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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sonhei que corríamos de flechas fulgurantes

Daí que quando se tem uma dor de cabeça que segundo o google é enxaqueca e muito, muito calor, apesar de parecer estar frio lá fora, o melhor a se fazer é postar no blog. Hoje meu corpo decidiu ficar contra mim. Além da dor de cabeça, toda vez que vinha sentar na frente do computador eu ficava com sono, e toda vez que ia deitar não conseguia dormir. Não é de se espantar que minha produtividade hoje tenha sido zero. Isso porque prometi que entregava o texto até o fim da semana, affff, e o Herr Rennó me ajudou a pensar em tantas coisas :( .
Mas enfim, as semanas passadas. Terminei de ler Intermitências da Morte, do José Saramago, e não gostei muito. Quer dizer, é tudo muito engenhoso, como ele conta o que aconteceria se a morte decidisse parar de trabalhar, mas a parte interessante mesmo são as páginas finais, e aí parece que ele podia ter ficado mais tempo nisso que no resto.
Assisti a vários filmes, como é de praxe. Primeiro foi Shrek para sempre, ou seja lá qual for o nome. É engraçadinho e só. Tem um esquema bem típico de comédia romântica e nenhuma transgressão ou coisa do gênero, só uma lição de moral bem boba.
À prova de morte, conhecido como homenagem do Quentin Tarantino aos filmes B dos anos 70, me divertiu bastante, apesar do tanto de sangue. Eu gosto dos diálogos longos dele, provavelmente porque estou acostumada a ler coisas longas. E as mulheres tem celulite, achei isso muito bom.
O Bem-Amado eu assisti para preencher a cota de incentivo ao cinema nacional. A novela é do tempo da minha mãe, e se o filme tivesse sido feito naquela época seria uma pornochanchada. Tem um prefeito corrupto, um líder da oposição não mais honesto, puxassacos e três irmãs se jogando no prefeito. Diverte mas não traz nenhuma denúncia importante ou coisa assim.
Ponyo veio para os cinemas daqui com doooois anos de atraso, sabe se lá porquê. Animação fofíssima da Ghibli baseada num livro ocidental. Na verdade tem uma hora que parece a lenda da pequena sereia, mas tirando isso é muito bom e bonito. Tem uma pequena mensagem sobre a poluição dos mares, mas é o máximo de realismo que o filme tem.
Agora o momento mimimi do blog. Cheguei à conclusão(com a ajuda da psicóloga risonha) que meus pais não são mais figuras paternas. Talvez nunca tenham sido, na verdade. Mas uma das coisas que motivou minha crise acho que foi isso, ter passado alguns meses cuidando da minha mãe e descobrindo que agora eu que devo cuidar dos meus pais, e não o contrário. É foda, porque aí vou correr e chorar nos braços de quem? Por outro lado, tá mais do que na hora de eu agir como uma pessoa adulta&responsável&e dona do próprio nariz, por mais que eu não queira.
De bônus, uma trágica história médica. A psiquiatra falou que eu deveria ir à ginecologista, para fazer exame de tireoide(qual o sentido disso eu não sei). Não sei se vocês lembram, mas da última vez que fui em uma ela me receitou sibutramina porque eu estava muito gorda. Dessa vez marquei em outra, mas estando ainda mais obesa é claro que não pude deixar de ouvir 'conselhos'. Mas ao invés de remédios semelhantes à anfetamina essa doutora ficou falando de Deus. Primeiro lá estava eu pelada com as pernas abertas e ele fica falando que a humanidade tá desse jeito porque os homens preferem ser filhos do macaco e não de deus. Depois ela disse que deus nos fez à semelhança dele, e não com tantos quilos a mais. Ela falou para eu ir a uma nutricionista e orar muito a deus e ler um capítulo do novo testamento por dia. Saí de lá querendo comer batata frita com refrigerante, mas por sorte tinha um restaurante de prato feito lá perto e eu pude ser saudável. Porra, eu sei que estou gorda, será que os médicos não podem tentar aconselhar de um jeito que não ofenda? Quanto mais me falam 'nossa, mas você está gorda mesmo' mais me dá vontade de comer chocolate e ficar na frente do computador. Sim, pai, estou falando para o senhor. Um dia falo ao vivo, por enquanto fica registrado no blog.
E por fim, parabéns à tia Josei, que, ao acertar a música título do post passado, ganhou um FABULOSO desenho feito por mim com o mouse.
Eu e tia Josei(com seu vestido hentai rosa) num belíssimo fundo arcoíris.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Às vezes eu choro na cama, só pra esvaziar a cabeça

Olá pra quem enche o rabo de comida num buffet de padaria e depois tem que pegar táxi pra casa porque descobre que o banheiro de lá não tem papel higiênico, esse post é pra você.

Sim, fiquei muito tempo ausente. Não, não vou recontar tudo que aconteceu porque sou uma vadia preguiçosa.
No meu aniversário ganhei vários presentes e um bolo sem açúcar SENDO QUE A DIABÉTICA É A OUTRA FILHA. Enfim. Conversei com amigos da cidade sanduíche e vi como os anos passaram. Aliás, um prêmio pra quem acertar de qual música vem o título do post. A dica é que tem '25 years' na letra.
Tô com muita dor de cabeça.
Volto amanhã (?) para terminar de contar as coisas.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

