quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Estamos morando numa toca de ladrões

Basicamente um post sobre filmes... mas antes, minha visita ao oftalmologista, parte II.
E lá fui eu, chegando lá 9h pontualmente, para só ser atendida 11h... e nem para bater o recorde da Rachelvis no paciência do meu celular! Que raiva! Enfim, conversei com a doutora e parece que com a minha córnea dá para esperar até os 12 graus para fazer o laser. Depois disso tem outro tipo de cirurgia, que mexe no cristalino. E imaginem, tem que ficar uns dois meses sem ler! Só faço essa cirurgia... bem, talvez nem faça, se meu grau crescer demais.
Como estava com a pupila dilatada à tarde e não podia fazer nada aceitei o convite da Rachelvis para ir ao centro da cidade com ela.
Tirei várias fotos, pelo menos... taí uma bonita:

(cliquem para ampliar)
Bem, os filmes. São muitos e aviso que todos têm spoilers:
- O dia em que a terra parou
Refilmagem de sci-fi tentando ser ecológica. Um et entra no Keanu Reeves, e esse et diz que veio à Terra porque o ser humano está destruindo o planeta. Ele até tenta conversar, mas é recebido pela artilharia estadunidense, e percebe que a humanidade não presta. Daí (spoiler!) uma outra estadunidense que cria o filho negro do marido engenheiro que morreu(claro que não é importante a cor da crianças, mas importa a intenção politicamente correta do filme) mostra ao alien que os seres humanos também tem coração(para que isso adianta num momento em que os seres humanos estão destruindo todas os recursos naturais é uma boa pergunta). E fim, a terra se salva. Fim dos Tempos é muito melhor!!
- Sete vidas
Über drama contado com flash-backs, embora dê para perceber o que ele vai fazer no meio do filme, deixando só a primeira cena interessante. Enfim, Will Smith é um engenheiro aeronáutico(se é que esse é o nome certo) do MIT que foi olhar no blackberry enquanto dirigia e acabou matando a esposa e mais 6 pessoas(ele mesmo não sofreu quase nada, embora tenha umas cicatrizes feias). Então ele tem muita culpa e arrependimento e decide doar tudo para salvar 7 vidas e compensar o estrago. E quando eu digo tudo, é tudo mesmo. Rins, fígado, olhos, coração... e olhem só que meigo, ele dá o coração para a moça pela qual ele se apaixona. Para quem gosta de drama bem dramático esse filme é uma boa pedida.
- Slumdog Millionaire
O famoso filme inglês inspirado por bollywood, que está concorrendo ao oscar e tudo o mais. Como muitos já disseram, é um conto de fadas. O filme também é feito de flash backs: Jamal tem que explicar ao delegado como conseguiu chegar à última pergunta do 'show do milhão' da Índia. E tudo tem a ver com a infância desgraçada dele, quando perde a mãe incendiada, é levado por um cara que faz as crianças pedirem esmola, se perde da garota que gosta, o irmão vira um bandidão... no fim, ele, bom moço, ganha o jogo porque 'estava escrito', o irmão que era do mal vira do bem, e a mocinha que ele sempre amou fica com ele. Tudo muito feliz. Criticaram o uso de estereótipos, a palavra slumdog no título(que até agora não sei o que significa, mas imagino que seja algo do tipo vagabundo)... mas bem, embora fuja de hollywood, é um filme todo feliz e a atriz principal é muuuuito bonita.
- Austrália
Taí um filme que não é o que eu achava que era. Eu podia jurar que era um super drama de guerra com um romance no meio... mas na verdade é um filme sessão da tarde que custou muito caro e tem paisagens muito bonitas. Nicole Kidman é uma lady inglesa que vai à Austrália atrás do marido e da fazenda que ele diz cuidar. Encontra com o capataz, não vai com a cara dele, descobre que o marido foi morto, cuida da criança meio aborígene/meio branca e decide terminar o que o marido queria: levar o gado para vender. O filme tem 3h e se eu contar tudo nunca termina, o que importa é que ela se afeiçoa à criança, ajunta com o capataz, briga, o vilão da história leva a criança embora, vem a guerra, todo mundo acha que o outro morreu, mas no fim dá tudo certo. Uma coisa interessante do filme é ele retratar o que chamam de 'gerações perdidas', crianças mestiças que eram tiradas de suas famílias pelo governo para fazer serviços aos brancos(embora no filme elas se tornem um coral religioso. Que é um coral de verdade cheio de criança branca, o que não faz muito sentido no filme, mas tudo bem). Esse programa só terminou em 73, e só ano passado o ministro pediu desculpas oficialmente. O filme tem bastante humor e o Hugh Jackman seminu, então eu até que recomendo, ehehe!

domingo, 25 de janeiro de 2009

E os vizinhos sussurram como ele prefere ficar sozinho

Ah, não devia ter esperado tanto tempo para postar... agora tenho vários assuntos e vou acabar fazendo um post monstro.
Mas quem liga?
Nessa semana terminei de ler uma antologia poética do José Paulo Paes. Não vou comentar para não dizer besteiras, mas posso afirmar que gostei bastante. Meu favorito(que a Luty e a Chelvis não gostaram) é o Madrigal: "Meu amor é simples, Dora/ Como a água e o pão/ Como o céu refletido/nas pupilas de um cão."
Também terminei um livro com epístolas selecionadas do Sêneca, cujo título eu não digo porque parece livro de autoajuda[é sem hífen né?]. Se bem que é meio um livro de autoajuda sim... As filosofias da Grécia helenística(que surgiram no tempo de Alexandre o Grande) têm essa característica de serem bem... pragmáticas. Enfim, ele tem alguns pontos principais, como a efemeridade da vida e consequente despreocupação com planejamentos e arrependimentos ou qualquer tipo de pensamento que não se ocupe do presente. Além disso ele é a favor do suicídio quando a pessoa se encontra presa/escrava/para morrer.
E da seção 'coisas que só acontecem comigo': velhinhos querendo conversar.
Dia 1: lá estava eu andando na esteira tranquilamente, ouvindo música no último volume para não ter que aguentar as porcarias da multishow. De repente, ouço um barulho e tiro o fone esquerdo. E pronto! Era a senhora da esteira ao lado, que gritou(literalmente) que eu tinha emagrecido. Dou aquele sorriso amarelo, tento colocar o fone de novo e a mulher começa a contar que tem que se cuidar mesmo, porque eu ainda sou jovem, mas ela tem diabete, e a sobrinha dela de 14 anos pesa 100kg, e as outras tias queriam que ela emagrecesse pra festa de 15 anos!! Ainda bem que meu tempo estava acabando e eu me despedi da senhora, que disse estar feliz por me encontrar 'melhor'.
Dia 2: Eu no oftalmologista. Já foi doido o suficiente ir a um prédio enorrrme, passar por 3 secretárias e ter um médico insistindo para que eu usasse lente e dizendo que meu grau tinha aumentado ou não. Daí, em um dos muitos momentos de espera, lá estava eu, atrás de um livro, lendo, claro. Quando a senhora de 84 anos a minha frente começa a falar que vem uma vez a cada 6 meses, porque ela mora na santa d'oeste, e acordou às 6h, chegou às 9h e já eram 16h, porque num olho ela teve glaucoma, e no outro catarata, mas já fez as duas operações(e nesse momento ela ficou com os olhos marejados e eu pedi a Éris que não fizesse a mulher chorar na minha frente). Depois começou a contar do bisneto de 6 anos, que o médico pediu que viesse mas ele estava dormindo tão gostoso de manhã, e choveu essa noite né, ficou fresquinho! E a filha dela saiu do consultório e eu pude voltar à minha leitura.
Tem mais, mas cansei de escrever, então... até quarta.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Porque se você for com todos, não é um traidor

