quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lá fora está frio, com neblina, e chovendo

E cá estou eu, num humor completamente fleumático, atualizando o blog.
Não lembro muito bem dos últimos dias, ou nada aconteceu, ou estou com mais problemas do que pensava.
Sexta foi dia de voltar para a cidade sanduíche, e eu ia pegar carona com uma moça de ascendência nipônica bem típica: baixa, magra, calma, fala igual a uma amiga minha, estuda exatas. Íamos pegar ainda um rapaz perto da universidade religiosa perto da unipunk, mas ela não sabia muito bem como chegar. O rapaz deu umas indicações meio confusas de virar à esquerda, à direita, padaria, &c, e dissemos que íamos ligar quando estivéssemos perto para ele explicar melhor. É claro que Lady Murphy resolveu nos ajudar e, além de nos perdermos o rapaz não atendia o celular de modo algum. A menina deve ter ligado umas vinte vezes, e nada. E ela também foi ficando cada vez mais brava, entrou numa contramão, quase bateu, e xingou o cara várias vezes, ela até se desculpou por ter ficado tão brava. No fim, o rapaz ligou meia hora depois para dizer que nem ia mais, porque tinha surgido um problema na empresa dele, ha-ha-ha.
Essa mudança de tempo me deixou, além de muito feliz, muito resfriada(donde o 'fleumático' supracitado. Fleuma = catarro). A mesa do computador está cheia de papel, meu nariz já está todo sensível e espirro cada vez que a)troco de roupa b) venta c)vou comer. Ainda bem que comprei sopa semana passada. Tá bom que a primeira era ruim, e essa vem numa caixinha dessas de leite, mas tudo é melhor que cozinhar. O que me lembra que essa semana chegou ao fim quase e nem chamei uma faxineira. Vou ter que pelo menos varrer(e levantar mais pó, logo espirrar) o monte de cabelos (ok, ok, detalhes demais). Ah sim, comprei colombas pascais, aproveitando o preço muito barato delas. Ovo de páscoa não vale a pena, mas colombas pela metade do preço... nham-nham!
Faz tempo que não falo dos meus sonhos aqui! Não sei se é o frio, ou o resfriado, ou dormir tarde, mas tenho tido uns sonhos bem movimentados. Um dia sonhei que estava na cidade cinzenta(que era bem mais bonita no sonho) e não queria voltar para cá, então fui pegar metrô para ir ao cinema. Na verdade fui parar em algum tipo de congresso ou conferência, para a qual eu não tinha me inscrito. Inesperadamente, meus ex-colegas de faculdade estavam lá, inclusive o tio Dos Santos, embora eu não pudesse vê-lo, já que ele estava em um de seus momentos de questionar a realidade. A palestrante era uma mistura de uma professora minha do pré com uma da quinta série, e perguntou o que eu fazia lá, porque eu não me inscrevera. Eu disse que queria vê-la, e ela me passou o e-mail. Para deixar a história ainda mais louca, fomos todos dormir na cada de drag queens, e não tinha cama ou cadeira para todos. No dia seguinte sonhei que estava fazendo compras com a Luty, em uma loja bem... minimalista em termos de decoração, digamos. Ela estava pensando em comprar uma bolsa, e eu fiquei olhando os outros produtos, todos muito baratos. O vestido, por exemplo, ia sair por sessenta reais, mas eu fiquei com medo de não servir em mim. Duas coisas que merecem ser ditas a respeito do sonho: primeiro que eu nunca consigo ler nada nos sonhos, e nesse consegui ler os preços, parabéns inconsciente pelos detalhes! A outra é que nessa semana mesmo disse à Luty que não ia na formatura do nosso primo por não ter roupa e ela disse que existia sim vestido de festa barato. Parece que no fundo eu queria ir...


Até o próximo post, no qual os humores devem estar balanceados...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Ei, isso não é jeito de dizer adeus

Postando rapidamente na última meia hora do mês só para ter pelo menos um post por semana no blog. No fim de semana fui para a cidade cinzenta, mesmo com o joelho dolorido. Encontrei a Luty, jantamos e fomos assistir a um filme em um cinema para onde as pessoas vão super chiques. Assistimos Os homens que encaravam cabras, comédia baseada num livro sobre o uso da paranormalidade pela inteligência militar dos EUA. O fime é uma sátira sobre fatos reais, mas bem mais zoada, e achei bem leve, no estilo de Queime depois de ler. Certamente o George Clooney é o que há de melhor, ah, e também a parte em que ele conta que a maior parte dos soldados não atira para matar, então porque não usar a paz para resolver a guerra? E aí eles usam alucinógenos e fazem ioga.
Na manhã do dia seguinte eu e Luty fomos a um bar com jogos para comemorar um aniversário. Tudo no cardápio tem nome de jogos, e o cardápio simula um baralho. Jogamos jenga(que eu nem sabia que tinha esse nome), detetive de simpsons, academia, pula macaco, quebrando o gelo e tabu. Muito divertido! Quero voltar lá mais vezes!
Bem, e é com um certo pesar misturado a um alívio que informo a saída de Diomedes, o caçador, daqui. Rachelvis não estava tendo tempo pro gato, e ele não tinha onde brincar, e ela não podia viajar por causa dele. Enfim, esse negócio de ser mãe/pai é muito complexo, tem que estar pronto pra isso. E não estávamos, e agora Didi vai morar no campo das minas gerais.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Como eu deveria demonstrar se eu nem sei?

Olá leitores que sentiram muitíssimo a minha falta! Quando eu fico mais de uma semana sem postar vocês devem imaginar que estou muito ocupada, dedicando-me aos estudos. O que ocorre é o contrário, na verdade. Quando fico muito tempo sem postar é preguiça, e quem tem preguiça de postar, porque não teria de estudar? Mas enfim, cá estou, para dividir com vocês e o mundo os últimos acontecimentos emocionantes da minha vida. Ou apenas reclamar, como sempre.
Quinta passada me encontrei com meu amado&idolatrado desorientador, e estava morrendo de medo, por ter que encarar as consequências de minha vagabundagem. É claro que a paranoia nunca se reflete na realidade(ainda bem) e ele foi muito atencioso e bonzinho comigo, como se lesse o blog soubesse que tenho problemas para ser prolixa escrever.
GAH!
A energia acabou aqui e comeu metade do post. Resumindo: na correção ele disse que fui sintética demais. Hoje descobri que estou com inflamação no joelho e vou tomar um remédio cuja prescrição é retida na farmácia. E agora cai o mundo aqui. Bjs.

terça-feira, 16 de março de 2010

Você não pode tirar o céu de mim

Olá a todos que entram no blog sem ser para procurar obras de van gogh! Sei que não aguentavam mais esperar por posts de minha emocionante vida, mas... nada de EMOCIONANTE ocorre, nem livros ou filmes ou séries para salvar um post.
Quer dizer, assisti Wristcutters- a love story, só porque tem trilha do gogol bordello. Eu sei que o Eugene Hutz é foda e um personagem e tanto, mas acho meio tosco ter personagem baseado nele mesmo, e ainda com outro ator fazendo. Enfim, no filme os suicidas vão para uma espécie de 'paraíso' dos suicidas, que na verdade é igual à terra. Quer castigo pior do que se matar e não conseguir? O protagonista, Zia, se matou por causa da namorada, e quando descobre que ela está por lá também começa o road movie. Só que acabam colocando coisa demais e o filme termina superficial e todo romanticozinho.
Domingo o Violinista e o 6 me chamaram para um churrasco no prédio deles. Comi muito pão com alho e batata, e fiquei lá até depois do final ajudando a arrumar as coisas, já que o 6 passou mal. Entrei no apartamento deles e não achei tão bagunçado como eles disseram, só rola uma falta de vergonha na cara de recolher o que está no chão e dar uma arrumada.
E é isso aí. De resto, só fiquei olhando pra introdução da dissertação mais apagando que escrevendo e me desesperando por ser uma vadia procrastinadora que não consegue escrever nem sob pressão e ainda morre de medo de ser repreendida. Preparem-se para minha morte na quinta-feira, quando encontrarei meu amado&idolatrado desorientador.
Mas vamos terminar o post alegres com um teste de personalidade de america's next top model:

sexta-feira, 5 de março de 2010

A barata não pode andar mais, porque lhe faltam as patas de trás.