E há tempestades que não conseguimos prever

Não sei se vocês lembram quando eu falei do anime NHK no yokoso (procurei no google, julho de 2007)... era sobre um rapaz que não saía de casa de modo algum, vivia jogando no computador e desistiu da faculdade. No Japão eles chamam essas pessoas extremamente antissociais de hikikomori. Pois bem, ontem à noite, quando eu saí para jantar, reparei que é isso mesmo o que eu me tornei. Eu queria jantar alguma coisa gostosa para compensar a tristeza do dia, e pensei em comer batata frita da lanchonete do palhaço, que é a coisa mais próxima de casa com esse prato. Chegando lá, vi que estava cheio de gente, e então decidi fazer compras na loja de conveniência. E, do nada, lembrei que uma das características dos hikikomori é só sair de casa para fazer compras em lojas de conveniência porque elas estão abertas quando não tem ninguém na rua. Claro que a minha desculpa é não querer encontrar pessoas conhecidas, e não sair para comprar comida de madrugada. No anime o rapaz só sai do seu estado letárgico porque uma mocinha apaixonada por ele tenta ajudar. Porque essa tem que ser a solução pra tudo nos animes/seriados/filmes? Ainda bem que há outras alternativas, como... remédios psiquiátricos.
Sobre a virada cultural: sabe se lá como saí daqui na hora do almoço e só encontrei a Luty perto da hora da janta. Primeira parada: Jair Oliveira. O ingresso era um kg de alimento não perecível e só nos lembramos disso... quando estávamos num shopping. Sem mercados por perto. Após andar muito e tirar foto da vitrine da H. stern achamos uma mercearia. O kg do arroz era doze reais. Um pocket show não vale doze reais. Mas compramos mesmo assim. Pra vocês verem como o tempo andou contra nós, o show começava 19h30 e teve no máximo uma hora. Jantamos e pegamos condução até a próxima parada: estação da luz, sinfônica tocando os carmina burana, que começava às 22h. E a que horas chegamos? 22h40! Pelo menos ainda deu para ouvir alguns minutos, mesmo que algumas pessoas muito mal-educadas quisessem ficar conversando. O pior foi uma dupla comentando como o show estava lotado, que era uma surpresa, que coisa o povo se interessando por cultura né, que bonito, vamos continuar enaltecendo a importância de um evento assim por meio de uma conversa pedante que vai irritar todos por perto que, por sua vez, vão nos odiar eternamente por atrapalhar o concerto. Enfim, saímos de lá sem saber o que fazer, procurando em vão por algum folheto informativo. Diálogo real: 'L- pra onde você quer ir? eu- ao cinema com musicais! Sabe onde fica? L - Não, mas a gente pode... procurar pelo centro, onde vai estar um inferno. eu- Er... então vamos para o cinema com degustação que você queria ir.l L- Mas você não queria ver musicais? eu- Sim, mas se não sabemos chegar... L - Mas o que você quer fazer? eu- Vamos logo pra avenida da cidade'. Chegamos lá bem em cima da hora(meianoite), e o cinema já estava lotado. Andamos três estações de metrô na avenida até o café do chico, onde comemos de novo e pensamos no próximo passo. Já era 1h30 e o show do Café Tango(um dos 937 grupos em que o Violinista toca) era às 3h várias estações de metrô depois, então decidimos chegar muito antes, só para garantir. Em um dos momentos mais hilariantes da noite, assim que saímos da estação não sabíamos onde exatamente era o lugar. Andamos algumas quadras e nada, só pessoas aleatórias pelas ruas. Por sorte(?) achamos um ponto de táxi, e pegamos um táxi para... atravessar a avenida. Sim caros leitores, era do outro lado da rua e não vimos. O motorista deu umas voltinhas só para dar dez reais e nos deixou lá, e eu lembrei imediatamente que era perto da ex-casa dos meus avós e futura casa do meu primo. Assim que chegamos, ouvimos uma moça perguntar sobre a programação, e o rapaz da entrada não tinha certeza se estava certo. Isso, acaba mesmo com o nosso planejamento! Fiquei lendo enquanto a Luty dormia e justo quando você precisa que o tempo passe rápido parece que você passou anos da sua vida sentada esperando. Enfim, a Luty continuou dormindo por todo o show, seguindo o exemplo do rapaz atrás de nós, e eu quase achei que era a única pessoa lá que não sabia dançar tango. Queríamos ainda ver Double You, mas começava às 5h, e saímos de lá 5h, e eu comecei a sentir dó da minha irmã, que estava com sono desde às 20h00. Fomos para a casa dela, dormimos até ser hora do almoço e depois de almoçar: show do abba cover!!!! Chegamos lá uns vinte minutos antes do horário programado e já estava bem lotado. Conseguimos chegar mais ou menos perto, atrás de pessoas que falavam inglês e na frente de um cara que dizia que a Agneta era a mulher dos sonhos da infância dele e do lado de um cara que fazia muitas, muitas perguntas chatas. O show foi lindo, me acabei de cantar e tentar dançar num espaço tão apertado, e por ter sido numa área considerada muito perigosa da cidade, foi bem tranquilo. Cheguei aqui com os pés doendo loucamente, mas até que num humor bom.
E daí parece que tudo quer te convencer, ou melhor, me convencer que nada dá certo. Primeiro foi o episódio de house, em que ele surta com o psiquiatra falando que ele não tinha as respostas e que o house fez tudo que ele mandou e ainda não era feliz. Ok, não vamos surtar por antecipação pensando que vai dar errado em um ano, vamos acreditar no tratamento. E aí vem a Rachelvis dizer que já tomou esse remédio enquanto tomava outro que também mexia com a cabeça e eu Q/ 1) não deu certo com ela, porque daria comigo? 2) não quero ficar igual a ela, porfavorporfavorporfavor! Depois eu estava na unipunk conversando com o Violinista, e ele estava comentando como um amigo dele que tomava remédios de cabeça estava achando tudo lindo, e se perguntando como as pessoas podiam ser infelizes. Até aí, tudo bem, nada de negativo. E vem um cara, do nada, se intrometer na conversa, falando que um cara desses devia ser trancado num quarto escuro e apanhar pra ver se aprendia. A gente ficou meio chocado, com entreolhares típicos de filme e o cara não parava de falar como esses remédios funcionavam só por um tempo e que uma funcionária da biblioteca czar leites tentou se matar lá dentro enforcada, foi impedida por outros funcionários, levada ao hospital, e no mesmo dia se matou no campus numa árvore adequada a sua estatura. Sério. Com essas palavras. E encerro o post de hoje com essa pérola da indiscrição e falta de noção alheia, volto aqui antes do fim do mês(espero).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Procuro por prazer em lugares estranhos