Cá estou eu com mais um relato da minha mais que emocionante vida, porque estou com muito sono mas se dormir agora não durmo mais tarde para compensar a falta de assunto de 2008.
Minha querida irmã, Luty, veio me visitar nesse fim de semana, porque o namorado dela está trabalhando na terra das lhamas e ela não gosta de ficar sozinha (emo! emo! emo!).
Daí que isso quer dizer nada de estudos e muito de agitação, porque ela adora sair.
Sábado almoçamos na casa da amiga dela, que fez uma macarronada com molho caseiro. Depois fomos ao videokê/boliche perto da casa dela, e cantamos loucamente até dar a hora do cinema.
Assistimos o filme do Benjamin Button(esqueci o nome todo agora), que estava lotaaado.
O filme, baseado num conto de Fitzgerald, conta a história de Benjamin Button, que nasceu com o corpo de um velho e foi rejuvenescendo até morrer um bebê. Sem ver o filme nem ler o livro a gente já pode ter uma idéia dos temas: o que é a velhice/juventude, discriminação com pessoas diferentes &c. E até um 'nada é impossível' entra no filme também. É tudo muito bem feito, a maquiagem do Brad Pitt impressiona tanto quando ele está velho quanto quando ele parece um adolescente, e também fizeram um bom trabalho em relação à ambientação de época, já que o filme conta uma história por 80 anos. Mas é hollywood né, então foca bastante no romance 'impossível' e deveras romântico entre Benjamin e sua amiga de infância, e nessa coisa meiga de tudo é possível(como vocês vêem eu não acredito muito nisso...). A história do começo também é interessante, do relógio(posso contar ou é spoiler?).
Depois do cinema ainda fomos ao café do chico, onde Luty descobriu que não sabe enrolar psicólogas mwahuahuahuahua! E daí pra casa. Joguei ainda um pouco mais de nintendo DS(que na verdade é do meu cunhado) e dormi. No dia seguinte acordamos tarde e fomos com a Chelvis e o pai dela à Festa do Figo e Expogoiaba, aqui perto em valezinhos. Luty pegou uma fila que demorou umas três vezes mais que a fila que a Chel escolheu, e ainda tinha acabado o alface... Lady Murphy zela por nós. Também compramos uma goiaba gigaaante, e outras frutas. De lá Luty foi pra rodoviária da cidade dos ventos.
E hoje almoçamos com a tia Samir. Apesar de termos acordado, ou melhor, termos sido acordadas cedo, o almoço demorou e até a visita teve que ajudar. Estranhamente, a comida ficou boa e todas comemos e conversamos bastante.
Agora à noite íamos jantar com a Jayna, mas ela desmarcou, como sempre.
Para encerrar, template novo, bem simples. O desenho não foi feito por mim, vejam nos links.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sou o herói da história, não preciso ser salvo

Ontem eu acordei cedo e pensei comigo mesma "que belo dia! Vou fazer alguma coisa legal hoje!" e decidi que ia doar sangue, o que não fazia desde 2007. Tomei café da manhã e fui lá a pé até o hemocentro, onde tudo aconteceu como sempre acontece: pega senha, tira pressão, analisa ferro do sangue, faz entrevista e finalmente doa. Daí é só tomar mais um lanche e voltar para casa. Voltei a pé, como sempre fiz, ignorando a distância maior existente entre o hemocentro e a minha nova casa. Chegando em casa, fui direto ao banheiro, e lembrei do que a moça disse assim que a doação terminou 'diarréia e vômito em menos de 48h, favor ligar aqui'. Consegui ligar o ventilador no quarto e juntei minhas últimas forças para chamar a Rachelvis. 'Rachel...' 'que foi?' 'Racheel...' 'que foi?' 'Racheeeeel' 'que foi????' 'acho que vou desmaiar' e daí eu lembro de ter a Chelvis atrás de mim falando para eu ir deitar e depois trocando a minha roupa, porque eu vomitei nela. Sim, caros leitores, quase tive uma morte de rockstar, engasgando com o vômito. Segundo a Chelvis eu fiquei com o olho aberto girando pra trás vomitando e não respondia a ela. Fiquei umas horas na cama, tentando tomar líquidos. Isso até terminar de vomitar tudo que tinha comido no hemocentro. Então a Chelvis chamou um táxi para irmos ao pronto socorro. Lá, aquela lerdeza de serviço público né, pega senha, verifica gravidade do caso, espera mais uma hora para ser atendida pelo médico... só tomei soro e depois voltei para casa. De madrugada passei mal de novo, dessa vez com febre e dor de cabeça. E então a Chelvis me deu um remédio e praticamente me deu um banho de água fria com toalhas e eu consegui dormir.
Não vou ficar reclamando de como fui idiota. Fui mesmo mas e daí? Ficar se culpando nunca leva a nada, a questão é que agora eu aprendi que andar meia hora é exercício físico sim...
Mas o post não é só para vocês rirem da minha idiotice. Na verdade é um post-agradecimento à Rachelvis, essa tratante que não lê o blog e vive atrás de mim no pc lendo o que estou escrevendo no msn. Ela está loucamente procurando empregos e mesmo assim cuidou de mim à tarde e à noite, sem almoçar e sem dormir. Assim como não é todo dia que a gente encontra uma louca melancólica egocêntrica como ela, não é todo dia que a gente encontra alguém que cuida com tanta atenção e disposição dos amigos.
E sim, estou com preguiça de mudar o template... quem sabe semana que vem...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Os mais especiais são os mais solitários