Sim, o post de hoje será dedicado ao maior acontecimento dos últimos tempos nessa semana: a invasão das baratas no meu armário. Tudo começou na sexta à noite, quando vi uma barata IMENSA andando na minha gaveta de meias. Bem, podia ser uma barata só, então deixei pra lá. Domingo vejo novamente uma barata, dessa vez menor, e o desespero bate. Como sou medrosa esperei a Chelvis ter um tempo livre para me ajudar, e como ela é mega ocupada, só podia ser na terça. Pois bem, lá fomos nós duas com a cara e a coragem e um inseticida nas mãos tirar as gavetas do armário e descobrir de onde saíam as baratas. Tiramos todas as roupas e gavetas e jogamos inseticida. Logo sai uma baratinha, depois uma baratona e outra baratinha. Para descansar do cheiro ficamos na casa da Chel por um tempo, depois voltamos e jogamos mais inseticida, e matamos mais baratinhas. Fizemos isso por umas duas horas, e decidimos ligar para a imobiliária. Após algumas horas de espera, eles deram o telefone de uma empresa de dedetização e disseram que o dono não ia pagar. Como eu não ia esperar mais dias com baratas em casa acabei chamando do mesmo jeito. Lady Murphy, não satisfeita fez com que eles só pudessem vir bem na hora do meu alemão. Eles acharam ainda dezenas de baratas no meu armário, e nem pisavam nelas! Eles só diziam 'elas vão morrer, pra que matar?' e pegavam com a mão, ecaecaeca! Mas o pior foi ter descoberto um ninho de baratas embaixo da pia. Assim que mudei pra cá, a imobiliária disse que ia mandar alguém para consertar a madeira podre debaixo da pia, mas como eu nunca precisei do espaço também não reclamei. Mas deveria, porque lá só tinha barata enorme! Uma delas subiu no pano de prato e se eu não tivesse gritado o rapaz nem teria tirado ela de lá. Tá bom que grande parte do meu medo é pura histeria e os caras estão acostumados com esses seres nojentos, mas no pano de prato não né? Eles foram embora e a Chelvis me ajudou a varrer, ainda que ela mesma estivesse horrorizada e me xingando por ter dedetizado minha casa. Como se a culpa fosse minha que o armário fechado por semanas tenha se tornado um ambiente propício para a instalação de baratas! As da pia eu tenho culpa vai, por ter esquecido que existia e não ter aberto em meses. Enfim, depois da limpeza me toquei que elas tinham passado e deixado seus cocôs que eu achei que era só poeira em todas as minhas roupas. Fui para o shopping comprar calcinhas e meias, e aproveitei e comprei calça jeans também. Na manhã seguinte, Chelvis me lembra que não comprei blusas. VDM, como diriam por aí. Coloquei a blusa suja do dia seguinte e fui à loja aqui do lado comprar qualquer coisa. Só não poderia imaginar que lá eles vendiam blusas de seda de 400 reais e mesmo a blusa que eu acabei comprando, embora a mais barata da loja e com 30% de desconto, foi a roupa mais cara que já comprei na vida, e nem é roxa ou laranja ou ultra fashion. Com esse tempo, a primeira baciada de roupas lavadas só ficou seca mesmo hoje, e finalmente tenho roupas de novo. Deixei o armário aberto até hoje também, e joguei montes de veja para tentar desinfetar.
Ai, e hoje, mais tristeza na minha vida. A Luty está com meus pais agora, e diz ela que eles começaram a perguntar se a gente bebia (nem vou discorrer sobre os pais não terem ideia se as filhas fazem isso ou não). Daí que mamis, ainda traumatizada por ter lido o blog, fala que um dia eu misturei bebidas aqui e desmaiei? Mas só bebi porque aqui fico muito sozinha, o que foi uma escolha minha, já que poderia ter feito faculdade lá. S-O-C-O-R-R-O-!. Certamente vocês não lembram de uma história dessas, e é porque ela está distorcendo o post em que contei que bebi um copo (embora a chelvis diga que tenha sido menos) do vinho dela e fiquei vermelha, mas nem fiquei muito louca. E provavelmente estava triste por causa do mestrado, o que é bem frequente.
Enfim. Espero voltar no fim de semana com notícias mais felizes, ou menos desgraçadas.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Todos esses lugares só me afogam

Na época em que muita gente achava o blog procurando pela letra daquela música cover de thousand miles, a média de visitas era de 20 pessoas por dia. Para vocês verem como anda a decadência da humanidade, a principal pesquisa hoje em dia é 'obras de van gogh', e a média de visitas é de 7 pessoas.
Começando pela sessão cinema da semana, Percy Jackson e o ladrão de raios. Apesar da Chelvis me dizer que o filme não era lá muito fiel à mitologia grega, fui do mesmo jeito. O filme foi chamado de novo Harry Potter, por ter um protagonista que não sabe que tem poderes, dois amigos que o ajudam e uma escola/acampamento. Só que Harry Potter criou seu próprio mundo mágico, ao invés de apresentar aos jovens uma visão mega distorcida do mundo grego, por exemplo. No filme os deuses tem vários filhos com os humanos, até aí ok. Mas Zeus os proíbe de vê-los porque Poseidon estava quase abandonando seus deveres de deus porque amava muito sua família(!!!!). Mais brega impossível dizer que Zeus achava ruim agir como um ser humano. O que querem dizer com 'agir como humano'? Ter emoções? Mais que os deuses gregos tinham? E tratar o Hades como o inferno, com caveiras e música medieval foi demais, também. Quer dizer, é realmente o inferno, mas todos iam para lá. Além disso Perséfone era não era humana, e sim filha de Deméter, e seu rapto serve mais como metáfora para as estações do ano do que para mostrar a maldade de Hades. Enfim, nem mesmo se tivesse acertado na mitologia seria um bom filme, já que segue o esquema já conhecido de jovem corajoso com poderes que 'desobedece' ao professor para salvar vidas.
Ah, a fisioterapia. Pensei que ia ser aquela coisa entediante, uma massagem no pulso, choque talvez, muito repouso. Que nada! O homem é do tipo da Chelvis, um louco. Primeiro passei meia hora ou mais alongando os braços. Depois exercício com pesinho, e, depois, BICICLETA ERGOMÉTRICA. No que isso vai ajudar meu pulso, vocês se perguntam, e eu também. O cara acha que precisa melhorar a musculatura do corpo todo, não só do pulso. Tudo bem, faz sentido, exercitar desde o ombro, mas o que as pernas tem a ver? A única coisa que me deixou feliz quando meu pulso começou a doer foi ter uma desculpa pra abandonar a academia, e agora isso??? Quem é amadrinhada pela Lady Murphy nunca deixa de se surpreender.
Ontem o Violinista e o 6 me chamaram para almoçar, e eu imaginei que depois poderia ir ao cinema comer pipoca e voltar para casa e ter uma vida tranquila. Que nada. Depois do almoço fomos a uma praça do bairro, onde praticamos uma modalidade perigosa de gangorra 2 a 1. Em seguida fomos a uma lanchonete, e depois para o apartamento deles, porque ia ter uma peça de teatro à noite. Na verdade fiquei no lobby vendo livros de arte enquanto eles se arrumavam e nem ligaram para o fato de estar esfriando e eu estar de bermuda, mas ok. O teatro foi em um bairro distante e mal afamado da cidade, e até começar a peça nem sabíamos do que se tratava. Era uma alegoria sobre o amor, a loucura e jogos de palavras ambíguos com Ninguém. Porque uma hora parecia que a peça era sobre o ninguém que vira um alguém, depois era sobre toda a humanidade, porque quando ninguém ama a musa, ela desaparece, e coisas do tipo. Nada muito emocionante ou envolvente ou mesmo engraçado(embora as pessoas, principalmente as adolescentes atrás de mim, tenham rido bastante). Além disso a musa estava vestida como uma fada da floresta, super brega. Enfim, depois da peça achei que o sofrimento estava no fim, mas ele nem tinha começado. O dono do espaço, um diretor de teatro, convidou a todos para uma reunião nos fundos do galpão, porque a ideia dele é oferecer algo cultural e depois integrar as pessoas. Se tivessem me avisado antes eu nem ia, mas como estava lá e era minoria, tive que ficar no meio das pessoas desconhecidas me perguntando o que eu fazia da vida, enquanto tomavam cerveja e comiam um cozido. Um tempo depois o dono do lugar chamou-nos para discutir sobre a peça, e obviamente morri de vergonha e não disse nada. Ainda bem que os outros são pessoas eloquentes e expressaram o que eu queria dizer. A noite foi passando e todo mundo se socializando e eu lá, com a maior cara de cu possível. O Violinista me pediu desculpas várias vezes, mas eu sei que a culpa é minha por não ser nem remotamente normal e ter uma fobia social incontrolável. O ápice de vergonha e vontade de morrer foi quando o dono do lugar disse que se eu estivesse cansada podia dormir em um dos quartos ou nos colchões, porque a festa ia varar a noite. Lá pela uma da manhã finalmente decidiram voltar, e eu já estava com um humor maravilhoso, dor de cabeça, frio e fome(já que não comi nada lá). É isso aí, quando digo que sou antissocial não estou fazendo graça, realmente não consigo ficar à vontade em ambientes com... pessoas.
Fico por aqui prometendo um post emocionante sobre a volta às aulas, ou não.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Esconda qualquer traço de tristeza

