovelha negra, nem qualquer menina da vida

Tanta, mas tanta coisa aconteceu, que a cada dia tenho menos vontade de postar um post gigante.

Mentira, quase nada aconteceu, eu que sou uma vagabunda mesmo.
Bem, já que vocês estão ávidos por novidades, aviso que minha qualificação já está marcada e nesse exato momento eu deveria estar revisando a dissertação ao invés de estar postando aqui/jogando tetris. Aliás, tudo deu errado para encontrar meu amado&idolatrado desorientador. Cheguei super cedo na unipunk para imprimir uma cópia do texto, só para encontrar impressoras quebradas. Corri pelos institutos e consegui imprimir, mas cheguei atrasada no encontro. No mesmo dia eu ia entregar o relatório final, quando descubro que não imprimi um dos arquivos. No outro dia, volto à universidade e esse arquivo não abre direito no computador. Ótimo. Um dos caras consegue arrumar e eu finalmente entrego tudo e fico liiiiiiivreeeeee de burocracias. Pelo menos por enquanto.
Um dia a faxineira veio aqui, mas eu estava com tanto, tanto sono, que disse a ela que tava meio doente e precisava descansar(não posso assumir a vadiagem assim pra todo mundo né). Só que os deuses estão sempre contra os preguiçosos, e na semana seguinte fiquei com faringite, tossindo os pulmões e quase sem voz. A médica disse para eu descansar e não sair de casa de modo algum, então aproveitei para viajar para a cidade sanduíche. Claro que não descansei o que devia, já que mamis não tem com quem conversar e aproveitou para fofocar de tudo que podia, além de sair comigo várias vezes para mandar fazer o meu vestido chiquérrimo red carpet e comprar coisas.
Ah sim, mandei fazer o vestido para o casamento do qual serei madrinha, que emoção. Quase me senti uma pessoa adulta e responsável ao receber a caixinha com o convite de madrinha e um bloquinho que parece biscoito.
Bem, volto em breve com um post de livros/filmes.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Do jeito que você quiser

Olá você cujo orientador pediu notícias do trabalho só para dizer que não tinha tempo para ler agora.
Nesses últimos tempos tenho me sentido bem melhor. Revisei a introdução da dissertação, lavei louças, aprendi a subir a carreira no crochê e finalmente terminei de ler o primeiro volume de Les Misérables. Vou falar dele quando tiver terminado o segundo volume.
Na sessão cinema, assisti ao Toy Story 3D e quase me emocionei, o que foi muito estranho. Parece até que eu tenho um coração agora. O 3d é bem dispensável e o Totoro não fala nada, mas é bem divertido o filme. Claro que a melhor parte é o Ken metrossexual. Ou o Sr batata tortilla?
Também assisti KickAss, um filme de meta-herói. Sobre qualquer um poder ser herói(ou não), embora eu ache que ficaria muito mais legal se fosse um kill bill da vida, com uma vingança sanguinolenta.
Agora é hora de reclamar. Semana passada Rachelvis disse que não sabia se estaria bem para comemorar meu aniversário. Como ela é uma pessoa de lua, essa semana já estava toda empolgada de novo. A Jayna pegou a gente em casa e deixou a Chelvis na unipunk para a aula dela. Ficamos conversando e voltamos lá uma hora depois, quando a aula supostamente terminaria. Ligamos, e ela diz que está assistindo a uma apresentação, mas já está no fim. 20 minutos depois, ligamos de novo e eu pergunto 'você quer sair com a gente ou quer ver a apresentação?' 'os dois' 'não. Escolha' 'Tá'. Então ela chega, com a cara fechada e diz que só foi ver a apresentação porque decidiu sair mais cedo da aula para ver a gente, mas nós não atendemos os celulares. E é claro que ao invés de falar que ficou chateada com a gente, ela decidiu dar o troco querendo ver uma apresentação de ginástica no horário em que tínhamos combinar de sair. Falei para passar em casa para pegar meu celular, e pergunto a Rachelvis se ela quer trocar de roupa ou deixar a mochila em casa. Ela responde fazendo manha e eu digo a ela que ela tá falando naquele tom. Ela disse que sim e daí, e falei que se fosse para ela ficar de mau humor era melhor nem ir, o que obviamente a fez entrar correndo na casa dela. Quando eu fui pegar minha carteira ainda tive que ouvir ela dizer que só precisava de cinco minutos para se acalmar no carro e nem isso eu dei a ela, como se todas as vezes que ela fizesse pirraça ela tivesse melhorado. Uma coisa é não saber disfarçar os sentimentos, outra é agir como uma criancinha quando as coisas não acontecem como o desejado. Enfim, saí com a Jayna, e conversamos e comemos comidas gostosas e nos divertimos, e ela me deu uma echarpe chiquérrima e roxa.
Volto novamente com notícias do casamento e do meu aniversário.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Assaltei lojas de conveniência porque achei que elas facilitariam

Caros leitores, quase morri do coração agora. Lá estava eu procurando citações para engordar minha dissertação quando encontro uma online de uma enciclopédia bizantina do século X, em inglês com o original do lado. Eba, que sorte! Procuro pelo nome do autor que eu estudo e o que encontro? Um santo que nasceu no século III e morreu mártir. Q/ Fui procurar no google e, pasmem, em vários sites ele estava como um santo de janeiro. Toda minha dissertação baseada no quanto ele foi rbd e satírico e eu me deparo com isso? Só não morri porque fui procurar de novo na enciclopédia e descobri que existem dois... Felipe de Santos históricos(até colocaria o nome verdadeiro dele, mas sou paranoica demais).
Assim que o envelope com o relatório final estiver no correio volto aqui para contar sobre eventuais filmes, livros e problemas da minha vida.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Talvez eu possa convencer o tempo a ir mais devagar, me dando mais tempo para virar adulta

Daí que eu tava na fossa, me sentindo a gorda que todos apontam na rua e riem. Nas ruas do centro, voltando pra casa, ouvi alguém falar 'gordinha!' quando na verdade estavam chamando o guardinha perto de mim. Paranoia, a gente vê por aqui. Daí uma pessoa X me contou uma coisa que eu meio que esperava mas não queria que acontecesse, na verdade eu queria justamente o oposto. Como a pessoa X me pediu segredo de Estado, não posso contar aos leitores do blog, mas bem que eu tava com vontade ascfhdsiufh7833qer3jdeoiwsdcvh0rt34qrfwhbefnclsouhfgbh!!!!