Daí que nada de über emocionante me aconteceu na última semana, mas vim aqui postar para não ter que estudar agora à noite.
Bem, aproveitando o espaço, vamos para a seção 'a roda e a vida' de hoje. Como vocês sabem, fiquei algumas semanas de repouso, por causa dos meus ossos defeituosos. Para voltar, achei que ia ser pior, mas até consegui rodar sozinha uma vez. Estou bem, só que os outros obviamente estão melhores. Continuo com medo, e com consciência dele. Um professor disse para eu ir com bastante impulso, mas eu empaquei e pensei 'é porque você tem medo! Vai! Vai!'. Não fui com impulso o suficiente... ainda. E então todos aprenderam a ficar de pé na roda. Eu também, mas não soltei nem fodendo as mãos da roda. Não chega a ser dois metros acima do chão(ou é mais ou menos isso), mas eu já senti o choro vindo e o desespero na minha mente de pessoa com MEDO de altura. MEDO em caps lock porque certamente é patológico, já que rodas-gigantes me fazem chorar. Mas, porémcontudoentretantotodavia, em uma próxima oportunidade eu soltarei as mãos e vou tentar dar mais um passo em direção ao controle pessoal no descontrole da situação.
Vocês lembram de quando falei de Proust, e de como ele amava e se iludia? Então leiam isso.
Não é que de todas as pessoas do mundo só eu e Proust entendemos pistas erradas e fantasiamos com uma palavra ou um gesto. Mas não sei se é muito normal ficar só fantasiando e nunca se aproximar com medo de rejeição, ou imaginar que a pessoa vai te amar se você salvá-la da morte, ou você vai morrer e ela vai descobrir o que sente, esse tipo de loucura. Para piorar meu questionamento, comecei a prestar atenção no cd novo do Mika e fiquei ouvindo repetidamente as músicas tristes e bonitas, como essa: http://www.youtube.com/watch?v=NkZJ1I1NBJs .
O post já tá ficando chato, então paro por aqui na esperança de que algo realmente aconteça para vocês não terem que ler outro post emo aqui.


sábado, 12 de setembro de 2009

Enquanto viver, brilhe

É incrível como eu sempre penso 'agora vou fazer tudo diferente' e acabo fazendo sempre a mesma merda. Digo que vou estudar e não estudo, que vou fazer exercício e não faço, que vou postar no blog e esqueço dele por duas semanas. E a desculpa é que no tempo livre(?) de postar no blog eu fiquei assistindo America's next top model no youtube. É isso aí, sintam vergonha alheia...
Mas nesse meio tempo aconteceram coisas, as quais já foram quase todas esquecidas.
Fui pra cidade sanduíche no feriado, mas não saí para quase nenhum lugar porque a Luty estava doente, e geralmente ela que me arrasta para todos os lugares. Comprei um guardachuva novo chiquérrimo com bolinhas e renda e temerariamente cortei o cabelo da minha mãe.
Terminei finalmente de ler Eu sou um gato, do Natsume Soseki. Estava lendo na livraria francesa, e ao chegar ao quase fim das 400 e muitas páginas vi que tinha página trocada. Quase morri, porque não tinha visto outro exemplar na... na... gôndola? estante? Mas um mocinho que trabalha lá achou outro livro e consegui terminar. Gostei bastante, sabe como é, adoro sátiras a acadêmicos. Quem quiser me dar, agradeço.
Também terminei(pulando alguns capítulos) um livro de História... aprendi coisas interessantes, outras nem tanto, mas o maior problema é que dá vontade de ler outros livros/artigos para pode citar com mais propriedade, e aí já viu, vou ficar presa a detalhes que no fim talvez nem sejam tão importantes.
E como sempre, vi filmes.
Tempos de Paz: filme nacional baseado em uma peça, sobre um imigrante polonês que intriga os oficiais brasileiros e precisa provar que não é um nazista. O filme vai indo mais ou menos, mas o final é bom, e compensa o ingresso.
Tempos Modernos: O famoso filme do Chaplin em que ele sai apertando todos os parafusos, imaginários e reais. O filme é meio mudo, meio falado, e há várias reviravoltas, quer dizer, nos filmes de hoje há um assunto e pronto, e nesse há várias coisas acontecendo, tipo novela mexicana. Gostei bastante, quero ver os outros dele também.
Uma Prova de Amor: Menina quer processar os pais por ter sido criada para ceder órgãos para a irmã mais velha, que tem leucemia. Se fosse isso tava bom, mas aí no fim toca muita música manipulativa e a razão é outra e vira um dramalhão, e não uma discussão sobre o assunto. É baseado num livro, e no livro o final é diferente mas não deixa de ser um drama. Veja se quiser chorar.
O post já está grande, mas como eu sei que não vou postar no meio da semana, falo agora mesmo. Na seção 'a roda e a vida' de hoje, o desespero. Porque na roda, assim como na vida, somos colocados em situações onde não temos o controle, e isso nos desespera(ou pelo menos a mim). E devemos aprender a ter calma e fazer o que deve ser feito, não chorar ou se desesperar achando que tudo está perdido. Eu fui a única a cair da roda, e foi justamente quando pensei que não ia conseguir, e então me soltei(inconscientemente?). Semana passada aprendemos a girar sentados na roda, cada um de um lado. E aí já sabem né, eu sou a mais pesada da turma e na hora da 'gangorra' ficava sempre no chão. Treinei depois com um professor, porque ele tinha todas as técnicas e conseguiu me deixar no alto. É claro que dava para ver claramente todo o esforço que ele estava fazendo, quase com a língua de fora. E antes que me venha uma magrela(i.e., Luty) dizer que se isso me incomoda eu devo emagrecer, já aviso que se fosse fácil desse jeito tava bom... geralmente pessoas que descontam as infelicidades da vida em comida se deprimem mais com situações assim, ao invés de usar para mudar. Mas o que eu queria mesmo é não me deixar afetar por isso e me aceitar como sou, &c, mimimi, &c.
Ah, preciso contar, sexta eu praticamente substituí o cravista num ensaio de música barroca, ehehe! Eu tinha ido assistir só e sentei do lado do cravo, claro. Então o violoncelista me pediu um 'lá'. E eu 'oi, não sei tocar nada?'. Ele me indicou onde ficava no teclado, é a terceira tecla das quatro que ficam embaixo das três teclas brancas de cima(não sei se é só naquele cravo, mas as teclas são pretas e as menores em cima são brancas, ao contrário do piano). E então eu fiquei apertando a tecla pelo resto do ensaio para que os músicos afinassem seus instrumentos. Até descobri que ir pra direita no teclado é aumentar as oitavas! Deveras emocionante.

eu lego. Preciso descobrir o que aconteceu com a coluna lateral do blog...