Olá pra você que entra no blog pelo iPhone, pessoa rica e chique ou pobre com dívidas, quando puder deixe um comentário só para eu saber quem é porque tenho fixação anal e quero ter controle de tudo na minha vida.
Cá estou eu de volta, não porque coisas emocionantes tenham acontecido, mas porque estou enrolando para não estudar. Na cidade sanduíche, mamis está quaaaase lá, mas ainda tem um mês para se recuperar. A situação é bem tensa, e cada um lida de um jeito. Mamis tem estado emotiva, quase chorou pensando que não ia me ver envelhecer e chorou se perguntando porque tinha que passar por esse sofrimento. Papis transforma sua insegurança em nervosismo. Eu tenho que ser paciente e racional, quando na verdade, como vocês sabem, sou uma menininha chorona. Pelo menos eu tenho comida. E o blog. Não tenho mais mahjong nem tetris, porque meu pulso decidiu de vez que está de mal comigo.
Hoje fui à fisioterapia da unipunk, mas essa primeira sessão não teve nada de exercício. Não vou nem comentar que o rapaz já me chamou de gorda e vagabunda, falando que na próxima eu ia fazer X e Y, e poderia até fazer um pouco de bicicleta ergométrica, já que eu tinha tempo disponível. Mas hoje foi só um aparelho estranho de ondas curtas que supostamente ativam o metabolismo e fazem esquentar onde está inflamado.
Terminei de ler 'Cem Anos de Solidão', do Gabriel Garcia Marquez. O violinista disse que o livro era como essas sabrinas da vida, mas comprei porque era da edição de capa bonita da academia real espanhola, como o don quijote que eu já falei no blog em(google) março de 2007. Enfim, o livro narra a história da família Buendía, fundadora de um povoado e cheia das tragédias. Além de muito drama o livro é de realismo fantástico, então há fantasmas, pragas, pessoas ascendendo aos céus, &c. São sete gerações com nomes que se repetem, ainda bem que tem uma árvore genealógica no livro. Eu fui lendo achando que era só um relato descritivo de uma família com muita tragédia e sexo, mas até que o final fantástico dá um sentido ao livro. Recomendo, mas não muito, porque o livro não vai mudar sua vida, mas dá vontade de ficar lendo e saber o que acontece com todos.
Volto com mais mimimi em breve, aguardem.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Faça todo seu corpo falar

Você só percebe que está há muito tempo sem postar quando acha que o comentário novo é alguém pedindo por novidades, mas no fim é só um spam.
Mas então, o resto dos meus dias nas terras nobres da cidade dos ventos não teve nada de muito memorável, além, é claro, do meu pc ter voltado intacto e feliz da assistência técnica, pronto para gerar uma dissertação de mestrado.
Na minha sessão cinema assisti Amor Sem Escalas(nome horrível) e Nine. O primeiro é muito bom, apesar de eu não gostar de comédias românticas. É bom porque achei que balanceou bem os assuntos, fala de compromissos e relacionamentos mas também sobre consequências emocionais do desemprego. A melhor parte, é claro, é a falta de final 'feliz'. Nine é um musical inspirado pelo 8 1/2 do Fellini. Como não sou cult o suficiente não saberia comparar, mas até que algumas músicas são empolgantes. O filme em si é sobre um diretor de cinema enfrentando as consequências de uma vida um tanto desregrada e suas memórias das mulheres de sua vida(que aparecem cantando).
Já na cidade sanduíche, assisti ao melhor reality show de.todos.os.tempos. RuPaul's Drag Race é America's Next Top Model elevado ao próximo nível. Tem o desafio do episódio, e a prova eliminatória ao invés de foto temos aqui produção drag com algum tema, como Oprah ou roupas de brechó ou do patrocinador. Quem fica entre as duas últimas tem que dublar alguma música previamente escolhida. Como em ANTM, sempre tem uma vaca arrastada até o fim, uma vaca sem escrúpulos e drama, é claro. Está na segunda temporada nos eua.
Aqui mamis precisava dar uns ajustes no gesso do pé e o enfermeiro marcou para a segunda de carnaval. Mostrando que Lady Murphy amadrinha toda a família, chegamos lá no consultório e estava fechado. Do outro lado da rua estava um fusca, e dele saiu um senhor perguntando quem era a 'Mamis(ele disse o nome dela, claro)'. Ele era o pai do enfermeiro, que foi internado por pedras na vesícula. Tivemos então que ir atéééé o hospital fora da cidade onde mamis fez a cirurgia, só para dar o ajuste no curativo. Pelo menos conseguimos uma enfermeira para vir em casa todo dia trocar as gazes.
Enfim. Volto em breve, nem que seja para encher o blog de testes.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sua história não é nada mais além do que as coisas que você viu

Além de estudar e arrumar a casa, outra coisa que sempre esqueço é o que postar no blog. Podia jurar que aconteceu alguma coisa essa semana que eu pensei 'oba, tenho assunto pra postar!', mas obviamente já esqueci.
Como previamente anunciado, fui ao cinema, e assisti a dois filmes de uma vez para satisfazer o vício.
O primeiro foi Fim da escuridão, filme de vingança policial e teoria da conspiração com o Mel Gibson. Ele é um policial honesto e certinho que vê sua filha ser assassinada, e muitos acham que o alvo era ele, mas ele vai descobrindo que não é bem assim, e que sua filha, engenheira nuclear(hinthint) estava envolvida em denunciar a empresa em que trabalha. Tudo bem tedioso e típico, se não fosse pelo melhor personagem do filme, Jedburgh. Ele é alguém contratado para 'limpar as coisas' com a imprensa e a polícia, e fica dividido em ajudar o policial e a empresa. Se o filme fosse só sobre ele seria bem melhor.
Assisti também ao pop Zumbilândia, mistura de comédia com terror sobre, bem, uma invasão zumbi. O protagonista é um jovem nerd que sobrevive nesse mundo graças a seu livro de regras rígidas que inclui ter condicionamento físico e usar cinto de segurança. Aí ele vai conhecendo seus companheiros de viagem e a mensagem final do filme é que sem pessoas nós somos zumbis, olha só que miguxice. Apesar de ter bastante humor e Bill Murray, o filme também tem sangue e zumbis sendo mortos, então protagonizei uma cena que só não foi mais ridícula porque estava sozinha na minha fileira. Em uma das vezes que um zumbi aparece do nada pulei da cadeira e o saco de pipoca que estava no meu colo jogou pipoca em todas as direções, do tipo videocassetada de vinte anos atrás que ainda passa no Faustão.
Como esqueci o que ia contar aqui, vou procurar por testes pela internet na vibe weblogger 2003.