Faz taaanto tempo que não posto... também, nem tenho o que dizer.
Na cidade sanduíche fez muito calor... eu passava os dias no computador com o ventilador ligado.
Só saí para revelar fotos(e tomar caldo de cana). Ah sim, saí com a minha mãe para encontrar minhas tias, que estavam num hotel fazenda da região. Mas a gente não encontrou lá, nos vimos na cidade do calçado feminino. O shopping dos calçados é grande mesmo, nem deu pra ver tudo no tempo que passamos lá. E vejam que milagre, até comprei um sapato pra mim! Um salto baixo, para usar em ocasiões sociais sem sofrer com o salto agulha do meu sapato do pequeno príncipe(eu tenho sim e daí?).
Ah, comi uma pizza muito boa de salmão, mas meus pais não gostaram do lugar porque a pizza de alcachofra tinha pouca alcachofra.
Agora voltei a Campinas e ao trabalho o/
Como o post tá curto, fiquem com testes do blogthings. Eles tavam na primeira página... da próxima vez vou escolher os testes. u.u







You Are "ctrl"



Some people might try to say that you're too controlling.
And while there is a controlling aspect to your personalty, you like to think you're competent.
You are an expert in many fields. You tend to really know your stuff.
You tend to take the reins whenever it's needed. You like to lead, and people like to follow you.



Mentira, nem gosto de liderar.



You Attract an Aquarius



When wacky, eccentric, independent Aquarius meet you, they've met their match.
You're just as unique and outspoken as any Aquarius, and as a result, they feel instantly connected to you.
And while you know you and your Aquarius are meant to be, you always allow for space in your relationship.
The last thing your Aquarius wants is to feel fenced in. You know that in this case, absence really does make the heart grow fonder.



Quem eu conheço que é desse signo? Hm...




You Will Sleep With 1 Person



Better get cracking!


Que triste!!! rsrsrs

sábado, 3 de janeiro de 2009

E se eu sonhar vai ser que você é rosa, verde, branco, azul, cinza e claro

Mas que blog abandonado... poucas visitas, nenhum comentário... mas não vou desistir, caros e fiéis leitores.
Minha viagem à cidade cinzenta foi como é todos os anos, uma quebra na rotina absurda. Dias de acordar tarde, dormir à tarde, comer demais, jogar baralho até tarde, não ler... até fiz coisas inimagináveis como tomar uma taça de champanhe(coisa que não vou repetir porque o gosto é horrível) e tirar a sobrancelha(só deixei minha mãe tirar porque ela queria testar a pinça com luz que ganhou). As pessoas acham que estou brincando, mas certamente as comidas são o melhor de tudo. Não que eu queira matar todos os meus parentes, mas sabem como é, encontro de família é aquela coisa, todo mundo com emprego, namorado, sabendo tudo de novela e futebol e achando você um et por não ser assim. Além disso, no ano novo uma parte da família não foi e o filho do meu primo ficou sem ter com quem brincar. Sobrou pra quem? Isso mesmo, para a prima mais nova da família. E lá vou eu brincar de gogo's crazy bones, espião, ninja egípcio gelado e correr de um lado para o outro. O pior de tudo ainda foi ouvir 'ela leva jeito com criança né' 'é, ela tem paciência' 'podia ser professora' . Sério gentes. Eu, professora de criança? Prefiro que me arranquem as unhas com alicate.
E também nesses dias de fazer nada fiquei pensando na vida, é claro. Mas não do jeito depreciativo que me é comum, não se preocupem. Tava pensando em como a gente muda sem saber... assim, de verdade, não como tudo muda no mundo como uma onda no mar. Na minha juventude eu me achava tão esperta e dona dos segredos do mundo, como se tudo tivesse uma explicação racional capaz de ser obtida por mim através de pouco esforço mental. Mas quanto mais o tempo passa mais eu vejo que nada faz sentido e que eu não sei de nada, e que nunca vou saber de nada, especialmente por ser essa menina preguiçosa, pouco esforçada, que tem de tudo e reclama que não tem nada. E então eu penso que eu deveria mudar, mas só o dever não era suficiente, mas Kant não ia saber, porque ele era muito disciplinado. O que é querer de verdade? E enquanto eu penso o tempo passa e já é 2009, e enquanto eu enrolo todo mundo acha que eu estava me dedicando ao que eu deveria e enquanto eu tiro A sem estudar eu não sei se vou me esforçar mais. Bem, mas daí que fazer sentido é luxo para poucos, e é melhor eu voltar para o fazer nada antes que eu comece a ter vontade de fazer alguma coisa.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Pelos campos vamos, rindo por todo o caminho

Esse não vai ser um post dizendo que 2008 passou correndo, e que eu não fiz nada e que em 2009 tudo vai ser diferente... por mais que eu queira loucamente dar uma de emo e dizer que é isso mesmo.
Nesses dias fiz mais compras, com a minha irmã e com a minha mãe. Também comecei a organizar os mangás para venda aqui em casa. Até tinha esquecido quantos tinham por aqui. Tantos que mamãe até deixou eu terminar de arrumar quando eu voltar da viagem.
Tem feito muito calor por aqui... toda vez que eu reclamar de calor na cidade dos ventos, lembrem-me que a cidade dos sanduíches é MUITO pior. Ainda bem que a cidade cinzenta estará cinzenta, como sempre.
É isso aí. Viajo amanhã e só volto em 2009, sem saber quando acesso a internet de novo. Por isso queria postar para o blog não parecer tão abandonado... ah sim! Boas festas a todos, claro. Literalmente. Nada de parente dando vexame ou avó dando roupas feias: só alegrias e comidas é o que eu desejo a todos os meus muitos e ilustres leitores.
Ah sim, eu tenho uma resolução para 2009... tomar vergonha na cara. Embora isso pareça meio genérico demais. Que tal essa: aprender que eu não tenho controle sobre absolutamente nada na vida e que não posso me chatear porque nada acontece como eu imagino, tanto para o bem quanto para o mal. Hm, parece bom o bastante. Agora sim, até a próxima volta em torno do Sol!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Felicidade é brinquedo que não tem

Bem, contando rapidamente, já que tenho poucos minutos...
Nessa semana foi o aniversário da minha mãe, e eu tive uma idéia genial. Baixei uma mp3 de tele mensagem e quando liguei deixei tocando. Ela gostou bastante da voz do Cid Moreira ehehe!
Quinta-feira eu e Rachelvis decidimos fazer nossa ceia de natal. Teve tender bolinha, salada, rabanada, gemada, cereja e uva. Nem preciso dizer que sobrou muuuita comida. Também trocamos os presentes de natal. Ganhei uma almofada/travesseiro de diabo, uma plaquinha de feliz natal, uma caneca com meu nome e uma caneta gel roxa. De manhã eu fui comprar meu próprio presente, a estante de livros feita de madeira de demolição e com vidro na frente, tão linda! Já mudei meus livros pra lá, e cabem todos! O armário de roupas está vazio agora.
Hoje é dia de ir para a cidade-sanduíche. Eu ia pegar o ônibus das 18h, e para tanto, liguei 1h20 antes para o táxi. Como Murphy é mãe, o táxi demorou uma hora para chegar em casa!!!111!!1 Já estava planejando mil maneiras de ir para a cidade-cinzenta e de lá pegar outro ônibus, mas ainda tinha vaga no das 20h30. Agora estou na lan-house, porque eu precisava contar como
eu faço tudo dar errado...
Sobre o post passado: eu tinha me conformado em não pensar nessas coisas, afinal nada cai do céu e nunca as coisas vão acontecer como queremos que seja, e se eu quero que as coisas mudem eu tenho que mudar, mas, bem, depois de ter sido tão burra hoje, me pergunto se um dia as pessoas podem mudar para melhor... talvez se eu quiser de verdade ser menos idiota... hm...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Então, é natal... e o que você fez?