sábado, 29 de agosto de 2009

Prometa que quando a luz estiver se apagando você irá me salvar

E o que eu disse minhas gentes? Nada de novo em Zefir, além do básico de eu ter que estudar e arrumar a casa &c. E é por isso que eu já deixei um assunto para essa semana, olha só que menina mais precavida!
E aí que nesse semestre decidi fazer uma atividade extra interessantíssima e maluca: roda ginástica/roda alemã. Também conhecida como 'brincar de hamster' ou 'cirque du soleil' ou 'gaviões da fiel carnaval 2009'. E por que eu escolhi justamente isso? Oras, coleguinhas, é porque tenho medo dessa atividade. Já contei aqui da confraternização do kung fu da Rachelvis quando fomos brincar sem autorização nos aparelhos ginásticos... todo mundo girou uma vez, e foi assustador ficar de ponta cabeça. Pode parecer maluquice(além da usual) escolher uma atividade justamente por ter medo dela, mas a resposta exige apenas psicologia básica. Não quero mais ser tão medrosa com a vida. Tenho medo de altura, de escuro, de bichos, de mostrar os sentimentos, de não ser aceita, de tudo. Só que eu cansei disso. Quero ter coragem pra enfrentar as coisas do dia a dia sem pensar em chorar. Queria ter orgulho de ser eu mesma ainda nessa vida. Voltando às aulas, primeiro a gente treinou o balanço, ir de um lado pra outro. Depois ir maaais pro lado, com o professor girando, até ele te fazer dar uma volta. Em seguida, dar uma volta por si mesmo, e ainda dar uma meia volta e parar de ponta cabeça. Claaaaaaro que eu tava me cagando de medo, minha mão suava loucamente e eu até caí da primeira vez, mas a questão toda é não ter medo e segurar firme. Bem, não tão simples assim, já que eu saí toda moída da aula. Mas conforme o semestre for passando, espero conseguir dar mais voltas sem morrer de medo de cair, e que isso reflita em outras áreas da minha vida também.
Mas como Lady Murphy não consegue ficar muito tempo longe da minha vida, claro que coisas ruins aconteceram na semana. Quarta era o aniversário do meu papis, e eu pensei em fazer uma coisa diferente, tipo mandar um telegrama. Nos Correios, o rapaz diz que se eu mandar antes das 15h chega no mesmo dia, e não no outro, mas que eu podia pagar na hora que ele mandava mais tarde. Tudo bem então, e fui dormir empolgada, pensando que meu pai ligaria agradecendo e eu daria mais parabéns. E daí que obviamente nem pensei nisso na quarta; só na quinta, quando mamis ligou perguntando porque eu não tinha ligado que eu me toquei. Olhando no site, vi que os carteiros tentaram 3 vezes, mas sempre o destinatário estava ausente... mamis diz que não, que sempre tinha gente, mas eu sei lá em quem acreditar. Só sei que da próxima vez não vou inventar nada.
Só para não parecer que não fiz nada na semana(o que é a verdade), vou falar da tragédia que terminei de ler, Aias(ou Ájax), de Sófocles. Resumo rápido: Na guerra de Troia, após a morte de Aquiles, Aias fica enfurecido pelo fato de as armas de Aquiles irem para Odisseu e não para ele mesmo, que era o segundo melhor. Então ele tenta se vingar, atacando-os à noite. Só que Atena intervem, e faz o guerreiro atacar um rebanho. Quando ele acorda da loucura, percebe que o suicídio é a única forma heroica de lidar com a situação e se mata. Basicamente(e a interpretação obviamente não é minha) é sobre como se deve agir o homem, essa tragédia. Aias é punido pela deusa por se achar bom demais para precisar da ajuda dela. Odisseu é ajudado por sempre confiar na deusa e planejar as coisas com cuidado. Ele nem fica com raiva de Aias, como os outros, porque ele sabe que a vida humana é assim, inconstante, e que poderia ser ele em seu lugar.
E é isso aí, tô com sono, tchau.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quebrei as janelas do seu carro, mas isso não consertou meu coração partido

Daí que nem aconteceram coisas assim, interessaaaantes, mas não quero acumular com o fim de semana e fazer um post gigante só.

Segunda foi o aniversário da Jayna, e a Chelvis fez bolinho francês pra ela. Depois todos ficamos cheios de comida e decidimos ficar em casa(no caso a minha) fofocando sobre necrofilia e pedofilia, quer dizer, sobre muitas coisas. A Jayna e o Herr Rennö não quiseram jantar, mas Rachelvis, a avestruz, me arrastou para comer pizza com ela(não sem antes me fazer assistir ao último episódio daquela novela de mutantes, aff). Acabamos escolhendo uma de batata frita com presunto, que apesar de muito bizarra estava gostosa.
Agora vou fazer Deutsch Unterricht de terça e quinta em uma turma sem o Herr Rennö. novamente a professora gosta de atividades lúdicas e já mandou a turma fazer algum projeto que aprofunde os temas do semestre. Vocês não imaginam a animação que eu estou pra isso... pelo menos o pessoal fala melhor que a outra turma, talvez o ódio seja menor. Encontrei na escola o Mago da Montanha, com quem fiz faculdade também. Ele está em outro nível de alemão, mas a gente se encontrou na saída e ele me deu carona para casa mesmo morando do outro lado da cidade. Devia estar querendo conversar loucamente.
E na seção 'coisas a serem melhoradas', está a minha assertividade. Além de não conseguir dizer não a quase ninguém(xiu, não espalhem) e ter medo das pessoas, preciso ser mais convincente. Então da próxima vez não é 'a senhora gostaria de sentar aqui?' é 'por favor, sente-se no meu lugar, faço questão'.
Para encerrar o post, uma coisa inusitada: discussão sobre os últimos acontecimentos. Eu quase nunca falo dos problemas do mundo aqui, primeiro porque a intenção é ser um blog 'querido diário' e justamente por isso não faço propaganda dele, e segundo porque sempre leio artigos de pessoas que escrevem muito melhor do que eu e acabo achando desperdício postar uma coisa tosca. Mas aproveitando a falta de fofocas da vida com a minha raiva com a humanidade, vamos tentar. Um dos assuntos do momento é a discussão sobre o racismo, que nunca sai de moda, porque o preconceito também parece persistir eternamente. Nessa discussão sobre a necessidade do politicamente correto duas coisas que as pessoas falam pela internetz me irritam profundamente. A primeira é aquele argumento 'porque dizer 100%branco é racismo e 100%negro não é, e chamar gordo de baleia e gay de viado não é'. Irrita porque ignora toda uma história, e não é questão de se fazer de vítima, é porque o racismo existe muito até hoje e ter orgulho de fazer parte de um grupo de pessoas que é malvisto é uma forma de se aceitar como é. Sabiam que no último censo só 10% da população se declarou negra? Isso não quer dizer que todos podem ser racistas porque eles são racistas com eles mesmos, quer dizer que estão tão divulgada a ideia de que ser negro é tão ruim que eles preferem negar. Além disso oi, gordura e homossexualidade não são 'raças' e sim... características que podem ser encontradas aleatoriamente em qualquer ser humano, e é preconceito sim, e pode render processo. Outra coisa que me irrita é quando falam que todas as piadas são baseadas em preconceitos, então se for eliminar uma que eliminem todas e acabem com o humor. Não que eu seja especialista nisso, mas já li alguma coisa sobre riso, e há trocentas causas de riso além de ridicularizar uma pessoa por estereótipos. Que tal riso por repetição, por imitar um animal, por polissemia, por surpresa... E também, quando eu tinha 12 anos eu brigava com uma professora para ela não contar piadas de português e de loiras. Ela até dizia 'eu tinha uma piada pra contar, mas a M não gosta'(porque será que nunca fui de muitos amigos?). E eu não mudei até hoje, continuo achando de mau gosto. Mas e daí né, daqui a um tempo a discussão vai morrer pelas internetz e vão achar algum outro tema polêmico para brigar, só que então eu nem vou ler os comentários das pessoas para não morrer de raiva, fim.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Eu sou quem eu sou quem eu sou, bem, quem sou eu?

