Hoje o post vai sair bem grande, até pode parecer que minha vida é interessante de algum modo.Quinta-feira eu decidi ir à unipunk, mesmo ainda doente(ou não). Acordei cedo, fechei a porta do armário com uma fita e saí. Vi a primeira aula que verei de ouvinte esse semestre, almocei tapioca de legumes e fui para a roda ginástica. Depois comi outra tapioca de legumes, meia quesadilla e fiquei lendormindo até a hora de ir pro alemão. Não sei o que jantei nesse dia, acho que na verdade foi frutas... estar doente me deixou sem fome. Aí cheguei em casa e... ouvi um miado. Do meu armário. O que eu fechei com fita às 9h. MEU, EU SOU MUITO IDIOTA, COMO EU NÃO VI O GATO NO MEU ARMÁRIO E DEIXEI ELE TRANCADO O DIA TODO?????? Claro que ele fez xixi loucamente e arranhou bem a porta, mas pareeece não ter sofrido outros traumas. Sério, eu não nasci de modo algum para cuidar de outras vidas. Aí eu me afasto das pessoas e eu que tô errada. Pelo menos nunca prendi ninguém no armário sem comida e sem água e sem amor.
Sexta à noite, num surto de sociabilidade(ou preguiça de estudar, decidam) saí com vários homens(uau) e aprendi a jogar sinuca. Quer dizer, aprendi as regras. Eu podia jurar que o jogo era só acertar o maior número de bolinhas nas caçapas, nunca ia pensar em par/ímpar, não poder acertar a bola dos outros e depois de tudo acertar a bola 1. Fiz muita diferença no time adversário, acertei pra eles uma bola muito difícil! Grego é mais fácil que isso, aff. Aproveitando o surto, sábado fui assistir a um ensaio da banda de um deles. É tipos rock com blues, e na primeira parte um teremin e um violino tocaram junto, e o som ficou muito louco. Ao vivo o teremin perde um pouco da mágica(estar meio desafinado ajudou nisso), mas mesmo assim não me arrisquei a tentar fazer algum som, porque se quem sabia tocar tava fazendo um som de bexiga esvaziando/mosquito, imagina alguém que nem entende de música. Depois fui passear em livrarias e terminei a noite assistindo a Brüno. Achei mais engraçado que Borat(bem, não que isso seja a coisa mais difícil do mundo), embora seja basicamente o mesmo esquema: o ator interpreta um estrangeiro indo pros estados unidos e, sendo um idiota, mostra como o país é idiota. Supostamente não é armado, mas aquela parte em que ele encontra um terrorista no oriente médio e diz que o Bin Laden parece um papai noel sem teto é muito arriscada pra ser de verdade. Como fui acompanhada por dois músicos eruditos, eles não reconheceram o Sting, o Slash, o Snoop Dogg ou o cara do Coldplay e eu me senti muito... pop, sendo que nem conheço tanto assim também. Domingo saí para comprar tênis, já que a porra de tênis de trezentos reais que comprei ano passado durou o mesmo que os tênis de setenta reais que eu comprava. Usei o método 'estou com sorte' do google: entrei na primeira(ok, segunda, porque na primeira ninguém me atendia) loja que vi, pedi sugestão do vendedor e serviu comprei. Pelo menos um dos tênis tem cadarço roxo... e se é para estragar em 6 meses/1 ano ao menos que eu não passe pelo saco que é ficar procurando. Aproveitei a passada lá pra assistir O Contador de Histórias, filme nacional sobre o garoto de rua que passou 7 anos na febem, fugiu mais de 100 vezes, usava drogas, roubava, e foi 'salvo' por uma pedagoga francesa. Alguns de vocês podem estar torcendo o nariz pensando que é mais um filme de tragédia social brasileira, mas, embora a história seja não ficcional o enfoque é bem mais leve. Não que os fatos sejam minimizados, o menino sofre muito sim, mas ele também tem muita imaginação e o filme tem bastante humor. De irrecuperável a famoso contador de histórias que adotou 13 crianças de rua ele só precisou de amor. E dinheiro, claro, para sustentá-lo. Tem uma hora em que a diretora da febem fala que, se pudesse, seria uma mãe para todos os internos, mas o que ela está fazendo lá é lutar em uma guerra já perdida para a pobreza.
Para encerrar o post... pensem em alguma coisa que só Lady Murphy faria por você num dia de chuva. Sim coleguinhas, perdi o guardachuva ¬¬! Fiquei tão revoltada que nem comprei outro... amanhã vejo como faço.
Depois de tanta coisa é capaz de eu passar umas duas semanas sem atualizar aqui. Ou não.O teremin foi tão agudo que quebrou um copo? Podia ser. Ia ser mais legal que um rapaz tropeçar num copo que estava na porta...
domingo, 23 de agosto de 2009
O que a natureza negligenciou o fruto da moderna ciência irá prover
Postado por M.D.O.M. às 8:39 PM 3 comentários
Labels: filmes, lei de murphy, passeios
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
E eu nunca quero ser seu amiguinho, a falha abjeta
Bem, esse seria o post para dizer a vocês como estaria a unipunk pós férias suínas, como foi a aula de roda ginástica, &c. Mas futuro do pretérito por quê? Simples, porque fui acometida por um vírus! Bem, vamos começar o post pela semana passada, cronologicamente. Fiquei saindo para resolver maaais coisas da casa(parece que nunca acaba e que a casa vai ser nova pra sempre, aff) na sexta e no sábado a Chelvis disse para almoçarmos na badalada feirinha do C²xC². Comi batata suíça(maizomeno né) e quesadillas com sour cream. Na verdade não aguentei comer tudo e levei parte das quesadillas para jantar. No domingo eu queria ir ver a orquestra aqui na cidade do lado, Pequenínia. Só que precisava pegar um ônibus pro centro e outro pra lá, e a Chelvis, aquela medrosa, ficou com medo de dar tudo errado e pegar gripe suína e deu pra trás. Pois bem, que tal um cinema então? Ótimo, mas Chelvis perdeu o cu e o meu estava em outro bairro, então nem fizemos nada. Mais tarde a Jayna e o Jayno vieram aqui tirar o troço de metal que separava o meu quintal do da Chelvis e depois fomos ao mercado. Nessa hora eu comecei a me sentir meio estranha. Voltei correndo pra casa e pronto, febre, diarreia, dores no corpo... segunda de manhã ainda estava mal e fui ao médico. Ele me disse que era como intoxicação alimentar, mas não por uma bactéria, e sim um vírus. Alguma coisa assim. Mas ele enfatizou que não era gripe suína e que eu devia sair correndo de lá porque tinha muita gente com suspeita da doença. Além disso, sem tomar leite e sair de casa por 3 dias, de modo algum! Sim senhor né! Agora estou bem melhor, o remédio funcionou bem. Nos primeiros dias nem consegui dormir direito, e do alto da minha maturidade ficava me contorcendo na cama chorando pela minha mãe. Mas deu tudo certo, fiz compras pelo telefone, Rachel me deu remédio pra febre e dor de cabeça... só preciso lavar as louças e... o banheiro em si. Além de perder todas as aulas, amanhã ainda vou perder o concerto de cravo u.u mas enfim, é a vida né, nada dá certo.