Hoje foi meu dia de dona-de-casa desesperada. Varri o quintal, o quarto, a cozinha e passei o rodo mágico também, além de lavar o banheiro. Também cozinhei peito de frango, desfiei e misturei com maionese light e milho(ficou meio doce, mas bom). Além disso passei muita roupa(praticamente todas as minhas meias), e enquanto isso assisti Electroma, filme dirigido pelo Daft Punk. Ele é bem diferente de Interstella 5555... não é uma animação cheia de músicas com um enredo normal, está mais para um desses filmes experimentais, com nenhum diálogo e pouca música. Na história, dois robôs(na verdade pessoas com capacetes, que é como o daft punk normalmente se apresenta) viajam em busca da humanidade e arranjam umas cabeças de látex MUITO bizarras. Mais que isso seria spoiler, mas posso dizer que o filme é muito bonito e as músicas que tocam(que não são deles) são boas também.
Nesses últimos dias não tenho feito nada de útil, como sempre. Como diz a sabedoria popular 'mente vazia, oficina do diabo', então tenho pensado uns pensamentos bem bobos.
como nessa música da Alanis. Agora me deu um sono... eu continuo no próximo post. Se eu continuar com pensamentos idiotas, claro.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Rapidamente passa o velho ano, Fa-la-la-la-la, la-la-la-la

Daí que estou morrendo de preguiça de contar tuuuudo que aconteceu na viagem. Ha! Quem lê pensa que foi über emocionante e cheio de altas aventuras.
Sábado de manhã deixamos o Diomedes no hotel e fomos de carona com dois caras da unipunk. Paramos para almoçar em algum lugar de beira de estrada, e já era em minas, porque o pão de queijo estava muito gostoso. Encontramos uma atriz famosa que está na novela das 6 agora... mas eu só reconheci quando vi bem de perto... é a atriz de amarelo manga.
Chegamos super cedo e já fomos para a casa de campo da Chelvis. Os dias lá podem ser resumidos em comida e arrumação. Eu e a Chelvis ofereceremos serviços de faz-tudo aqui no bairro nobre: montar camas, churrasqueiras, assentos de privada. Ah, também aprendi a jogar truco mineiro!
Para a parte interessante da viagem: o evento. A universidade federal do pão de queijo é graaaaande, e feia como a universidade da cidade cinzenta. A faculdade de letras é meio perdida, mas deu pra achar a sala fácil. Almoçamos e esperamos... e esperamos... apresentei meu projeto 2.0, e, para minha surpresa, lá estava o maior especialista no autor que eu estudo com uma versão impressa e corrigida acompanhando. A Chelvis disse que eu só gaguejei uma vez, o que é uma coisa boa. E o professor vai me mandar um artigo que eu quero ler, outra coisa boa. Ele também fez várias críticas construtivas e disse que o trabalho estava bom. Agora é hora de re-escrever para deixar melhor.
E é isso aí. Preciso sair do pc para me dedicar de verdade à prova de sexta.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Meu amor verdadeiro me deu uma perdiz na pereira

Daí que da semana passada pra essa não tive muitas novidades na vida... mas vim postar porque vou viajar hoje e só volto na quarta. Que férias que nada, vou para a semana de estudos clássicos e medievais da universidade federal da roça grande, apresentar um trabalho publicamente e encontrar o maior estudioso do país do autor que eu estudo. Claro que não estou nervosa... se estivesse, porque leria mangá ao invés de terminar de arrumar o texto não é mesmo? 8-)
Estive lendo Nana online, já que meu futuro orçamento não me permitirá comprar mangás. É tão emocionante ;_;. Eu nunca fui muito de shoujos, mas Nana é cheio das reviravoltas e vai além do 'eu te amo// me ame de volta', além de ser engraçado. Um tema que sempre aparece é a solidão das pessoas por trás de seus relacionamentos... muito triste, principalmente a parte em que eu parei mas não posso falar porque a Luty não quer spoiler e já leu o de Peach Girl mesmo eu avisando que era um.
Na terça entreguei o trabalho final da disciplina de literatura, e o professor passou um curta(média?) metragem durante a aula. La Jetée(atracadouro, em português... procurem no google imagens para esses parênteses não ficarem grandes demais), de Chris Marker. Ele é feito de fotografias em preto e branco, só com uma narração por cima. A história básica é a mesma dos 12 macacos(segundo disse o professor), num futuro não muito distante, há uma guerra nuclear e tudo é destruído, obrigando as pessoas a viverem no subterrâneo. Como não há meios de sobrevivência suficientes lá, eles decidem que o melhor meio é viajar no tempo para encontrar alguma fonte de energia do futuro. Durante essas experiências, dá para ouvir algumas palavras em alemão ao fundo, remetendo às experiências nazistas da segunda guerra. Ah sim, o rapaz que viaja no tempo foi escolhido porque ele tem fixação por uma certa imagem da infância dele, com uma bela mulher e que se passa no atracadouro do título. Achei muito bom mesmo o filme, geralmente quando as coisas são só narradas fica meio sem graça, mas não aqui. Duas coisas antes de parar de falar dele: uma é que só tem uma cena em movimento, que é quando a moça acorda, e a outra é que para caracterizar o futuro eles foram muito espertinhos... só mostrou os rostos das pessoas com verrugas enormes(ok, mancha preta na testa) num fundo escuro. Hm, talvez eu não tenha contado de um jeito interessante, mas vale muito a pena mesmo, vão alugar agora!
Ontem fui fazer compras de natal com a Chelvis... quer dizer, ela ia na confraternização do trabalho enquanto eu ia fazer as compras. No mercado do sorriso amarelo eu queria comprar um panetone em lata, mas os que tinham perto dos caixas estavam amassados. Perguntei pra um monte de tios com óqui-tóqui como fazia para achar um não-amassado, e me fizeram dar a volta no lugar umas três vezes. As latas estavam em cima da seção de iogurtes & outros gelados, e eu tive que pedir para um rapaz que estava arrumando as frutas no balcão para pegar para mim. Ele foi muito educado e pegou uma lata do alto(para não desmoronar a pilha). Depois das compras esperei a Chel voltar... e esperei... até as lojas fecharem(só esperei porque ela disse que ia fazer compras também, não que eu quisesse a companhia dela). No ponto de ônibus, ela ligou para dizer que estava saindo da festa. É claro que não ouvi nenhum pedido de desculpas... sério, eu devo ser muito louca mesmo pra só arranjar amigo complicado...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O post a seguir é resultado da indicação das moças do Mundo Bizarro.
Fuck me dead! I just got slapped with a wet salmon - really - I have not updated this since people stopped clapping and Tinkerbell died... You would not believe I spend all my time in front of a computer. I hope you still love me!