You Are White Tea



You are quite delicate and very sensitive. You are easily overwhelmed.
Peace and serenity are important to you. You shy away from intensity of any sort.
You appreciate a simple quiet moment. You can relax easily without feeling bored.
You take the time to enjoy life. Even when things are busy, you make the time.

What Kind of Tea Are You?






You Are 41% Likely to Survive Another Great Depression



Your habits are pretty on par with the average person.
Unfortunately, this means your chances aren't good in another Great Depression.Start saving your money now. Living in debt isn't doing you any favors.

Also figure out how to live a little more cheaply. Every little bit you can trim will help.

Could You Survive Another Great Depression?



Which Glee Character Are You?

More on Glee. Created by BuddyTV


Odiei :(
Um abraço pra você que esquece o rg no banco e depois volta no dia seguinte no sol com uma mochila pesada para pegar ao invés de deixar para outro dia porque quem precisa de rg né.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Se alguém cair, serei eu e não você

Caros leitores, que vergonhoso eu precisar praticamente implorar de joelhos e agir histericamente para atrair comentários. É esse tipo de comportamento que faz com que programas de televisão sem conteúdo mas muita polêmica tenham uma grande audiência. E taí uma coisa que esse blog não tem: audiência conteúdo polêmica.
No entanto voltei com apenas um pouco mais de drama. Descobri que cuidar da casa é uma ciência extremamente complexa, na qual deve-se pensar em tudo ao mesmo tempo. Muitas horas, na cozinha, eu acabava esquecendo de uma coisa. Olhar três panelas no fogo e fazer a salada até que era fácil, mas para servir a mesa eu sempre esquecia de entregar os talheres, ou de pegar guardanapo. Às vezes esquecia de ver se sobrava comida do almoço pra janta e pedia pro meu pai esperar vinte minutos enquanto fazia arroz. Admiração pela minha mãe cresceu mais ainda.
Finalmente alugamos muletas para minha mãe se movimentar no banheiro, não sem alguma confusão. Da primeira vez não conseguíamos achar a rua, desta esquecemos o endereço e ficamos só com as anotações do meu pai. Chegamos na rua e tivemos que dar uma grande volta até achar o número. Lá, mamãe não queria sair do carro com o andador, e sim com muletas, e o dono da loja ficou falando que só queria o bem dela e quase que saía briga, ainda bem que meu pai estava sem o aparelho auditivo e não deve ter percebido o senhor alterar o tom.
Amanhã vou para a cidade dos ventos, devolver ao Herr Rennó o livro que ele pegou na universidade da cidade cinzenta para mim. Antes de dar a notícia aos meus pais minha mãe ficou falando que eu não podia me sacrificar, que eu deveria pensar em mim também e que estava ajudando bastante. Depois que contei veio o drama, reclamações de abandono, ela até disse que sem mim aqui até poderia voltar a fumar. Sério, já sou uma pessoa indecisa, não aja assim comigo! Mas enfim, voltarei e dessa vez(aham) a dissertação anda. Além dos estudos preciso pegar o relógio no conserto, mandar consertar o computador, pedir um cartão novo no banco e claro, ver filmes comendo pipoca.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quem sabe se é constante

Bom, só não cansei mais de reclamar sobre a minha vida do que da falta de comentários do blog apesar de saber que as pessoas leram, mas mesmo assim preciso postar, assim, de mim para eu mesma.
Vim para a cidade sanduíche para acompanhar a cirurgia de remoção de cisto do pé da minha mãe, com algumas roupas e um livro. Ela já tinha feito uma cirurgia parecida, só que na mão: tinha sido rápida e ela foi pra casa no mesmo dia, ainda sob efeito da anestesia. Então fomos eu e papis para o hospital, para uma cirurgia que ia começar às 7h. Deitamos em duas espreguiçadeiras e nem vimos o tempo passar. Minha irmã ficou ligando para perguntar da cirurgia, e a gente lá, morrendo de sono, sem se tocar. Lá pelo meiodia fui me informar e uma enfermeira disse que ainda estava em cirurgia. Às 14h passei por lá de novo e dessa vez disseram que ela estava acordando da anestesia. Minha mãe chegou no quarto lá pelas 15h, e passou o dia vomitando o que comia, devido a medicação. Na manhã seguinte o médico fez uma visita e disse que na verdade a cirurgia não foi só remoção do cisto, que ocupou metade de um osso e que ocasionou um enxerto de um osso perto do joelho. A culpa toda é de uma tendinite que ela tem há anos e nunca cuidou, logo, ferrou esse tendão e mais outros dois do pé, e a cirugia acabou mexendo em nervo e artéria também. Ela saiu do hospital em alguns dias, porque continuou vomitando até cortarem quase todos os remédios. Pausa no relato dramático para comentar sobre o que fiz enquanto ficava com minha mãe no hospital vendo a dormir e vomitar. Comer comida de hospital é fácil para quem tem anos de bandejão, e dormir em espreguiçadeira também, para quem dorme até em ford ka. Enquanto minha mãe dormia, terminei de ler As You Like It, comédia de Shakespeare, que deve ser famosa mais provavelmente por causa do discurso 'all the world's a stage'(que na verdade era o lema da companhia de teatro dele, e como todos sabemos é uma expressão famosa desde os tempos de Luciano). Aliás, o personagem melancólico é o melhor, o enredo da moça cujo rei perde o reino e se veste de homem e encontra quem a ama é meio blah. Também terminei de ler A Montanha Mágica, de Thomas Mann, sobre um rapaz que vai visitar seu primo doente em uma estância nas montanhas e acaba ficando por lá, aprendendo sobre psicanálise da doença, biologia e muita discussão filosófica humanista/medievalista. Achei o fim bem triste, e mais triste ainda é ler no hospital confortavelmente deitada em uma espreguiçadeira. Rolou toda uma identificação com o Hans Castorp, além do fato de estar fazendo companhia a alguém no hospital, também sinto que minha falta de decisão na vida é disputada por Settembrini(Herr Rennó e Mlle Torlay) e Nafta(tio Dos Santos).
Voltando ao relato dramático, fomos alugar cadeira de rodas. Já em casa, esse domicílio gigante e imensamente confortável, a cadeira mal passa pelas portas, e em alguns cômodos nem entra. Já tiramos várias lascas das paredes e toda hora minha mãe faz cara de preocupação porque acha que estamos estragando a cadeira alugada. Também somos muito bons em serviços domésticos: sempre tem louça na pia, ninguém está passando roupas e o arroz fica sem tempero. Um dia, de troco, provavelmente, minha mãe viu uma mosca no peru e disse que se quiséssemos continuar comendo tudo bem, mas ela não queria mais. No dia seguinte, larvas infestavam a carne no prato do meu pai(ECA). Agora minha mãe está aceitando alguma faxineira/cuidadora ou qualquer coisa assim, mas já chamamos três e todas estão nos enrolando? Como diria minha mãe, na minha época as pessoas gostavam de trabalhar. Bem, é isso, minha vida não tem sido muito além de ver se mamãe precisa de alguma coisa + ficar brava porque ela quer fazer as coisas sozinha + coisas de casa + internet no tempo livre ao invés de estudar.
Bem, comprei(er, meu pai me comprou) um celular novo estilo pobre querendo ser rico, que tira foto e toca música, já que meu velhinho voltará para a verdadeira dona(a chelvis) e um par de tênis com detalhes em lilás. E é só. Volto com mais histórias cheias de suspiros, angústia e dores quando alguém comentar OUVIRAM?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Eu te vejo andando por um sonho