M, sua vadia, segunda não é mais final de semana! O que posso fazer, caros leitores, nunca se pode prever exatamente como as coisas serão.
Mas enfim, vamos falar da minha agitadíssima vida social em virtude do meu aniversário. Meu primeiro parabéns veio obviamente da Rachelvis, que ficou acordada até a meianoite só para poder finalmente entregar os presentes. Ganhei um cachecol roxo, um abajur de fibra ótica e um troço de bolinhas que ficam batendo, também conhecido como pêndulo de newton. Durante o dia de sábado recebi algumas ligações e muitos parabéns virtuais, claro. Almocei fora com a Chelvis, e depois ela fez um bolo com cobertura de brigadeiro. Descobrimos que bolo que acaba de sair do forno pode derreter velas de cera...
À noite a Jayna passou em casa com o Jayno para comer pizza e bolo. Tirei altas fotos do bolo, mas nenhuma ficou boa, infelizmente. Preciso achar o tripé para tirar fotos sem tremer.
Domingo eu e Chelvis fomos a uma festa junina tradicional, na rua da tia da Jayna. Tinha um monte de gente vestida a caráter, comida típica e até uma banda. Alugaram uma cama elástica também, mas não pude brincar. Comi demais e dancei quadrilha também. Nossa, fazia muuuito tempo que não dançava quadrilha! É muito divertido. Fiquei ajudando na brincadeira da bexiga ao alvo e até ganhei uma prenda no sorteio.
Domingo finalmente terminei de ler Jacques, o fatalista. Que saudade eu estava do Diderot! Gente, o ómi escreve muito bem, me diverti horrores com o livro! Diz a introdução (escrita pelo Bobby Ramone) que o livro foi muito criticado por ser uma cópia do Cândido de Voltaire. Bem, ambos trazem um protagonista que só se fode mas um acredita que vivemos no melhor dos mundos possíveis e outro que está tudo escrito lá em cima. Mas o papel do narrador de Diderot Voltaire nunca faria igual! Jacques está a cavalo com seu amo tentando contar a história de seus amores. Mas não sabemos de onde vem e para onde vão (e você sabe para onde vai, leitor?), e toda hora acontece alguma coisa que interrompe a história. O narrador até fala 'se isso fosse um romance a pessoa a cavalo ali seria o capitão de Jacques. Mas não é'. É lindo gentes, duzentas páginas que passam voando cheias de humor.
A música do título é 'Dancing Nancies', do Dave Matthews Band. Ela foi por um tempo minha música tema por causa do verso '23 and so tired of life, such a shame to throw it all away' e pode-se dizer que a marca dos meus 23 anos foi a minha emice indecisão com a vida. O refrão diz 'could I have been anyone other than me' e é basicamente sobre as escolhas da vida e como 'dark clouds may hang around me sometimes but I'll work out'. Não que oh, agora tenho 24 anos sou adulta, madura & responsável de um dia pro outro, mas é o que eu quero pro ano vindouro. Até os 25 anos quero ter defendido o mestrado e decidido o que fazer da vida depois dele. Ou não.