Postado por M.D.O.M. às 8:52 PM 4 comentários
Labels: iatria, jogos, lei de murphy, música, querido diário
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O problema com abril, é o problema com maio, é o problema com junho e julho
Olha só como estou melhorando, dessa vez nem vou me lamentar por ter passado tanto tempo sem postar...
Postado por M.D.O.M. às 10:56 PM 2 comentários
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Quebrei as janelas do seu carro, mas isso não consertou meu coração partido
Daí que nem aconteceram coisas assim, interessaaaantes, mas não quero acumular com o fim de semana e fazer um post gigante só.
Postado por M.D.O.M. às 9:57 PM 3 comentários
Labels: querido diário, reflexão
sábado, 1 de agosto de 2009
Gastei meu dinheiro tentando te agradar, agora eu quero de volta
Ok, podem xingar! Bem, não é como se estivessem me cobrando um post, mas sinto como um dever moral a atualização do blog, mesmo ele tendo tão poucas visitas e menos comentários ainda. Depois da entrega do relatório e do trabalho queria ter vindo aqui, mas eu e Chelvis acabamos decidindo meio de última hora por mudar de casa. E aí, sabem como é, corre atrás de casa nova, empacota as coisas da casa velha, procura pintor, paga pintor, compra armário, mesa, capacho de entrada, decide quem fica com o quê, faz a mudança, organiza casa nova... um inferno. Eu disse da outra vez que nunca mais queria mudar por causa das caixas(e olha que dessa vez tinha mais caixa ainda) e mudei em um ano e meio; dessa vez vou me abster de comentar sobre o cansaço porque é capaz que mude de novo em um ano.
Enfim, me dei ao luxo, no entanto, de tirar um fim de semana de folga na cidade cinzenta, encontrando meus miguxos virtuais. Como o cartão de memória da minha máquina foi pro saco mesmo, decidi comprar outro lá. Fui com o MCDM na famosa feira do rolo e saí com uma máquina nova. Ela é boa, mas não tem controle de... de... iso negativo? tempo de exposição? O evento em si foi legal, muitas conversas, fofocas, amarrar os cadarços e sair pulando, mais fofocas, falar mal de quem bebe e fuma... e fui tão boa moça que até lavei as louças domingo na casa da vó de uma deles.
Além disso... filmes, isso! Assisti ao sexto filme do Harry Potter com a Chelvis, mas não o 3D. Se bem que nem precisava, o filme é cheio de efeitos especiais do começo ao fim. Não achei horrível como disseram, até que foi fiel ao livro... não que eu lembre muito dele, claro, ehehe! Assisti também ao filme Inimigos Públicos, que é desses cujo título não foi muito bem escolhido. Seria para retratar o agente Melvis Purvis atrás do ladrão de bancos John Dillinger, e é isso, mas sei lá. Boas atuações, Johnny Depp não faz um personagem completamente bizarro, mas o filme parece que não quer dizer nada. É um filme biográfico, tudo bem, mas só isso. E também achei o romance brega...
E é só. As aulas na unipunk foram adiadas, mas aulas de idiomas voltam essa semana já, então talvez eu tenha mais coisas para contar aqui.
Postado por M.D.O.M. às 10:52 PM 2 comentários
Labels: filmes, querido diário, viagens
sexta-feira, 17 de julho de 2009
As coisas querem ser coisas que na verdade não são
Terminei o trabalho que faltava, já empacotei todos os livros, mas nada de descanso. Amanhã é dia de viagem e depois mudanças/carretos. Mas como a preguiça manda, vim aqui postar ao invés de encaixotar o resto das coisas.
Postado por M.D.O.M. às 7:34 PM 3 comentários
Labels: buscas, lei de murphy, séries
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Eu sou quem eu sou quem eu sou, bem, quem sou eu?
M, sua vadia, segunda não é mais final de semana! O que posso fazer, caros leitores, nunca se pode prever exatamente como as coisas serão.
Mas enfim, vamos falar da minha agitadíssima vida social em virtude do meu aniversário. Meu primeiro parabéns veio obviamente da Rachelvis, que ficou acordada até a meianoite só para poder finalmente entregar os presentes. Ganhei um cachecol roxo, um abajur de fibra ótica e um troço de bolinhas que ficam batendo, também conhecido como pêndulo de newton. Durante o dia de sábado recebi algumas ligações e muitos parabéns virtuais, claro. Almocei fora com a Chelvis, e depois ela fez um bolo com cobertura de brigadeiro. Descobrimos que bolo que acaba de sair do forno pode derreter velas de cera...
À noite a Jayna passou em casa com o Jayno para comer pizza e bolo. Tirei altas fotos do bolo, mas nenhuma ficou boa, infelizmente. Preciso achar o tripé para tirar fotos sem tremer.
Domingo eu e Chelvis fomos a uma festa junina tradicional, na rua da tia da Jayna. Tinha um monte de gente vestida a caráter, comida típica e até uma banda. Alugaram uma cama elástica também, mas não pude brincar. Comi demais e dancei quadrilha também. Nossa, fazia muuuito tempo que não dançava quadrilha! É muito divertido. Fiquei ajudando na brincadeira da bexiga ao alvo e até ganhei uma prenda no sorteio.
Domingo finalmente terminei de ler Jacques, o fatalista. Que saudade eu estava do Diderot! Gente, o ómi escreve muito bem, me diverti horrores com o livro! Diz a introdução (escrita pelo Bobby Ramone) que o livro foi muito criticado por ser uma cópia do Cândido de Voltaire. Bem, ambos trazem um protagonista que só se fode mas um acredita que vivemos no melhor dos mundos possíveis e outro que está tudo escrito lá em cima. Mas o papel do narrador de Diderot Voltaire nunca faria igual! Jacques está a cavalo com seu amo tentando contar a história de seus amores. Mas não sabemos de onde vem e para onde vão (e você sabe para onde vai, leitor?), e toda hora acontece alguma coisa que interrompe a história. O narrador até fala 'se isso fosse um romance a pessoa a cavalo ali seria o capitão de Jacques. Mas não é'. É lindo gentes, duzentas páginas que passam voando cheias de humor.
A música do título é 'Dancing Nancies', do Dave Matthews Band. Ela foi por um tempo minha música tema por causa do verso '23 and so tired of life, such a shame to throw it all away' e pode-se dizer que a marca dos meus 23 anos foi a minha emice indecisão com a vida. O refrão diz 'could I have been anyone other than me' e é basicamente sobre as escolhas da vida e como 'dark clouds may hang around me sometimes but I'll work out'. Não que oh, agora tenho 24 anos sou adulta, madura & responsável de um dia pro outro, mas é o que eu quero pro ano vindouro. Até os 25 anos quero ter defendido o mestrado e decidido o que fazer da vida depois dele. Ou não.