Para controlar minha enorme ansiedade de sair espalhando isso por aí(sério, tô quase tendo espasmos), vou contar sobre os livros e filmes que vi nesses tempos de não postagem.
Começando pelos filmes. Assisti a vários, começando por... O Golpista do Ano, que na verdade deveria se chamar o golpista do século. Foi baseado na história de um prisioneiro dos eua que já fugiu diversas vezes e fazia vários golpes. O filme é mais sobre o relacionamento dele com um outro prisioneiro, e como ele conseguiu libertá-lo e fazer ele ser preso de novo. Podia ter sido um dramalhão, mas tem altas doses de comédia para compensar o romance. Recomendado.
O próximo filme é Princípe da Pérsia, baseado em algum jogo que certamente não é o que eu jogava no dos na casa dos meus primos. Tem bastante ação, alguma comédia e um enredo tão clichê que nem valeu a pena ter visto, apesar dos músculos do Jake Gyllenhaal.
Também assisti Esquadrão Classe A, sabe se lá por quê. É uma comédia de ação sobre um grupo militar muito foda e maluco que é enganado por um grupo paramilitar e planejam vingança. A única parte mais ou menos interessante é quando um deles diz ter se convertido na cadeia e não acredita mais na violência. Mas como é hollywood, ele descobre que há coisas pelas quais se deve lutar, quer dizer, matar.
Cartas para Julieta eu queria assistir por causa do Gael Garcia Bernal, mas ele aparece muito pouco e com um personagem chato. Em Verona, algumas mulheres respondem às dúvidas amorosas deixadas na suposta casa da Julieta Capuleto. A protagonista do filme responde uma carta de cinquenta anos atrás e a senhorinha chega na Itália com o neto para encontrar o amor de sua vida, enquanto o marido da protagonista tá num leilão de vinho, ou seja, nem preciso terminar de contar.
Comecei a ler na livraria francesa(que não é realmente a Livraria Francesa) o livro do Hugh Laurie, o Vendedor de Armas. É sobre um agente secreto que acaba por se ver envolvido em uma conspiração sobre a indústria das armas e das guerras. Achei bem engraçado e a toda hora tem alguma reviravolta. E foi escrito antes do 9/11, apesar de parecer que foi escrito por causa dele.
Também li a trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson. Como eu gostei do filme, achei que o livro ia ter mais detalhes, e tem mesmo. O primeiro, Os Homens que não Amavam as Mulheres, merece muito mais esse título do que o filme. Além do crime principal e o estupro da protagonista, as epígrafes dos capítulos são porcentagens da violência sexual na Suécia. Não conto mais do enredo porque é praticamente igual ao filme, exceto a parte em que o Mikael transa com quase metade das mulheres do livro.
O segundo livro mais parece um filme de ação que de crime policial: vários assassinatos são cometidos e a principal suspeita é a Lisbeth Salander. Tentando provar a inocência dela, o Mikael acaba se deparando com um complô de instituições secretas, governo, polícia e até gangues de motocicletas. Após muitos tiros e perseguições e pessoas sendo enterradas vivas, o segundo livro termina com a ambulância chegando.
O terceiro livro precisa limpar a bagunça do segundo, então em mais da metade dele Lisbeth está no hospital se recuperando dos ferimentos enquanto Mikael tenta arranjar documentos provando a inocência dela e agentes secretos tentam encobrir seus rastros. Ah sim, o tema da violência contra as mulheres continua nos outros livros: no segundo o repórter que morreu estava investigando a prostituição de jovens do leste europeu na Suécia e no terceiro uma amiga do Mikael é assediada por ser a nova chefa. Achei os livros bem envolventes, quem quiser ler eu empresto.
E é isso aí.
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sou só um pobre rapaz, nao preciso de compaixão

E por todo esse tempo vi vários filmes, saí para alguns lugares e até li alguns livros. E estava para vir postar aqui, mas sempre ia fazer outra coisa. Hoje, voltando para casa, estava quase feliz, e bastante animada. Tinha ido pagar as contas e comprei um jantar saudável com frutas, e quando chegasse em casa o plano era voltar a mexer no mestrado. A uma quadra de casa tem uma escola infantil, e sempre que passo as criancinhas estão brincando e rolando na grama. Praticamente a descrição do paraíso. Assim que eu passo por lá, admirando a vida infantil, ouço um menininho gritar 'gorducha! Sua gorducha!' . Fico meio chocada e decido ignorar, e o menino continuou gritando até eu atravessar a rua e não conseguir mais ouvir. Se eu fosse uma pessoa adulta e madura ia ignorar e continuar vivendo minha vida como planejado, mas aconteceu de eu ser essa pessoa boba e traumatizada, então entrei em casa e comecei a chorar. E tudo volta à cabeça, desde que eu era uma criancinha e os outros riam de mim porque eu era gorda, até o ginásio, quando um menino disse 'claro que os homens não querem mulher inteligente. quem aqui gosta da m?' e no colegial, quando me diziam 'feliz dia do idiota' na hora do intervalo. E eu sei racionalmente que o passado passou e que eu tenho que ignorar essas pessoas, mas não consigo parar de me sentir mal, como se a todo e qualquer momento alguém vai aparecer e rir de mim e eu vou estar com as roupas de baixo na frente da escola toda e não será só um sonho desta vez.

Enfim, quem for comentar que é só eu emagrecer que isso passa, que tome no cu.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Quero seu amor e a vingança do seu amado

Tudo começa na quinta. Faltei no alemão e à noite, crise de choro. Por sorte Chelvis estava voltando da aula e me ouviu(segundo ela parecia que eu estava rindo). Ela também me deu a excelente dica de chorar com o travesseiro abafando para os vizinhos não notarem. Mas enfim, ela me tirou da frente do computador, me deu água e disse para eu concentrar na respiração. Minha irmã, desesperada, decidiu tirar a sexta das horas extras para vir me ver. O que foi bom, porque ela varreu a casa e pagou o almoço e trouxe o ds que eu fiquei jogando na viagem. Opa, estou adiantando demais. Assim que ela avisou que vinha, fui comprar passagem para a cidade sanduíche para ela via internet. E não é que descubro que comprei errado pra mim mesma? Compro outra e vejo que o guichê não funciona mais às 23h. Paciência, ligo de manhã. De manhã ninguém atende e à tarde ligo para as agências das duas cidades e me informam que eu devo ver isso na rodoviária. No guichê da rodoviária dizem para eu conversar sobre a troca da passagem na cidade sanduíche. No guichê da rodoviária da cidade sanduíche o atendente me diz que eu deveria ir à sede da agência, que só abre de segunda à sexta. Segunda às 10h saio de casa, 10h30 sou atendida. Do guichê central para o marketing, e no marketing abrem um processo para ver se dá certo. Saio de lá 10h45 e compro a passagem para o ônibus das 11h às 10h57, praticamente um filme de hollywood. E é claro que o ônibus atrasa vinte minutos, e eu sou obrigada a ouvir um homem falar sobre o trabalho, a filha, a sogra e como os japoneses são honestos e em recife tem muita lésbica porque os homens são violentos.