sábado, 20 de junho de 2009

Não quero realmente conhecer alguém que foi feito para este mundo

Esses dias estava revirando os arquivos do blog, e me senti mal por dois motivos. O primeiro e mais óbvio é porque eu vi que desde sempre reclamo de procrastinar as coisas e não estudar o suficiente. E não é modéstia, é porque realmente não faço isso. O segundo é que mesmo assim eu postava quase todo dia em 2006! Sério, minha vida já foi mais emocionante... ou eu já fui mais falante.
Bem, quanto a minha semana, a única coisa mais postável foi a festa junina dos educadores físicos, nessa quarta, à qual fui obrigada a comparecer pela Rachelvis, uma das responsáveis pela barraca dos doces. Tínhamos combinado de ir com a Jayna, mas como esta é uma vaca préhistórica, disse que só podia ir e ficar uns 5 minutos. Mas vocês sabem como é festa da unipunk, nada começa na hora, e ficamos esperando a Rachelvis jogar truco, depois a barraca(que na verdade era só uma mesa) chegar... no fim a Jayna foi embora sem comer os bolos(aliás sua coisa, vi que você entrou no blog e não comentou, trate de comentar ou não estarei na festa da pipoca). Quando finalmente a mesa chegou nem pude comer bolo, porque ninguém pensou em pegar troco e eu tive que sair por aí trocando dinheiro. Aproveitei pra mandar correio elegante cantado pra Rachelvis... durou uns 20 segundos e ela não se irritou, mas pelo menos passou uma pequena vergonha em público. Antes que me mandassem trocar mais notas de dez reais, parei para conversar com amigos de amigos, olha só que poço de sociabilidade eu estava naquela noite! Descobri que a) só gente estranha se relaciona com gente estranha e b) sou um dos 'caras' mesmo. Passou uma menina peituda e os rapazes ficaram olhando um pro outro por um tempo, até que eu disse 'podem falar na minha frente, não ligo' e eles 'porra, que peitão! e é magra a menina!'. Não ligo mesmo, se tivesse passado um ómi bão por lá eu também comentaria... e é claro que não passou, só tinha adolescente por lá, nem parecia festa de universidade. Lady Murphy devia estar dormindo naquela noite, já que quando os moços foram embora Chelvis tinha terminado também de vender os bolos, e fomos para casa.
Como vocês provavelmente não estão interessados nas notas de rodapé da minha tradução, vou falar sobre a memória, esse trem esquisito. Sempre confiei muito na minha, já que há diversos fatos dos quais lembro detalhadamente mesmo que contenham coisas que me envergonhem( e olha que tem tanta coisa assim minhas gentes, mais ainda do que eu posto). Daí a Luty me lembra do dia em que bati a cabeça no telescópio do observatório e faço ele mudar de lugar, tudo bem que já faz uns... 15/14 anos, mas eu esqueci! Claro que não sou Funes(do conto do Borges, leiam que é bom), mas coisas assim eu geralmente lembro. E nessa semana o Violinista disse que já me deu um toblerone, e que eu me espantei porque era um chocolate caro(que coisa de pobre, achar toblerone caro). Mas q/ mew, como posso ter esquecido que já ganhei um chocolate caro, ou melhor, como posso ter esquecido que já comi um chocolate caro de graça? (antes que venham com comentários engraçadinhos, disse-me ele que o presente foi por causa daquela história[preguiça de achar o link, só sei que foi em 2006] do carinha que me pagou uma hora de monitoria em chocolates) Fui ver no blog, e não postei isso, mas até aí, tem muita coisa que acontece e eu não posto(ha!). O que suscita outra questão: porque não postei sobre isso na época? Não consigo lembrar. Dizem que você é o que lembra, o que é uma pena, porque queria ser uma pessoa que ganha chocolates caros por saber grego clássico.
Para encerrar, trivia do blog: quando os títulos dos posts viraram letra de música?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pelos campos vamos, rindo por todo o caminho

Esse não vai ser um post dizendo que 2008 passou correndo, e que eu não fiz nada e que em 2009 tudo vai ser diferente... por mais que eu queira loucamente dar uma de emo e dizer que é isso mesmo.
Nesses dias fiz mais compras, com a minha irmã e com a minha mãe. Também comecei a organizar os mangás para venda aqui em casa. Até tinha esquecido quantos tinham por aqui. Tantos que mamãe até deixou eu terminar de arrumar quando eu voltar da viagem.
Tem feito muito calor por aqui... toda vez que eu reclamar de calor na cidade dos ventos, lembrem-me que a cidade dos sanduíches é MUITO pior. Ainda bem que a cidade cinzenta estará cinzenta, como sempre.
É isso aí. Viajo amanhã e só volto em 2009, sem saber quando acesso a internet de novo. Por isso queria postar para o blog não parecer tão abandonado... ah sim! Boas festas a todos, claro. Literalmente. Nada de parente dando vexame ou avó dando roupas feias: só alegrias e comidas é o que eu desejo a todos os meus muitos e ilustres leitores.
Ah sim, eu tenho uma resolução para 2009... tomar vergonha na cara. Embora isso pareça meio genérico demais. Que tal essa: aprender que eu não tenho controle sobre absolutamente nada na vida e que não posso me chatear porque nada acontece como eu imagino, tanto para o bem quanto para o mal. Hm, parece bom o bastante. Agora sim, até a próxima volta em torno do Sol!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Vou transformar todas as cobras em osso

Aproveitando que preciso tomar remédio daqui a quarenta minutos, vou chorar as mágoas aqui no blog.
Lembrei que não contei aqui da pseudo-cigana que me cercou na rua, curiosamente no mesmo dia do show do Gogol Bordello. Pois bem, lá estava eu, indo para o banco, quando uma senhora de dentes cinza e vestuário à la cigana me pára na rua e diz que vai ler a minha mão sem cobrar nada. Vocês sabem que eu não acredito nessas coisas, mas a mulher me cercou e ainda tinha duas delas por perto, então aceitei ouvir as abobrinhas. Ela disse que eu tinha um homem moreno e um branco que gostavam de mim mas eu não tinha nenhum porque uma velha gorda estava fazendo macumba contra mim e por isso nada na minha vida dava certo. Porém, se eu pagasse dez reais, ela ia desmanchar a macumba e me arranjar um homem. Claro que eu disse que não tinha nem dez, nem cinco nem dois, mas não podia sair sem dar nada(vai que ela aumentava a macumba) e deixei minhas moedas com ela. Fiquei com muita raiva disso! Porque, ela achar que eu sou feia e não tenho homem, tudo bem, eu entendo. Mas além disso achar que sou tonta o suficiente para acreditar que isso é por macumba e que pagando dez reais tudo vai se resolver... ah não!
Enfim, domingo fui ao pedalinho com a Rachelvis realizar nosso sonho turístico. Foi tudo lindo e divertido, até a hora de sair do pedalinho. Uma perna foi e a outra não queria ir, e acabei batendo-a com força. Ficou um roxo horrível, mas até que não está doendo mais agora.
Segunda eu assisti Última Parada 174, filme baseado no documentário Ônibus 174, que por sua vez é baseado em fatos reais, no caso o sequestro do ônibus no Rio de Janeiro em 2000 por um rapaz que acabou sendo morto pela polícia antes de chegar na delegacia. Última Parada 174 parece mais um filme de hollywood que um filme tragédia-verdade-pobreza brasileiro. Há muitas coincidências na vida sofrida dos personagens, e principalmente no final que anuncia boa coisas. Além disso, o protagonista tem muitas chances de mudar e levar uma vida fora das ruas, mas ele não quer isso, como se a natureza dele fosse ser assim. Ponto positivo: um dos atores de Tropa de Elite aparece aqui como um representante do Bope que não consegue negociar com o sequestrador, bem irônico.
Terça-feira foi um dia bem tumultuado, saímos para almoçar com a secretária da escola onde a Chel trabalha e, no caminho, ouvimos miados de gato. A Chelvis reparou que saíam de uma caixa de sapato, e lá estava um filhotinho de gato preto chorando. Passamos a tarde toda procurando um lugar onde ele pudesse ficar para ser doado, mas ninguém quer gatos de rua, só cachorros de marca raça. À noite jantamos com a Jayna numa lanchonete tipo EUA anos 60.
Quarta acordei com gripe, provavelmente pelo sorvete do dia anterior(mas eu vi no yahoo que é comum ter gripe na primavera). Nem fui nas aulas, mas tive que pegar o gato e decidir sobre a vida dele, já que a pet shop não ia mantê-lo lá por mais uma noite. A Chelvis, über dramática, disser que era melhor sacrificar o gato do que deixá-lo na unipunk passando fome e frio. Mas às vezes é preciso apostar na sorte, e eu acabei deixando ele numa praça perto de outros gatos, talvez ele fosse aceito entre eles... ser responsável pelo destino de alguém é cruel demais... não quero ter esse tipo de poder de novo.
Hoje acordei ainda gripada, e não fiz nada o dia todo além de sair pra almoçar com a Chel e tomar o remédio que tirou minha febre momentaneamente. Já estava emo antes porque a minha vida acadêmica(na verdade minha única parte da vida onde acontece alguma coisa) ia mal, agora que nem isso eu consigo(essa moleza da gripe me deixa preguiçosa demais) estou pior ainda. E o mundo não vai me pegar no colo e dizer que tudo passa e que um dia vou ser feliz, tenho que aguentar e sair dessa porra de situação sozinha. Eu entendo isso perfeitamente, e concordo que estamos todos sozinhos com as nossas decisões perante a vida. Mas isso não quer dizer que eu não tenha momentos de fraqueza em que eu preciso disso. O que, por sua vez, não quer dizer que eu goste desses momentos.
E, a pedidos, encerro o post com Gogol Bordello \o/!
Essa é a minha música favorita deles:
God-like
E essa é a mais famosa:
Start wearing purple