I am not going to post now with setting fire to people wearing Crocs, watching Dexter, just generally being a bitch to the servants, my day often feels wasted from the light through yonder window breaks to I feel like going to bed. I am putting money aside so I can run away. I need some perspective.
I will try to remember I promised you I will update you with my nefarious activities as soon as I get a chance. You wanna test me? I will write more to certain yous; but it might not be you in particular who I write to...
Post meu e da Chelvis, mais ou menos baseado em fatos reais.
Passando só pra avisar que o template de natal taí, apesar de eu não ter conseguido ajustar as cores direito. Se a vida fosse um story teller eu teria uma bolinha em photoshop... o header tá todo n00b.
Se pá eu vou apresentar um trabalho na roça grande. Mais atualizações na minha mais que emocionante vida eu volto.

sábado, 22 de novembro de 2008

A vida que tenho levado me mostra que nunca amei ninguém além de mim

Dia chuvoso dá vontade de dormir... mas para não cair nessa tentação vim aqui blogar de novo.
Dentre as novidades da semana, nada de bom, claro.
Uma é que finalmente levei o pc para consertar a ausência de som e de msn dele, porque a Chel foi viajar nesse feriado. Espero que ele volte na segunda, não tem música direito por aqui >.>
A outra é que ciclo menstrual de 20 dias é um saco. Sabem o que significa isso? 6 menstruações a mais no ano!!! Enquanto mulheres normais têm que aguentar isso 12 vezes, o que já é demais, eu teria 18. Porcarias de hormônios! De que adianta ter mais períodos férteis se não quero filhos nem tenho homem? Só não reclamo mais porque vai que Murphy está lendo e decide fazer um de 10 né, melhor não provocar.
Nessa semana terminei de ler Peach Girl, o mangá que foi interrompido no Brasil. Geralmente não gosto dessas histórias de amores desencontrados, mas os primeiros volumes viciam e me fizeram querer saber demais o que ia acontecer. (Atenção! Se não quiser saber mais vá para o próximo parágrafo) O final é bem bobo... a autora tenta dar um suspense, mas essa história de 'você não sabe o que tem até perder' é um clichê tão desgastado! Além disso a Sae, vilã da história no começo, muda completamente de personalidade da água pro vinho ou vice-versa e acaba virando só uma marionete da autora para fazer as coisas darem certo.
Ainda sobre o mangá, mas sem mais spoilers, queria aproveitar o espaço para dizer o quão ruim é ler esses mangás shoujo(= direcionados para meninas = romances). Mangá shoujo é igual comédia romântica de hollywood, a mesma história contada várias vezes: mocinha encontra mocinho, encontram algumas dificuldades e o final é feliz. SEMPRE assim(sempre sim Chelvis!). E nem preciso comentar o quanto isso é prejudicial para as jovens meninas, que ficam com essa visão distorcida do amor como algo lindo e maravilhoso cujos únicos problemas são os vilões invejosos ou a família que vai contra. Não que eu seja über experiente na vida, mas não é assim que as coisas funcionam... nenhum príncipe encantado maravilhoso vai se apaixonar pela maravihosa mocinha que ninguém nota.
Por falar em comédias românticas, hoje assisti Vicky Cristina Barcelona, do Woody Allen. Achei divertido, apesar dos pesares. A história é bem típica: duas amigas bem diferentes vão espairecer na Espanha, e tanto a certinha quanto a doida acabam se interessando pelo latino galã. Além disso tem uma narração desnecessária no filme, sabe se lá porquê. Mas o desenrolar da história é bem feito, o final não é como a gente acha que vai ser e a Penélope Cruz rouba a cena sempre que aparece. Até porque ela contracena com o Javier Bardem, que tem um personagem bem coadjuvante e a Scarlett Johansson, que têm pouco destaque também, no fim.

Respostas aos comentários:
Samara: o/
chelvis: difícil te animar... quem sabe quando eu for embora?
Josei: Eu entro nessa campanha sim... blog = desabafo, não manifesto ou carta aberta à comunidade no jornal!!
40>0: a capa que é épica... os gatos não têm nome. Colocar nome significa se afeiçoar a eles, e são pixels só, apesar de tudo
Luty: é o coiso de metal do relógio.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ao chegar perto do final, eu nunca escolheria morrer

Daí que ser emo cansa. Demais. E a vida moderna é assim, a gente não tem tempo de ficar se lamentando porque não consegue fazer as coisas. Até porque é bem bobo mesmo se lamentar por não conseguir fazer uma coisa e não se esforçar para fazê-la porque está reclamando que não consegue.
Durante o tempo em que fiquei meio fora do ar, só fiz coisas inúteis, como achar que nada dá certo e viciar em soliaonline. Olha que bonito ficou meu avatar lá:Sem piadas quanto ao fato de ter três gatos na imagem e eu não conseguir nem cuidar de um... eu também não usaria uma capa dessas na vida real.
O header novo se chama 'não sei usar photoshop e dai......', mas ele não vai ficar por aí muito tempo, já que em breve é natal, tra-la-la-la-la-la.
E chega de enrolação! De volta aos negócios, como dizem por aí.

domingo, 2 de novembro de 2008

É o seguinte:
1) Nunca pedi pra ninguém entrar aqui, se não quiser entrar mais porque descobriu agora que eu não presto nem precisava avisar. E eu não disse que achava que ele ia estar bem, nem que eu me achava melhor que quem abandonou, só que achava que isso era melhor que deixar sacrificar o bicho.
2) Não sei como você achou que suas iniciais serviam de assinatura...não faço a mínima idéia de quem seja e honestamente não ligo.
3) Tenho passado por momentos de crise existencial, com vontade de largar tudo, er, como se tivesse muita coisa. Com vontade de largar o mestrado e redefinir a minha vida toda(que sim, se resume a isso). O blog serve para eu desabafar, e quando ele me deixa chorando e mais depressiva do que eu já estava, acho que é melhor dar um tempo.
Aviso aos quatro(?) leitores do blog: entro oficialmente em hiatus. Volto quando eu conseguir parar de chorar ao pensar na vida.
E não, não quero que ninguém tenha dó de mim. Tenham dó dos gatos abandonados por pessoas como eu, que não sabem amar.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Vou transformar todas as cobras em osso