Na cidade sanduíche, muita comida, ds do cunhado e festa de 80 anos da tia, onde tive que ouvir meu pai reclamar da minha escolha de curso e da minha falta de namorado. Pelo menos ganhei mais doce da tia *-*.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E há tempestades que não conseguimos prever

Não sei se vocês lembram quando eu falei do anime NHK no yokoso (procurei no google, julho de 2007)... era sobre um rapaz que não saía de casa de modo algum, vivia jogando no computador e desistiu da faculdade. No Japão eles chamam essas pessoas extremamente antissociais de hikikomori. Pois bem, ontem à noite, quando eu saí para jantar, reparei que é isso mesmo o que eu me tornei. Eu queria jantar alguma coisa gostosa para compensar a tristeza do dia, e pensei em comer batata frita da lanchonete do palhaço, que é a coisa mais próxima de casa com esse prato. Chegando lá, vi que estava cheio de gente, e então decidi fazer compras na loja de conveniência. E, do nada, lembrei que uma das características dos hikikomori é só sair de casa para fazer compras em lojas de conveniência porque elas estão abertas quando não tem ninguém na rua. Claro que a minha desculpa é não querer encontrar pessoas conhecidas, e não sair para comprar comida de madrugada. No anime o rapaz só sai do seu estado letárgico porque uma mocinha apaixonada por ele tenta ajudar. Porque essa tem que ser a solução pra tudo nos animes/seriados/filmes? Ainda bem que há outras alternativas, como... remédios psiquiátricos.
Sobre a virada cultural: sabe se lá como saí daqui na hora do almoço e só encontrei a Luty perto da hora da janta. Primeira parada: Jair Oliveira. O ingresso era um kg de alimento não perecível e só nos lembramos disso... quando estávamos num shopping. Sem mercados por perto. Após andar muito e tirar foto da vitrine da H. stern achamos uma mercearia. O kg do arroz era doze reais. Um pocket show não vale doze reais. Mas compramos mesmo assim. Pra vocês verem como o tempo andou contra nós, o show começava 19h30 e teve no máximo uma hora. Jantamos e pegamos condução até a próxima parada: estação da luz, sinfônica tocando os carmina burana, que começava às 22h. E a que horas chegamos? 22h40! Pelo menos ainda deu para ouvir alguns minutos, mesmo que algumas pessoas muito mal-educadas quisessem ficar conversando. O pior foi uma dupla comentando como o show estava lotado, que era uma surpresa, que coisa o povo se interessando por cultura né, que bonito, vamos continuar enaltecendo a importância de um evento assim por meio de uma conversa pedante que vai irritar todos por perto que, por sua vez, vão nos odiar eternamente por atrapalhar o concerto. Enfim, saímos de lá sem saber o que fazer, procurando em vão por algum folheto informativo. Diálogo real: 'L- pra onde você quer ir? eu- ao cinema com musicais! Sabe onde fica? L - Não, mas a gente pode... procurar pelo centro, onde vai estar um inferno. eu- Er... então vamos para o cinema com degustação que você queria ir.l L- Mas você não queria ver musicais? eu- Sim, mas se não sabemos chegar... L - Mas o que você quer fazer? eu- Vamos logo pra avenida da cidade'. Chegamos lá bem em cima da hora(meianoite), e o cinema já estava lotado. Andamos três estações de metrô na avenida até o café do chico, onde comemos de novo e pensamos no próximo passo. Já era 1h30 e o show do Café Tango(um dos 937 grupos em que o Violinista toca) era às 3h várias estações de metrô depois, então decidimos chegar muito antes, só para garantir. Em um dos momentos mais hilariantes da noite, assim que saímos da estação não sabíamos onde exatamente era o lugar. Andamos algumas quadras e nada, só pessoas aleatórias pelas ruas. Por sorte(?) achamos um ponto de táxi, e pegamos um táxi para... atravessar a avenida. Sim caros leitores, era do outro lado da rua e não vimos. O motorista deu umas voltinhas só para dar dez reais e nos deixou lá, e eu lembrei imediatamente que era perto da ex-casa dos meus avós e futura casa do meu primo. Assim que chegamos, ouvimos uma moça perguntar sobre a programação, e o rapaz da entrada não tinha certeza se estava certo. Isso, acaba mesmo com o nosso planejamento! Fiquei lendo enquanto a Luty dormia e justo quando você precisa que o tempo passe rápido parece que você passou anos da sua vida sentada esperando. Enfim, a Luty continuou dormindo por todo o show, seguindo o exemplo do rapaz atrás de nós, e eu quase achei que era a única pessoa lá que não sabia dançar tango. Queríamos ainda ver Double You, mas começava às 5h, e saímos de lá 5h, e eu comecei a sentir dó da minha irmã, que estava com sono desde às 20h00. Fomos para a casa dela, dormimos até ser hora do almoço e depois de almoçar: show do abba cover!!!! Chegamos lá uns vinte minutos antes do horário programado e já estava bem lotado. Conseguimos chegar mais ou menos perto, atrás de pessoas que falavam inglês e na frente de um cara que dizia que a Agneta era a mulher dos sonhos da infância dele e do lado de um cara que fazia muitas, muitas perguntas chatas. O show foi lindo, me acabei de cantar e tentar dançar num espaço tão apertado, e por ter sido numa área considerada muito perigosa da cidade, foi bem tranquilo. Cheguei aqui com os pés doendo loucamente, mas até que num humor bom.
E daí parece que tudo quer te convencer, ou melhor, me convencer que nada dá certo. Primeiro foi o episódio de house, em que ele surta com o psiquiatra falando que ele não tinha as respostas e que o house fez tudo que ele mandou e ainda não era feliz. Ok, não vamos surtar por antecipação pensando que vai dar errado em um ano, vamos acreditar no tratamento. E aí vem a Rachelvis dizer que já tomou esse remédio enquanto tomava outro que também mexia com a cabeça e eu Q/ 1) não deu certo com ela, porque daria comigo? 2) não quero ficar igual a ela, porfavorporfavorporfavor! Depois eu estava na unipunk conversando com o Violinista, e ele estava comentando como um amigo dele que tomava remédios de cabeça estava achando tudo lindo, e se perguntando como as pessoas podiam ser infelizes. Até aí, tudo bem, nada de negativo. E vem um cara, do nada, se intrometer na conversa, falando que um cara desses devia ser trancado num quarto escuro e apanhar pra ver se aprendia. A gente ficou meio chocado, com entreolhares típicos de filme e o cara não parava de falar como esses remédios funcionavam só por um tempo e que uma funcionária da biblioteca czar leites tentou se matar lá dentro enforcada, foi impedida por outros funcionários, levada ao hospital, e no mesmo dia se matou no campus numa árvore adequada a sua estatura. Sério. Com essas palavras. E encerro o post de hoje com essa pérola da indiscrição e falta de noção alheia, volto aqui antes do fim do mês(espero).

terça-feira, 11 de maio de 2010

Quando será a minha vez?