Postado por M.D.O.M. às 10:48 PM 3 comentários
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Eu já me coloquei em tantas situações caóticas
E cá estou eu quebrando minha palavra de novo! Como se vocês não soubessem que isso ia acontecer... mas agora o próximo que fizer minha mãe entrar no blog terá as tripas arrancadas pela boca com uma colher de chá, fiquem avisados. Por falar em gente entrando no blog, alguém comentou na minha caixa da verdade do orkut que eu sou emo, só reclamo e não faço nada. O que é estranho por dois motivos, um que é um perfil mezzo fake e eu só adiciono gente que conheci pela internet, e dois porque nunca passei o endereço do blog pra elas, então não teriam como saber do meu lado ultradramático. A Luty(uma das únicas a saber da existência do blog e do orkut) jurou que não foi ela, então não sei quem poderia ser, além de uma pessoa com um bom domínio do português. Mas também ó, foda-se, se eu só reclamo no blog pare de ler ok, beijos! Chega dessa vida de se diminuir pelos outros, quero(um dia, no futuro) superar meus traumas, não aumentá-los.
Enfim, minha über interessante vida. No fim de semana passado fui à cidade sanduíche para a festa de quinze anos da filha da minha prima. Foi uma festa bem tradicional, ou seja, tinha quinze meninas com o mesmo vestido fazendo par com quinze meninos com a mesma gravata, e toda aquela cerimônia. Falei pra minha mãe que foi bom eu ter ganho um nintendo 64 e não uma festa, porque que não teria quinze amigas para chamar, e de jeito nenhum ia chamar alguém de quem não gostasse. Lá no balcão de bebidas eles vendiam bebidas alcoólicas para os adolescentes, mas perguntaram pra a minha prima de vinte e quatro anos se ela tinha dezoito... eles deviam estar trabalhando bêbados. No fim da festa, depois das valsas e homenagens, começou a 'discoteca' e tocou aquela música 'piriguete'. Minha mãe, que nunca tinha ouvido a música, horrorizou-se, é claro. 'Que é isso?'- 'Música, mãe' - 'mas e essa letra???' - 'é tipo funk.'-'e não é funk?'- 'não, é reggaeton' -'é o que?' -'reggaeton. Deixa pra lá'. E ficou fazendo careta até a música terminar. Para sorte dela e azar da Luty fomos embora pouco tempo depois, no meio da Lady Gaga.
Minha família aproveitou e deu os presentes de aniversário já naquele fim de semana. Da minha tia e dos meus pais ganhei um pijama, quer dizer, ganhei um pijama de cada, totalizando dois pijamas fofos de frio. Da minha irmã ganhei um mensageiro dos ventos e a segunda edição do método de grego com catchup, cortesia do garçom da lanchonete árabe. Também escolhi no mercado o bolo mais doce e cheio de glacê, e a Luty comprou e fez brigadeiro em lata.
Nessa semana fiquei ainda mais de mal com a vida e enviei o famigerado relatório, além de resolver coisas relacionadas à casa nova.
Hoje acordei menstruando litros, odiando a tudo e a todos e querendo passar o dia jogando mahjong. A Rachelvis ficou insistindo para que almoçássemos fora, e como achei que ela queria me alegrar aceitei, para ela não passar o resto do dia tentando me animar com outras coisas. Estava tão mal que até saí mais arrumada. Chegando no centro, quem encontro no ponto de ônibus? Sim, herr Rennó estava lá nos esperando, e algum tempo depois, chega a Jayna! Palmas para a Chelvis, caros leitores, finalmente ela conseguiu mentir sem dar na cara! Almoçamos no Joaneti, famoso bar-restaurante da cidade. Comi um salmão tão gostoso *-*! E não paguei nada! E até ganhei um vale-pizza! Depois ficamos andando um pouco pelo centro, e de lá para o apartamento do namorido do Herr Rennó. Conversamos a tarde toda e depois a Jayna e o Jayno nos trouxeram até em casa. Ver os amigos funciona mesmo, estou menos mau humorada do que antes. Até posso pensar em passar o aniversário fazendo outra coisa além de chorar as pitangas por não ser metade do que eu poderia ser, &c, &c.
Culturalmente, queria ter terminado um livro grande e cheio dos assuntos, mas só consegui terminar um curto e não tão interessante com menos discussões. Chama-se 'o desertor' e é um poema heróico- cômico, em que situações mais 'baixas' são tratadas como se fossem épicas. Então tem os deuses ajudando as pessoas, uso de símiles, descrições das batalhas, &c. O enredo é engraçadinho: a Ignorância conduz universitários preguiçosos ao campo para trabalharem, por causa da reforma da educação do marquês de pombal.
Acho que é isso... posto ainda no fim de semana para comentar sobre meu emocionante aniversário.
Postado por M.D.O.M. às 10:05 PM 2 comentários
Labels: eventos, passeios, patinetes, querido diário
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Aviso
Oi.
Não sei se já disse isso aqui, mas eu que ensinei minha mãe, que não tem escolaridade básica completa, a usar msn e a pesquisar receita no google. Mas ela não sabe usar direito, às vezes começa a escrever na parte de 'busca de contatos' do msn, se não entrar automaticamente ela não entra, e ela não sabe que links começam com http://.
Por isso não acreditei quando ela disse que entrou aqui no blog 'por acaso', procurando no 'googlo'. 'Procurando o que mãe?' 'Não sei, já estava lá'.
Então esse post é para mandar tomar no cu o filho da puta que achou uma boa ideia mandar pra minha mãe o link de um site onde eu sempre posto quando a vida está uma merda. Se eu posto aqui sob um pseudônimo e não uso o nome das pessoas é porque não quero que todos fiquem sabendo não é? Essa também é a razão de eu não sair por aí divulgando o blog em nick de msn ou em outro lugar. Porque é O MEU LUGAR DE DESABAFO. E se estou postando aqui é porque não quero ligar para os meus pais e deixá-los imensamente preocupados achando que sou uma pessoa infeliz, e que eles fizeram tudo errado. Não que eles tenham sido os pais modelo de acordo com a cartilha, mas os meus problemas emocionais quem tem que resolver sou eu, agora que sou uma adulta não tão racional mas muito paranóica. Quem decide o que contar da MINHA vida sou eu. "Se não quer que divulgue não escreva na internet", alguém pode dizer. E é isso aí. Vou mudar de blog e de pseudônimo e de tudo e só vai achar quem eu autorizar por e-mail. Muita coisa me irrita, mas pouca coisa me tira do sério... como isso.
Postado por M.D.O.M. às 11:18 PM 3 comentários
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Nunca me falaram do fracasso que eu ia me tornar
Eu juro que não é minha intenção postar no blog só quando não estou de posse completa das minhas faculdades mentais, mas fazer o quê, de tempos em tempos(ou quase sempre) eu faço alguma besteira enorme e preciso desabafar em algum lugar. Mas, vamos retroceder e falar sobre livros primeiro.
