sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Se alguém cair, serei eu e não você

Caros leitores, que vergonhoso eu precisar praticamente implorar de joelhos e agir histericamente para atrair comentários. É esse tipo de comportamento que faz com que programas de televisão sem conteúdo mas muita polêmica tenham uma grande audiência. E taí uma coisa que esse blog não tem: audiência conteúdo polêmica.
No entanto voltei com apenas um pouco mais de drama. Descobri que cuidar da casa é uma ciência extremamente complexa, na qual deve-se pensar em tudo ao mesmo tempo. Muitas horas, na cozinha, eu acabava esquecendo de uma coisa. Olhar três panelas no fogo e fazer a salada até que era fácil, mas para servir a mesa eu sempre esquecia de entregar os talheres, ou de pegar guardanapo. Às vezes esquecia de ver se sobrava comida do almoço pra janta e pedia pro meu pai esperar vinte minutos enquanto fazia arroz. Admiração pela minha mãe cresceu mais ainda.
Finalmente alugamos muletas para minha mãe se movimentar no banheiro, não sem alguma confusão. Da primeira vez não conseguíamos achar a rua, desta esquecemos o endereço e ficamos só com as anotações do meu pai. Chegamos na rua e tivemos que dar uma grande volta até achar o número. Lá, mamãe não queria sair do carro com o andador, e sim com muletas, e o dono da loja ficou falando que só queria o bem dela e quase que saía briga, ainda bem que meu pai estava sem o aparelho auditivo e não deve ter percebido o senhor alterar o tom.
Amanhã vou para a cidade dos ventos, devolver ao Herr Rennó o livro que ele pegou na universidade da cidade cinzenta para mim. Antes de dar a notícia aos meus pais minha mãe ficou falando que eu não podia me sacrificar, que eu deveria pensar em mim também e que estava ajudando bastante. Depois que contei veio o drama, reclamações de abandono, ela até disse que sem mim aqui até poderia voltar a fumar. Sério, já sou uma pessoa indecisa, não aja assim comigo! Mas enfim, voltarei e dessa vez(aham) a dissertação anda. Além dos estudos preciso pegar o relógio no conserto, mandar consertar o computador, pedir um cartão novo no banco e claro, ver filmes comendo pipoca.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quem sabe se é constante

Bom, só não cansei mais de reclamar sobre a minha vida do que da falta de comentários do blog apesar de saber que as pessoas leram, mas mesmo assim preciso postar, assim, de mim para eu mesma.
Vim para a cidade sanduíche para acompanhar a cirurgia de remoção de cisto do pé da minha mãe, com algumas roupas e um livro. Ela já tinha feito uma cirurgia parecida, só que na mão: tinha sido rápida e ela foi pra casa no mesmo dia, ainda sob efeito da anestesia. Então fomos eu e papis para o hospital, para uma cirurgia que ia começar às 7h. Deitamos em duas espreguiçadeiras e nem vimos o tempo passar. Minha irmã ficou ligando para perguntar da cirurgia, e a gente lá, morrendo de sono, sem se tocar. Lá pelo meiodia fui me informar e uma enfermeira disse que ainda estava em cirurgia. Às 14h passei por lá de novo e dessa vez disseram que ela estava acordando da anestesia. Minha mãe chegou no quarto lá pelas 15h, e passou o dia vomitando o que comia, devido a medicação. Na manhã seguinte o médico fez uma visita e disse que na verdade a cirurgia não foi só remoção do cisto, que ocupou metade de um osso e que ocasionou um enxerto de um osso perto do joelho. A culpa toda é de uma tendinite que ela tem há anos e nunca cuidou, logo, ferrou esse tendão e mais outros dois do pé, e a cirugia acabou mexendo em nervo e artéria também. Ela saiu do hospital em alguns dias, porque continuou vomitando até cortarem quase todos os remédios. Pausa no relato dramático para comentar sobre o que fiz enquanto ficava com minha mãe no hospital vendo a dormir e vomitar. Comer comida de hospital é fácil para quem tem anos de bandejão, e dormir em espreguiçadeira também, para quem dorme até em ford ka. Enquanto minha mãe dormia, terminei de ler As You Like It, comédia de Shakespeare, que deve ser famosa mais provavelmente por causa do discurso 'all the world's a stage'(que na verdade era o lema da companhia de teatro dele, e como todos sabemos é uma expressão famosa desde os tempos de Luciano). Aliás, o personagem melancólico é o melhor, o enredo da moça cujo rei perde o reino e se veste de homem e encontra quem a ama é meio blah. Também terminei de ler A Montanha Mágica, de Thomas Mann, sobre um rapaz que vai visitar seu primo doente em uma estância nas montanhas e acaba ficando por lá, aprendendo sobre psicanálise da doença, biologia e muita discussão filosófica humanista/medievalista. Achei o fim bem triste, e mais triste ainda é ler no hospital confortavelmente deitada em uma espreguiçadeira. Rolou toda uma identificação com o Hans Castorp, além do fato de estar fazendo companhia a alguém no hospital, também sinto que minha falta de decisão na vida é disputada por Settembrini(Herr Rennó e Mlle Torlay) e Nafta(tio Dos Santos).
Voltando ao relato dramático, fomos alugar cadeira de rodas. Já em casa, esse domicílio gigante e imensamente confortável, a cadeira mal passa pelas portas, e em alguns cômodos nem entra. Já tiramos várias lascas das paredes e toda hora minha mãe faz cara de preocupação porque acha que estamos estragando a cadeira alugada. Também somos muito bons em serviços domésticos: sempre tem louça na pia, ninguém está passando roupas e o arroz fica sem tempero. Um dia, de troco, provavelmente, minha mãe viu uma mosca no peru e disse que se quiséssemos continuar comendo tudo bem, mas ela não queria mais. No dia seguinte, larvas infestavam a carne no prato do meu pai(ECA). Agora minha mãe está aceitando alguma faxineira/cuidadora ou qualquer coisa assim, mas já chamamos três e todas estão nos enrolando? Como diria minha mãe, na minha época as pessoas gostavam de trabalhar. Bem, é isso, minha vida não tem sido muito além de ver se mamãe precisa de alguma coisa + ficar brava porque ela quer fazer as coisas sozinha + coisas de casa + internet no tempo livre ao invés de estudar.
Bem, comprei(er, meu pai me comprou) um celular novo estilo pobre querendo ser rico, que tira foto e toca música, já que meu velhinho voltará para a verdadeira dona(a chelvis) e um par de tênis com detalhes em lilás. E é só. Volto com mais histórias cheias de suspiros, angústia e dores quando alguém comentar OUVIRAM?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Eu te vejo andando por um sonho