Já estava planejando começar o post cheia de mimimi, mas parece que vocês leram minha mente e não deixaram o post vazio de comentários. De qualquer modo, já estou com o remédio em mãos e o post será apenas sobre... entretenimento.

Primeiro a série Drop Dead Diva, de apenas treze episódios e que eu acho que não chegou a passar aqui. Uma modelo estereotípica morre e volta no corpo de uma advogada gorda e inteligente, que por acaso trabalha com seu namorado(ex, já que ela morreu). É uma comédia com direito no meio, com alguns casos que parecem impossíveis, mas que são solucionados com a inteligência que restou da advogada e a inocência da modelo. Tem alguns coadjuvantes muito bons, como a modelo que continua sendo sua amiga, o anjo da guarda e a assistente sarcástica e eficiente. Parece que vai ter uma segunda temporada esse ano, eu recomendo.
Assisti a alguns filmes também. Date Night é uma comédia tipo sessão da tarde com algumas piadas engraçadas, mas que não salvam o filme. Homem de Ferro 2 é legalzinho, embora eu não tenha assistido ao primeiro e nem lido os quadrinhos. A trilha sonora é boa... mas o roteiro é bem sem graça: antiherói age de seu jeito peculiar, quase estraga tudo mas no fim salva o mundo e beija a namorada. E claro, já assisti ao filme novo da Alice. E tá bom que minha memória para alguns livros não é boa, mas o filme não parece nenhum dos dois, ficou muito... são e quase político.
Bem, aproveitando o espaço, meu mais novo vício, apresentado a mim pela Jayna, é o looklet.com(vide widget ao lado). Ficar vestindo as modelos com roupas chiques é o que há.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Uma cadeira é uma cadeira, mesmo quando não tem ninguém sentado nela

Daí que a minha vontade mesmo era de estar chorando pelos cantos comendo pizza de chocolate, mas decidi agir de modo mais maduro e vir reclamar no blog.
Mas vamos contar as coisas desde o começo. Como todos vocês sabem, nunca estive muito bem ou muito normal, e muito menos feliz comigo mesma. E as coisas foram se acumulando e se arrastando, até eu só ter vontade de chorar, não querendo nem matar o tempo na internet. A psicóloga do pronto atendimento da unipunk sorria muito, e disse que era muito triste eu não ter vida social. Ela recomendou que eu procurasse acompanhamento imediato e me deu uma lista com três nomes. Marquei com duas, em cujo endereço eu sabia(mais ou menos chegar). A primeira, vamos chamá-la de Risonha, sorri bastante e fica fazendo gracinhas para me animar, sem saber que EU ODEIO MUITO ISSO. Eu disse a ela que estava com problemas para terminar o mestrado, e ela falou para eu tentar aos poucos, primeiramente eu podia pegar o texto e corrigir. Desculpaê, mas eu não ACABEI DE FALAR que é justamente isso que com problemas para fazer? A segunda, vamos chamá-la de Mercenária, disse que eu deveria pagar as sessões de qualquer jeito, mesmo que eu avisasse com antecedência que iria faltar: daí o apelido. Ela sorri menos, o que é melhor, mas trabalha com associação livre, o que é bem pior. Eu tenho problemas para me expressar, então quando ela diz que é só eu ir falando o que penso sem me preocupar quando eu sei que não é só falar naturalmente e que ela está julgando cada palavra, nada sai. Então há vários daqueles momentos silenciosos bizarros, em que ela me olha com uma cara neutra e eu fico reparando na vela colorida que ela tem em cima da mesa, que não combina muito bem com a decoração vintage dela. Ela entrou no assunto delicado de namoros, e eu falei que a aparência era um obstáculo mas que a minha personalidade não é de deixar os outros se aproximarem também. Daí ela perguntou porque eu não emagrecia? E eu disse que isso não ia mudar muita coisa, porque eu não quero ninguém que só vá me querer pela minha aparência. E ela teve a audácia de dizer que eu devia tentar, vai que muda alguma coisa. Tô falando que não quero ninguém superficial, mulher! E psicologicamente o caminho é inverso, primeiro a pessoa se sente bem consigo mesma, depois ela decide emagrecer ou não. Quem está se odiando não vai fazer algo que seria bom para si mesmo.
Enfim, mas me falaram esperar mais um pouco. Pelo menos até eu ir ao psiquiatra e tomar os remédios que vão me curar (que as psicólogas leitoras do blog não se ofendam, mas praticamente todos por aqui, incluindo meu orientador, sugeriram ou terapia nenhuma ou psiquiatras). A dra. do Herr Rennó está ocupada até o ano que vem, então marquei com outra em cujo consultório consigo chegar. A raiva do dia é porque hoje era dia de consulta com a Mercenária, e eu, logo antes de sair de casa, percebo que meu tênis está com os amortecedores do pé esquerdo estraçalhados. Será que a dor na perna vinha disso? Daí lá vou eu procurar outros calçados. Poderia ir de sandália, mas aí teria que colocar a bermuda. Como Murphy me ama, o zíper estava quebrado. Colocar calças com sandália então, mesmo achando que não combina e a calça arrastando no chão. Obviamente já perdi o ônibus nessa hora, e vou ver táxis. Nenhum carro. Nos dois pontos. Mas vejam só que evolução: parei pra chorar no meio da rua? Não, voltei pra casa e ainda postei no blog! Agora vou sair para comprar tênis e quiçá o presente de dia das mães.
Próximo post: coisas mais felizes (?).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