˙ɹɐƃnl ɯnƃlɐ ɯǝ ɹɐɟɐqɐsǝp osıɔǝɹd ǝ ǝɯɹouǝ ɐɹıǝʇsǝq ɐɯnƃlɐ oçɐɟ nǝ (ǝɹdɯǝs ǝsɐnb no)sodɯǝʇ ɯǝ sodɯǝʇ ǝp 'ênb o ɹǝzɐɟ sɐɯ 'sıɐʇuǝɯ sǝpɐplnɔɐɟ sɐɥuıɯ sɐp ɐʇǝldɯoɔ ǝssod ǝp noʇsǝ oãu opuɐnb ós ƃolq ou ɹɐʇsod oãçuǝʇuı ɐɥuıɯ é oãu ǝnb oɹnɾ nǝ
Respirem fundo porque o post de hoje é grande!
Da lista de 'livros para ler no banheiro', terminei um livro de poesias do Vinícius de Moraes, que também está na lista 'nunca é tarde para conhecer a literatura brasileira'. Não tenho muitos comentários sobre o livro, gostei de alguns poemas, de outros nem tanto, e tem aqueles que vocês todos conhecem, como a rosa de hiroshima, desculpemmeasfeiasmasbelezaéfundamental, era uma casa muito engraçada, &c &c. Meu favorito, claro, é o soneto do gato morto(google nele gentes, o post já está bem grande).
Da lista de livros de fora da faculdade, finalmente terminei a heptalogia Em Busca do Tempo Perdido, de Proust. O sétimo livro, O Tempo Redescoberto, é e não é um encerramento típico de romance. Porque o autor conta como estão todos os personagens da obra, quem morreu, quem acabou casando com quem... mas também ele encerra o livro descobrindo sua vocação de escritor e descrevendo seu método de escrita(o qual, segundo os críticos, é o que ele fazia mesmo). Uma das notas de uma tradução diz que fizeram um estudo (!!) e viram que as frases dele são mesmo duas vezes mais longas que as frases dos outros romances. Alguns podem pensar que as milhares de páginas são uma enrolação, mas ele tem um jeito muito envolvente, ao menos para mim. Além das belíssimas descrições de paisagens, as descrições psicológicas são bastante detalhadas, o que é o mais divertido, porque ele sempre acha uma razão escondida para as pessoas fazerem as coisas. Um trecho bastante interessante é quando, na primeira parte, dedicada à descrever a primeira guerra mundial, ele comenta sobre os salões das senhoras da época, todas muito politizadas. Na aparência, é claro, pois(deixe-me ver se consigo citar de cabeça) estavam mais preocupadas com a falta de um tipo de bolinho do que com a invasão da França pela Alemanha, e, ao ler o jornal, preocupadas, comentando sobre as últimas notícias, um sorriso deixava ver que no fundo ela estava mais preocupada com o bolinho que conseguira. Ah, na minha cabeça soava mais bonito. Imaginem isso, mas escrito por um escritor, não por uma blogueira 'querido diário'.
Nossa, dá pra fazer postagens inteiras sobre os livros, a visão dele de amor, de como ele foi o primeiro procrastinador da história, ou de como ele suspeita que todos sejam gays no livro, porque ele mesmo era na vida real. Para encerrar, já que vocês(exceto o Herr Rennó) nem vão ler os livros mesmo, digo que ele redescobre o tempo no passado. Nas pessoas, nas lembranças que elas tem das coisas, aí está o tempo puro, e a literatura serve como tradução disso.
Já de livros da área, li as traduções do meu amado&idolatrado desorientador das Electras de Eurípedes e Sófocles. Não sei se estou ficando menos burra mais esperta, mas não achei tão difícil de ler como achei as outras traduções. Enfim, vocês conhecem a história(principalmente quem conhecer a síndrome de Electra). Agamêmnon caçou na terra errada e teve que sacrificar a filha para conseguir ganhar na guerra de Tróia. Sua esposa, Clitemnestra, se aproveitou para fazer o amante matá-lo, dizendo que era por causa da filha. A outra filha, Electra, ficou contra a mãe, e mandou o irmão pra longe, para que ele não fosse morto pelo padrasto, e esperou ele voltar para vingar o pai. Já falei da saga no blog, incluindo as Erínias e... peraí, acho que foi no weblogger, não aqui. Mas enfim, são duas belas tragédias, e embora digam que não é para comparar, prefiro a força e o drama de Sófocles.
E agora, preparem os olhos para o mimimi.
Tem o mestrado. E tem a tradução do mestrado. E tem eu enviando aos poucos pro meu orientador. Daí tem o relatório. E a tradução, inteira, no relatório, sem ter mandado pro professor antes. Ok, podem chamar de idiota agora. Se antes eu já pensava que ele me achava uma burra, agora tenho certeza que deve me achar burra e... não sei, sem noção. Não que ele esteja redondamente enganado nas duas instâncias, mas nunca é legal que alguém que você admira pense isso de você, e com razão ainda por cima. Toda vez que eu acho que eu posso melhorar e fazer as coisas direito eu faço alguma coisa errada. E hoje, enquanto comia um bolo trufado sabor sensação, tive uma epifania: não comi porque o bolo ia me dar um grande prazer e eu ia esquecer a imbecil que sou, comi como uma punição, só pra depois eu me culpar por não caber nas calças. Mas como constatar sem agir é praticamente inventar desculpa para errar, vou mudar. Mesmo. Mas só depois que essa barra de chocolate branco acabar...
(Por outro lado, boas notícias! Em breve o blog vai mudar... aguardem)
Postado por M.D.O.M. às 3:18 PM 2 comentários
Labels: filmes, lei de murphy, livros
sábado, 20 de junho de 2009
Não quero realmente conhecer alguém que foi feito para este mundo
Esses dias estava revirando os arquivos do blog, e me senti mal por dois motivos. O primeiro e mais óbvio é porque eu vi que desde sempre reclamo de procrastinar as coisas e não estudar o suficiente. E não é modéstia, é porque realmente não faço isso. O segundo é que mesmo assim eu postava quase todo dia em 2006! Sério, minha vida já foi mais emocionante... ou eu já fui mais falante.
Bem, quanto a minha semana, a única coisa mais postável foi a festa junina dos educadores físicos, nessa quarta, à qual fui obrigada a comparecer pela Rachelvis, uma das responsáveis pela barraca dos doces. Tínhamos combinado de ir com a Jayna, mas como esta é uma vaca préhistórica, disse que só podia ir e ficar uns 5 minutos. Mas vocês sabem como é festa da unipunk, nada começa na hora, e ficamos esperando a Rachelvis jogar truco, depois a barraca(que na verdade era só uma mesa) chegar... no fim a Jayna foi embora sem comer os bolos(aliás sua coisa, vi que você entrou no blog e não comentou, trate de comentar ou não estarei na festa da pipoca). Quando finalmente a mesa chegou nem pude comer bolo, porque ninguém pensou em pegar troco e eu tive que sair por aí trocando dinheiro. Aproveitei pra mandar correio elegante cantado pra Rachelvis... durou uns 20 segundos e ela não se irritou, mas pelo menos passou uma pequena vergonha em público. Antes que me mandassem trocar mais notas de dez reais, parei para conversar com amigos de amigos, olha só que poço de sociabilidade eu estava naquela noite! Descobri que a) só gente estranha se relaciona com gente estranha e b) sou um dos 'caras' mesmo. Passou uma menina peituda e os rapazes ficaram olhando um pro outro por um tempo, até que eu disse 'podem falar na minha frente, não ligo' e eles 'porra, que peitão! e é magra a menina!'. Não ligo mesmo, se tivesse passado um ómi bão por lá eu também comentaria... e é claro que não passou, só tinha adolescente por lá, nem parecia festa de universidade. Lady Murphy devia estar dormindo naquela noite, já que quando os moços foram embora Chelvis tinha terminado também de vender os bolos, e fomos para casa.