Bem, eu disse que estaria de volta antes da cirurgia e cá estou eu, correndo para escrever o post nos 45 minutos restantes que tenho aqui na lan house.
Durante essa semana que passou o maior acontecimento(além da conexão intermitente que quase me fez chorar) foi o cartão do banco dos servidores paulistas. Meu cartão estava inválido, e a moça da agência do centro disse que novos já tinham sido emitidos. Fui à minha agência, a qual não existe mais e foi englobada por outra do outro lado do campus. Lá o rapaz me informa que os cartões ainda não foram feitos e que a única coisa que eu poderia fazer era tirar dinheiro direto do caixa, mas isso poderia fazer na agência do centro. Novamente no centro a moça do caixa diz que não é possível retirar dinheiro ali, já que eles não tem a minha assinatura. Volto à minha nova agência distante e mais informações contraditórias: os cartões já foram feitos e quem não tem ainda deve com urgência falar com o atendimento. Consegui pagar o aluguel no caixa, pelo menos, e quando voltar eu peço o cartão de novo. Que bagunça, só não reclamo(mais) porque é o dinheiro da bolsa e em julho encerro a conta lá.
Bem, também vi alguns filmes em noites(dias?) de não conexão.
Primeiro vi o queridinho do povo, Avatar, em 3D. Tinha uma fila imeeeeensa, e no shopis imperial estavam até avisando por altofalante quais sessões estavam esgotadas. Como bem disse tio Dos Santos, fui vítima do marketing, porque o filme é realmente como parodia South park no episódio Smurfs. Tem coisas bonitas, claro, como algumas paisagens e a natureza que brilha no escuro à noite, mas a história é tão... tão... tosca. Se quiserem ver um filme bonito e com mensagem ecológica de verdade assistam ao filme francês Home, que é bem melhor.
The Killing, ou o Grande Golpe, é o terceiro filme do Stanley Kubrick, e, para mim, é um predecessor de Onze Homens e um Segredo. No filme, um ex-presidiário planeja um roubo milionário em um hipódromo, cheio de detalhes, mas nada dessas coisas tecnológicas de filme novo. Uma inovação(dizem os outros sites) é a narrativa não-linear, e o desfecho é realmente surpreendente e bom.
Sherlock Holmes é um filme divertido, embora não tenha o mesmo clima dos livros. Aqui o detetive também deduz coisas incríveis de pistas que passam desapercebidas, mas tem muito mais ação e explosões e até um interesse romântico(o que, obviamente, diminui o filme pra mim). Os diálogos são bem feitos e lembram House, é claro(preciso reler os contos, Watson parece ter um papel menor neles). Outro ponto positivo é a trilha sonora, com Haydn, Mozart e The Dubliners.
E mais uma para a seção 'coisas que só acontecem comigo', ou como Herr Rennó diria 'isso é Lei de Dummy, não Lei de Murphy'. Sempre compro passagens de ônibus online, porque é mais prático. Mas na hora de pegar a passagem, ó da digitação, meu nome nunca está na lista X. Sempre está X^yz, e eu sempre esqueço de mudar no cadastro(se é que isso é possível, preciso achar um link). Então os atendentes da empresa procuram pelo nome sem o acento e não acham. Então procuram com trema, acento agudo, acento grave, barra invertida, barra, e nada. Um deles me perguntou 'qual tecla a senhora usou' e eu 'a do acento circunflexo, do lado do cedilha'. 'essa?' {NÃO ESSA LETRA É P, E NÃO CEDILHA} 'não senhor, a de baixo' 'essa?' {MEU ESSA É DOIS PONTOS!!!!} 'não, a de cima' . Um até conseguiu fazer o til, mas nada de circunflexo. Aí vai chamando os outros atendentes, e todos errando, e eu me perguntando se deveria indicar onde fica o shift e o acento circunflexo. Finalmente, decidem imprimir pelo número da minha poltrona. SE PODIA FAZER ISSO PORQUE NÃO FIZERAM DEPOIS DAS PRIMEIRAS CINCO TENTATIVAS???? Sério, me controlei loucamente para não xingá-los ou corrigir o poster que dizia 'dás 6h ás 11'.
Fico por aqui. Volto quando acontecer outra coisa além da cirurgia.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Nenhuma esperança perdida

E cá estou eu de volta da cidade cinzenta, após uma longa e emocionante semana(aham).
Festas de fim de ano são sempre a mesma coisa, parentes, presentes e comida. De vez em quando roupa nova também. É o tempo em que não sinto culpa de tomar litros de refrigerante e comer muito chocotone e carne. Além disso é a única semana em que jogo baralho até tarde também. Jogar buraco é a herança cultural da família da minha mãe. Também tenho que ouvir pessoas dizendo o quanto sou inteligente e desperdiço minha inteligência estudando(!!!!!!) quando poderia estar prestando concursos que são estáveis e pagam bem. Outra coisa sem noção é perguntarem se não canso de ler. Eles cansam de ver novela, por acaso?
Não passeei muito. Dia 27 fui ao bairro oriental comprar um presentinho pra chelvis com minha mã e minha irmã. Vimos um homem vestido com uma placa com escritos da bíblia em português e hebraico cantando em japonês, muito bizarro. Como a cidade cinzenta é a nova iorque brasileira, tinha um casal francês perdido na padaria do bairro oriental, e eu fui ajudar. Fui de tanta ajuda que confundi maçã(pomme) com batata(pomme de terre), e esqueci como era morango em francês. Se meu professor fica sabendo retira o 'excellent niveau' que me deu esse semestre. À noite montei espetinhos para o churrasco de ano novo, e não me machuquei. Em compensação, milhões de baratas saíram de uma rachadura no quintal dos meus tios, por causa da chuva. Gastaram muita vassoura e inseticida naquela noite... Na manhã seguinte, mais baratas e minha mãe e minha tia foram visitar uma tia em outra cidade. Meu tio tacou concreto na rachadura do quintal, e as baratas sumiram.
Dia 29 fui passear com a minha irmã querida. Fomos para a mais paulista das avenidas, como diriam os repórteres da rede globo. Primeiro a um cinema onde não se come pipoca(cinema de verdade, diria o sr.Pascoal) assistir a um filme alemão, Hanami, sobre um casal de idosos, seus filhos, e o que é importante na vida. Belas paisagens do Japão e algum choro. Em seguida fomos à Casa das Rosas, local belo e cheio de livros, ou seja, mais belo ainda. E igualmente caro! O salgado era sete reais, ou algo do tipo. À noite fui para a casa nova da Luty, um apartamento que ela divide com moças que não estavam lá. A ducha é tãão forte *-*! Pena que o ralo não aguenta, e acabei inundando o banheiro. Ainda bem que não tinha ninguém além de nós. No dia seguinte saí para fazer compras em um outlet da minha marca favorita e depois para acompanhar a Luty na busca de um presente para a sogra dela. Fomos para um shopping chique, onde uma loja da hstern vendia um colar liiindo por 170 mil(olha a dica hein pessoal). Assistimos A Princesa e o Sapo só para comer pipoca. É uma animação para crianças sobre princesas e sapos e amor, então nada de mais, só algumas cenas eram bem bonitas, como o sonho do restaurante e os vagalumes. Lá na área de lazer tinha um fliperama(sei lá se esse é o nome certo) de mario kart! Tinha até uma câmera que tirava foto para colocar no jogo. Pena que não deu para jogar junto, porque só tínhamos um cartão. De lá voltei de trem pra casa, quase me senti uma trabalhadora após um longo dia de labuta.
Dia 31 queimei meu dedo enquanto fazia creme pro pavê. Tinha esquecido o quanto arde! Afe, ainda bem que agora está bem melhor. E à noite comi rabanada feita pela minha tia e vi fogos, alguns muito bonitos, pareciam estrelas. Dia 1 foram poucos parentes(acho que a cada ano vai menos...) e devorei os corações de umas 50 vadias galinhas.
Para quem estava interessado(?), é isso. Volto antes da cirurgia da minha mãe.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mas eu percorreria 500 milhas, e mais outras 500