Aproveitando que preciso tomar remédio daqui a quarenta minutos, vou chorar as mágoas aqui no blog.
Lembrei que não contei aqui da pseudo-cigana que me cercou na rua, curiosamente no mesmo dia do show do Gogol Bordello. Pois bem, lá estava eu, indo para o banco, quando uma senhora de dentes cinza e vestuário à la cigana me pára na rua e diz que vai ler a minha mão sem cobrar nada. Vocês sabem que eu não acredito nessas coisas, mas a mulher me cercou e ainda tinha duas delas por perto, então aceitei ouvir as abobrinhas. Ela disse que eu tinha um homem moreno e um branco que gostavam de mim mas eu não tinha nenhum porque uma velha gorda estava fazendo macumba contra mim e por isso nada na minha vida dava certo. Porém, se eu pagasse dez reais, ela ia desmanchar a macumba e me arranjar um homem. Claro que eu disse que não tinha nem dez, nem cinco nem dois, mas não podia sair sem dar nada(vai que ela aumentava a macumba) e deixei minhas moedas com ela. Fiquei com muita raiva disso! Porque, ela achar que eu sou feia e não tenho homem, tudo bem, eu entendo. Mas além disso achar que sou tonta o suficiente para acreditar que isso é por macumba e que pagando dez reais tudo vai se resolver... ah não!
Enfim, domingo fui ao pedalinho com a Rachelvis realizar nosso sonho turístico. Foi tudo lindo e divertido, até a hora de sair do pedalinho. Uma perna foi e a outra não queria ir, e acabei batendo-a com força. Ficou um roxo horrível, mas até que não está doendo mais agora.
Segunda eu assisti Última Parada 174, filme baseado no documentário Ônibus 174, que por sua vez é baseado em fatos reais, no caso o sequestro do ônibus no Rio de Janeiro em 2000 por um rapaz que acabou sendo morto pela polícia antes de chegar na delegacia. Última Parada 174 parece mais um filme de hollywood que um filme tragédia-verdade-pobreza brasileiro. Há muitas coincidências na vida sofrida dos personagens, e principalmente no final que anuncia boa coisas. Além disso, o protagonista tem muitas chances de mudar e levar uma vida fora das ruas, mas ele não quer isso, como se a natureza dele fosse ser assim. Ponto positivo: um dos atores de Tropa de Elite aparece aqui como um representante do Bope que não consegue negociar com o sequestrador, bem irônico.
Terça-feira foi um dia bem tumultuado, saímos para almoçar com a secretária da escola onde a Chel trabalha e, no caminho, ouvimos miados de gato. A Chelvis reparou que saíam de uma caixa de sapato, e lá estava um filhotinho de gato preto chorando. Passamos a tarde toda procurando um lugar onde ele pudesse ficar para ser doado, mas ninguém quer gatos de rua, só cachorros de marca raça. À noite jantamos com a Jayna numa lanchonete tipo EUA anos 60.
Quarta acordei com gripe, provavelmente pelo sorvete do dia anterior(mas eu vi no yahoo que é comum ter gripe na primavera). Nem fui nas aulas, mas tive que pegar o gato e decidir sobre a vida dele, já que a pet shop não ia mantê-lo lá por mais uma noite. A Chelvis, über dramática, disser que era melhor sacrificar o gato do que deixá-lo na unipunk passando fome e frio. Mas às vezes é preciso apostar na sorte, e eu acabei deixando ele numa praça perto de outros gatos, talvez ele fosse aceito entre eles... ser responsável pelo destino de alguém é cruel demais... não quero ter esse tipo de poder de novo.
Hoje acordei ainda gripada, e não fiz nada o dia todo além de sair pra almoçar com a Chel e tomar o remédio que tirou minha febre momentaneamente. Já estava emo antes porque a minha vida acadêmica(na verdade minha única parte da vida onde acontece alguma coisa) ia mal, agora que nem isso eu consigo(essa moleza da gripe me deixa preguiçosa demais) estou pior ainda. E o mundo não vai me pegar no colo e dizer que tudo passa e que um dia vou ser feliz, tenho que aguentar e sair dessa porra de situação sozinha. Eu entendo isso perfeitamente, e concordo que estamos todos sozinhos com as nossas decisões perante a vida. Mas isso não quer dizer que eu não tenha momentos de fraqueza em que eu preciso disso. O que, por sua vez, não quer dizer que eu goste desses momentos.
E, a pedidos, encerro o post com Gogol Bordello \o/!
Essa é a minha música favorita deles:
God-like
E essa é a mais famosa:
Start wearing purple