Como vocês provavelmente não estão interessados nas notas de rodapé da minha tradução, vou falar sobre a memória, esse trem esquisito. Sempre confiei muito na minha, já que há diversos fatos dos quais lembro detalhadamente mesmo que contenham coisas que me envergonhem( e olha que tem tanta coisa assim minhas gentes, mais ainda do que eu posto). Daí a Luty me lembra do dia em que bati a cabeça no telescópio do observatório e faço ele mudar de lugar, tudo bem que já faz uns... 15/14 anos, mas eu esqueci! Claro que não sou Funes(do conto do Borges, leiam que é bom), mas coisas assim eu geralmente lembro. E nessa semana o Violinista disse que já me deu um toblerone, e que eu me espantei porque era um chocolate caro(que coisa de pobre, achar toblerone caro). Mas q/ mew, como posso ter esquecido que já ganhei um chocolate caro, ou melhor, como posso ter esquecido que já comi um chocolate caro de graça? (antes que venham com comentários engraçadinhos, disse-me ele que o presente foi por causa daquela história[preguiça de achar o link, só sei que foi em 2006] do carinha que me pagou uma hora de monitoria em chocolates) Fui ver no blog, e não postei isso, mas até aí, tem muita coisa que acontece e eu não posto(ha!). O que suscita outra questão: porque não postei sobre isso na época? Não consigo lembrar. Dizem que você é o que lembra, o que é uma pena, porque queria ser uma pessoa que ganha chocolates caros por saber grego clássico.
Para encerrar, trivia do blog: quando os títulos dos posts viraram letra de música?
Postado por M.D.O.M. às 9:58 AM 5 comentários
terça-feira, 16 de junho de 2009
Matrimônio, matrimônio, isso é lá com Santo Antônio
Aproveitando a minha dor de cabeça, que tal um post no blog?
Nesse feriado fui para a cidadessanduíche comer e dormir descansar e ver a família. Não fiz nada de útil, como sempre, mas estou com vontade de contar.
Sábado fomos a uma exposição de dinossauros que está tendo no cinema da estrada. Primeiro achei que era brinks, porque mew, como assim o nome científico do dinossauro é baurusuchus salgadoensis? Mas depois o MCDM foi perguntar o deus google e ele disse que uma criança na década de 80 que descobriu a ossada na cidade. Mas no fim era tudo pra vender bichos de pelúcia de dinossauro. Pena que não tinha de velociraptor, se não eu comprava.
Em casa fizemos fondue com um aparelho pobre e ganhado em bingo, tanto que a cerâmica queimou. Quer dizer, achamos que tinha queimado, mas era só fuligem, e dá para usar novamente. Se bem que eu duvido um bocado que meus pais vão fazer só pros dois...
O bolo de Santo Antônio da paróquia estava tão gostoso... e ninguém em casa achou medalhinha ou imagem do santo, embora certas pessoas coflutycof quisessem de todo o jeito, ahahaha!
Já na cidade dos ventos, assisti ao mais famoso filme de suspense de todos os tempos, Psicose. Achei que a cena do chuveiro era o ápice do filme, mas que nada, é só o começo! A música é realmente assustadora, do começo ao fim. Não tenho certeza, mas deve ser também o primeiro filme a focar no aspecto psicológico(ou melhor, o primeiro a fazer isso muito bem) do assassino(dã, se chama psicose né). A gente acha que é uma coisa, e daí, OH! É algo mais complicado e assustador. Gostei bastante, apesar de ter me dado dor de cabeça até agora...
Aproveitando a falta de assunto do post, vou divagar sobre um dos meus milhares de passatempos internéticos: distributedproofreaders(eu ia colocar link, mas tá fora do ar agora). Não lembro se já falei dele no blog(o vinho acabou com minha memória, como diria o tio Dos Santos), mas acho que ninguém liga se eu repetir. O project gutenberg vocês conhecem, é o que disponibiliza na internet textos de domínio público. Mas como ele transforma livros de papel em textos digitados? Via dp! Primeiro uma máquina 'lê' o livro e transforma em textos, porém, há livros antigos demais, ou com uma fonte diferente, e ela pode ler errado. E é aí que entram os voluntários, comparando uma página com a outra, corrigindo, eliminando números de página, &c. Se eu não me engano tem umas 4 fases até o 'smooth reading', que é quando uma pessoa lê o livro como lazer, para ver se acha algum erro, e depois ele é disponiblizado. Eu acho divertido ficar caçando erros da máquina nos textos... uma vez peguei um texto em alemão até, mas nem devia, porque as correções feitas pelos revisores vem com comentários no idioma do texto. Além disso tem uns textos em português antigo, e eu adoooro ficar comparando com o atual, de quais palavras a grafia está diferente, como se usava tal expressão, essas coisas de gente nerd maluca. Chega agora né! Até algum dia, leitores!
Postado por M.D.O.M. às 10:51 AM 3 comentários
Labels: coisas da net, família, filmes, passeios
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Fique longe de romantismos, pois é por aí que o amor costuma começar
Chega de drama nesse blog! Estou falando sério, esses posts emo estão me deixando mal. Não sou assim gentes, juro! Sou só uma pessoa que odeia a humanidade e tem um pouco de senso de humor, não uma vítima do mundo. Cheeeeegaaaaaaa AAARRRGHHHHH!
Bem, só comentando uma última coisa ruim da minha vida: quebrei uma das lentes de contato. De novo. Como saí da fase emo não vou nem dizer que não quero mais comprar lentes e que não vale a pena ficar gastando tanto dinheiro com uma pessoa desastrada como eu. Vou ver com meus pais o que fazer. No domingo, depois de quebrar a lente, ainda estava na fase emo e decidi encher a cara. Tomei uma taça de vinho, achei HORRÍVEL e fiquei vermelha, muito vermelha, e com calor. Daí dormi. Uma das coisas que eu não entendo é como o povo pode beber meia garrafa disso, ou uma inteira, só pra, sei lá, esquecer os problemas da vida, ou liberar geral, ou qualquer coisa assim. Uma taça pra nunca mais, anotem isso caros leitores(foi mal movimento xstraightxedgex, mas não vai se repetir).
Sábado porém, foi um dia legal. Jayna finalmente veio em casa e fizemos fondue de queijo e de chocolate. Fondue é tão gostoso! Usamos os dois réchauds da Chelvis, um para cada sabor. Eles ainda estão na pia... eu ia lavar, mas a Chelvis disse que não precisava. Vamos ver se até domingo vão estar lá, ehehehe!
