E no fim de semana passado comemorei meu aniversário na cidade dos ventos com a Chelvis e a Jayna. Fomos até os outros subdistritos, os do marquês de três rios. Comemos muuuuita comida mineira, e até levamos marmita pra casa *-* E de sobremesa comi um doce de morango com creme e chocolate muito bom também! Ah, adoro comer... e ainda me pagaram tudo de presente de aniversário \o\ !
E na unipunk né, semana que vem começa o seminário brasileiro para o progresso da ciência ( eita nome imponente hein?), e construíram um monte de estande, e vai ter feira do livro e um monte de palestra e tal. Corta pra unipunk 2003, proibição da cerveja no câmpus. Disseram que é porque o ambiente é acadêmico, e cerveja não é algo que se beba quando vai ver aulas, ou estudar, e o movimento estudantil reprovou, dizendo que essa era mais uma atitude da reitoria contra a união dos estudantes, afinal, cerveja é sinal de sociabilidade &c &c. Bem, nemliguei na época, afinal, não bebo, e se as pessoas não fazem amigos tomando leite, azar o delas, também não sou de fazer amigos. Mas uma coisa que eu exijo nas pessoas é coerência. Como eles podem proibir venda de cerveja no câmpus e abrir um estande de 'Chopp'? Vocês podem dizer que não é coisa da reitoria, é da sbpc, mas WTF é um monte de mini-curso e oficina e palestra sobre ciências, onde entra a cerveja nisso? Não é uma festa, é um ambiente de estudos, e ainda mais com a responsabilidade de discutir o 'progresso da ciência'.
Mas enfim. Vim prá cidade sanduíche agitar nas baladeenhas pra comemorar meu aniversário, não esquecendo que preciso terminar um trabalho ainda. No ônibus passou 'Garotas Malvadas'. Eu não queria ver, juro. Mas o som tava alto e a tevê tava perto, aí acabei vendo ele todo. Obviamente uma perda de tempo. Resumo básico: comédia colegial dos eua. Vocês sabem, pessoas excluídas, pessoas populares, vingança, redenção e final com romance. Não que eu ache errada a lição de moral meiga e irreal desses filmes. Mas é que, vejam bem, a protagonista era a Lindsay Lohan. As protagonistas de filmes de excluídos são todas bonitas. Dos homens não, são todos com uma cara de nerd estereotípica(e feia). Eu até ia discorrer mais sobre o assunto, mas a Luty vai falar preu fazer terapia, então eu paro por aqui mesmo, só peço para me indicarem filmes onde mulheres feias(feias de verdade, não feias que quando se arrumam são bonitas) são as protagonistas e se dão bem.
O template novo se chama 'gato no telhado 23' ou 'preto com aqua', espero não enjoar dele rápido.
E meu aniversário é dia 11! Mandem-me presentes o/
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser
sexta-feira, 4 de julho de 2008
E embora soubéssemos que não era verdade, sabíamos que não era mentira
E daí que eu tô cansada demais pra escrever um post enorme com tudo que fiz na semana.
Mas vou tentar, porque tenho muita consideração com meus leitores(sim, com todos vocês... 3?4?)
Quinta-feira foi dia de comida mexicana aqui em casa, a Chelvis tinha comprado um 'kit de tacos' e então fizemos chili, guacamole com o abacate do vizinho, compramos doritos para fingir que era nacho... como comemos, minha nossa! Foi muito bom *-*
Sexta-feira apresentei um seminário na disciplina que faço de ouvinte. Consegui falar mais pausadamente dessa vez, mas não deixei de gaguejar às vezes e suar nas mãos e olhar só pro papel.