sábado, 25 de outubro de 2008

Estou voltando para destruir tudo que nos ensinaram errado

Claro que todos vocês estão curiosos para saber sobre o tim festival, mas é claro que preciso contar as coisas menos interessantes antes para manter a expectativa.
Daí que terça chegou uma caixa de coisas para a Chelvis. E cá estava eu no computador quando ela veio mostrar o incrível artefato que reúne colher, garfo e faca numa coisa coisa, tipo um canivete. Eu obviamente nem estava prestando atenção, até que vejo-a correndo e dizendo que se cortou. Até aí, bem acidentes acontecem, fazer o quê. Mas um tempo depois ela disse que não parava de sangrar e que deveríamos ir para o centro de saúde aqui perto. Chamamos um táxi e ela foi com o dedo envolto em guardanapos. No fim ela só fez um ponto falso e levou uma dolorosa vacina contra tétano. Mas o doido foi quando voltamos pra casa e reparemos que tinha sangue dela no chão, no armário e até no xerox em cima da mesa do computador. Ugh!
Hoje fui comprar tênis no shopis com a Chelvis, e acabamos também vendo um filme cujo título em português é tão nada a ver que nem vou falar. Dan in Real Life é uma comédia romântica com todos os elementos típicos: apaixonar, não pode dar certo, alguma briga, dá certo, lição de moral do tipo 'só agora vejo a verdade' e, obviamente, final feliz com direito a casamento. Bem sessão da tarde/filme fofo, e a trilha sonora, do Sondre Lerche, é muito boa.
E agora, preparem-se para um longo relato repleto de momentos histéricos: Tim Festival 2008! \o/
Assim que a Luty me contou que Gogol Bordello estava na lista dos possíveis artistas desse ano já me preparei para pagar quanto fosse para ir. Por sorte, o ingresso saiu por apenas 30 reais. Mas e para achar modo de ir? Nenhuma caravana, nenhum conhecido, nada. Daí a Luty disse que ia junto e a gente voltava de táxi mesmo sem saber se era longe ou perto da casa do Cunhado. A uma semana(ou menos) do show achei uma caravana, ou melhor, uma caravana me achou, e a Luty nem precisou ir mais. Sexta-feira, aulas devidamente canceladas por um motivo tão nobre e lá vou eu ao shopis-parque esperar a van. Esperamos quase uma hora até a menina dos pequenos vales chegar e enfrentamos congestionamento na cidade cinzenta, chegando umas duas horas depois do que esperávamos. O que não fez muita diferença, já que tinha só umas quinze pessoas na nossa frente na fila. Assim que os portões se abriram, uma parte do grupo foi pegar autógrafo do Dan Deacon, que estava jantando(e que foi muito simpático com eles e até desenhou no ingresso). Conseguimos chegar à grade e quando o rapaz voltou com a cerveja disse que estavam dando pingentes de celular com a ameba símbolo do evento. Duas moças da grade se empolgaram e quiseram ir lá pegar, pedindo para que guardássemos os lugares delas na grade. Só que elas nunca voltaram, liberando mais espaço para nós *-*! Não demorou muito e começou o show do Junior Boys. E antes a gente tava 'nossa, que merda, vamos ter que aguentar essa rave antes do Gogol' mas aí eles começaram a tocar e nos surpreenderam, porque os músicos são muito bons! Eu gostei bastante da apresentação deles! E teve uma hora que um dos meninos da excursão escreveu num papel 'take us backstage', mas o vocalista disse ' why do you want to go there? the backstage is boring'. Depois foi o Dan Deacon, amiguinho do pessoal da van. Ele fez o show no meio do público, bem na nossa frente! Mas na frente mesmo, com os fotógrafos quase empurrando a gente pra conseguir tirar foto dele e com um dos meninos segurando a caixa de som pra ele e até great show conseguimos falar pra ele. E a música dele é bem dançante mesmo, e ele toca e canta dançando no meio do povo, todo empolgado, subindo na mesa e tudo o mais. E ele todo interativo também, fazendo o povo dançar no meio da pista e organizando praticamente um túnel de quadrilha. Muito bom! Quando ele vier de novo tô lá, nem que seja nessas raves que duram o dia todo. O terceiro e über aguardado show foi do Gogol Bordello. Gentes, que coisa linda! Cantei até doer a garganta e dancei o máximo que as pessoas me empurrando permitiram. O ponto alto foi Start Wearing Purple. Antes de começar a música propriamente dita ele cantou um pedaço de Morena Tropicana *o* e ficou tomando vinho. Durante a música ele ficou pulando de um lado pro outro com a garrafa, jogando vinho nas pessoas da grade, tipo eu. Nunca mais lavo minha bolsa, só para poder dizer 'essa mancha é do vinho do Eugene Hütz' tiete eu magina? Pena que só durou uma hora! Agora que o vocalista tá morando no Rio bem que eles podiam fazer show só deles... Ah, em uma das músicas o rapaz que estava ao meu lado(e que era da excursão) ficou falando que amava uma das backing vocals. No fim, na hora dos agradecimentos, ela disse que amava ele também e deu uma set list pra ele, e a outra pro outro menino da caravana. Além disso o pessoal também conseguiu pegar baqueta e palhetas. E ainda o vocalista passou no vão entre o palco e a grade dar um oi e deu pra vê-lo mais de perto ainda! Pena que não deu pra agarrar, mas uma outra menina mais pro lado conseguiu driblar os seguranças e abraçá-lo. Depois do show, comprar muita água e camiseta deles e ir embora no meio do outro show do Dj que parecia mais uma balada normal. Ainda tentamos ir até os camarins, mas os seguranças ficavam falando que não era naquela portaria u_U. Por fim, um deles disse que duas meninas conseguiram entrar antes, e que provavelmente não tinham deixado a gente porque estávamos em muitos. Mas valeu a pena só o show e ter cantado e dançado loucamente.
Fiquem com Eugene e sua bermuda com cinto arco-íris e anti-nazismo e o vinho:

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Eu viajei o mundo procurando entender os tempos de hoje

Eu poderia postar sobre como nada nessa vida dá certo e como eu gostaria de jogar minha tradução pela janela, mas vou poupá-los do drama desnecessário.
Esses tempos terminei de ler As Moscas, do Sartre. É uma peça encaixando a filosofia dele na tragédia do Orestes(vocês sabem né, o pai sacrificou a filha, a esposa e o amante mataram o pai e o filho(Orestes) mata a mãe. Eu já falei dessa história e das Erínias em algum lugar do blog. Ou foi no weblogger?). Eu gostei porque a moral da história é que quem é livre e se responsabiliza por seus atos não tem porque ter remorso do que faz, bem existencialista mesmo.
Na mesma área cultural mas no extremo oposto de qualidade, vou comentar sobre a série do Mortal Kombat. Sim, há uma série para a televisão do jogo, centrada na rivalidade entre Shang Tsung e Kung Lao e só tem uma temporada. A série até tenta ser legal, com algumas piadas, Rayden tentando ser divertido, aquelas coisas de dualidade da pessoa e termos que enfrentar nosso lado ruim mas... não dá gentes. Além da série ter efeitos muito toscos por ter sido feita no fim dos anos 90, todas as mulheres na série usam roupas curtas e apertadas e se insinuam pros protagonistas, o enredo não anda, o vilão tem muitos poderes mas não consegue de modo algum matar o mocinho ou seus amigos... e tem umas cenas ótemas, como quando Kung Lao vai encher o cantil de água, fala umas bobagens e tampa como se tivesse enchido(só se for de ar). Street Fighter- the later years é muito melhor...
E nesse fim de semana foi dia de cozinha aqui em casa. No sábado fizemos salada de fruta com 7 frutas e no domingo gelatina colorida(que obviamente não deu certo) e alcachofra com chilli. Tudo muito gostoso e até que saudável.
E antes de encerrar o post, uma notícia boa(finalmente): consegui uma caravana para ver o Gogol Bordello sexta \o\ /o/!
Por fim, admirem a beleza de um terço de alcachofra com chilli.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Que estranho ver você chorar