E eu estava toda mimimi =~~~~ porque não estava conseguindo escrever textos pro francês né, mas acho que era só fase. Ainda bem, porque uma das únicas coisas das quais me orgulho é ser muito boa em aprender idiomas novas, praticamente a melhor que conheço /modéstia [off] on. Sem isso, eu seria... uma desastrada sem inteligência prática, cheia de sarcasmo e ódio pra dar.
Na falta do que dizer aqui, fiquem com uma imagem biita de solia:
É meu avatar pós Ghostmas. Quero uma roupa de dragão ao vivo!! E suspensórios arcoíris! E pinças enormes!
Postado por M.D.O.M. às 10:01 PM 3 comentários
Labels: lei de murphy
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Vou tentar ficar, mas é em vão quando você está longe
Bem, hoje teremos um post sobre um assunto quase nunca comentado no blog: livros.
Quase nunca comentado por vocês, claro, porque eu sempre comento o que leio.
O primeiro deles é o sexto livro da heptalogia(?) Em Busca do Tempo Perdido, de Proust. Caso vocês tenham esquecido, no último livro o protagonista estava vivendo com Albertina em sua casa, não porque a amasse, mas porque sentia ciúmes loucamente da menina. Já no começo do sexto livro(eu poderia avisar que tem spoilers, mas vocês nem tão lendo) ela foge da casa(supostamente por não aguentar mais viver numa prisão) e... morre. É baseado em fatos reais, dizem os críticos, porque parece que o Proust teve um amante que ele amava muito e morreu do nada num acidente de avião(aqui ela morre a cavalo). Aí tem os tempos de ele ficar chocado, sofrer lembrando, e não muito tempo depois ele já começa a deixar de amar e as lembranças que ficam são só as boas. Interessante quando ele diz que só consegue dizer que perdeu uma pessoa querida quando não a ama mais mesmo. Outro ponto interessante é que o autor é gay, mas no livro ele é heterossexual e todo o resto que é gay. Enfim, só falta mais um livro para terminar e não se se fico triste ou feliz com isso.
Para a disciplina da unipunk li Rei Lear(eu sei, é vergonhoso não conhecer tudo de Shakespeare). Como o ómi é bão! Conta a história do Rei Lear e suas três filhas, duas delas bajuladoras e uma sincera. Então o rei divide o reino entre as duas bajuladoras e expulsa a sincera. Mas o rei não se toca depois que não é mais rei, e continua tentando reinar, e as duas filhas ficam com raiva e se unem(será?) contra ele. No fim os maus são punidos e metade do elenco morre, claro. Na discussão em sala falaram que a peça foi exibida no natal, e que isso poderia querer dizer que antes da vinda de Jesus o mundo estava em caos porque não tinha mais um rei direito. Bem, mais do que uma peça sobre os malefícios de se dividir um reino e fazer os filhos brigarem por poder, também é um belo discurso a favor da honestidade.
Para encerrar, um livro que eu comprei na loja do sorriso amarelo e com um selo de autoestima na capa, Baltazar Gracián, Manual de Prudência. Comprei porque já foi citado em sala como um livro de conduta 'cavalheiresca' do século XVII. É um dos livros que você vê que a editora não prestou muita atenção, principalmente por ter classificado como autoajuda. Além de se contradizer demais(primeiro diz que boa sorte e má sorte não existem, o que existe é prudência ou imprudência, depois diz que há alguns dias de má sorte e devemos aguenta-los, aí diz para usar de todo e qualquer meio para ser o primeiro, para depois dizer que não se deve trair o caráter por isso), o livro dá umas dicas que eu acho que não é muito autoajuda... do tipo 'a multidão nunca sabe de nada', 'seja uma pessoa diferente com cada um que você encontra', 'arranje um terceiro para fazer as coisas vis por você porque o povo sempre culpa a ferramenta e não o autor'. Gostei do livro, pena que não são todos os aforismas.
Não que eu goste de fazer drama(ha, eu!), mas ó da vida viu. Já estava me sentindo mal por não conseguir escrever um mísero texto de francês(não pelo francês, por não saber me expressar), aí quarta teve prova oral de alemão. Eu estava tranquila, porque sou uma Sprachengenie e falo melhor que, oi, todos. Daí o Herr Rennó faltou por motivos pessoais, e eu mudei de dupla. Só errei uma coisa(ok, errei várias vezes e é uma coisa simples), enquanto a menina errou isso, outras coisas e falou pior, e ficamos com a mesma nota, oito.
SIM ESTOU RECLAMANDO POR UM OITO OK, DEIXEM ME SER NERD, BJS.
Postado por M.D.O.M. às 7:45 PM 2 comentários
Labels: .::drama::., livros
segunda-feira, 1 de junho de 2009
E eu sou teimosa e eu grito e eu vou te cortar
Tem um filme bem sessão da tarde que se chama 28 dias, com a Sandra Bullock, em que ela vai a um centro de reabilitação. A história toda é bem típica de comédia romântica, mas eu lembro que no final do rehab é dito que se você conseguir cuidar de uma planta e de um animal por um ano você está pronto para se relacionar com alguém, e o filme meio que termina com o amigo gay que ela faz lá chorando porque nunca mais vai ter sexo na vida.
Vocês sabem que de gato eu não sirvo para cuidar mesmo, e plantas eu nunca tentei, mas certamente ia dar na mesma, e pior, porque ela ia morrer bem rápido.
E seres humanos então, pfff. As pessoas acham que é uma máscara esse meu lado rbd, e que eu não sou malvada, mas isso se baseia na teoria errônea de que sempre devemos esperar o melhor das pessoas. Mas eu sou assim, estúpida, egoísta, paranóica. Eu xingo quem eu gosto com uma facilidade incrível, e sempre reclamo quando as coisas não são como eu quero. E consegui ser completamente insensível com o único amigo que eu já tive, não amigo no sentido de pessoa que eu não quero que morra quando os aliens vierem destruir a terra, amigo de trocar confidências, de dizer que ama e que vai estar ao lado pra sempre, essas coisas de filme infantil e séries de tv. É claro que eu poderia pedir desculpas e tentar ser uma pessoa mais decente, mas eu não vou fazer isso simplesmente porque não vai ser assim. Vou continuar sendo uma pessoa problemática e afastando as pessoas, porque é só isso que sei fazer. E talvez seja só isso que eu quero fazer.
Postado por M.D.O.M. às 11:57 PM 2 comentários
Labels: .::drama::., patinetes
sábado, 30 de maio de 2009
O que estou tentando dizer não vai sair como eu quero falar
Parem de rir da minha cara ¬.¬ eu sei que às vezes, muuuito de vez em quando, eu solto um drama aqui, mas é para vocês me apoiarem e chorarem comigo, oras!
É claro que deu tudo certo na quarta, porque eu sou uma gênia e tive uma idéia muitoa boa pro trabalho dei sorte. Depois da aula o professor até me fez pagar um café pra ele, olha só as intimidades. Parece que o povo sempre se encontra depois da aula e fica conversando.