Bem, eu disse que estaria de volta antes da cirurgia e cá estou eu, correndo para escrever o post nos 45 minutos restantes que tenho aqui na lan house.
Durante essa semana que passou o maior acontecimento(além da conexão intermitente que quase me fez chorar) foi o cartão do banco dos servidores paulistas. Meu cartão estava inválido, e a moça da agência do centro disse que novos já tinham sido emitidos. Fui à minha agência, a qual não existe mais e foi englobada por outra do outro lado do campus. Lá o rapaz me informa que os cartões ainda não foram feitos e que a única coisa que eu poderia fazer era tirar dinheiro direto do caixa, mas isso poderia fazer na agência do centro. Novamente no centro a moça do caixa diz que não é possível retirar dinheiro ali, já que eles não tem a minha assinatura. Volto à minha nova agência distante e mais informações contraditórias: os cartões já foram feitos e quem não tem ainda deve com urgência falar com o atendimento. Consegui pagar o aluguel no caixa, pelo menos, e quando voltar eu peço o cartão de novo. Que bagunça, só não reclamo(mais) porque é o dinheiro da bolsa e em julho encerro a conta lá.
Bem, também vi alguns filmes em noites(dias?) de não conexão.
Primeiro vi o queridinho do povo, Avatar, em 3D. Tinha uma fila imeeeeensa, e no shopis imperial estavam até avisando por altofalante quais sessões estavam esgotadas. Como bem disse tio Dos Santos, fui vítima do marketing, porque o filme é realmente como parodia South park no episódio Smurfs. Tem coisas bonitas, claro, como algumas paisagens e a natureza que brilha no escuro à noite, mas a história é tão... tão... tosca. Se quiserem ver um filme bonito e com mensagem ecológica de verdade assistam ao filme francês Home, que é bem melhor.
The Killing, ou o Grande Golpe, é o terceiro filme do Stanley Kubrick, e, para mim, é um predecessor de Onze Homens e um Segredo. No filme, um ex-presidiário planeja um roubo milionário em um hipódromo, cheio de detalhes, mas nada dessas coisas tecnológicas de filme novo. Uma inovação(dizem os outros sites) é a narrativa não-linear, e o desfecho é realmente surpreendente e bom.
Sherlock Holmes é um filme divertido, embora não tenha o mesmo clima dos livros. Aqui o detetive também deduz coisas incríveis de pistas que passam desapercebidas, mas tem muito mais ação e explosões e até um interesse romântico(o que, obviamente, diminui o filme pra mim). Os diálogos são bem feitos e lembram House, é claro(preciso reler os contos, Watson parece ter um papel menor neles). Outro ponto positivo é a trilha sonora, com Haydn, Mozart e The Dubliners.
E mais uma para a seção 'coisas que só acontecem comigo', ou como Herr Rennó diria 'isso é Lei de Dummy, não Lei de Murphy'. Sempre compro passagens de ônibus online, porque é mais prático. Mas na hora de pegar a passagem, ó da digitação, meu nome nunca está na lista X. Sempre está X^yz, e eu sempre esqueço de mudar no cadastro(se é que isso é possível, preciso achar um link). Então os atendentes da empresa procuram pelo nome sem o acento e não acham. Então procuram com trema, acento agudo, acento grave, barra invertida, barra, e nada. Um deles me perguntou 'qual tecla a senhora usou' e eu 'a do acento circunflexo, do lado do cedilha'. 'essa?' {NÃO ESSA LETRA É P, E NÃO CEDILHA} 'não senhor, a de baixo' 'essa?' {MEU ESSA É DOIS PONTOS!!!!} 'não, a de cima' . Um até conseguiu fazer o til, mas nada de circunflexo. Aí vai chamando os outros atendentes, e todos errando, e eu me perguntando se deveria indicar onde fica o shift e o acento circunflexo. Finalmente, decidem imprimir pelo número da minha poltrona. SE PODIA FAZER ISSO PORQUE NÃO FIZERAM DEPOIS DAS PRIMEIRAS CINCO TENTATIVAS???? Sério, me controlei loucamente para não xingá-los ou corrigir o poster que dizia 'dás 6h ás 11'.
Fico por aqui. Volto quando acontecer outra coisa além da cirurgia.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Nenhuma esperança perdida

E cá estou eu de volta da cidade cinzenta, após uma longa e emocionante semana(aham).
Festas de fim de ano são sempre a mesma coisa, parentes, presentes e comida. De vez em quando roupa nova também. É o tempo em que não sinto culpa de tomar litros de refrigerante e comer muito chocotone e carne. Além disso é a única semana em que jogo baralho até tarde também. Jogar buraco é a herança cultural da família da minha mãe. Também tenho que ouvir pessoas dizendo o quanto sou inteligente e desperdiço minha inteligência estudando(!!!!!!) quando poderia estar prestando concursos que são estáveis e pagam bem. Outra coisa sem noção é perguntarem se não canso de ler. Eles cansam de ver novela, por acaso?
Não passeei muito. Dia 27 fui ao bairro oriental comprar um presentinho pra chelvis com minha mã e minha irmã. Vimos um homem vestido com uma placa com escritos da bíblia em português e hebraico cantando em japonês, muito bizarro. Como a cidade cinzenta é a nova iorque brasileira, tinha um casal francês perdido na padaria do bairro oriental, e eu fui ajudar. Fui de tanta ajuda que confundi maçã(pomme) com batata(pomme de terre), e esqueci como era morango em francês. Se meu professor fica sabendo retira o 'excellent niveau' que me deu esse semestre. À noite montei espetinhos para o churrasco de ano novo, e não me machuquei. Em compensação, milhões de baratas saíram de uma rachadura no quintal dos meus tios, por causa da chuva. Gastaram muita vassoura e inseticida naquela noite... Na manhã seguinte, mais baratas e minha mãe e minha tia foram visitar uma tia em outra cidade. Meu tio tacou concreto na rachadura do quintal, e as baratas sumiram.
Dia 29 fui passear com a minha irmã querida. Fomos para a mais paulista das avenidas, como diriam os repórteres da rede globo. Primeiro a um cinema onde não se come pipoca(cinema de verdade, diria o sr.Pascoal) assistir a um filme alemão, Hanami, sobre um casal de idosos, seus filhos, e o que é importante na vida. Belas paisagens do Japão e algum choro. Em seguida fomos à Casa das Rosas, local belo e cheio de livros, ou seja, mais belo ainda. E igualmente caro! O salgado era sete reais, ou algo do tipo. À noite fui para a casa nova da Luty, um apartamento que ela divide com moças que não estavam lá. A ducha é tãão forte *-*! Pena que o ralo não aguenta, e acabei inundando o banheiro. Ainda bem que não tinha ninguém além de nós. No dia seguinte saí para fazer compras em um outlet da minha marca favorita e depois para acompanhar a Luty na busca de um presente para a sogra dela. Fomos para um shopping chique, onde uma loja da hstern vendia um colar liiindo por 170 mil(olha a dica hein pessoal). Assistimos A Princesa e o Sapo só para comer pipoca. É uma animação para crianças sobre princesas e sapos e amor, então nada de mais, só algumas cenas eram bem bonitas, como o sonho do restaurante e os vagalumes. Lá na área de lazer tinha um fliperama(sei lá se esse é o nome certo) de mario kart! Tinha até uma câmera que tirava foto para colocar no jogo. Pena que não deu para jogar junto, porque só tínhamos um cartão. De lá voltei de trem pra casa, quase me senti uma trabalhadora após um longo dia de labuta.
Dia 31 queimei meu dedo enquanto fazia creme pro pavê. Tinha esquecido o quanto arde! Afe, ainda bem que agora está bem melhor. E à noite comi rabanada feita pela minha tia e vi fogos, alguns muito bonitos, pareciam estrelas. Dia 1 foram poucos parentes(acho que a cada ano vai menos...) e devorei os corações de umas 50 vadias galinhas.
Para quem estava interessado(?), é isso. Volto antes da cirurgia da minha mãe.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mas eu percorreria 500 milhas, e mais outras 500

E chegamos ao fim de mais um ano no blog! Apesar de hoje ainda ser dia 24, viajo para a cidade cinzenta amanhã de manhã e só volto em 2010.
Ficar na cidade sanduíche nunca é nada muito diferente: comida, computador, pai contando as mesmas histórias da infância e mãe reclamando do pai e da irmã. De natal ganhei dinheiro, e juntamente com a Luty(caso ela me pague) demos uma sessão no spa pra mamis e um violão pro papis. Surpresa, claro, então ouvirei mamãe reclamar eternamente que ela foi com uma roupa não arrumada a um lugar chique e papai dizendo que gastamos muito dinheiro com ele.
Terminei de ler o mangá de Tsubasa Reservoir Chronicle, e o seu irmão, XXXholic até onde foi lançado.Vocês sabem a história básica né, em TRC há várias dimensões paralelas, um mago do mal faz com que as memórias da Sakura se dissipem e guerreiros de dimensões diferentes com objetivos diferentes acabam indo atrás das penas. Desculpinha da clamp para reciclar praticamente todos os personagens de seus mangás com muitas cenas de ação e uma história MUITO maluca. Horrível. Já XXXholic é um mangá com personagens e histórias inéditas. Watanuki é um jovem colegial que de repente se vê empregado em uma loja espiritual pela bruxa Yuuko, a que deu aos viajantes de Tsubasa a capacidade de viajar pelas dimensões. Não é o melhor do clamp também, mas ao menos tem uma moral mais definida, como 'cuidado com o que deseja' ou 'não se sacrifique pelos outros pois eles se preocupam com você'. O ponto fraco é certamente a relação com o outro mangá.
Agora, comemoração dos 500 posts! Onde estávamos em:
post 1:Primeiro post na verdade é um 'nya', para testar o blog. reclamando do weblogger. Ainda tínhamos esperança de que ele voltasse à vida...(dezembro 2005)
post 23: é o post de 4 anos atrás do post passado. (dezembro 2005)
post 100: avisando que os títulos dos posts teriam música daquele dia em diante e avisando também da viagem de carnaval para o sítio do Herr Rennó. ( fevereiro 2006)
post 200: eu reclamando do calor do inverno e das coisas que queria ter feito e precisava fazer. Nada mudou... (setembro 2006)
post 300: bondencontro num recanto fora da cidade, um dos últimos, provavelmente. (fevereiro 2007)
post 400: post longo, com direito até a dolls e respostas aos comentários. Inclui festas de família, problemas hidráulicos e memória celular. (abril 2008)
Bem, além disso, gostaria de perguntar aos fiéis leitores quais os posts favoritos de vocês(se é que lembram de algum) ou algum teste que eu fiz, ou história minha sem noção.
A retrospectiva de 2009 é: indecisão-solia-mahjong-mestradoq-idiomas-internet-internet-internet-solia-plantsvszombies-timemanagementgames-indecisão-solia. Além disso emagreci, mas vou voltar a engordar tudo de novo em 2010, porque exercícios são coisas muito chatas, ou são legais e fodem meu pulso. Li Proust e me apaixonei, e recomendo a todos. Odiei ainda mais a humanidade, mas mesmo assim conheci muitas pessoas, algumas legais. Fui chamada de emo, esnobe e bonita. Amadureci, estudei, mas nunca o suficiente, e não é porque me cobro demais. Continuei a mesma em muitas coisas ruins também, e me dói pensar que serei assim para sempre e que talvez não queira mesmo mudar, não importa quantos anos passem e quantos posts pessimistas eu escreva.
Bem, não gosto de medir em anos bons ou ruins, mas espero que em 2010 eu resolva o que fazer da vida e faça direito. Aos leitores, que tenham uma boa vida, e decidam comentar em todos os posts.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