No fim de semana assisti Agente 86 com a tia Blétis, filme baseado numa série dos anos 60 que zoava James Bond. O filme se passa nos anos 2000, com a agência secreta funcionando sob um museu dela mesma e ainda a ameaça da rússia. Além de ser uma piada com James Bond é uma piada com si mesmo: o ajudante do vilão diz que é uma pena explodir los angeles por causa de hollywood e a resposta é 'é mesmo, o que faríamos sem as críticas políticas deles?' praticamente invalidando as piadas com o presidente burro. A melhor parte é quando toca ABBA, claro.
Quarta teve a prova final de alemão, a qual foi feita com a ajuda de um dicionário. u.u
Mas, nossa, nem deu tempo de passar a limpo! Era muito longa.
Entreguei um dos trabalhos, finalmente! Não sem antes eu me atrapalhar completamente na hora de imprimi-lo, fazendo ele saltar de 11 para 17 páginas! Zomfg, maior trabalho que já escrevi na vida!
Por falar em coisas de pc, continuo sem som no windows. Já baixei não sei quantos programas que indicam quantos drivers tenho no pc, baixei os tais drivers e nada! Oh, oh, oh!
E ainda fiz uma coisa deveras esperta hoje ao passar roupa. Queria ver filme enquanto passava, para não passar o tempo à toa. Limpei a mesa para colocar as roupas, virei o monitor, liguei o filme, liguei o ferro e... bum! Já era o estabilizador. Claro que fui correndo chamar a Chelvis, e ela me emprestou um que ela tinha a mais. Novamente liga o pc, vira o monitor, liga o ferro e... bum de novo! Pqp hein, e lá vou eu chamar a Chel de novo. Quando o terceiro estabilizador nem liga pela segunda vez, ela começa a ficar desconfiada e lê nos estabilizadores 'até 1500W'. E eu leio no ferro '1200W'!Ahhhhh!!!! Aprendemos hoje, crianças, que devemos somar todos os watts dos eletrodomésticos antes de ligá-los num estabilizador, ok?
Por acaso Rachelvis tinha outro estabilizador(pois é, também não sei como ela tinha tantos) e eu liguei o ferro na tomada de cima.
Assisti Cinema, Aspirina e Urubus, filme sobre... amizade e guerra. Tem um alemão que viaja o país exibindo propagandas da aspirina e convencendo o povo pobre a comprar. No meio do caminho encontra um brasileiro que rapidamente torna seu amigo e juntos embarcam em grandes aventuras!!!! Ok, nem é tão assim, mas quase, tem o tema da guerra, já que o filme se passa em 42, e ele trata de um jeito bem... hm, pacifista? esse assunto. Mas recomendo, é um filme leve e divertido.
Pra encerrar, vejam a melhor tirinha dos últimos tempos: Chomp chomp
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quarta-feira, 25 de junho de 2008
Eu me mantenho no meu objetivo, não sempre, mas agora sim
Daí que eu vou postar mais porque tem um monte de comentário do que propriamente por estar cheia de assuntos.
No fim de semana fui à cidade sanduíche fazer companhia pra minha mãe. Sábado à tarde fomos ao centro comprar lâmpadas para a Chelvis e aproveitamos para dar uma passada no evento de animação japonesa e afins no clube do carro. Na verdade eu só queria dar um oi pra A-lien e fofocar, mas daí tive que esperar o evento acabar e mamis até voltou pra casa. Fazia tempo mesmo que eu não frequentava esses eventos. Mas não sinto falta também.
Segunda, na aula da Joana Maria um carinha pediu para falar no fim da aula. Todos acharam que era sobre o seminário(o que não deu tempo para o grupo dele apresentar): ele até começou falando de Benjamim, e que estava na unipunk terminando de estudar... de repente ele disse que precisou ir urgentemente à cidade cinzenta, porque o melhor amigo tinha morrido. Ok, e o seminário, onde entra? Em lugar nenhum. Ele contou como a internação foi inesperada, que ele morreu fazendo uma piada, e todos no velório choraram tanto quanto riram e terminou lendo um poema que escreveu ao falecido. Coisa de filme hein?