Quinta-feira foi um bom dia. Na hora do almoço vi uma apresentação da orquestra sinfônica da unipunk com o coral oficial, e tinha um cravo acompanhando. Depois fiquei estudando e à noite mais cravo, dessa vez numa apresentação de um trio de música barroca. Vi uma corda de violino 'quebrar', fez um barulho estranho. Vai ver é porque é feita de tripas.
Já sexta foi bizarro, os funcionários estão em greve na universidade, mas as aulas continuam. Não sei de quem foi a idéia de levar um videokê para o ciclo ácido... claro que nem deu pra estudar naquelas mesinhas. Fiquei num banco, mas começou a ventar bem frio, e decidi ir ao centro burocrático. Lá estava vazio, tão vazio que os funcionários decidiram ver funk no youtube. Entre frio e funk, nem precisamos pensar né? Terminei a leitura no ciclo ácido de novo, o videokê tinha acabado.
Hoje fui ao shopis terminar de ler o que devia, e aproveitei para ir ao cinema comer pipoca. Assisti 'um ato de liberdade', tipos um lista de schindler alternativo. É baseado em uma história real também, sobre bielorrussos que montam uma espécie de comunidade de judeus na floresta, e tentam sobreviver à segunda guerra. Muito bem feito, e o Liev Schreiber tá praticamente fazendo de novo o dente de sabre, só que com sotaque russo. Pra quem gosta de tiros e drama do holocausto(que é um tema batido, convenhamos), boa pedida.
Para quem me ama e é rico(ok, nenhum de vocês leitores, mas vamos fingir que sim), me apaixonei por um livro na loja francesa de livros! 'Eu sou um gato', de Natsume Soseki, sobre um gato que vai morar com um professor, e tece os mais divertidos comentários sobre a humanidade. Li as primeiras 80 páginas, o que é pouco, considerando que o livro tem umas 400.
Postado por M.D.O.M. às 10:16 PM 2 comentários
Labels: eventos, filmes, querido diário
terça-feira, 26 de maio de 2009
Não pare de acreditar
Na vida não se pode ter tudo, é o que dizem. O que esquecem de dizer é que muitas vezes você não vai ter nada. No mundo ideal as pessoas fazem as coisas direito e tem sorte. No meu mundo eu faço tudo errado e ainda dou azar.
Daí que hoje as bibliotecas ainda estão fechadas e eu preciso loucamente do livro pro seminário. E isso porque 1) eu devia ter pego antes 2) posso conseguir um ebook mas nem vou prestar atenção nele porque vai ser oi, num computador. Então pensei que era só passar na livraria do shopis. E é claro que não tem o livro, porque sorte é luxo para quem é amadrinhado por Lady Murphy. Qual a próxima opção racional? Ir para a lan house e postar no blog, claro! Principalmente porque a desgraçada da Chelvis não atende o celular, e ela é praticamente meu lado prático do cérebro. Pensando bem, acho que vou almoçar e tentar ligar pra Chelvis de novo... e se nada der certo, depois de tanto ar condicionado hoje capaz que amanhã nem precise ir às aulas.
Postado por M.D.O.M. às 1:21 PM 3 comentários
Labels: lei de murphy, querido diário
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Às vezes eu sinto como se pudesse fazer quase tudo que quero, e isso me faz chorar
Se tem algo que eu deveria aprender mas nunca aprendo é que NUNCA deve-se deixar algo para amanhã se podemos fazê-la hoje mas não queremos porque a preguiça é maior.
Porque pode muito bem acontecer do seminário que você estava enrolando para fazer ser adiantado em uma semana, e daí você começa a cuspir o pulmão e não conseguir dormir direito, e quer desculpa melhor pra não estudar que estar doente? Daí você adia a limpeza do quarto que já está cheio de cabelo no chão por mais uns dias, não lava a louça que começa a empilhar na pia e quando você finalmente se toca que precisa de livros para escrever alguma coisa descobre que a biblioteca está paralisada. Não que essa situação tenha acontecido com alguém que vocês conheçam...
Como todas as minhas séries acabaram e agora tenho que recorrer a outros meios para procrastinar, Rachelvis falou para eu assistir o piloto de 'Glee', que segundo ela era uma série de corais. É uma comédia musical de colegial, aquela coisa de 'losers' tendo algum talento. É divertida porque tem uma veia satírica, não é só 'pobres excluídos'. E novamente eu penso que se tivesse essas de clube no colegial do brasil ia ser tão divertido... não que eu fosse entrar no musical, mas ia ser legal ter algum talento. Quer dizer, quem dera eu tivesse algum talento, tipo dançar, cantar ou atuar, minha vida poderia ser um seriado de tevê. É, pensando bem, é bom não ter tido essas coisas no meu colegial, porque eu teria sido a nerd que não fez parte de nada.
E falando em ser nerd, feliz dia da toalha a todos os leitores que conhecem o 42... ou seja, quase todos.
Postado por M.D.O.M. às 10:26 PM 2 comentários
Labels: lei de murphy, querido diário, séries
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A pessoa caindo aqui sou eu
Aproveitando que acordei hoje às 6h morrendo de calor depois de ter um pesadelo, farei um post emo para combinar com meu humor, que não está dos melhores.
Não tenho estado satisfeita comigo mesmo nos últimos tempos... não tenho feito nada de útil. A tradução continua empacada, faço as tarefas do jeito mais meia boca possível, a casa está suja e preciso lavar roupas. Eu achei que ia conseguir fazer tudo direito esse ano, mas parece que minhas baterias acabaram tão rápido... e não faz sentido sabe, eu vou lá e me esforço para melhorar meu trabalho, ele melhora e eu desisto de tudo? Será que preciso desse tipo de reforço negativo para fazer as coisas? O que me mata é que eu sei que não deveria fazer assim, mas eu vou lá e faço. Platão não podia estar mais enganado quando acusou a ignorância dos males de ser a causa dos próprios, o que mais acontece é a pessoa saber que está fazendo merda para depois se arrepender.
Eu me sinto meio adolescente querendo viver perigosamente = muito idiota. Mas não consigo mudar. Não que eu tente com tanto esforço assim... talvez eu não queira mudar, porque ia dar muito trabalho. Tão vendo, tô com pobremas mentais na cabeça, só pode! Vontade de gritar e correr pelada na rua e bater a cabeça na parede pra ver se funciona viu... Até o post está sem nexo! Não consigo nem escrever parágrafos emo e coerentes. Então é isso aí. Vou aproveitar minha vontade de procrastinar para fazer uma lista de músicas legais com as quais me identifico, em nenhuma ordem particular. (Os links levam a uma página do youtube. Não consigo usar o embutido no blog ok.)
1- Sonata sopra la Monica - Biagio Marini
Com esse nome e sendo música barroca não tinha como não estar na lista.
2- Dreams - Cranberries
Essa música é muito bonita. Tirando a parte do 'you're a dream to me'. Romantismo = blé.
3- Grey Street - Dave Matthews Band
Essa é minha parte favorita: She could change everything about her using colors bold and bright/But all the colors mix together - to grey
4- To the moon and back - Savage Garden
Claro que Affirmation é a mais bonita&cheia de mensagens, mas deixem-me ser emo. 'Mama never loved her much/And, Daddy never keeps in touch/That's why she shies away from human affection'
5- Regina Spektor - Open
Ela tem várias músicas que poderiam encher a lista, mas acho que essa é a última na qual viciei...