No natal passado, te dei meu coração, mas no dia seguinte você jogou fora

Acreditem ou não, este é o post 500 do blog. Após 4 anos de constante declínio na produtividade de posts, atinjo o marco semi milenar. Claro que eu poderia fazer um especial do blog, e farei, mas antes, o que fiz nessa semana.
Sábado fui à apresentação de flamenco da Chelvis, ainda meio morrendo do resfriado. O número dela foi bem bonito e complexo, o problema foi a apresentação de dança do ventre que aconteceu na segunda metade do espetáculo. Olhem pra minha cara e vejam se pareço gostar de ver moças rebolando as coisas no funk das arábias... Filmei e a amiga da chelvis da cidade cinzenta, vamos chamá-la de Lulu da Pomerânia, a Lulu tirou fotos com sua máquinha super chique dos eua, e vai vender os cds com fotos e filmes para as alunas.
Quinta-feira(com ou sem hífen?) fui assistir à uma apresentação única de dança barroca. Única porque a disciplina não será mais dada na unipunk. As pessoas não estavam muito a caráter, mas algumas tinham máscaras, e a música era ao vivo. Foi como nos filmes que retratam o século XVII, achei muito legal. Bem, a professora dançando foi, os alunos deixaram a desejar, quase lembrei das apresentações da educação física ehehe!
Mais à noite fui com o Violinista e o 6 na casa de... Deus, para conversar e ouvir música. Eles tocaram uma versão horrivelmente assustadora de Noite Feliz, arranjada por Alfred Schnittke. E depois ficaram improvisando altas coisas, pena que minhas pilhas morreram. Uma hora o 6 se entediou, ou ficou com dó de eu ser a única não música e começou a me alfabetizar.
Bem, 500 posts em 4 anos. Vamos fazer uma retrospectiva rápida. O que estava eu fazendo há exatamente 4 anos?
-2005 - indo ao amigo secreto do grupo de jovens fãs de animação japonesa da cidade sanduíche. Poxa... faz tempo mesmo...
-2006- formatura da tia Funny na cidade cinzenta. Bons tempos de festanças...
-2007- muitos filmes. Fim do curso da pós da cuspe do qual me lembro muito pouco hoje. Bons tempos de fim de graduação...
-2008-voltando para a cidade sanduíche e sendo pessimista, igual a esse ano. Ceia de natal com a Chelvis, que não quer fazer esse ano.
Algumas curiosidades:
-o blog começou no weblogger, e era meu e da Luty, mas ela desistiu porque queria confete nos posts dela e nunca tinha.
-Comecei a colocar letras de músicas nos títulos em fevereiro de 2006.
-Troquei de template inúmeras vezes, mas esses tempos cansei e só troco a imagem do topo.
- Tenho 44 marcadores(q/ nem eu sabia que eram tantos!), o mais usado é o de filmes, em seguida lei de murphy, e então vem livros.
-edit -reparei que um dos posts era só rascunho, então esse é o post 499. Post 500: resumo do ano e do blog, aguardem(ou não).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

É o humor que estou...

Daí que essa semana fiquei resfriada e de molho, fazendo absolutamente nada. Sério, que coisa horrível! Só assoar o nariz e ficar no computador. Não nasci para isso. Também não para trabalhar, mas enfim... aproveitei para atualizar os links, embora tenha esquecido de mais da metade deles. Aproveitei e fiz uma conta no famoso 'me adiciona', não que eu queira adicionar ninguém, mas para reunir links diversos.Para o post não ficar muito vazio, testes...




Your Sloth Quotient: 63% -- haha mentiiiira!!!

You're a pretty lazy person, and you relish in your own sloth.
While being lazy does feel good, you're missing out on the really good parts of life that take a little work.






You Are a Haunted House - eba!


You are a deeply complicated and sometimes deeply disturbed person.
You can't help but be attracted to the dark side of life - even when it's pretty gruesome.
In relationships, you are honest and real. So real that it's definitely a little scary.
You don't fake it or play along just to get along. And people either respect this... or deeply resent it
Your life is thoughtful, deep, and even philosophical at times.
You see the world as it is. You don't sugar coat anything.
Facing and fighting your fears is important to you. You believe that too much of life is whitewashed.
You're not too morbid... you just believe that you can't enjoy life without exorcising a few demons first!
At your best, you are brave, intense, and fearless.
Not only do you face the abyss head on - you challenge your friends to do the same.
At your worst, you are depressed and morose.
If you're not careful, your thoughts take over your mind... and they aren't pretty!






Your 80s Hunk is Jason Bateman - nem conheço


Back in the 80s, you would be a typical cute girl next door.
So it's no surprise your guy is the ideal guy next door.
You go for a guy who's sensitive, sweet, and sexy without knowing it.
You prefer to be with a guy who focuses his attention on you... not showing off!







Your Vocabulary Score: A-


Congratulations on your multifarious vocabulary!
You must be quite an erudite person. - aham /not


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Decore os salões com ramos de Ilex

Daí que hoje estou resfriada, menstruada e com estudos mega atrasados. Qual a primeira reação? Ir chorar na cama a tarde toda com um rolo de papel higiênico, é claro! Mas, como vocês sabem, decidi não ser mais uma criança mimada que chora sempre que as coisas não dão certo, e vim postar no blog para ter a ilusão de estar fazendo alguma coisa útil.

Vou esquecer de algumas coisas no meio do caminho, mas vamos lá.
Fui à feira do livro na cidade cinzenta, e nem comprei muita coisa, considerando que dois livros eu já li mas queria ter em casa e dois outros são presente. Encontrei e conversei com o magnânimo Herr Rennó, que ainda pegou um livro para mim na biblioteca(sim, eu só me aproveito dos meus amigos).
Na terçafeira(agora escreve junto?) seguinte foi a apresentação de roda de hamster. Fiquei nervosa mas no fim deu tudo quase certo. Um dos meninos foi pro lado errado numa hora, só que ficou parecendo que eu é que tinha errado. Perguntei ao Violinista se tinha sido tão ridículo quanto ele esperava, e ele respondeu 'muito mais' e que, no entanto, fora a melhor da noite. Fiquei até o fim, já que as apresentações da rachelvis foram todas no final, e sofri demais com as apresentações alheias, principalmente com as de pular corda, que o povo errou tudo. Também, quem é monitor dessa atividade né chelvis...
No fim de semana voltei à cidade cinzenta para o aniversário de uma pessoa palhaça que visita o blog e nunca comenta, portanto não darei parabéns nem muitos detalhes aqui. O que importa é que fomos ao boliche e eu, mesmo com problemas no pulso e não devendo jogar, joguei e fiz um strike e um spare \o/! Dormi no apartamento de uma moça que sempre cede a casa ao povo e fui embora domingo.
De filme, acho que vi mais coisa mas não lembro? Então o review ou resenha ou resmungo de hoje vai para Do começo ao fim, polêmico filme brasileiro sobre o incesto de dois irmãos. E só. Nenhuma atuação memorável, roteiro sem graça de filme romântico e buenos aires parece uma cidade sem graça. Até as bee que estavam no cinema falaram 'cabô? assim?' quando acenderam as luzes. Claro que é um filme inovador por tratar desse assunto como se fosse um filme romântico qualquer, mas essa virtude é o erro do diretor também. Sem tensão, sem história e tem aquelas coisas óbvias como falar do collor pra mostrar que hoje em dia eles são adultos, aí eles passam por um cemitério e a babá não quer deixar entrar porque morte não é coisa de criança e meses depois alguém morre, e uma hora a criancinha fala pra mãe nunca deixar prenderem eles numa gaiola, embora não se toque no tema do preconceito. O pior de tudo, porém, é quererem que eu acredite que os irmãos só se tocaram depois que a mãe morreu, quando o mais velho devia ter uns 27 anos. Enfim, só valeria a pena se as cenas deles pelados tivesse um com o pau duro ou algo assim.
Li Eterno Marido, do Dostoievski, pelo meu projeto de ler tudo que ele escreveu. É sobre um marido que vai visitar o amante quando a esposa morre. O título vem da descrição que o amante dá do cara, que ele é desses que nasceu para ter uma esposa e aguentá-la e sustentá-la. Pode parecer um drama, mas na verdade tem muito suspense, e os personagens não são óbvios. Duzentas páginas que passaram voando, recomendo.
Agora sim posso ir pra cama chorar e ter dó de mim mesma. Ou posso sair na chuva e comprar o chá de vick que minha mãe sempre fala para eu tomar quando estou resfriada. Ou posso jogar mahjong...