E chegamos ao fim de mais um ano no blog! Apesar de hoje ainda ser dia 24, viajo para a cidade cinzenta amanhã de manhã e só volto em 2010.
Ficar na cidade sanduíche nunca é nada muito diferente: comida, computador, pai contando as mesmas histórias da infância e mãe reclamando do pai e da irmã. De natal ganhei dinheiro, e juntamente com a Luty(caso ela me pague) demos uma sessão no spa pra mamis e um violão pro papis. Surpresa, claro, então ouvirei mamãe reclamar eternamente que ela foi com uma roupa não arrumada a um lugar chique e papai dizendo que gastamos muito dinheiro com ele.
Terminei de ler o mangá de Tsubasa Reservoir Chronicle, e o seu irmão, XXXholic até onde foi lançado.Vocês sabem a história básica né, em TRC há várias dimensões paralelas, um mago do mal faz com que as memórias da Sakura se dissipem e guerreiros de dimensões diferentes com objetivos diferentes acabam indo atrás das penas. Desculpinha da clamp para reciclar praticamente todos os personagens de seus mangás com muitas cenas de ação e uma história MUITO maluca. Horrível. Já XXXholic é um mangá com personagens e histórias inéditas. Watanuki é um jovem colegial que de repente se vê empregado em uma loja espiritual pela bruxa Yuuko, a que deu aos viajantes de Tsubasa a capacidade de viajar pelas dimensões. Não é o melhor do clamp também, mas ao menos tem uma moral mais definida, como 'cuidado com o que deseja' ou 'não se sacrifique pelos outros pois eles se preocupam com você'. O ponto fraco é certamente a relação com o outro mangá.
Agora, comemoração dos 500 posts! Onde estávamos em:
post 1:Primeiro post na verdade é um 'nya', para testar o blog. reclamando do weblogger. Ainda tínhamos esperança de que ele voltasse à vida...(dezembro 2005)
post 23: é o post de 4 anos atrás do post passado. (dezembro 2005)
post 100: avisando que os títulos dos posts teriam música daquele dia em diante e avisando também da viagem de carnaval para o sítio do Herr Rennó. ( fevereiro 2006)
post 200: eu reclamando do calor do inverno e das coisas que queria ter feito e precisava fazer. Nada mudou... (setembro 2006)
post 300: bondencontro num recanto fora da cidade, um dos últimos, provavelmente. (fevereiro 2007)
post 400: post longo, com direito até a dolls e respostas aos comentários. Inclui festas de família, problemas hidráulicos e memória celular. (abril 2008)
Bem, além disso, gostaria de perguntar aos fiéis leitores quais os posts favoritos de vocês(se é que lembram de algum) ou algum teste que eu fiz, ou história minha sem noção.
A retrospectiva de 2009 é: indecisão-solia-mahjong-mestradoq-idiomas-internet-internet-internet-solia-plantsvszombies-timemanagementgames-indecisão-solia. Além disso emagreci, mas vou voltar a engordar tudo de novo em 2010, porque exercícios são coisas muito chatas, ou são legais e fodem meu pulso. Li Proust e me apaixonei, e recomendo a todos. Odiei ainda mais a humanidade, mas mesmo assim conheci muitas pessoas, algumas legais. Fui chamada de emo, esnobe e bonita. Amadureci, estudei, mas nunca o suficiente, e não é porque me cobro demais. Continuei a mesma em muitas coisas ruins também, e me dói pensar que serei assim para sempre e que talvez não queira mesmo mudar, não importa quantos anos passem e quantos posts pessimistas eu escreva.
Bem, não gosto de medir em anos bons ou ruins, mas espero que em 2010 eu resolva o que fazer da vida e faça direito. Aos leitores, que tenham uma boa vida, e decidam comentar em todos os posts.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

No natal passado, te dei meu coração, mas no dia seguinte você jogou fora

Acreditem ou não, este é o post 500 do blog. Após 4 anos de constante declínio na produtividade de posts, atinjo o marco semi milenar. Claro que eu poderia fazer um especial do blog, e farei, mas antes, o que fiz nessa semana.
Sábado fui à apresentação de flamenco da Chelvis, ainda meio morrendo do resfriado. O número dela foi bem bonito e complexo, o problema foi a apresentação de dança do ventre que aconteceu na segunda metade do espetáculo. Olhem pra minha cara e vejam se pareço gostar de ver moças rebolando as coisas no funk das arábias... Filmei e a amiga da chelvis da cidade cinzenta, vamos chamá-la de Lulu da Pomerânia, a Lulu tirou fotos com sua máquinha super chique dos eua, e vai vender os cds com fotos e filmes para as alunas.
Quinta-feira(com ou sem hífen?) fui assistir à uma apresentação única de dança barroca. Única porque a disciplina não será mais dada na unipunk. As pessoas não estavam muito a caráter, mas algumas tinham máscaras, e a música era ao vivo. Foi como nos filmes que retratam o século XVII, achei muito legal. Bem, a professora dançando foi, os alunos deixaram a desejar, quase lembrei das apresentações da educação física ehehe!
Mais à noite fui com o Violinista e o 6 na casa de... Deus, para conversar e ouvir música. Eles tocaram uma versão horrivelmente assustadora de Noite Feliz, arranjada por Alfred Schnittke. E depois ficaram improvisando altas coisas, pena que minhas pilhas morreram. Uma hora o 6 se entediou, ou ficou com dó de eu ser a única não música e começou a me alfabetizar.
Bem, 500 posts em 4 anos. Vamos fazer uma retrospectiva rápida. O que estava eu fazendo há exatamente 4 anos?
-2005 - indo ao amigo secreto do grupo de jovens fãs de animação japonesa da cidade sanduíche. Poxa... faz tempo mesmo...
-2006- formatura da tia Funny na cidade cinzenta. Bons tempos de festanças...
-2007- muitos filmes. Fim do curso da pós da cuspe do qual me lembro muito pouco hoje. Bons tempos de fim de graduação...
-2008-voltando para a cidade sanduíche e sendo pessimista, igual a esse ano. Ceia de natal com a Chelvis, que não quer fazer esse ano.
Algumas curiosidades:
-o blog começou no weblogger, e era meu e da Luty, mas ela desistiu porque queria confete nos posts dela e nunca tinha.
-Comecei a colocar letras de músicas nos títulos em fevereiro de 2006.
-Troquei de template inúmeras vezes, mas esses tempos cansei e só troco a imagem do topo.
- Tenho 44 marcadores(q/ nem eu sabia que eram tantos!), o mais usado é o de filmes, em seguida lei de murphy, e então vem livros.
-edit -reparei que um dos posts era só rascunho, então esse é o post 499. Post 500: resumo do ano e do blog, aguardem(ou não).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

É o humor que estou...

Daí que essa semana fiquei resfriada e de molho, fazendo absolutamente nada. Sério, que coisa horrível! Só assoar o nariz e ficar no computador. Não nasci para isso. Também não para trabalhar, mas enfim... aproveitei para atualizar os links, embora tenha esquecido de mais da metade deles. Aproveitei e fiz uma conta no famoso 'me adiciona', não que eu queira adicionar ninguém, mas para reunir links diversos.Para o post não ficar muito vazio, testes...




Your Sloth Quotient: 63% -- haha mentiiiira!!!

You're a pretty lazy person, and you relish in your own sloth.
While being lazy does feel good, you're missing out on the really good parts of life that take a little work.






You Are a Haunted House - eba!