No natal passado, te dei meu coração, mas no dia seguinte você jogou fora

Acreditem ou não, este é o post 500 do blog. Após 4 anos de constante declínio na produtividade de posts, atinjo o marco semi milenar. Claro que eu poderia fazer um especial do blog, e farei, mas antes, o que fiz nessa semana.
Sábado fui à apresentação de flamenco da Chelvis, ainda meio morrendo do resfriado. O número dela foi bem bonito e complexo, o problema foi a apresentação de dança do ventre que aconteceu na segunda metade do espetáculo. Olhem pra minha cara e vejam se pareço gostar de ver moças rebolando as coisas no funk das arábias... Filmei e a amiga da chelvis da cidade cinzenta, vamos chamá-la de Lulu da Pomerânia, a Lulu tirou fotos com sua máquinha super chique dos eua, e vai vender os cds com fotos e filmes para as alunas.
Quinta-feira(com ou sem hífen?) fui assistir à uma apresentação única de dança barroca. Única porque a disciplina não será mais dada na unipunk. As pessoas não estavam muito a caráter, mas algumas tinham máscaras, e a música era ao vivo. Foi como nos filmes que retratam o século XVII, achei muito legal. Bem, a professora dançando foi, os alunos deixaram a desejar, quase lembrei das apresentações da educação física ehehe!
Mais à noite fui com o Violinista e o 6 na casa de... Deus, para conversar e ouvir música. Eles tocaram uma versão horrivelmente assustadora de Noite Feliz, arranjada por Alfred Schnittke. E depois ficaram improvisando altas coisas, pena que minhas pilhas morreram. Uma hora o 6 se entediou, ou ficou com dó de eu ser a única não música e começou a me alfabetizar.
Bem, 500 posts em 4 anos. Vamos fazer uma retrospectiva rápida. O que estava eu fazendo há exatamente 4 anos?
-2005 - indo ao amigo secreto do grupo de jovens fãs de animação japonesa da cidade sanduíche. Poxa... faz tempo mesmo...
-2006- formatura da tia Funny na cidade cinzenta. Bons tempos de festanças...
-2007- muitos filmes. Fim do curso da pós da cuspe do qual me lembro muito pouco hoje. Bons tempos de fim de graduação...
-2008-voltando para a cidade sanduíche e sendo pessimista, igual a esse ano. Ceia de natal com a Chelvis, que não quer fazer esse ano.
Algumas curiosidades:
-o blog começou no weblogger, e era meu e da Luty, mas ela desistiu porque queria confete nos posts dela e nunca tinha.
-Comecei a colocar letras de músicas nos títulos em fevereiro de 2006.
-Troquei de template inúmeras vezes, mas esses tempos cansei e só troco a imagem do topo.
- Tenho 44 marcadores(q/ nem eu sabia que eram tantos!), o mais usado é o de filmes, em seguida lei de murphy, e então vem livros.
-edit -reparei que um dos posts era só rascunho, então esse é o post 499. Post 500: resumo do ano e do blog, aguardem(ou não).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

É o humor que estou...

Daí que essa semana fiquei resfriada e de molho, fazendo absolutamente nada. Sério, que coisa horrível! Só assoar o nariz e ficar no computador. Não nasci para isso. Também não para trabalhar, mas enfim... aproveitei para atualizar os links, embora tenha esquecido de mais da metade deles. Aproveitei e fiz uma conta no famoso 'me adiciona', não que eu queira adicionar ninguém, mas para reunir links diversos.Para o post não ficar muito vazio, testes...




Your Sloth Quotient: 63% -- haha mentiiiira!!!

You're a pretty lazy person, and you relish in your own sloth.
While being lazy does feel good, you're missing out on the really good parts of life that take a little work.






You Are a Haunted House - eba!


You are a deeply complicated and sometimes deeply disturbed person.
You can't help but be attracted to the dark side of life - even when it's pretty gruesome.
In relationships, you are honest and real. So real that it's definitely a little scary.
You don't fake it or play along just to get along. And people either respect this... or deeply resent it
Your life is thoughtful, deep, and even philosophical at times.
You see the world as it is. You don't sugar coat anything.
Facing and fighting your fears is important to you. You believe that too much of life is whitewashed.
You're not too morbid... you just believe that you can't enjoy life without exorcising a few demons first!
At your best, you are brave, intense, and fearless.
Not only do you face the abyss head on - you challenge your friends to do the same.
At your worst, you are depressed and morose.
If you're not careful, your thoughts take over your mind... and they aren't pretty!






Your 80s Hunk is Jason Bateman - nem conheço


Back in the 80s, you would be a typical cute girl next door.
So it's no surprise your guy is the ideal guy next door.
You go for a guy who's sensitive, sweet, and sexy without knowing it.
You prefer to be with a guy who focuses his attention on you... not showing off!







Your Vocabulary Score: A-


Congratulations on your multifarious vocabulary!
You must be quite an erudite person. - aham /not


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Decore os salões com ramos de Ilex

Daí que hoje estou resfriada, menstruada e com estudos mega atrasados. Qual a primeira reação? Ir chorar na cama a tarde toda com um rolo de papel higiênico, é claro! Mas, como vocês sabem, decidi não ser mais uma criança mimada que chora sempre que as coisas não dão certo, e vim postar no blog para ter a ilusão de estar fazendo alguma coisa útil.

Vou esquecer de algumas coisas no meio do caminho, mas vamos lá.
Fui à feira do livro na cidade cinzenta, e nem comprei muita coisa, considerando que dois livros eu já li mas queria ter em casa e dois outros são presente. Encontrei e conversei com o magnânimo Herr Rennó, que ainda pegou um livro para mim na biblioteca(sim, eu só me aproveito dos meus amigos).
Na terçafeira(agora escreve junto?) seguinte foi a apresentação de roda de hamster. Fiquei nervosa mas no fim deu tudo quase certo. Um dos meninos foi pro lado errado numa hora, só que ficou parecendo que eu é que tinha errado. Perguntei ao Violinista se tinha sido tão ridículo quanto ele esperava, e ele respondeu 'muito mais' e que, no entanto, fora a melhor da noite. Fiquei até o fim, já que as apresentações da rachelvis foram todas no final, e sofri demais com as apresentações alheias, principalmente com as de pular corda, que o povo errou tudo. Também, quem é monitor dessa atividade né chelvis...
No fim de semana voltei à cidade cinzenta para o aniversário de uma pessoa palhaça que visita o blog e nunca comenta, portanto não darei parabéns nem muitos detalhes aqui. O que importa é que fomos ao boliche e eu, mesmo com problemas no pulso e não devendo jogar, joguei e fiz um strike e um spare \o/! Dormi no apartamento de uma moça que sempre cede a casa ao povo e fui embora domingo.
De filme, acho que vi mais coisa mas não lembro? Então o review ou resenha ou resmungo de hoje vai para Do começo ao fim, polêmico filme brasileiro sobre o incesto de dois irmãos. E só. Nenhuma atuação memorável, roteiro sem graça de filme romântico e buenos aires parece uma cidade sem graça. Até as bee que estavam no cinema falaram 'cabô? assim?' quando acenderam as luzes. Claro que é um filme inovador por tratar desse assunto como se fosse um filme romântico qualquer, mas essa virtude é o erro do diretor também. Sem tensão, sem história e tem aquelas coisas óbvias como falar do collor pra mostrar que hoje em dia eles são adultos, aí eles passam por um cemitério e a babá não quer deixar entrar porque morte não é coisa de criança e meses depois alguém morre, e uma hora a criancinha fala pra mãe nunca deixar prenderem eles numa gaiola, embora não se toque no tema do preconceito. O pior de tudo, porém, é quererem que eu acredite que os irmãos só se tocaram depois que a mãe morreu, quando o mais velho devia ter uns 27 anos. Enfim, só valeria a pena se as cenas deles pelados tivesse um com o pau duro ou algo assim.
Li Eterno Marido, do Dostoievski, pelo meu projeto de ler tudo que ele escreveu. É sobre um marido que vai visitar o amante quando a esposa morre. O título vem da descrição que o amante dá do cara, que ele é desses que nasceu para ter uma esposa e aguentá-la e sustentá-la. Pode parecer um drama, mas na verdade tem muito suspense, e os personagens não são óbvios. Duzentas páginas que passaram voando, recomendo.
Agora sim posso ir pra cama chorar e ter dó de mim mesma. Ou posso sair na chuva e comprar o chá de vick que minha mãe sempre fala para eu tomar quando estou resfriada. Ou posso jogar mahjong...