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tentamos ser fieis, mas estamos traindo

Quinta-feira vou à feira do livro na Cuspe, mas como hoje é o dia internacional do livro, que tal um post? Mesmo que vocês tenham sido todos putos e não comentado no post anterior.

Enfim. Aproveitei o feriado para terminar umas tarefas e coisas do mestrado, e também fui assistir 500 dias com ela, cuja trilha sonora possui duas (boas) músicas da Regina Spektor. A propaganda do filme é que não é uma comédia romântica, já sabemos de cara que o romance não vai dar certo, &c. Não acreditem(e aí vem spoilers). Basicamente o cara se apaixona, namora, mas a menina não tá assiiiim apaixonada e acaba. Ele fica arrasado, mas supera e termina conhecendo outra garota, fim. O amor ainda existe e é lindo e se não dá certo era porque não era a pessoa certa. Meigo demais pra mim, e além disso é aquela velha história da moça bonita conquistada pelo cara legal. Morram todos.
Além disso fui visitar com a Chelvis a Jayna e o Jayno na casa deles. Almoçamos em um restaurante vegetariano que não tinha lá muita opção em salada e de sobremesa algo igualmente saudável, chocotone com sorvete. Conversamos, vimos foto, tiramos foto, e fomos embora.
Hoje, lendo um artigo, me irritei demais. A moça escreveu 'AUTOR, op. cit.', mas não tinha citado nenhuma obra dele antes. Devia ter recortado de algum capítulo da tese e não se tocou. Grrr! Pelo menos tem uma bibliografia.
Assisti a mais filmes esses dias. O primeiro é 'A onda', filme feito para a televisão e que inspirou o filme alemão do ano passado Die Welle. Na verdade ele foi baseado em um 'experimento' feito por um professor de história dos eua. Os alunos ficavam perguntando como foi possível que os alemães deixassem hitler matar milhões de judeus, e como que não eram todos nazistas mas apoiavam o nazismo, &c. Então ele teve a ideia de disciplinar os alunos, e fazê-los sentirem como se fossem parte de um grupo. E o povo aceita muito facilmente e gosta, e convida outros alunos, até que começam a bater em quem não é do grupo e agir como os fascistas. Então o professor avisa aos participantes da onda que tudo é parte de um projeto maior e que irão conhecer o líder em breve. E o líder, tchanan, é um filme do Hitler, e assim ele ensina aos alunos. Só fiquei triste pelo aluno excluído que ia voltar a ser excluído. A moral da história(real) é que ninguém presta mesmo... ficam falando mal de hitler como se fosse o demônio, mas se estivessem no lugar dele fariam o mesmo, matariam/deixariam morrer qualquer minoria.
Assisti também Hedwig and the Angry Inch(cuja título aqui ficou 'rock, amor e traição', mais brega impossível), refilmagem de um musical meio cult. A história é cômica e dramática e principalmente bizarra. Hedwig é uma cantora(?) de punk(?)/glam que vai contando sua história através das músicas em pequenos shows de restaurante. Ela na verdade é Hansel, um rapaz que morava na Alemanha oriental, até conhecer e se apaixonar por um militar americano, que casa com ele e leva pro eua. Mas para casar, ele força o jovem a fazer uma cirurgia de mudança de sexo. A cirurgia não dá muito certo e ele acaba ficando com uma polegada de pênis(ahn-ahn)e é abandonado pelo marido. Em seguida se apaixona por um adolescente que o larga e ainda rouba suas músicas. Parece um dramalhão, mas é engraçado e tem boas músicas, como a abaixo. Além disso tem inspiração em uma parte do Banquete de Platão e Hedwig diz que foi chutado da universidade depois de apresentar um trabalho chamado 'You, Kant, always get what you want'.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sua presença domina os juízos feitos de você

Daí que essa semana foi a semana da primeira vez. Fiz altas coisas pela primeira vez.
Em ordem cronológica: segunda cortei o cabelo do Violinista, porque ele não queria pagar um cabeleireiro. Ele só estava com uns mullets horríveis, então taquei a tesoura de cortar papel e cortei. Até que ficou bom por ter sido a primeira vez, ele só reclamou de umas duas coisas depois. Depois, indo à unipunk bandejar de carona no carro do Seis, um carro bateu atrás, anotamos a placa e depois da janta fui pela primeira vez a uma delegacia. Como já era noite estava bem vazia e não muito emocionante, mas aprendi que policiais não gostam de piada nem sabem português.
Já na terça eu fiz biscoitos alemães, e eles ficaram bons! Ou as pessoas foram educadas. A opinião da Chelvis não conta porque ela é uma avestruz... Os biscoitos foram para a minha apresentação, já que na semana anterior eu faltei para ir ao show e tive a cara de pau de dizer que estava estudando(primeira vez que minto assim para uma escola também).
Bem, essa semana também assisti o primeiro Fama, para comparar com o segundo. O esquema do filme é o mesmo, mostrar a evolução dos alunos em pequenas cenas e terminar com a formatura. Só que aqui tem mais... problemas, eu diria. Tem o gay, o que não sabe escrever, aborto... e a cena do 'teste do sofá' acontece mesmo. Em compensação, tem uma cena gratuita de peitos e as histórias não são muito bem desenvolvidas também. Pelo menos a música tema toca durante o filme.
E na aula de tragédias o professor passou duas versões de Édipo Rei. A primeira tem texto do Yeats e é dos anos 50. O futuro capitão Kirk faz parte do coro e o Hal-2000 é o mensageiro de Corinto, olha que chique! A montagem é meio tradicional meio modernosa, todos usam máscaras e roupas no estilo antigo, mas o Édipo é todo dourado e a Jocasta prateada, e os que sabem da verdade usam branco, contrastando com o coro, que usa cinza/marrom. Achei lindo! A segunda montagem tem música do Stravinski e texto em latim que foi adaptado do grego primeiramente para o francês. Além disso o interlúdio(?) é na língua de quem estiver montando, como foi encenado no Japão, toda hora aparece uma japonesa muito louca e malvada que parece estar rindo do Édipo. E o mensageiro usa roupa de samurai, muito bizarro.
Finalmente terminei de ler La Disparition! É um livro francês cuja maior peculiaridade é não ter a letra 'e'. Às vezes o autor rouba e usa uma ou outra expressão em inglês, ou abrevia cortando o 'e', e em outras ele humilha, fazendo uma enumeração enorme, ou criando textos em inglês e em alemão. Mas o texto em si é sobre a Danação, ou melhor, começa com Anton Voyl(brincadeira com voyelle, vogal) desaparecendo e seus amigos se reunindo para saber o que aconteceu. Com o passar do tempo(ou das páginas) mais pessoas vão desaparecendo e vamos sabendo de uma história que parece irrelevante, mas não é. Vale bastante a pena! Não encontrei nenhuma tradução para o português, mas tem uma para o inglês, se não me engano.
E é isso aí. Post já está grande, vou poupá-los de minhas reclamações costumeiras de como nunca nada muda em mim e nunca vou conseguir ter uma alta autoestima.

sábado, 14 de novembro de 2009

Viu, mas não escreveu

É triste como as coisas mudam, mas nunca para melhor. Como o blog, por exemplo, tão abandonado e eu sempre dando desculpas por esquecer de atualizar...