You are a deeply complicated and sometimes deeply disturbed person.
You can't help but be attracted to the dark side of life - even when it's pretty gruesome.
In relationships, you are honest and real. So real that it's definitely a little scary.
You don't fake it or play along just to get along. And people either respect this... or deeply resent it
Your life is thoughtful, deep, and even philosophical at times.
You see the world as it is. You don't sugar coat anything.
Facing and fighting your fears is important to you. You believe that too much of life is whitewashed.
You're not too morbid... you just believe that you can't enjoy life without exorcising a few demons first!
At your best, you are brave, intense, and fearless.
Not only do you face the abyss head on - you challenge your friends to do the same.
At your worst, you are depressed and morose.
If you're not careful, your thoughts take over your mind... and they aren't pretty!






Your 80s Hunk is Jason Bateman - nem conheço


Back in the 80s, you would be a typical cute girl next door.
So it's no surprise your guy is the ideal guy next door.
You go for a guy who's sensitive, sweet, and sexy without knowing it.
You prefer to be with a guy who focuses his attention on you... not showing off!







Your Vocabulary Score: A-


Congratulations on your multifarious vocabulary!
You must be quite an erudite person. - aham /not


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Decore os salões com ramos de Ilex

Daí que hoje estou resfriada, menstruada e com estudos mega atrasados. Qual a primeira reação? Ir chorar na cama a tarde toda com um rolo de papel higiênico, é claro! Mas, como vocês sabem, decidi não ser mais uma criança mimada que chora sempre que as coisas não dão certo, e vim postar no blog para ter a ilusão de estar fazendo alguma coisa útil.

Vou esquecer de algumas coisas no meio do caminho, mas vamos lá.
Fui à feira do livro na cidade cinzenta, e nem comprei muita coisa, considerando que dois livros eu já li mas queria ter em casa e dois outros são presente. Encontrei e conversei com o magnânimo Herr Rennó, que ainda pegou um livro para mim na biblioteca(sim, eu só me aproveito dos meus amigos).
Na terçafeira(agora escreve junto?) seguinte foi a apresentação de roda de hamster. Fiquei nervosa mas no fim deu tudo quase certo. Um dos meninos foi pro lado errado numa hora, só que ficou parecendo que eu é que tinha errado. Perguntei ao Violinista se tinha sido tão ridículo quanto ele esperava, e ele respondeu 'muito mais' e que, no entanto, fora a melhor da noite. Fiquei até o fim, já que as apresentações da rachelvis foram todas no final, e sofri demais com as apresentações alheias, principalmente com as de pular corda, que o povo errou tudo. Também, quem é monitor dessa atividade né chelvis...
No fim de semana voltei à cidade cinzenta para o aniversário de uma pessoa palhaça que visita o blog e nunca comenta, portanto não darei parabéns nem muitos detalhes aqui. O que importa é que fomos ao boliche e eu, mesmo com problemas no pulso e não devendo jogar, joguei e fiz um strike e um spare \o/! Dormi no apartamento de uma moça que sempre cede a casa ao povo e fui embora domingo.
De filme, acho que vi mais coisa mas não lembro? Então o review ou resenha ou resmungo de hoje vai para Do começo ao fim, polêmico filme brasileiro sobre o incesto de dois irmãos. E só. Nenhuma atuação memorável, roteiro sem graça de filme romântico e buenos aires parece uma cidade sem graça. Até as bee que estavam no cinema falaram 'cabô? assim?' quando acenderam as luzes. Claro que é um filme inovador por tratar desse assunto como se fosse um filme romântico qualquer, mas essa virtude é o erro do diretor também. Sem tensão, sem história e tem aquelas coisas óbvias como falar do collor pra mostrar que hoje em dia eles são adultos, aí eles passam por um cemitério e a babá não quer deixar entrar porque morte não é coisa de criança e meses depois alguém morre, e uma hora a criancinha fala pra mãe nunca deixar prenderem eles numa gaiola, embora não se toque no tema do preconceito. O pior de tudo, porém, é quererem que eu acredite que os irmãos só se tocaram depois que a mãe morreu, quando o mais velho devia ter uns 27 anos. Enfim, só valeria a pena se as cenas deles pelados tivesse um com o pau duro ou algo assim.
Li Eterno Marido, do Dostoievski, pelo meu projeto de ler tudo que ele escreveu. É sobre um marido que vai visitar o amante quando a esposa morre. O título vem da descrição que o amante dá do cara, que ele é desses que nasceu para ter uma esposa e aguentá-la e sustentá-la. Pode parecer um drama, mas na verdade tem muito suspense, e os personagens não são óbvios. Duzentas páginas que passaram voando, recomendo.
Agora sim posso ir pra cama chorar e ter dó de mim mesma. Ou posso sair na chuva e comprar o chá de vick que minha mãe sempre fala para eu tomar quando estou resfriada. Ou posso jogar mahjong...


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tentamos ser fieis, mas estamos traindo

Quinta-feira vou à feira do livro na Cuspe, mas como hoje é o dia internacional do livro, que tal um post? Mesmo que vocês tenham sido todos putos e não comentado no post anterior.

Enfim. Aproveitei o feriado para terminar umas tarefas e coisas do mestrado, e também fui assistir 500 dias com ela, cuja trilha sonora possui duas (boas) músicas da Regina Spektor. A propaganda do filme é que não é uma comédia romântica, já sabemos de cara que o romance não vai dar certo, &c. Não acreditem(e aí vem spoilers). Basicamente o cara se apaixona, namora, mas a menina não tá assiiiim apaixonada e acaba. Ele fica arrasado, mas supera e termina conhecendo outra garota, fim. O amor ainda existe e é lindo e se não dá certo era porque não era a pessoa certa. Meigo demais pra mim, e além disso é aquela velha história da moça bonita conquistada pelo cara legal. Morram todos.
Além disso fui visitar com a Chelvis a Jayna e o Jayno na casa deles. Almoçamos em um restaurante vegetariano que não tinha lá muita opção em salada e de sobremesa algo igualmente saudável, chocotone com sorvete. Conversamos, vimos foto, tiramos foto, e fomos embora.
Hoje, lendo um artigo, me irritei demais. A moça escreveu 'AUTOR, op. cit.', mas não tinha citado nenhuma obra dele antes. Devia ter recortado de algum capítulo da tese e não se tocou. Grrr! Pelo menos tem uma bibliografia.
Assisti a mais filmes esses dias. O primeiro é 'A onda', filme feito para a televisão e que inspirou o filme alemão do ano passado Die Welle. Na verdade ele foi baseado em um 'experimento' feito por um professor de história dos eua. Os alunos ficavam perguntando como foi possível que os alemães deixassem hitler matar milhões de judeus, e como que não eram todos nazistas mas apoiavam o nazismo, &c. Então ele teve a ideia de disciplinar os alunos, e fazê-los sentirem como se fossem parte de um grupo. E o povo aceita muito facilmente e gosta, e convida outros alunos, até que começam a bater em quem não é do grupo e agir como os fascistas. Então o professor avisa aos participantes da onda que tudo é parte de um projeto maior e que irão conhecer o líder em breve. E o líder, tchanan, é um filme do Hitler, e assim ele ensina aos alunos. Só fiquei triste pelo aluno excluído que ia voltar a ser excluído. A moral da história(real) é que ninguém presta mesmo... ficam falando mal de hitler como se fosse o demônio, mas se estivessem no lugar dele fariam o mesmo, matariam/deixariam morrer qualquer minoria.
Assisti também Hedwig and the Angry Inch(cuja título aqui ficou 'rock, amor e traição', mais brega impossível), refilmagem de um musical meio cult. A história é cômica e dramática e principalmente bizarra. Hedwig é uma cantora(?) de punk(?)/glam que vai contando sua história através das músicas em pequenos shows de restaurante. Ela na verdade é Hansel, um rapaz que morava na Alemanha oriental, até conhecer e se apaixonar por um militar americano, que casa com ele e leva pro eua. Mas para casar, ele força o jovem a fazer uma cirurgia de mudança de sexo. A cirurgia não dá muito certo e ele acaba ficando com uma polegada de pênis(ahn-ahn)e é abandonado pelo marido. Em seguida se apaixona por um adolescente que o larga e ainda rouba suas músicas. Parece um dramalhão, mas é engraçado e tem boas músicas, como a abaixo. Além disso tem inspiração em uma parte do Banquete de Platão e Hedwig diz que foi chutado da universidade depois de apresentar um trabalho chamado 'You, Kant, always get what you want'.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sua presença domina os juízos feitos de você