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sua presença domina os juízos feitos de você

Daí que essa semana foi a semana da primeira vez. Fiz altas coisas pela primeira vez.
Em ordem cronológica: segunda cortei o cabelo do Violinista, porque ele não queria pagar um cabeleireiro. Ele só estava com uns mullets horríveis, então taquei a tesoura de cortar papel e cortei. Até que ficou bom por ter sido a primeira vez, ele só reclamou de umas duas coisas depois. Depois, indo à unipunk bandejar de carona no carro do Seis, um carro bateu atrás, anotamos a placa e depois da janta fui pela primeira vez a uma delegacia. Como já era noite estava bem vazia e não muito emocionante, mas aprendi que policiais não gostam de piada nem sabem português.
Já na terça eu fiz biscoitos alemães, e eles ficaram bons! Ou as pessoas foram educadas. A opinião da Chelvis não conta porque ela é uma avestruz... Os biscoitos foram para a minha apresentação, já que na semana anterior eu faltei para ir ao show e tive a cara de pau de dizer que estava estudando(primeira vez que minto assim para uma escola também).
Bem, essa semana também assisti o primeiro Fama, para comparar com o segundo. O esquema do filme é o mesmo, mostrar a evolução dos alunos em pequenas cenas e terminar com a formatura. Só que aqui tem mais... problemas, eu diria. Tem o gay, o que não sabe escrever, aborto... e a cena do 'teste do sofá' acontece mesmo. Em compensação, tem uma cena gratuita de peitos e as histórias não são muito bem desenvolvidas também. Pelo menos a música tema toca durante o filme.
E na aula de tragédias o professor passou duas versões de Édipo Rei. A primeira tem texto do Yeats e é dos anos 50. O futuro capitão Kirk faz parte do coro e o Hal-2000 é o mensageiro de Corinto, olha que chique! A montagem é meio tradicional meio modernosa, todos usam máscaras e roupas no estilo antigo, mas o Édipo é todo dourado e a Jocasta prateada, e os que sabem da verdade usam branco, contrastando com o coro, que usa cinza/marrom. Achei lindo! A segunda montagem tem música do Stravinski e texto em latim que foi adaptado do grego primeiramente para o francês. Além disso o interlúdio(?) é na língua de quem estiver montando, como foi encenado no Japão, toda hora aparece uma japonesa muito louca e malvada que parece estar rindo do Édipo. E o mensageiro usa roupa de samurai, muito bizarro.
Finalmente terminei de ler La Disparition! É um livro francês cuja maior peculiaridade é não ter a letra 'e'. Às vezes o autor rouba e usa uma ou outra expressão em inglês, ou abrevia cortando o 'e', e em outras ele humilha, fazendo uma enumeração enorme, ou criando textos em inglês e em alemão. Mas o texto em si é sobre a Danação, ou melhor, começa com Anton Voyl(brincadeira com voyelle, vogal) desaparecendo e seus amigos se reunindo para saber o que aconteceu. Com o passar do tempo(ou das páginas) mais pessoas vão desaparecendo e vamos sabendo de uma história que parece irrelevante, mas não é. Vale bastante a pena! Não encontrei nenhuma tradução para o português, mas tem uma para o inglês, se não me engano.
E é isso aí. Post já está grande, vou poupá-los de minhas reclamações costumeiras de como nunca nada muda em mim e nunca vou conseguir ter uma alta autoestima.

domingo, 27 de setembro de 2009

A paz e eu somos estranhos faz tempo

Eu sei que não deveria estar aqui, mas vou tentar resumir o que tem acontecido comigo nessas últimas semanas.

Expoflora/filmes/livros/parecerdorelatório/filmes/ópera/livros.
E, é claro, tendinite, que agora parece ter atacado o outro braço, e nem se eu quisesse poderia ficar mais de meia hora na internet.
Quando estiver boa eu volto e... sei lá, posso postar coisas vergonhosas da minha pessoa para compensar a ausência de posts. Por ora vocês podem me ajudar indicando nos comentários o que eu posso fazer agora que tudo que eu gostava de fazer(ler&escrever&ficar no computador) dói.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