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Eu preciso do seu carro e do seu amor

O que fazer quando sua mãe está no msn reclamando da sua irmã as mesmas coisas de sempre e o artigo que você escolheu para ler passa páginas comparando textos de direito da grécia antiga para comprovar que o autor leu um documento, e não outro? Vem postar no blog, claro!
Como minha vida anda tão emocionante quanto o parágrafo acima, vou vomitar minhas reflexões aleatórias.
Para ir às escolas de idiomas eu sempre faço o mesmo caminho, já que minha orientação espacial é zero. Todo dia na esquina da quadra anterior ao terminal do subdistrito(só por essa indicação ótema dá para perceber o quanto sou perdida) encontro um senhor distribuindo folhetos cor-de-rosa. Às vezes eu pego, às vezes não. É propaganda de uma dentista. Sempre penso duas coisas: 1-não era proibido gentes da área da saúde fazerem propaganda? 2- pobre velhinho. Provalvemente ele é um aposentado que ganha muito pouco e complementa distribuindo panfletos à tarde, mas se eu fosse ter dó de todos os aposentados que ganham pouco e de todas as crianças que sofrem maus tratos e todos os fracos e oprimidos do mundo eu passaria o dia chorando e me desesperando e não fazendo nada.
Bem, fazer nada eu já faço normalmente, mas eu sempre me pergunto o que eu posso fazer pelo mundo, pelas pessoas, pelo senhor que passa os dias de pé entregando panfletos na esquina. Será que se eu pegar um panfleto todo dia ele vai ganhar mais dinheiro? Mas aí não vai ser um desperdício de papel, já que eu não vou mesmo a essa dentista?
É incrível como dá para se fazer um grande dilema moral de tudo nessa vida.
É melhor eu voltar para a leitura comparativa. Mas não sem antes postar a imagem fofinha pedida:

E o poema do Haroldo:

A oniroteca de Wladyslaw

na pintura de Anatol Wladyslaw
um gato azul
sonha universos geométricos
habitados por rosas vermelhas

uma cabeça de madona
se deixa recortar
pelo alfange laranja
da luz

e tudo se atira da janela
aberta
da cor

na mão de Anatol Wladyslaw
a pintura
engendra enigmas perfeitos
regidos por números cabalísticos
mas acessíveis a uma simples
flor

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

e da mesma forma como tenho certeza/ que não estou sonhando afinal/ eu fico e sonho um pouco mais

Sábado teve bondencontro com 2/3 do bonde na doceria que tem uma torta de sorvete muito boa mas que eu não pude comer por causa da tosse persistente. A A-lien disse para eu tomar cuidado, porque como diria a propaganda tosse com catarro por mais de uma semana pode ser tuberculose. Ainda bem que estou melhorando.
Terça-feira estávamos eu e mamis no táxi prá rodoviária, e dessa vez pegamos um que gostava de falar. Até aí normal né, mas como dizem as meninas bizarras, a cidade-sanduíche é bizarrelândia, e o cara começou a falar do nada 'mas, cês viram naquele lugar lá... é... na áfrica, perto da Rússia?' e a minha mãe 'q/' e ele 'é... lá onde morreu três milhão de pessoa com o ventaral! Que coisa não?' e minha mamis ainda 'q/' mas aí eu me toquei que ele estava falando dos três mil que morreram com o ciclone em Bangladesh. Bem, pelo menos ele não errou o caminho...
E hoje conversei com o meu amado&idolatrado desorientador sobre a pós-graduação, e foi legal, ele me passou o skype dele até hihihihi, vocês sabem que eu só rio de brinks, mal consigo olhar nos olhos dele quanto mais falar pela hebecam. Mas então, ele me aconselhou a não fazer sânscrito semestre que vem, disse que uma língua moderna seria mais útil. Ele me assustou também, além dos livros que lançou esse ano já traduziu mais coisa o.O
Mas o mais importante do que ele me falou é a paixão pela coisa, basicamente. Ele me disse algo que eu sabia no começo mas acabei esquecendo: quando a gente se envolve nas traduções, é algo muito empolgante(ele disse que a gente tem contato com as Idéias, mas vamos pular a parte platônica), porque enquanto fazemos isso nos distanciamos dos problemas do dia-a-dia, aqueles em que quanto mais a gente pensa menos resolve. E é isso aí. Passei o semestre só pensando e me lamentando, espero que não seja tarde demais para voltar a estudar. De qualquer modo, vou tentar.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Quando eles dizem que você não é tão forte, não é sua culpa