Daí que essa semana foi a semana da primeira vez. Fiz altas coisas pela primeira vez.
Em ordem cronológica: segunda cortei o cabelo do Violinista, porque ele não queria pagar um cabeleireiro. Ele só estava com uns mullets horríveis, então taquei a tesoura de cortar papel e cortei. Até que ficou bom por ter sido a primeira vez, ele só reclamou de umas duas coisas depois. Depois, indo à unipunk bandejar de carona no carro do Seis, um carro bateu atrás, anotamos a placa e depois da janta fui pela primeira vez a uma delegacia. Como já era noite estava bem vazia e não muito emocionante, mas aprendi que policiais não gostam de piada nem sabem português.
Já na terça eu fiz biscoitos alemães, e eles ficaram bons! Ou as pessoas foram educadas. A opinião da Chelvis não conta porque ela é uma avestruz... Os biscoitos foram para a minha apresentação, já que na semana anterior eu faltei para ir ao show e tive a cara de pau de dizer que estava estudando(primeira vez que minto assim para uma escola também).
Bem, essa semana também assisti o primeiro Fama, para comparar com o segundo. O esquema do filme é o mesmo, mostrar a evolução dos alunos em pequenas cenas e terminar com a formatura. Só que aqui tem mais... problemas, eu diria. Tem o gay, o que não sabe escrever, aborto... e a cena do 'teste do sofá' acontece mesmo. Em compensação, tem uma cena gratuita de peitos e as histórias não são muito bem desenvolvidas também. Pelo menos a música tema toca durante o filme.
E na aula de tragédias o professor passou duas versões de Édipo Rei. A primeira tem texto do Yeats e é dos anos 50. O futuro capitão Kirk faz parte do coro e o Hal-2000 é o mensageiro de Corinto, olha que chique! A montagem é meio tradicional meio modernosa, todos usam máscaras e roupas no estilo antigo, mas o Édipo é todo dourado e a Jocasta prateada, e os que sabem da verdade usam branco, contrastando com o coro, que usa cinza/marrom. Achei lindo! A segunda montagem tem música do Stravinski e texto em latim que foi adaptado do grego primeiramente para o francês. Além disso o interlúdio(?) é na língua de quem estiver montando, como foi encenado no Japão, toda hora aparece uma japonesa muito louca e malvada que parece estar rindo do Édipo. E o mensageiro usa roupa de samurai, muito bizarro.
Finalmente terminei de ler La Disparition! É um livro francês cuja maior peculiaridade é não ter a letra 'e'. Às vezes o autor rouba e usa uma ou outra expressão em inglês, ou abrevia cortando o 'e', e em outras ele humilha, fazendo uma enumeração enorme, ou criando textos em inglês e em alemão. Mas o texto em si é sobre a Danação, ou melhor, começa com Anton Voyl(brincadeira com voyelle, vogal) desaparecendo e seus amigos se reunindo para saber o que aconteceu. Com o passar do tempo(ou das páginas) mais pessoas vão desaparecendo e vamos sabendo de uma história que parece irrelevante, mas não é. Vale bastante a pena! Não encontrei nenhuma tradução para o português, mas tem uma para o inglês, se não me engano.
E é isso aí. Post já está grande, vou poupá-los de minhas reclamações costumeiras de como nunca nada muda em mim e nunca vou conseguir ter uma alta autoestima.

sábado, 14 de novembro de 2009

Viu, mas não escreveu

É triste como as coisas mudam, mas nunca para melhor. Como o blog, por exemplo, tão abandonado e eu sempre dando desculpas por esquecer de atualizar...

No fim de outubro fui para a casa dos meus pais, dormir e comer. Assisti ao filme do Michael Jackson com a Luty e não achei graaaandes coisas. É como pagar para ver um dvd... tem uns extras de bastidores, Michael dizendo que precisa poupar a voz, enfim, só que a gravadora certamente vai ganhar mais dinheiro assim do que se fosse vender os dvds direto. Além disso também tivemos um bondencontro especial de halloween, com bexigas laranjas e copos pretos, no qual comemos e conversamos sobre a vida. Ó da vida adulta, pessoas já falando de empregos e casamentos e eu aqui vivendo de mestrado&internet só observando as pessoas normais e suas complicações, sem saber se um dia estarei completamente adaptada à vida em sociedade.
Daí que não é porque não apareço aqui que estou necessariamente muito ocupada na 'vida real'. As louças estão empilhadas, a casa uma sujeira... e eu posso culpar tudo no meu pulso dolorido! Olha só que fácil! No entanto, não parei de ir às aulas de roda ginástica, das quais terei que desistir inevitavelmente(talvez na próxima ida ao médico).
Assisti a versão nova de Fama nos cinemas. Sabem do que se trata né, um colégio especial de artes performáticas: dança, música, teatro. O filme tenta fazer um super panorama, desde as audições até a formatura na vida de uns 10 alunos, e nem preciso dizer que não dá certo. Fica tudo muito rápido, não vemos como eles superam seus problemas, só que superam(ou não). Além disso mudaram o cabelo de alguns, mas todos ficam com a mesma cara nesses 4 anos. O ingresso só vale pela Karen de Will&Grace, interpretando aqui uma professora de canto.
Além de não postar no blog e não arrumar a casa, quis ser ultra rebelde e fazer coisas irresponsáveis. Decidi na segunda-feira ir a um show na terça na cidade cinzenta, sem saber como ir ou como voltar. Graças ao meu perfil semifalso de orkut consegui gente pra me acompanhar de metrô/trem. Meia noite achei mais pessoas da cidade para ir junto. Terça de manhã consegui carona de carro. Quisera eu fazer algo emocionante e perigoso, mas quiseram os deuses que eu não me arriscasse nem matasse minha mãe do coração. Bem, a intenção é o que conta, não é mesmo? Chegamos lá uma hora antes de começar e estava bem vazio, até consegui ficar na grade. Às 22h começou Super Furry Animals, o pessoal não se empolgou, mas eu gostei de algumas músicas. Tocaram uma hora e saíram, e a esse ponto, a casa já estava mais cheia, mas ainda vazia. E então, Gogol Bordello! \o/! Gentes, cês não sabem o que é um show se não viram isso. Todo mundo pulando e cantando o tempo todo, as músicas todas emendadas e eles correndo de um lado pro outro do palco por duas horas! Valeu muito a pena, de novo! E ainda no fim do show os integrantes foram pro espaço entre o palco e a grade agradecer o público e pegar nas mãos do povo *-*! Quando saímos, a rua estava toda escura. Claro, era a noite do famoso apagão, e apesar do vocalista ficar falando que lá fora estava escuro mas que nós tínhamos luz eu nem me toquei que poderia ser isso. A casa de shows era o único lugar com gerador das redondezas, e após alguns minutos de filme de terror a luz já estava voltando em algumas ruas, e quando chegamos em Zefir a energia tinha voltado completamente.
Para completar a semana, mais música ontem, mas dessa vez clássica e em Pequenínea, com carona certa de ida e de volta. O foda de ir com músicos é que não tem com quem discutir se foi bom ou não. Para mim é tudo sempre lindo, mas para eles uns foram melhores que outros, um foi muito ruim, não sei o quê de não sei qual movimento é lindo, &c, &c.
E é isso aí. Vou ver se tomo vergonha na cara essa semana e arrumo a casa e ajeito os links.
Ahhhhhhhh sim. Estou no google wave e é a coisa mais inútil e divertida dos últimos tempos. Por enquanto só tenho editado &re-editado mensagens da Rachel. Se quiserem um convite(metade dos leitores já tem, mas enfim), mandem mensagem no msn, ou no plurk, ou e-mail, ou me segue e dá RT no post(ha).