No fim de outubro fui para a casa dos meus pais, dormir e comer. Assisti ao filme do Michael Jackson com a Luty e não achei graaaandes coisas. É como pagar para ver um dvd... tem uns extras de bastidores, Michael dizendo que precisa poupar a voz, enfim, só que a gravadora certamente vai ganhar mais dinheiro assim do que se fosse vender os dvds direto. Além disso também tivemos um bondencontro especial de halloween, com bexigas laranjas e copos pretos, no qual comemos e conversamos sobre a vida. Ó da vida adulta, pessoas já falando de empregos e casamentos e eu aqui vivendo de mestrado&internet só observando as pessoas normais e suas complicações, sem saber se um dia estarei completamente adaptada à vida em sociedade.
Daí que não é porque não apareço aqui que estou necessariamente muito ocupada na 'vida real'. As louças estão empilhadas, a casa uma sujeira... e eu posso culpar tudo no meu pulso dolorido! Olha só que fácil! No entanto, não parei de ir às aulas de roda ginástica, das quais terei que desistir inevitavelmente(talvez na próxima ida ao médico).
Assisti a versão nova de Fama nos cinemas. Sabem do que se trata né, um colégio especial de artes performáticas: dança, música, teatro. O filme tenta fazer um super panorama, desde as audições até a formatura na vida de uns 10 alunos, e nem preciso dizer que não dá certo. Fica tudo muito rápido, não vemos como eles superam seus problemas, só que superam(ou não). Além disso mudaram o cabelo de alguns, mas todos ficam com a mesma cara nesses 4 anos. O ingresso só vale pela Karen de Will&Grace, interpretando aqui uma professora de canto.
Além de não postar no blog e não arrumar a casa, quis ser ultra rebelde e fazer coisas irresponsáveis. Decidi na segunda-feira ir a um show na terça na cidade cinzenta, sem saber como ir ou como voltar. Graças ao meu perfil semifalso de orkut consegui gente pra me acompanhar de metrô/trem. Meia noite achei mais pessoas da cidade para ir junto. Terça de manhã consegui carona de carro. Quisera eu fazer algo emocionante e perigoso, mas quiseram os deuses que eu não me arriscasse nem matasse minha mãe do coração. Bem, a intenção é o que conta, não é mesmo? Chegamos lá uma hora antes de começar e estava bem vazio, até consegui ficar na grade. Às 22h começou Super Furry Animals, o pessoal não se empolgou, mas eu gostei de algumas músicas. Tocaram uma hora e saíram, e a esse ponto, a casa já estava mais cheia, mas ainda vazia. E então, Gogol Bordello! \o/! Gentes, cês não sabem o que é um show se não viram isso. Todo mundo pulando e cantando o tempo todo, as músicas todas emendadas e eles correndo de um lado pro outro do palco por duas horas! Valeu muito a pena, de novo! E ainda no fim do show os integrantes foram pro espaço entre o palco e a grade agradecer o público e pegar nas mãos do povo *-*! Quando saímos, a rua estava toda escura. Claro, era a noite do famoso apagão, e apesar do vocalista ficar falando que lá fora estava escuro mas que nós tínhamos luz eu nem me toquei que poderia ser isso. A casa de shows era o único lugar com gerador das redondezas, e após alguns minutos de filme de terror a luz já estava voltando em algumas ruas, e quando chegamos em Zefir a energia tinha voltado completamente.
Para completar a semana, mais música ontem, mas dessa vez clássica e em Pequenínea, com carona certa de ida e de volta. O foda de ir com músicos é que não tem com quem discutir se foi bom ou não. Para mim é tudo sempre lindo, mas para eles uns foram melhores que outros, um foi muito ruim, não sei o quê de não sei qual movimento é lindo, &c, &c.
E é isso aí. Vou ver se tomo vergonha na cara essa semana e arrumo a casa e ajeito os links.
Ahhhhhhhh sim. Estou no google wave e é a coisa mais inútil e divertida dos últimos tempos. Por enquanto só tenho editado &re-editado mensagens da Rachel. Se quiserem um convite(metade dos leitores já tem, mas enfim), mandem mensagem no msn, ou no plurk, ou e-mail, ou me segue e dá RT no post(ha).


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Procuro por prazer em lugares estranhos

Daí que nada de über emocionante me aconteceu na última semana, mas vim aqui postar para não ter que estudar agora à noite.
Bem, aproveitando o espaço, vamos para a seção 'a roda e a vida' de hoje. Como vocês sabem, fiquei algumas semanas de repouso, por causa dos meus ossos defeituosos. Para voltar, achei que ia ser pior, mas até consegui rodar sozinha uma vez. Estou bem, só que os outros obviamente estão melhores. Continuo com medo, e com consciência dele. Um professor disse para eu ir com bastante impulso, mas eu empaquei e pensei 'é porque você tem medo! Vai! Vai!'. Não fui com impulso o suficiente... ainda. E então todos aprenderam a ficar de pé na roda. Eu também, mas não soltei nem fodendo as mãos da roda. Não chega a ser dois metros acima do chão(ou é mais ou menos isso), mas eu já senti o choro vindo e o desespero na minha mente de pessoa com MEDO de altura. MEDO em caps lock porque certamente é patológico, já que rodas-gigantes me fazem chorar. Mas, porémcontudoentretantotodavia, em uma próxima oportunidade eu soltarei as mãos e vou tentar dar mais um passo em direção ao controle pessoal no descontrole da situação.
Vocês lembram de quando falei de Proust, e de como ele amava e se iludia? Então leiam isso.
Não é que de todas as pessoas do mundo só eu e Proust entendemos pistas erradas e fantasiamos com uma palavra ou um gesto. Mas não sei se é muito normal ficar só fantasiando e nunca se aproximar com medo de rejeição, ou imaginar que a pessoa vai te amar se você salvá-la da morte, ou você vai morrer e ela vai descobrir o que sente, esse tipo de loucura. Para piorar meu questionamento, comecei a prestar atenção no cd novo do Mika e fiquei ouvindo repetidamente as músicas tristes e bonitas, como essa: http://www.youtube.com/watch?v=NkZJ1I1NBJs .
O post já tá ficando chato, então paro por aqui na esperança de que algo realmente aconteça para vocês não terem que ler outro post emo aqui.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Estou esperando, odiando a todos

Atrasei o post, mas é tudo culpa da internet. A porcaria ficou intermitente o fim de semana inteiro, tivemos que achar o roteador e reiniciar várias vezes... o técnico da net veio, disse que não tinha certeza do que estava errado e reagendou para o dia seguinte. E claro que não apareceu. Só espero que a internet não morra de novo...

Semana passada não sei o que fiz além do usual, preciso realmente começar a anotar assuntos de posts. Ah, vi um concerto de cravo com flauta! No programa explicaram o início da música erudita como a conhecemos e, embora eu saiba que vocês tão nem aí, vou contar. De acordo com eles e com o 6, antes a música era só cantada, e então os músicos resolveram tirar as letras e para isso tiveram também que diminuir as notas, porque o canto gregoriano era composto de notas muito longas. Só que para compensar o tamanho, (e aí não entendi muito bem essa parte) começaram a fazer umas firulas com outras notas mas no mesmo acorde? Ou alguma coisa parecida. No começo era para imitar a voz humana, só de brinks, mas com o tempo foi ficando cada vez mais exibição de técnica e sons que só instrumentos fariam e tcha-nan, voilá música erudita.
No fim de semana, filmes, como sempre. Queria assistir Bastardos Inglórios com a Chel, mas ela é uma vaca e deu pra trás. Fui sozinha e cheguei atrasada, então decidi assistir outro filme antes, e acabou sendo Salve Geral, o filme brasileiro que querem indicar ao oscar. É aquelas coisas né, o rapaz classe média vai preso, tem toda aquela tragédia social das cadeias, a mãe acaba se envolvendo um pouco demais... eu gostei porque tem os dois lados, dos policiais e da sociedade e do pcc, e a Andreia Beltrão diz uma hora 'não quero ser a juíza de nada' e o filme tem esse clima mesmo.
Em seguida assisti Bastardos Inglórios, versão do Tarantino para a segunda guerra mundial. Assim como Kill Bill, é dividido em episódios, e tem mortes muito loucas, só que ao invés de sangue e membros voando, tiros, muitos tiros. O filme em si é uma grande vingança judia, desde o grupo de mercenários matadores de nazistas, até a operação Kino. As atuações estão realmente boas e eu invejo o Christopher Waltz por ele falar tão bem 4 línguas. Claro que não há grande dilemas de guerra, há uma e outra espetada sobre algum assunto, com muito humor, claro. Eu achei muito divertido, e adoro diálogos, cuja duração foi bastante criticada. Vejam! Não é a obra-prima, mas é Tarantino.
E em tempos de não-braço, assisti True Blood, as duas temporadas. Meldels, como odeio aquela protagonista! Nem sei como aguentei ver duas temporadas de uma série cuja protagonista é uma idiota completa. Ah sei, porque tinha muito sexo e homens pelados! Quer dizer, a série tem uma premissa boa de falar de preconceito e tudo o mais, mas no fim o que conta é isso, sexo. Falando nisso, taí um dos motivos para eu odiar a tal Sookie Stackhouse! Como ela é telepata, ficou até os 25 anos virgem porque sempre lia os pensamentos sujos dos homens. Mas o primeiro que ela não ouve ela já diz que ama e dá pra ele assim que pode, mas onde que isso quer dizer que ele não tinha esses pensamentos? E também na segunda temporada, como a existência de vampiros é possível, então tudo é, e até uma bacante aparece... imagina o que vão inventar pra terceira temporada. Torçam para alguma coisa interessante acontecer na minha vida para eu voltar a postar aqui em breve.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Não posso permitir que você manche meu orgulho

Daí que já é outubro e nem postei direito em setembro?