6- God-like - Gogol Bordello
Essa música tem uma letra MUITOBOA. 'When I’m hurting myself/I just try to hurt you /you respond with tears/but they are never true'
7- Do you realize/ Fight test/ Yeah Yeah Yeah Song - Flaming Lips
Eu amava fight test até descobrir(porque óbvio, sou lenta) que é praticamente uma cópia de Father&Son, do ex-Cat Stevens. A música continua boa, mas caiu no meu conceito. Daí vem a meiga 'do you realize', que parece por demais com uma música do John Lennon. Então o link é de 'yeah yeah yeah', que por enquanto ninguém denunciou como cópia.
8- If I ever feel better - Phoenix
Nunca fui de escutar uma música sem parar, mas essa...
'I'd better learn to accept that/There are things in my life that I can't control'
9- Selfish Man - Flogging Molly
'I'll never change or rearrange, till I've finished what I've started/And life leads me here /It shows me I have never really loved no one but me '
10- Let a boy cry - Gala
Para encerrar o post, música rbd dance dos anos 90! Adorava o cd dela lá por 98.
Edit: pff errei o branco do header. Mas nem vou trocar... photoshop demora demais pra abrir.
Postado por M.D.O.M. às 3:20 PM 4 comentários
Labels: drama
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Mas mamãe não quer deixar
Aeeee! Voltei em uma semana! \o\ /o/
Quarta-feira passada também não fui para o alemão. Saí da aula, fiquei no ponto esperando o único ônibus e... e... ele passou do outro lado da rua! Fala sério! Fiquei puta e decidi voltar pra casa... e então... ele passou do meu lado da rua! Que raiva de mim mesma ¬.¬ !
Semana passada acabaram as temporadas de Lost e House, e essa semana acaba American Idol, o que me deixará órfã de séries e com menos opções para procrastinar. Falando nisso, vou deixar o post maior ainda falando sobre as demais séries que eu assisto. São três: Lie to Me, the Mentalist e The Listener. São todas meio parecidas, sobre uma pessoa com um talento/poder e que ajudam a polícia a investigar assassinatos/sequestros. Lie to Me é sobre um psiquiatra/psicólogo(?) que estuda as emoções demonstradas em microexpressões faciais, The Mentalist sobre um homem que se dizia leitor de mentes e médium até sua família ser morta e The Listener é sobre um rapaz que ouve e vê os pensamentos dos outros de verdade. Eles geralmente resolvem tudo sozinhos também, o que me deixa meio brava às vezes. Os EUA devem estar realmente descrentes da polícia para essas séries fazerem sucesso.
Terminei de ler Adventures of Huckleberry Finn. Não sei porque várias bibliotecas baniram esse livro alegando ser racista. Primeiro que o contexto histórico do livro tem que ser levado em conta e segundo que o livro é sobre os dois protagonistas procurando a liberdade e desenvolvendo uma grande amizade. Enfim, resumo básico: o pai do Huckleberry Finn volta pra cidade após descobrir que seu filho ganhou muito dinheiro. Como ele é o pai, o dinheiro pertence a ele, e ele fica enchendo a cara e batendo no filho, motivando este a forjar sua morte e fugir pelo rio. Logo no começo do livro ele encontra Jim, escravo que também está fugindo, por ter ouvido falar que ia ser vendido. Seu plano é ir para alguma cidade livre, arranjar um emprego e levar a família. Então a dupla do barulho segue tendo altas aventuras! De interessante no livro há o conflito de Huck, porque ele sabe que os negros não são gente(sic), mas se afeiçoa ao amigo e não quer denunciá-lo, achei bonitinho quando ele diz que se for assim que ele vá pro inferno, mas não vai vender o Jim. Uma parte engraçada é quando Tom Sawyer aparece e diz que vai ajudar o Huck a salvar o Jim, mas na verdade ele vai criando dificuldades, porque se não iria ficar muito fácil e o nome deles não ia entrar na história, como de muitos prisioneiros famosos, e o Huck acha que isso não serve pra nada. E então Tom Sawyer fica bravo e diz que ele não sabe de nada, porque tem que fazer tudo igual aos livros.
No fim de semana só passeei, se é que essa é a forma verbal correta. Sábado almocei no apartamento da A-lien, tipo um almoço de inauguração do lugar. Comemos muita massa e depois jogamos Wii. Fiquei por lá jogando até dar o horário da apresentação da Lu. Chegamos lá, compramos o convite e ficamos espremidos numa salinha até poder entrar no teatro, que era só um quarto maior. Pelo menos todos os menos que 30 lugares foram ocupados. Haha, usei um símbolo de menor, cortou o post e esqueci o que tinha escrito. Mas a apresentação foi aquelas coisas né, tecnicamente ruim(luz/som), palhaços fazendo coisas meh... mas não é que minha irmã dá pra palhaço?(rááá) Eu ia postar o video dela aqui, mas e se ela não gostar? Se bem que do jeito que é aparecida vai querer... vou deixar para vocês escolherem.
Domingo fui ao planetário com pessoas estranhas músicos, mas só boiei em 1/3 das conversas. Lá tem uma rua com 'lápides'(?) de astrônomos famosos e um salão enfeitado por cartazes em diversas línguas com um vidro que torna muito difícil tirar fotos. Na sala ao lado da sala de videos tem uma exposição de tudo, desde um vaso estilo grego que no início achamos que devia ser sobre a musa astronomia mas no fim era sobre 'fontes'(?) passando por minérios da terra e até uma miniatura de um avião da british airways e uma nave do star trek. O caminho até o telescópio é iluminado só por luzes vermelhas, e fiquei morrendo de medo de tropeçar. O astrônomo simpático ficou contando histórias de estrelas, mas nada tão assim interessante para eu contar aqui. Interessante mesmo era a lanterninha com a qual ele apontava pras estrelas e que ilumina 5km! Eu quero uma dessas de aniversário! Ah sim, uma coisa triste que ele falou foi que em 4 anos não vai dar mais para ver o vômito de Hércules a via Láctea do observatório por causa da iluminação das cidades, que segundo ele iluminam mais o céu do que o chão. Muito lindo ver o céu de lá *-* Pena que não sai em foto! E pena também que não tiraram a câmera de quem ficou tirando foto com flash >:U! Pelo telescópio vi Saturno e Alfa do Centauro, e... pareciam figurinhas mesmo! Quer dizer, Saturno parecia figurinha, a estrela parecia só... uma estrela. E eu podia jurar que com lente nada ia ficar embaçado, mas as luzes ainda tem um tipo de aura em volta. De lá fomos comer pão na casa do Malcom X, que mora em Golfinhos. Ele é uma pessoa legal porque gosta de tomar leite com toddy de colher. Não que eu conheça alguém que faça isso, muito menos faço o mesmo, claro.
Vou tentar atualizar os links do blog mais tarde... ou não.