Às vezes as pessoas pensam que seriam felizes se fossem mais ricas/bonitas/espertas/sortudas, e ficam pensando que poderiam ser menos pobres/feias/tontas/azaradas. Eu já sou das pessoas que acreditam não em uma felicidade, mas em pequenos momentos felizes, como ver a chuva e sentir o vento, rir com a família e ver o sorriso das pessoas à sua volta. Se me oferecessem mais riqueza, beleza, esperteza ou sorte não creio que isso faria de toda a minha vida um mar de rosas. As pessoas são muito complexas para isso (e ninguém me apóia na idéia de viver só com livros!).
Mas queria que quando eu fizesse algo de errado o erro não martelasse na minha cabeça. Queria ter menos desses momentos ridículos de auto-piedade. Queria também que meu pai fizesse mais suco de laranja e menos de acerola, mas isso já é outra coisa. Claro que eu sei que está tudo interligado e minha baixa auto-estima&excesso de preocupação com coisas inúteis&medo de autoridades podem ser explicados e quiçá resolvidos por meio de tratamentos psicanalíticos/ sócio-históricos/ construtivistas que remontem à minha educação& formação mas às vezes eu só queria ser menos desajeitada com as coisas/ pessoas/ artes e que os elogios que já ganhei viessem à mente mais do que as vezes que as pessoas dizem que eu faço tudo errado.
Porque às vezes fico cansada de fazer tudo errado sempre e me dá vontade de não fazer nada...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Não caem lágrimas de meus olhos, mantenho toda a dor dentro de mim

As férias. Prometi, como vocês podem ver consultando os aquivos, que ia estudar&ter uma rotina& ser uma boa moça. É claro que não consegui. Quer dizer, no começo até estudei alemão com afinco, mas aí vêm as viagens, preparações de fim de ano, enfim, mil motivos para fazer nada.
Eu acordo tarde, na hora do almoço. Almoço, e às vezes lavo a louça, às vezes não. Fico no pc jogando alguma coisa , ou vou ao centro resolver qualquer coisa pequena e assim o resto da tarde se passa. Enrolo até a janta e depois fico mais tempo no pc até dar meia-noite e passar a madrugada conversando até tarde. E os dias se repetem assim, com algumas exceções. Tem dias até que eu nem tomo banho, e aí meu rosto começa a descascar.
É claro que tudo isso é um artifício para chegar no fim das férias e eu não ter feito nada do que prometi e depois ficar me punindo por ser tão idiota, que é muito mais fácil do que realmente estudar e talvez não ser o suficiente.
Mas eu vou mudar. Minha próxima promessa de fim de ano será não prometer mais nada.

(clique para ampliar)
Peixes voando sobre a pia na casa da prima no ano novo. Foto sem photoshop!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Não estou pronta pr'essa cousinha doida chamada amor

Voltei, caros leitores ávidos dos meus comentários em seus blogs das minhas aventuras!!!! Sem dormir mas com muito comer venho por meio deste comentar sobre minhas aventuras na cidade cinzenta.
Dormi duas horas até pegar o ônibus, daí dormi as 4h de viagem. Chegamos na hora do almoço, e eu nem comi muito para caber naquele corpete apertado do caramba. Não dormi à tarde; fiquei lendo mangás, minha tia foi lá medir o diabete(s)[que nem foi grande :D!] e depois minha irmã quis ir até à Liberdade. Voltamos, terminei de ler os mangás e fui tomar banho& ficar pronta. Minha irmã ficou jogando baralho(¬¬) e quase nos atrasou com a carona.
Sobre o baile, bem, não há muito a se dizer: tinha comida boa, músicas ruins, gentes bêbadas... ah, mas faziam lá drinques sem álcool com frutas!!! E era com fruta mesmo, tinha um monte de semente de maracujá, eca! Na hora da valsa chamaram o povo por ordem alfabética, e nos lamentamos porque a Phanie não se chamava Aphanie. Saímos de lá às 5 e pouco, pouco antes do funk começar. Aaaaaaaaaahhhhhhhh claro. Tinha um povo lá muito mal vestido!!!! Que absurdo, eu me esforcei tanto para caber na roupa chiquérrima e me vem umas meninas de saia e blusa??? Ah não, isso foi muito, muito errado.
Domingo fui acordada após apenas 7h de sono e fui almoçar. Após o almoço fomos ao chopis ibirapuera, que é graaaaaande. Lá tinha uma loja oficial da sanrio, onde vendem tv da hello kitty a 1.800 reais e uma caneta por 20. A Luty não comprou nada para ela, mas me comprou o Bad Badtz Maru de pelúcia prá mim!!! Já postei sobre ele aqui(acho), mas como bem disse o Cunhado, ele é aquele que só reclama. Ele é mau como eu(logo...).
Na volta, tudo tranquilo. Ao chegarmos em casa, papis conta que a dor nas costas da mamis ficou pior e que ele teve de levá-la ao pronto socorro. Ele, como sempre, disse que não sabia o que era, mas eu e a Luty lemos nas bulas que tem a ver com artrite. Ô véia teimosa! Falamos da primeira vez que ela reclamou da dor que era para ir ao médico... agora ela vai ter que contratar uma faxineira na marra!!! E, claro, achar algo de legal para fazer.
Da sessão desabafo/reflexão da Mokona. A vida é nietzscheana às vezes. Porque parece que as pessoas só se relacionam por algum interesse pessoal, e quando conseguem, te desprezam ou te traem ou ambos. Mas aí você descobre que ainda há pessoas legais nesse mundo, que se preocupam de verdade com você. Não precisa ser muita gente, três, duas, uma, seu blog, no fim sempre há alguém em quem confiar. Difícil acaba sendo superar as facadas nas costas, mas, enfim, é a vida, e precisamos aprender a superar as dificuldades e nos aperfeiçoar enquanto seres humanos e outros blá blá blás.

sábado, 25 de março de 2006

eu não consigo nadar mas minha alma nào vai se fogar

Estou no pc da Chel.
Situação é a seguinte: se você é amiga de duas pessoas, mas aí uma chama você prá sair e a outra não, mas as duas sào amigas, aí a pessoa que não foi chamada te pergunta o que você vai fazer à noite, e você vai sair com a primeira amiga, o que se deve fazer? Mentir para alguém que você gosta? Contar a verdade e causar uma briga? Isso sim que é aporia...
Ahhhh vou fazer francês particular na hora do almoço com um marroquino, porque eu tenho 1000 janelas mas neenhum horário que dê certo.
tchau, vou voltar a estudar!