Mas agora que estou aqui, lá vamos nós contar essa história direito. Numa quinta-feira à noite meu pulso começou a doer enquanto escrevia. Achei que era só excesso de esforço- aula de manhã, roda na hora do almoço, aula à noite. Mas sexta piorou e fui ao pronto atendimento da unipunk, onde a muié disse que era tendinite e que eu precisava de repouso por alguns dias, &c &c. Marquei um ortopedista, que confirmou a tendinite e pediu mais exames. A dor melhorou e decidi escrever, aí a dor piorou, claro. Os exames mostraram que, na verdade, nem era tendinite, e sim síndrome do impacto ulno-carpal(que nome mais bonito não é minhas gentes); a ulna é menor do que deveria e a constante movimentação causou uma inflamação na cartilagem. Não tem cura(logo voltei ao computador e a escrever), a solução é fortalecer os músculos para que em breve o braço consiga fazer tudo o que deve sem doer. O médico disse até para eu voltar a fazer a roda alemã. Voltei e doeu pra caralho, acho que preciso de mais musculação antes...
Além disso, chegou o parecer do meu relatório. Antes de comentar o que está escrito nele e vocês rirem de mim, preciso contar a história de como o consegui e vocês poderão rir mais ainda. Bem, primeiro recebi uma carta avisando que meu orientador tinha recebido o parecer e que ele compartilharia o que fosse necessário(olha que terror isso). Só que eu lembrei que talvez ele não estivesse no país, e já fiquei com mil teorias de nunca poder ler o que acharam da tradução. Pedi ao Violinista que perguntasse quando ele estaria de volta(afinal, ele que foi avisado da viagem, não eu), mas ele também estava evitando nosso orientador por não ter passado na prova de mestrado. Na outra semana, encontramos o Professor-de-olhos-azuis-escuros que comentou inocentemente 'ah, eu conversei com o amado&idolatradodesorientadordevocês, ele ficou muito chateado por você não ter passado, e você sabe, ele viaja em dois dias porque a viagem dele atrasou &c &c', resolvendo nossos problemas de comunicação(eu sei, não posso ficar dependendo da sorte assim). Enviei um e-mail no mesmo dia pedindo o parecer, que foi enviado no dia seguinte. Agora respira povo, adivinha o que eu fiz no relatório parcial de mestrado? ERREI O TÍTULO. EM GREGO. Isso aí, podem apontar e rir e cair da cadeira e se perguntarem como algum dia acharam que eu era uma pessoa esperta. Sabe se lá como o relatório foi aprovado mesmo assim, e é isso aí, nada de dizer onde mais errei, o que precisa melhorar, &c. Agora que meu pulso está de volta(?) preciso revisar a tradução toda.
Ahn... filmes. Esqueci quais filmes assisti já. Lembro só de dois, Sequestro do Metrô 123 e Up!.
Sequestro do metrô 123 é bem, um filme de ação com uma pseudoreviravolta. Denzel Washington interpreta um funcionário comum do metrô, mas com uma arma na mão ele sempre vai parecer um policial, e o John Travolta sempre vai parecer um vilão louco. Como já esqueci o que queria dizer sobre o filme, sei lá, recomendo pra quem gosta de ação com uma meia história.
Up! é um filme que merece a atenção que está tendo. A história é aquele melodrama báááásico do velho rabugento que encontra a alegria de viver através de uma criança aleatória, com pitadas de humor, um vilão malvado e muita choradeira. Mas é bem feito, e as cenas do sol batendo nos balões e refletindo as cores e também as cores da Kevin são lindas! E a história, apesar de previsível e do início manipulador, é envolvente.
E... o template estava com problemas, mas a ajuda do blogger realmente ajudou e eu consegui arrumar. Porém, num momento de fúria apaguei os links, em breve refaço(aham). E é isso aí. No melhor estilo campanha de político, encerro o post prometendo posts mais frequentes e mais divertidos e com figuras e homens pelados.

domingo, 27 de setembro de 2009

A paz e eu somos estranhos faz tempo

Eu sei que não deveria estar aqui, mas vou tentar resumir o que tem acontecido comigo nessas últimas semanas.

Expoflora/filmes/livros/parecerdorelatório/filmes/ópera/livros.
E, é claro, tendinite, que agora parece ter atacado o outro braço, e nem se eu quisesse poderia ficar mais de meia hora na internet.
Quando estiver boa eu volto e... sei lá, posso postar coisas vergonhosas da minha pessoa para compensar a ausência de posts. Por ora vocês podem me ajudar indicando nos comentários o que eu posso fazer agora que tudo que eu gostava de fazer(ler&escrever&ficar no computador) dói.

sábado, 12 de setembro de 2009

Enquanto viver, brilhe

É incrível como eu sempre penso 'agora vou fazer tudo diferente' e acabo fazendo sempre a mesma merda. Digo que vou estudar e não estudo, que vou fazer exercício e não faço, que vou postar no blog e esqueço dele por duas semanas. E a desculpa é que no tempo livre(?) de postar no blog eu fiquei assistindo America's next top model no youtube. É isso aí, sintam vergonha alheia...
Mas nesse meio tempo aconteceram coisas, as quais já foram quase todas esquecidas.
Fui pra cidade sanduíche no feriado, mas não saí para quase nenhum lugar porque a Luty estava doente, e geralmente ela que me arrasta para todos os lugares. Comprei um guardachuva novo chiquérrimo com bolinhas e renda e temerariamente cortei o cabelo da minha mãe.
Terminei finalmente de ler Eu sou um gato, do Natsume Soseki. Estava lendo na livraria francesa, e ao chegar ao quase fim das 400 e muitas páginas vi que tinha página trocada. Quase morri, porque não tinha visto outro exemplar na... na... gôndola? estante? Mas um mocinho que trabalha lá achou outro livro e consegui terminar. Gostei bastante, sabe como é, adoro sátiras a acadêmicos. Quem quiser me dar, agradeço.
Também terminei(pulando alguns capítulos) um livro de História... aprendi coisas interessantes, outras nem tanto, mas o maior problema é que dá vontade de ler outros livros/artigos para pode citar com mais propriedade, e aí já viu, vou ficar presa a detalhes que no fim talvez nem sejam tão importantes.
E como sempre, vi filmes.
Tempos de Paz: filme nacional baseado em uma peça, sobre um imigrante polonês que intriga os oficiais brasileiros e precisa provar que não é um nazista. O filme vai indo mais ou menos, mas o final é bom, e compensa o ingresso.
Tempos Modernos: O famoso filme do Chaplin em que ele sai apertando todos os parafusos, imaginários e reais. O filme é meio mudo, meio falado, e há várias reviravoltas, quer dizer, nos filmes de hoje há um assunto e pronto, e nesse há várias coisas acontecendo, tipo novela mexicana. Gostei bastante, quero ver os outros dele também.
Uma Prova de Amor: Menina quer processar os pais por ter sido criada para ceder órgãos para a irmã mais velha, que tem leucemia. Se fosse isso tava bom, mas aí no fim toca muita música manipulativa e a razão é outra e vira um dramalhão, e não uma discussão sobre o assunto. É baseado num livro, e no livro o final é diferente mas não deixa de ser um drama. Veja se quiser chorar.
O post já está grande, mas como eu sei que não vou postar no meio da semana, falo agora mesmo. Na seção 'a roda e a vida' de hoje, o desespero. Porque na roda, assim como na vida, somos colocados em situações onde não temos o controle, e isso nos desespera(ou pelo menos a mim). E devemos aprender a ter calma e fazer o que deve ser feito, não chorar ou se desesperar achando que tudo está perdido. Eu fui a única a cair da roda, e foi justamente quando pensei que não ia conseguir, e então me soltei(inconscientemente?). Semana passada aprendemos a girar sentados na roda, cada um de um lado. E aí já sabem né, eu sou a mais pesada da turma e na hora da 'gangorra' ficava sempre no chão. Treinei depois com um professor, porque ele tinha todas as técnicas e conseguiu me deixar no alto. É claro que dava para ver claramente todo o esforço que ele estava fazendo, quase com a língua de fora. E antes que me venha uma magrela(i.e., Luty) dizer que se isso me incomoda eu devo emagrecer, já aviso que se fosse fácil desse jeito tava bom... geralmente pessoas que descontam as infelicidades da vida em comida se deprimem mais com situações assim, ao invés de usar para mudar. Mas o que eu queria mesmo é não me deixar afetar por isso e me aceitar como sou, &c, mimimi, &c.
Ah, preciso contar, sexta eu praticamente substituí o cravista num ensaio de música barroca, ehehe! Eu tinha ido assistir só e sentei do lado do cravo, claro. Então o violoncelista me pediu um 'lá'. E eu 'oi, não sei tocar nada?'. Ele me indicou onde ficava no teclado, é a terceira tecla das quatro que ficam embaixo das três teclas brancas de cima(não sei se é só naquele cravo, mas as teclas são pretas e as menores em cima são brancas, ao contrário do piano). E então eu fiquei apertando a tecla pelo resto do ensaio para que os músicos afinassem seus instrumentos. Até descobri que ir pra direita no teclado é aumentar as oitavas! Deveras emocionante.