E eu nunca quero ser seu amiguinho, a falha abjeta

Bem, esse seria o post para dizer a vocês como estaria a unipunk pós férias suínas, como foi a aula de roda ginástica, &c. Mas futuro do pretérito por quê? Simples, porque fui acometida por um vírus! Bem, vamos começar o post pela semana passada, cronologicamente. Fiquei saindo para resolver maaais coisas da casa(parece que nunca acaba e que a casa vai ser nova pra sempre, aff) na sexta e no sábado a Chelvis disse para almoçarmos na badalada feirinha do C²xC². Comi batata suíça(maizomeno né) e quesadillas com sour cream. Na verdade não aguentei comer tudo e levei parte das quesadillas para jantar. No domingo eu queria ir ver a orquestra aqui na cidade do lado, Pequenínia. Só que precisava pegar um ônibus pro centro e outro pra lá, e a Chelvis, aquela medrosa, ficou com medo de dar tudo errado e pegar gripe suína e deu pra trás. Pois bem, que tal um cinema então? Ótimo, mas Chelvis perdeu o cu e o meu estava em outro bairro, então nem fizemos nada. Mais tarde a Jayna e o Jayno vieram aqui tirar o troço de metal que separava o meu quintal do da Chelvis e depois fomos ao mercado. Nessa hora eu comecei a me sentir meio estranha. Voltei correndo pra casa e pronto, febre, diarreia, dores no corpo... segunda de manhã ainda estava mal e fui ao médico. Ele me disse que era como intoxicação alimentar, mas não por uma bactéria, e sim um vírus. Alguma coisa assim. Mas ele enfatizou que não era gripe suína e que eu devia sair correndo de lá porque tinha muita gente com suspeita da doença. Além disso, sem tomar leite e sair de casa por 3 dias, de modo algum! Sim senhor né! Agora estou bem melhor, o remédio funcionou bem. Nos primeiros dias nem consegui dormir direito, e do alto da minha maturidade ficava me contorcendo na cama chorando pela minha mãe. Mas deu tudo certo, fiz compras pelo telefone, Rachel me deu remédio pra febre e dor de cabeça... só preciso lavar as louças e... o banheiro em si. Além de perder todas as aulas, amanhã ainda vou perder o concerto de cravo u.u mas enfim, é a vida né, nada dá certo.

Para preencher meus dias de enferma, acabei baixando Ranch rush, que é mais um desses jogos de 'adminstração de tarefas', em que você comanda um hotel/restaurante/loja/fazenda e precisa fazer de tudo pra os clientes, que vão se amontoando. Não consegui terminar o jogo ainda, mas eu culpo a doença, claro.
Outra coisa que fiz foi baixar o cd novo(bem, de junho) da Regina Spektor. O anterior já não era essas coisas, só se salvava Après Moi. Nesse então, affs, eu sou chata mesmo, gosto dela piano e voz, não cheia de instrumentos em estúdio. E ainda tem uma música em que ela soa como a Mallu Magalhães, meio manhosa pra cantar. Triste, mas tem versões de músicas que ela não tinha gravado ainda mas que eu já conhecia e gostava, como Dance Anthem of the 80's e Blue Lips.
E é isso aí. Melhoras pra mim!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quebrei as janelas do seu carro, mas isso não consertou meu coração partido

Daí que nem aconteceram coisas assim, interessaaaantes, mas não quero acumular com o fim de semana e fazer um post gigante só.

Segunda foi o aniversário da Jayna, e a Chelvis fez bolinho francês pra ela. Depois todos ficamos cheios de comida e decidimos ficar em casa(no caso a minha) fofocando sobre necrofilia e pedofilia, quer dizer, sobre muitas coisas. A Jayna e o Herr Rennö não quiseram jantar, mas Rachelvis, a avestruz, me arrastou para comer pizza com ela(não sem antes me fazer assistir ao último episódio daquela novela de mutantes, aff). Acabamos escolhendo uma de batata frita com presunto, que apesar de muito bizarra estava gostosa.
Agora vou fazer Deutsch Unterricht de terça e quinta em uma turma sem o Herr Rennö. novamente a professora gosta de atividades lúdicas e já mandou a turma fazer algum projeto que aprofunde os temas do semestre. Vocês não imaginam a animação que eu estou pra isso... pelo menos o pessoal fala melhor que a outra turma, talvez o ódio seja menor. Encontrei na escola o Mago da Montanha, com quem fiz faculdade também. Ele está em outro nível de alemão, mas a gente se encontrou na saída e ele me deu carona para casa mesmo morando do outro lado da cidade. Devia estar querendo conversar loucamente.
E na seção 'coisas a serem melhoradas', está a minha assertividade. Além de não conseguir dizer não a quase ninguém(xiu, não espalhem) e ter medo das pessoas, preciso ser mais convincente. Então da próxima vez não é 'a senhora gostaria de sentar aqui?' é 'por favor, sente-se no meu lugar, faço questão'.
Para encerrar o post, uma coisa inusitada: discussão sobre os últimos acontecimentos. Eu quase nunca falo dos problemas do mundo aqui, primeiro porque a intenção é ser um blog 'querido diário' e justamente por isso não faço propaganda dele, e segundo porque sempre leio artigos de pessoas que escrevem muito melhor do que eu e acabo achando desperdício postar uma coisa tosca. Mas aproveitando a falta de fofocas da vida com a minha raiva com a humanidade, vamos tentar. Um dos assuntos do momento é a discussão sobre o racismo, que nunca sai de moda, porque o preconceito também parece persistir eternamente. Nessa discussão sobre a necessidade do politicamente correto duas coisas que as pessoas falam pela internetz me irritam profundamente. A primeira é aquele argumento 'porque dizer 100%branco é racismo e 100%negro não é, e chamar gordo de baleia e gay de viado não é'. Irrita porque ignora toda uma história, e não é questão de se fazer de vítima, é porque o racismo existe muito até hoje e ter orgulho de fazer parte de um grupo de pessoas que é malvisto é uma forma de se aceitar como é. Sabiam que no último censo só 10% da população se declarou negra? Isso não quer dizer que todos podem ser racistas porque eles são racistas com eles mesmos, quer dizer que estão tão divulgada a ideia de que ser negro é tão ruim que eles preferem negar. Além disso oi, gordura e homossexualidade não são 'raças' e sim... características que podem ser encontradas aleatoriamente em qualquer ser humano, e é preconceito sim, e pode render processo. Outra coisa que me irrita é quando falam que todas as piadas são baseadas em preconceitos, então se for eliminar uma que eliminem todas e acabem com o humor. Não que eu seja especialista nisso, mas já li alguma coisa sobre riso, e há trocentas causas de riso além de ridicularizar uma pessoa por estereótipos. Que tal riso por repetição, por imitar um animal, por polissemia, por surpresa... E também, quando eu tinha 12 anos eu brigava com uma professora para ela não contar piadas de português e de loiras. Ela até dizia 'eu tinha uma piada pra contar, mas a M não gosta'(porque será que nunca fui de muitos amigos?). E eu não mudei até hoje, continuo achando de mau gosto. Mas e daí né, daqui a um tempo a discussão vai morrer pelas internetz e vão achar algum outro tema polêmico para brigar, só que então eu nem vou ler os comentários das pessoas para não morrer de raiva, fim.

sábado, 1 de agosto de 2009

Gastei meu dinheiro tentando te agradar, agora eu quero de volta

Ok, podem xingar! Bem, não é como se estivessem me cobrando um post, mas sinto como um dever moral a atualização do blog, mesmo ele tendo tão poucas visitas e menos comentários ainda. Depois da entrega do relatório e do trabalho queria ter vindo aqui,  mas eu e Chelvis acabamos decidindo meio de última hora por mudar de casa. E aí, sabem como é, corre atrás de casa nova, empacota as coisas da casa velha, procura pintor, paga pintor, compra armário, mesa, capacho de entrada, decide quem fica com o quê, faz a mudança, organiza casa nova... um inferno. Eu disse da outra vez que nunca mais queria mudar por causa das caixas(e olha que dessa vez tinha mais caixa ainda) e mudei em um ano e meio; dessa vez vou me abster de comentar sobre o cansaço porque é capaz que mude de novo em um ano.