Aeee tenho assunto menos de uma semana depois! Nada de muito emocionante, mas já é alguma coisa.
Sábado fui comprar ingresso pro Tim Festival \o/! Vou assistir ao show do Gogol Bordello dia 24 *-* nem sei ainda que ônibus vou pegar, mas vou de qualquer jeito!
Aproveitei para ir ao cinema, e na falta de algum filme interessante decidi apoiar o cinema nacional. Péssima decisão. Assisti ao filme do Bezerra de Menezes na maior esperança de que fosse sobre a vida dele, a caridade, a luta contra escravidão... mas no fim era um filme toscamente produzido sobre como ele virou espírita ¬¬!
Segunda assisti outro filme, dessa vez enquanto passava roupa. Não sei qual nome ficou em português, mas é o Scoop, do Woody Allen. É um filme bem sessão da tarde, no máximo engraçadinho sobre uma estudante de jornalismo que recebe informações sobre um assassinato enquanto está num truque de mágica. Nada de brilhante, mas o doido é que me fez sonhar com isso.
Vocês lembram daquele telejornal, aqui agora? Bem, sonhei com a Cristina(também conhecida como alô cristina)! Eu estava num estágio de telejornalismo, e até pensei em desistir do mestrado por ele, porque ganhava mais. Aproveitei também para elogiar a chefa e dizer que era sua fã, e que ela e o cara que esqueci o nome eram a melhor dupla de apresentadores. E durante o treinamento eu senti sono, e pensei comigo mesma "não posso ficar com sono, porque bocejar na tv é muita falta de classe".
É. E esses tempos tenho tido muito ódio das coisas, o que provavelmente quer dizer que estou com ódio de mim mesma. Daí fiz essa header pro blog, com uma foto minha. Ficou ruim, e grande parte da culpa está na minha foto... dependendo do meu humor eu mudo de novo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Vou te mandar um cartão postal com três clichês diligentes

Preparados para mais um post semanal? Mais fácil colocar o blog nos feeds do que ficar entrando todo dia... quer dizer, ninguém entra todo dia em busca dos meus maravilhosos escritos, exceto os que procuram por nomes chiques no google.
Bem, no fim de semana comemoramos o níver da Phanie na lanchonete que serve o sanduíche com o nome da cidade. O aniversário era dela, mas ela que entregou presentes a todas, da viagem que ela fez ao Japão em julho. Eu ganhei uma árvore com Totoro *-* e ímãs de geladeira de =)!!! Além disso, ela fez escala em Amsterdã, e adivinhem só o que ela trouxe de lá 8-). Sim, isso mesmo, um pirulito de cannabis sativa(supostamente), que tinha gosto de mato e não deixou nenhuma de nós (mais) doida. E estávamos nós sentadas do lado de fora, trocando presentes e aproveitando a brisa fresca, quando começou a tempestade, que quase fez a energia de lá cair e jogou pó nos nossos olhos. Quando eu e a Lu chegamos em casa a energia tinha acabado há algum tempo e minha mãe nos recebeu com velas. Mas a energia voltou logo, de madrugada.
Nessa semana terminei de ler Frankenstein de Mary Shelley, um clássico que só li para a aula mesmo. Mas eu gostei bastante! Claro que com a explicação do prof entendi bem melhor, mas enfim. Resumidamente, é uma narrativa rocambole que começa com Walton, que deseja navegar até o Pólo Norte para achar o ponto magnético da terra, contando à sua irmã como encontrou Frankenstein(que apesar do nome é italiano) e como este último contou-lhe sobre sua monstruosa invenção. No meio da narrativa do Frank ainda tem a história de como sua criatura educou-se e virou do mal. Dá pra discorrer muitas horas sobre o livro, então vou só contar o que foi dito na aula de interessante. Primeiro, o contexto histórico: revolução industrial inglesa, invidualismo e produção em massa provocam o surgimento da chamada literatura fantástica e seus monstros e tabus superados pela psicanálise(ponto discutível). O professor falou que as descrições da natureza usadas no livro(que são uma inovação) servem para evocar o sublime(esse sentimento meio avassalador de que você é um nada mortal) e para contrastar com a descrição da vil criatura. No colóquio Rousseau tinha uma apresentação sobre o filófoso e o livro e, apesar de não ter visto, creio poder explicar a semelhança... do meu jeito. A criatura, assim como Rousseau, ama a humanidade, mas não recebe amor de volta(por motivos diferentes, claro) e decide então vingar-se. Rousseau, na análise psicanalítica(não briga comigo Léo) de Starobinski, pela sua inabilidade social, decide se afastar da sociedade para provar seu valor. No livro, quando criador e criatura discutem, o último diz que vai se afastar da sociedade e morar na américa do sul(XD), porém o doutor diz não acreditar nisso, porque ele vai querer voltar e vai exigir o amor dos homens, e vai se revoltar uma vez mais por não ter obtido. Não achei assustador, mas na época devia ter sido bastante.
E fiiiiinalmente terminei o segundo livro da... heptalogia(?) Em Busca do Tempo Perdido. Esse volume se chama "À sombra das Raparigas em Flor" e fala justamente das paixões adolescentes do protagonista. Primeiro com Gilberta, a filha do Swann(o do primeiro volume, lembram?), e depois com todas as garotas do grupinho de Balbec, nas férias de verão. Pode não parecer um tema lá muito interessante para ocupar 420 páginas, mas Proust não ganhou toda a fama à toa. A visão dele dos amores de adolescente não é como se ele estivesse vivendo os de novo, ele é bem lúcido e explicativo em suas considerações. E com isso eu quero dizer que ele não é nada romântico. Por exemplo, ele sabe que o amor é mais idealização do que algo de verdade, e que quanto mais conhecemos a pessoa vamos trocando as informações ideais imaginadas pelas verdadeiras, que são sempre menos interessantes. Claro que com isso ele não quer dizer que o sentimento não era verdadeiro, ele só tenta justificar porque tomou essa ou aquela atitude. Por exemplo, em Balbec, quando ele está em dúvida sobre qual das meninas ele gosta(na verdade ele gosta de todas as raparigas em flor), primeiro ele pensa que tem que ser Albertina, mas quando Gisela se junta a eles por um momento e depois deve ir embora, ele acredita que ela o ama e que é recíproco, e que eles ficarão juntos e terão juras de amor, mas quando ele perde o trem para despedir-se dela, volta suas atenções para Albertina. Mas é claro que o que mais me emocionou foi a parte da Gilberta. Primeiro ele a vê e já se apaixona, depois consegue ser amigo dela e por fim, depois de uma briga muito pequena, decide se afastar ao invés de pedir desculpas, para ver se ela vai sentir falta dele e assumir que sempre o amou. Ela sente falta da amizade dele, mas ele continua bancando o difícil, achando que assim vai se valorizar aos olhos dela, até vê-la na rua com outro homem e se decepcionar. Ficou um resumo bem resumido, mas as divagações dele sobre como um dia ela vai dizer que o amava e ele vai dizer que a amava também me pareceram bem familiares são muito bonitas. Ainda bem que os primeiros amores passam.