eu lego. Preciso descobrir o que aconteceu com a coluna lateral do blog...

sábado, 29 de agosto de 2009

Prometa que quando a luz estiver se apagando você irá me salvar

E o que eu disse minhas gentes? Nada de novo em Zefir, além do básico de eu ter que estudar e arrumar a casa &c. E é por isso que eu já deixei um assunto para essa semana, olha só que menina mais precavida!
E aí que nesse semestre decidi fazer uma atividade extra interessantíssima e maluca: roda ginástica/roda alemã. Também conhecida como 'brincar de hamster' ou 'cirque du soleil' ou 'gaviões da fiel carnaval 2009'. E por que eu escolhi justamente isso? Oras, coleguinhas, é porque tenho medo dessa atividade. Já contei aqui da confraternização do kung fu da Rachelvis quando fomos brincar sem autorização nos aparelhos ginásticos... todo mundo girou uma vez, e foi assustador ficar de ponta cabeça. Pode parecer maluquice(além da usual) escolher uma atividade justamente por ter medo dela, mas a resposta exige apenas psicologia básica. Não quero mais ser tão medrosa com a vida. Tenho medo de altura, de escuro, de bichos, de mostrar os sentimentos, de não ser aceita, de tudo. Só que eu cansei disso. Quero ter coragem pra enfrentar as coisas do dia a dia sem pensar em chorar. Queria ter orgulho de ser eu mesma ainda nessa vida. Voltando às aulas, primeiro a gente treinou o balanço, ir de um lado pra outro. Depois ir maaais pro lado, com o professor girando, até ele te fazer dar uma volta. Em seguida, dar uma volta por si mesmo, e ainda dar uma meia volta e parar de ponta cabeça. Claaaaaaro que eu tava me cagando de medo, minha mão suava loucamente e eu até caí da primeira vez, mas a questão toda é não ter medo e segurar firme. Bem, não tão simples assim, já que eu saí toda moída da aula. Mas conforme o semestre for passando, espero conseguir dar mais voltas sem morrer de medo de cair, e que isso reflita em outras áreas da minha vida também.
Mas como Lady Murphy não consegue ficar muito tempo longe da minha vida, claro que coisas ruins aconteceram na semana. Quarta era o aniversário do meu papis, e eu pensei em fazer uma coisa diferente, tipo mandar um telegrama. Nos Correios, o rapaz diz que se eu mandar antes das 15h chega no mesmo dia, e não no outro, mas que eu podia pagar na hora que ele mandava mais tarde. Tudo bem então, e fui dormir empolgada, pensando que meu pai ligaria agradecendo e eu daria mais parabéns. E daí que obviamente nem pensei nisso na quarta; só na quinta, quando mamis ligou perguntando porque eu não tinha ligado que eu me toquei. Olhando no site, vi que os carteiros tentaram 3 vezes, mas sempre o destinatário estava ausente... mamis diz que não, que sempre tinha gente, mas eu sei lá em quem acreditar. Só sei que da próxima vez não vou inventar nada.
Só para não parecer que não fiz nada na semana(o que é a verdade), vou falar da tragédia que terminei de ler, Aias(ou Ájax), de Sófocles. Resumo rápido: Na guerra de Troia, após a morte de Aquiles, Aias fica enfurecido pelo fato de as armas de Aquiles irem para Odisseu e não para ele mesmo, que era o segundo melhor. Então ele tenta se vingar, atacando-os à noite. Só que Atena intervem, e faz o guerreiro atacar um rebanho. Quando ele acorda da loucura, percebe que o suicídio é a única forma heroica de lidar com a situação e se mata. Basicamente(e a interpretação obviamente não é minha) é sobre como se deve agir o homem, essa tragédia. Aias é punido pela deusa por se achar bom demais para precisar da ajuda dela. Odisseu é ajudado por sempre confiar na deusa e planejar as coisas com cuidado. Ele nem fica com raiva de Aias, como os outros, porque ele sabe que a vida humana é assim, inconstante, e que poderia ser ele em seu lugar.
E é isso aí, tô com sono, tchau.

domingo, 23 de agosto de 2009

O que a natureza negligenciou o fruto da moderna ciência irá prover

Hoje o post vai sair bem grande, até pode parecer que minha vida é interessante de algum modo.Quinta-feira eu decidi ir à unipunk, mesmo ainda doente(ou não). Acordei cedo, fechei a porta do armário com uma fita e saí. Vi a primeira aula que verei de ouvinte esse semestre, almocei tapioca de legumes e fui para a roda ginástica. Depois comi outra tapioca de legumes, meia quesadilla e fiquei lendormindo até a hora de ir pro alemão. Não sei o que jantei nesse dia, acho que na verdade foi frutas... estar doente me deixou sem fome. Aí cheguei em casa e... ouvi um miado. Do meu armário. O que eu fechei com fita às 9h. MEU, EU SOU MUITO IDIOTA, COMO EU NÃO VI O GATO NO MEU ARMÁRIO E DEIXEI ELE TRANCADO O DIA TODO?????? Claro que ele fez xixi loucamente e arranhou bem a porta, mas pareeece não ter sofrido outros traumas. Sério, eu não nasci de modo algum para cuidar de outras vidas. Aí eu me afasto das pessoas e eu que tô errada. Pelo menos nunca prendi ninguém no armário sem comida e sem água e sem amor.
Sexta à noite, num surto de sociabilidade(ou preguiça de estudar, decidam) saí com vários homens(uau) e aprendi a jogar sinuca. Quer dizer, aprendi as regras. Eu podia jurar que o jogo era só acertar o maior número de bolinhas nas caçapas, nunca ia pensar em par/ímpar, não poder acertar a bola dos outros e depois de tudo acertar a bola 1. Fiz muita diferença no time adversário, acertei pra eles uma bola muito difícil! Grego é mais fácil que isso, aff. Aproveitando o surto, sábado fui assistir a um ensaio da banda de um deles. É tipos rock com blues, e na primeira parte um teremin e um violino tocaram junto, e o som ficou muito louco. Ao vivo o teremin perde um pouco da mágica(estar meio desafinado ajudou nisso), mas mesmo assim não me arrisquei a tentar fazer algum som, porque se quem sabia tocar tava fazendo um som de bexiga esvaziando/mosquito, imagina alguém que nem entende de música. Depois fui passear em livrarias e terminei a noite assistindo a Brüno. Achei mais engraçado que Borat(bem, não que isso seja a coisa mais difícil do mundo), embora seja basicamente o mesmo esquema: o ator interpreta um estrangeiro indo pros estados unidos e, sendo um idiota, mostra como o país é idiota. Supostamente não é armado, mas aquela parte em que ele encontra um terrorista no oriente médio e diz que o Bin Laden parece um papai noel sem teto é muito arriscada pra ser de verdade. Como fui acompanhada por dois músicos eruditos, eles não reconheceram o Sting, o Slash, o Snoop Dogg ou o cara do Coldplay e eu me senti muito... pop, sendo que nem conheço tanto assim também. Domingo saí para comprar tênis, já que a porra de tênis de trezentos reais que comprei ano passado durou o mesmo que os tênis de setenta reais que eu comprava. Usei o método 'estou com sorte' do google: entrei na primeira(ok, segunda, porque na primeira ninguém me atendia) loja que vi, pedi sugestão do vendedor e serviu comprei. Pelo menos um dos tênis tem cadarço roxo... e se é para estragar em 6 meses/1 ano ao menos que eu não passe pelo saco que é ficar procurando. Aproveitei a passada lá pra assistir O Contador de Histórias, filme nacional sobre o garoto de rua que passou 7 anos na febem, fugiu mais de 100 vezes, usava drogas, roubava, e foi 'salvo' por uma pedagoga francesa. Alguns de vocês podem estar torcendo o nariz pensando que é mais um filme de tragédia social brasileira, mas, embora a história seja não ficcional o enfoque é bem mais leve. Não que os fatos sejam minimizados, o menino sofre muito sim, mas ele também tem muita imaginação e o filme tem bastante humor. De irrecuperável a famoso contador de histórias que adotou 13 crianças de rua ele só precisou de amor. E dinheiro, claro, para sustentá-lo. Tem uma hora em que a diretora da febem fala que, se pudesse, seria uma mãe para todos os internos, mas o que ela está fazendo lá é lutar em uma guerra já perdida para a pobreza.
Para encerrar o post... pensem em alguma coisa que só Lady Murphy faria por você num dia de chuva. Sim coleguinhas, perdi o guardachuva ¬¬! Fiquei tão revoltada que nem comprei outro... amanhã vejo como faço.
Depois de tanta coisa é capaz de eu passar umas duas semanas sem atualizar aqui. Ou não.
O teremin foi tão agudo que quebrou um copo? Podia ser. Ia ser mais legal que um rapaz tropeçar num copo que estava na porta...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