Enfim, me dei ao luxo, no entanto, de tirar um fim de semana de folga na cidade cinzenta, encontrando meus miguxos virtuais. Como o cartão de memória da minha máquina foi pro saco mesmo, decidi comprar outro lá. Fui com o MCDM na famosa feira do rolo e saí com uma máquina nova. Ela é boa, mas não tem controle de... de... iso negativo? tempo de exposição? O evento em si foi legal, muitas conversas, fofocas, amarrar os cadarços e sair pulando, mais fofocas, falar mal de quem bebe e fuma... e fui tão boa moça que até lavei as louças domingo na casa da vó de uma deles.

Além disso... filmes, isso! Assisti ao sexto filme do Harry Potter com a Chelvis, mas não o 3D. Se bem que nem precisava, o filme é cheio de efeitos especiais do começo ao fim. Não achei horrível como disseram, até que foi fiel ao livro... não que eu lembre muito dele, claro, ehehe! Assisti também ao filme Inimigos Públicos, que é desses cujo título não foi muito bem escolhido. Seria para retratar o agente Melvis Purvis atrás do ladrão de bancos John Dillinger, e é isso, mas sei lá. Boas atuações, Johnny Depp não faz um personagem completamente bizarro, mas o filme parece que não quer dizer nada. É um filme biográfico, tudo bem, mas só isso. E também achei o romance brega...

E é só. As aulas na unipunk foram adiadas, mas aulas de idiomas voltam essa semana já, então talvez eu tenha mais coisas para contar aqui.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Eu já me coloquei em tantas situações caóticas

E cá estou eu quebrando minha palavra de novo! Como se vocês não soubessem que isso ia acontecer... mas agora o próximo que fizer minha mãe entrar no blog terá as tripas arrancadas pela boca com uma colher de chá, fiquem avisados. Por falar em gente entrando no blog, alguém comentou na minha caixa da verdade do orkut que eu sou emo, só reclamo e não faço nada. O que é estranho por dois motivos, um que é um perfil mezzo fake e eu só adiciono gente que conheci pela internet, e dois porque nunca passei o endereço do blog pra elas, então não teriam como saber do meu lado ultradramático. A Luty(uma das únicas a saber da existência do blog e do orkut) jurou que não foi ela, então não sei quem poderia ser, além de uma pessoa com um bom domínio do português. Mas também ó, foda-se, se eu só reclamo no blog pare de ler ok, beijos! Chega dessa vida de se diminuir pelos outros, quero(um dia, no futuro) superar meus traumas, não aumentá-los.
Enfim, minha über interessante vida. No fim de semana passado fui à cidade sanduíche para a festa de quinze anos da filha da minha prima. Foi uma festa bem tradicional, ou seja, tinha quinze meninas com o mesmo vestido fazendo par com quinze meninos com a mesma gravata, e toda aquela cerimônia. Falei pra minha mãe que foi bom eu ter ganho um nintendo 64 e não uma festa, porque que não teria quinze amigas para chamar, e de jeito nenhum ia chamar alguém de quem não gostasse. Lá no balcão de bebidas eles vendiam bebidas alcoólicas para os adolescentes, mas perguntaram pra a minha prima de vinte e quatro anos se ela tinha dezoito... eles deviam estar trabalhando bêbados. No fim da festa, depois das valsas e homenagens, começou a 'discoteca' e tocou aquela música 'piriguete'. Minha mãe, que nunca tinha ouvido a música, horrorizou-se, é claro. 'Que é isso?'- 'Música, mãe' - 'mas e essa letra???' - 'é tipo funk.'-'e não é funk?'- 'não, é reggaeton' -'é o que?' -'reggaeton. Deixa pra lá'. E ficou fazendo careta até a música terminar. Para sorte dela e azar da Luty fomos embora pouco tempo depois, no meio da Lady Gaga.
Minha família aproveitou e deu os presentes de aniversário já naquele fim de semana. Da minha tia e dos meus pais ganhei um pijama, quer dizer, ganhei um pijama de cada, totalizando dois pijamas fofos de frio. Da minha irmã ganhei um mensageiro dos ventos e a segunda edição do método de grego com catchup, cortesia do garçom da lanchonete árabe. Também escolhi no mercado o bolo mais doce e cheio de glacê, e a Luty comprou e fez brigadeiro em lata.
Nessa semana fiquei ainda mais de mal com a vida e enviei o famigerado relatório, além de resolver coisas relacionadas à casa nova.
Hoje acordei menstruando litros, odiando a tudo e a todos e querendo passar o dia jogando mahjong. A Rachelvis ficou insistindo para que almoçássemos fora, e como achei que ela queria me alegrar aceitei, para ela não passar o resto do dia tentando me animar com outras coisas. Estava tão mal que até saí mais arrumada. Chegando no centro, quem encontro no ponto de ônibus? Sim, herr Rennó estava lá nos esperando, e algum tempo depois, chega a Jayna! Palmas para a Chelvis, caros leitores, finalmente ela conseguiu mentir sem dar na cara! Almoçamos no Joaneti, famoso bar-restaurante da cidade. Comi um salmão tão gostoso *-*! E não paguei nada! E até ganhei um vale-pizza! Depois ficamos andando um pouco pelo centro, e de lá para o apartamento do namorido do Herr Rennó. Conversamos a tarde toda e depois a Jayna e o Jayno nos trouxeram até em casa. Ver os amigos funciona mesmo, estou menos mau humorada do que antes. Até posso pensar em passar o aniversário fazendo outra coisa além de chorar as pitangas por não ser metade do que eu poderia ser, &c, &c.
Culturalmente, queria ter terminado um livro grande e cheio dos assuntos, mas só consegui terminar um curto e não tão interessante com menos discussões. Chama-se 'o desertor' e é um poema heróico- cômico, em que situações mais 'baixas' são tratadas como se fossem épicas. Então tem os deuses ajudando as pessoas, uso de símiles, descrições das batalhas, &c. O enredo é engraçadinho: a Ignorância conduz universitários preguiçosos ao campo para trabalharem, por causa da reforma da educação do marquês de pombal.
Acho que é isso... posto ainda no fim de semana para comentar sobre meu emocionante aniversário.