Meu hd não tem previsão de conserto, assim como o resultado da bolsa de estudos pro mestrado. O negócio é continuar agindo como se um dia eu fosse ter meus arquivos de volta e dinheiro para estudar, mas não agora. E ficar assim até se desesperar completamente.
Eu devia estar re-digitando o seminário, mas obviamente preferi postar no blog, assim como à tarde preferi ver filme na lake's house. Assisti Flores Partidas, de Jim Jarmusch. O enredo básico é o seguinte: Don Johnston é um cara de meia-idade ainda solteiro e bem de vida que, no mesmo dia, é abandonado pela namorada mais jovem e descobre que tem um filho de 19 anos. Como a carta veio anônima, Don parte pelo país atrás das possíveis mães. (Aí vem a minha pretensiosa análise recheada de spoilers) De imediato adianto que o importante do filme não é saber que tem uma família e como isso muda a vida de um solteirão, como poderia ser num filme sessão da tarde. Há os mais variados tipos de crítica à sociedade americana atual, como o melhor(e único) amigo de Don, um etíope viciado em romances policiais e que tem três empregos para sustentar os cinco filhos. Há também a ex-namorada hippie que queria vender água(pois um dia água vai valer mais que ouro) mas acabou vendendo casas pré-fabricadas. Pode-se dizer que o filme também é sobre todas as coisas que ele poderia vivenciar mas não teve. Mesmo o rapaz do final(era seu filho ou não?) mostra que, mesmo parecendo apático(claro, é o Bill Murray) ele desejava algo a mais dessa vida: encontrar o filho seria essa chance presente, talvez sua única.
À noite foi a apresentação de ginástica da Chelvis, quer dizer, de toda a floresta encantada dos elfos. Achei que ia sair cedo. Mas nããão, tinha que ter homenagem aos diretores e professores de todos os tempos! Ainda bem que a apresentação dela era a quinta, e eu e tia Blétis pudemos voltar.
Para terminar, lembrança da minha primeira festa junina virtual:
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Toda sua comida é congelada e precisa ser descongelada
E meu gabinete voltou com um hd novo. O hd velho será levado para o conserto segunda-feira. Eu até ia postar de lá, mas é claaaaaro que tive problemas com o hd novo também. Primeiro eu e a Chel instalamos o ruindows, depois o ubuntu, mas na hora de particionar o hd o ruindows sumiu. Aí fomos particionar com o big linux, mas daí o ruindows formatou tudo(não me perguntem como). No fim de semana a Chelvis disse que ia tentar de novo.
Por falar em coisas revoltantes, olhem só o que eu vi no site da unipunk:
Vejam só a sutileza com a qual estão introduzindo o assunto de usar nosso cartão de identificação da unipunk como cartão de crédito do terceiro lugar em reclamações no procon. Sugiro a todos os estudantes de lá leitores do blog que respondam xingando(ok, vocês devem ser uns 3, então tentem pelo menos espalhar isso(a continuação da minha resposta é 'palhaçada de fazerem propaganda na hora de entregar o cartão universitário)) . Ah, todo mundo que responde à enquete concorre a um ipod! Que lindo hein, e essa pouca vergonha do banco espanhol em destaque na página da diretoria acadêmica...
Vamos mudar para assuntos mais bonitinhos.
O 40>0 postou no blog dele sobre um jogo interessante, mas não deu muitas informações, só que durava 5 minutos e que usava as setas do teclado. Eu não ia baixar, mas como ele disse que valia a pena... GENTEM O JOGO É LINDO! Baixem agora! Ele é pequeno e realmente só dura 5 minutos! Vamos, agora mesmo!! Já baixaram? Já jogaram? Só voltem aqui quando tiverem jogado que farei os habituais spoilers.