E eu nunca quero ser seu amiguinho, a falha abjeta

Bem, esse seria o post para dizer a vocês como estaria a unipunk pós férias suínas, como foi a aula de roda ginástica, &c. Mas futuro do pretérito por quê? Simples, porque fui acometida por um vírus! Bem, vamos começar o post pela semana passada, cronologicamente. Fiquei saindo para resolver maaais coisas da casa(parece que nunca acaba e que a casa vai ser nova pra sempre, aff) na sexta e no sábado a Chelvis disse para almoçarmos na badalada feirinha do C²xC². Comi batata suíça(maizomeno né) e quesadillas com sour cream. Na verdade não aguentei comer tudo e levei parte das quesadillas para jantar. No domingo eu queria ir ver a orquestra aqui na cidade do lado, Pequenínia. Só que precisava pegar um ônibus pro centro e outro pra lá, e a Chelvis, aquela medrosa, ficou com medo de dar tudo errado e pegar gripe suína e deu pra trás. Pois bem, que tal um cinema então? Ótimo, mas Chelvis perdeu o cu e o meu estava em outro bairro, então nem fizemos nada. Mais tarde a Jayna e o Jayno vieram aqui tirar o troço de metal que separava o meu quintal do da Chelvis e depois fomos ao mercado. Nessa hora eu comecei a me sentir meio estranha. Voltei correndo pra casa e pronto, febre, diarreia, dores no corpo... segunda de manhã ainda estava mal e fui ao médico. Ele me disse que era como intoxicação alimentar, mas não por uma bactéria, e sim um vírus. Alguma coisa assim. Mas ele enfatizou que não era gripe suína e que eu devia sair correndo de lá porque tinha muita gente com suspeita da doença. Além disso, sem tomar leite e sair de casa por 3 dias, de modo algum! Sim senhor né! Agora estou bem melhor, o remédio funcionou bem. Nos primeiros dias nem consegui dormir direito, e do alto da minha maturidade ficava me contorcendo na cama chorando pela minha mãe. Mas deu tudo certo, fiz compras pelo telefone, Rachel me deu remédio pra febre e dor de cabeça... só preciso lavar as louças e... o banheiro em si. Além de perder todas as aulas, amanhã ainda vou perder o concerto de cravo u.u mas enfim, é a vida né, nada dá certo.

Para preencher meus dias de enferma, acabei baixando Ranch rush, que é mais um desses jogos de 'adminstração de tarefas', em que você comanda um hotel/restaurante/loja/fazenda e precisa fazer de tudo pra os clientes, que vão se amontoando. Não consegui terminar o jogo ainda, mas eu culpo a doença, claro.
Outra coisa que fiz foi baixar o cd novo(bem, de junho) da Regina Spektor. O anterior já não era essas coisas, só se salvava Après Moi. Nesse então, affs, eu sou chata mesmo, gosto dela piano e voz, não cheia de instrumentos em estúdio. E ainda tem uma música em que ela soa como a Mallu Magalhães, meio manhosa pra cantar. Triste, mas tem versões de músicas que ela não tinha gravado ainda mas que eu já conhecia e gostava, como Dance Anthem of the 80's e Blue Lips.
E é isso aí. Melhoras pra mim!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O problema com abril, é o problema com maio, é o problema com junho e julho

Olha só como estou melhorando, dessa vez nem vou me lamentar por ter passado tanto tempo sem postar...

Bem, daí que semana passada fui para a cidade sanduíche, porque domingo foi o dia dos pais. Como sempre, consegui carona pela internet(é um yahoogrupo confiável gentes!). Enquanto esperava, parou um carro na frente de casa. Como eu não conhecia a pessoa oferecendo carona dessa vez, já fui abrindo a porta do carro. O motorista só olhou pra mim e fez sinal de negativo. Eu me afastei, meio assim, e logo chegou uma moça, por quem o rapaz estava esperando de verdade. Sou rainha em pagar micos, vocês já devem saber... meia hora de cólica depois, o carona de verdade chegou, um rapaz que estudou com a Luty no colegial e cuja irmã estudou comigo. Mundinho pequeno!
Na cidade sanduíche, fui ao Bon Odori com a minha família, e lá encontrei a Phunny e a A-lien. Estava vaziiiiio... tudo por causa da gripe de ficção científica(como diria a Josei). Até minha mãe estava com medo de ir. Lá um homem ficou se oferecendo para lavar as mãos de todos com álcool gel. Eu recusei, é claro. Só fui lavar as mãos em casa >:U! Bem, o evento em si foi bem calmo, dancei bastante. Do modo tradicional, óbvio... tem sempre um grupo de jovens que moderniza os passos, mas para mim isso faz perder o significado de cada dança... a colheita não parece mais colheita, o pescador não parece mais pescador... os antepassados deles devem estar se revirando.
Essa semana terminei de ver Som e Fúria, a minissérie que estava passando na tv há pouco tempo. É sobre um grupo de teatro, basicamente. O diretor antigo morre e o novo é um ator que foi famoso mas ficou louco. Gostei bastante, é difícil ver coisa divertida de verdade na televisão brasileira. Deve ser porque foi adaptado de um seriado canadense... até a segunda fase é meio apressada demais, porque adaptaram duas fases em uma. Assistam!
Por falar em Shakespeare, também li tragédias, mas gregas, para a disciplina que farei de ouvinte esse semestre(sim, é uma vergonha eu fazer mestrado nisso e não ter lido nem as tragédias mais famosas). Terminei a saga de Orestes... lembro de ter contado no weblogger a história e aqui de novo quando li Electra. Nem vou contar tudo de novo hein? Bem, Coéforas é basicamente a mesma coisa que Electra, só que dessa vez o protagonista é Orestes, o que veio para matar a mãe e o padrasto. Tem uma certa indecisão, porque apesar de ter o apoio de Apolo ele sabe que matar parentes é um crime punido pelas Erínias. No fim ele acaba matando, as Erínias surgem, fim. Já Eumênides é o julgamento de Orestes, devidamente arranjado por Apolo, e com a parcial juíza Atena. De um lado, as Erínias, filhas da Noite, que ficam buzinando na cabeça de quem mata um parente, do outro, Orestes, que não se arrepende em nada por ter matado a mãe, já que a mãe matou o pai primeiro. Eu achei o julgamento muito engraçado... Apolo diz que mãe não é parente, ela só fica grávida, mas o filho é só do pai, e por isso matar o pai é pior que matar a mãe. As Erínias respondem que Zeus então seria o maior criminoso, porque matou seu pai, mas Apolo e Atena dizem que Zeus pode tudo então fim, Orestes absolvido. Claro que as Erínias ficam putas, e sabe como Atena resolve a situação? Oferecendo fama e louvor! Que absurdo! Ela diz que se elas se tornaram Eumênides e virarem 'padroeiras' de Atenas toda a cidade vai amá-las. E elas aceitam!!! Eu lembro uma vez do professor de olhos azuis escuros dizer que Alceste era a única tragédia com final feliz, mas essa também é uma tragédia não-trágica. Quer dizer, só eu devo achar bem trágico trocar uma existência de aterrorizar as pessoas por gratidão de uma cidade...