(o)
Apesar de muitos terem dito pela internet que o jogo tem a sutileza de uma pata de elefante, Passage não deixa de ser uma bela metáfora sobre a vida em forma de jogo. Você começa como o jovem Jason, encontra a jovem Lauren, e pode casar com ela ou não. Se escolher casar com ela vai ganhar o dobro de pontos enquanto anda, mas não vai conseguir passar por alguns lugares onde há 'arcas', as quais podem ter estrelas ou pontos pretos(eu juro que vi moscas). É claro, a vida a dois te dá pontos mas há muitas coisas das quais deve-se desistir. Também pode-se andar só em linha reta, ou ir cada vez mais fundo no labirinto de arcas. Como eu disse acima, o jogo tem só 5 minutos. No começo, você é jovem e vê quase tudo à sua frente, de um modo embaçado, mas vê. Conforme o tempo passa seu cabelo cai, fica grisalho e anda mais devagar até não enxergar mais nada(o bonequinho fica no canto direito da tela), a música fica mais triste, e repentinamente a sua esposa morre. Muitos disseram que até choraram nessa parte, porque ela morre do nada mesmo. Aí sim que o bonequinho fica lento, e morre de luto. Você ganha pontos por andar e achar estrelas, mas no fim, de que adianta? Todos morrem. E essa é a vida, não importa o que você faça em vida, a morte te pega. E eu não acho essa mensagem negativa não. As pessoas costumam interpretar pensando que não fizeram nada e a morte taí iminente, ou que não adianta fazer coisa alguma, porque a morte vai levar tudo embora. Mas é justamente o contrário. Porque a morte atinge a todos que não deveríamos nos importar com o que ela leva e aproveitar ao máximo nossos fugazes momentos.
Cansei de escrever.
Postado por M.D.O.M. às 11:19 PM 8 comentários
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
Tem que dar a volta por cima
Meu hd morreu. Assim, do nada.
Lá estava eu feliz e contente na sexta de manhã ouvindo música lendo e-mails no msn e aí puft! Reinicia o computador e pede para inserir alguma coisa pra dar boot. E primeiro eu falei "MERDA!"', e depois "RACHELVIS!!!!!". Ela me deu o cd do ubuntu preu ver o que tava acontecendo. Entrei no comunicador instantâneo e por sorte meu cunhado Metadiam estava on. Ele me disse que não tinha cara de vírus, mas que meu hd tinha morrido mesmo. Levei na assistência técnica e deram 3 dias para dar o orçamento ¬¬! Sério, se eu perder tudo me mato. Não, não me mato, mas bato a cabeça na parede. Tá, também não farei isso, mas compro uma barra de chocolate bem grande. Pelo menos posso usar o pc da Chel enquanto ela está em aula.
Bem, tirando a enorme tristeza causada pela falta de um computador pra chamar de meu, tudo indo... sábado fui ao cinema com a Chelvis e a Blétis ver Fim dos Tempos, do Shyamalan. Como a graça do filme são as surpresas, não posso falar muito. Só posso dizer que tem mortes assustadoras, romance clichê que quase estraga o filme e... ecologia! Gostei do filme, recomendo.
Também recomendo o musicovery.com, está me salvando de ouvir Kt Tunstall do pc da Chel ehehe!
A música do post abaixo é do cara que cantou na parada cultural, não sei quem era...
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quarta-feira, 11 de junho de 2008
Eu sempre quis escrever uma canção assim, que eu cantasse e todos olhassem prá mim
Hm.
Vou falar mais do primeiro volume de 'Em busca do tempo perdido' do Proust(sim, eu precisei da aula de segunda para poder falar alguma coisa decente). Nesse volume, chamado de 'No Caminho de Swann(Du coté de chez Swann), conhecemos o protagonista(que só é chamado pelo nome umas 2 ou 3 vezes nas milhares de páginas), que começa contando como, a cada noite de insônia, seu corpo se lembra de todos os quartos em que já dormiu, e daí começa a contar da sua casa de verão, da tia, da vó e do Sr Swann. O livro mais famoso dos 7 volumes(e não sem razão, disse Joana Maria) é justamente 'Um amor de Swann', o qual narra todos os estágios de uma paixão. Primeiro Swann nem gosta muito da Odette, acha-a feia, só gosta de ficar do lado dela porque é bom ter alguém que goste de você. Depois reconhece seu rosto numa obra de arte(ele é especialista em quadros... como chama mesmo, marchand?) e se apaixona, mesmo ela sendo meio burra, até freqüenta todo dia um salão cultural da burguesia ascendente para se verem todo dia. Num dia que ela não vai ele fica como doido atrás dela, e nesse dia descobre que tá ferrado, ops, amando. E quando ele cai de cabeça é a vez dela de nemligar. Quanto mais ele manda dinheiro, jóias e até acha o salão legal, mais ela viaja com outros, passa tempos sem vê-lo, &c. E primeiramente ele nem quer saber do passado dela, aliás, nem do presente, prefere não saber. Mas quando mandam uma carta anônima comentando sobre sua vida de 'acompanhante de luxo' e sobre suas amantes lésbicas, Swann fica possesso. Quando ela confirma então! E assim, aos poucos, o amor vai sumindo, até o ponto dele dizer 'e pensar que gastei tantos anos com uma mulher que nem é meu tipo'. Mas o mais doido mesmo é o começo do livro seguinte, que volta aos tempos 'atuais' de lembrança do protagonista(essa história do Swann é de antes de ele ter nascido). Nele, Swann está casado e tem uma filha com... a mesma Odette! E nada é explicado, só podemos cogitar que Proust quer dizer que o casamento só acontece quando o amor acaba ehehe.
E hoje né, era a tal parada cultural da unipunk, que supostamente ia integrar os alunos e a comunidade, sendo feita no meio da semana e em horário comercial. Mas como sou uma estudante vagal, dei uma passada por lá. No teatro de arena(que estava sendo repintado) estavam tocando uns artistas meio assim, como o cantor da música do título do post. Numa parte da música ele canta: 'e as crianças brincam no playcenter e seus pais fazem compras no shopping center' e a mulher no outro banco 'por isso que eu gosto desses artistas, eles são criativos'. Vê se eu mereço isso! Também estavam projetando filmes na parede do prédio comum. E à tarde ia ter uma oficina de buracoagulha(em portugal chamam assim), uma técnica fotográfica loke de não usar lente e que dá para fazer com qualquer caixa. E tinha alguém por lá na hora marcada? Claro que não!
E terça-feira, fiiiiiiiiiiiiinalmeeeeente consegui pegar meu dicionário com o irmão da Dedálea. Fui até a universidade perto da unipunk, onde ele estuda. Minhas gentes, que lugar graaaande! Primeiro que o ônibus parou fora do campus, e eu fiquei meia hora esperando pra atravessar a avenida(até que pensei e fui atravessar outra rua). Felizmente achei fácil a biblioteca e o rapaz, que estava do outro lado na verdade me achou e me entregou o dicionário. Felizmente o carro dele estava perto do ponto de ônibus. Felizmente o ônibus passou rápido. Infelizmente descobri hoje que lavei minha única peça de roupa que mancha pela décima vez com roupa branca. u.u
E para encerrar o post, tradução caseira de um pequeno diálogo da obra 'Diálogos Marinhos' do S2Luciano de SamósataS2. Segui o conselho dos meus colegas helenistas. Escolhi o sinônimo mais difícil das palavras e deixei na ordem do grego. Divirtam-se.
Noto: É esta, ó Zéfiro, a almalha que pelos mares até o Egito Hermes conduz, a que Zeus constrangeu, apreendido de erotismo?
Zéfiro: Sim, ó Noto. Não era uma novilha então, mas filha do rio Inaco; agora Hera no que está transfigurou-a de envídia, pois muito notava enamorado o Zeus.
Noto: E agora ainda enamora-se da vaca?
Zéfiro: E como! Por isso a vaca ao Egito remeteu e a nós ordenou não agitarmos o mar até que o cruzassem, para que quando de parir seja o momento- prenhe já está- tornem-se divindades ela e a cria.
Noto: A almalha é divina?
Zéfiro: E como, ó Noto! Capitaneará, segundo Hermes explicou, os navegantes e de nós sera déspota, a qual por nós poderá querer ser transportada ou atalhar-nos de soprar.
Noto: Reverenda por isso seja ela, ó Zéfiro! Como senhora já é, mais benévola, pois, há de se tornar.
Zéfiro: Mas já, pois, atravessou e saltou em terra firme. Vês como não mais de quatro caminha, e de pé o Hermes numa mulher sobreformosa novamente a transfigurou?
Noto: Singular certamente é isso, ó Zéfiro, não mais há cornos, cauda, casco biungulado, coxas, e sim, uma amável donzela. Entretanto ao Hermes o quê sucedendo metamorfoseia-se e, ao invés de um rapaz com canídea face nos aparece?
Zéfiro: Não arenguemos, pois de melhor aquele sabe o que deve ser feito.
Postado por M.D.O.M. às 10:54 PM 3 comentários
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domingo, 8 de junho de 2008
Agora me ponha pra secar, você já me torceu demais
Aproveitando que a internet tá meio morta e eu tô com a preguiça típica das tardes de domingo pós limpeza da casa, vim postar.
Nada de muito emocionante no fim de semana. Ontem à noite, enquanto eu lia um emocionante artigo sobre a helenização do mundo romano a internet morreu... no meu computador. Assim que a conexão à unipunk foi encerrada, a internet voltou. WTF! Isso porque, segundo eles, tudo foi resolvido...
Terminei de assistir Oruchuban Ebichu, anime da gainax no estilo 'fofinho porém sujo', com ênfase nas piadas sexuais. Ebichu é uma hamster que trabalha para uma moça solteira de 25 anos cujo namorado é um bêbado safado e imprestável. Mas a parte mais engraçada é a da Ebichuman, quando ela se torna uma heroína com capa e tudo, ajudando as pessoas no mundo a... terem orgasmos. Ela até faz uns haikais über poéticos! Achei mais engraçado que Shin-chan, até porque Shin-chan é tããão sem graça... e nem é fofo.
Ainda nos assuntos otakus, vou falar de Paradise Kiss. É um mangá de moda em 5 volumes, sobre uma jovem em dúvida quanto a ser modelo ou fazer faculdade e 4 jovens em busca da fama no mundo da moda. Ela começa a namorar o estilista principal, mas, ao contrário dos outros mangás, não é um mar de rosas, eles ficam questionando o relacionamento sempre. E no final nem ficam juntos!
Ah... preciso fazer a tarefa de alemão... e pagar contas... e, e, e...
Postado por M.D.O.M. às 5:05 PM 5 comentários
quinta-feira, 5 de junho de 2008
É melhor eu aprender a aceitar que há coisas na vida que não posso controlar
Oi! Tá tarde, então vou tentar postar resumidamente.
Domingo: festa de aniversário da tia irmã do pai. falha em tentar gravar pai cantando. falha em gravar filha da prima tocando piano. êxito em comer lingüiça e merengue de morango.
Quarta à noite: festa junina da floresta encantada das fadas. êxito em comer doce e voltar cedo. falha em fugir do cheiro de maconha. falha em dançar loucamente.
Estudo: falha em refazer seminário. êxito em fichar texto. êxito em ir às aulas.
Trabalho: falha crítica, como diriam no rpg. Depois de ganhar x, x/5 e finalmente parar de trabalhar, me oferecem um melhor treinamento. êxito em alegar que preciso estudar pro mestrado. vamos ver se tenho êxito em estudar também.
E tô gostando muito de ler Proust. Faz muito tempo que eu não entro na história mesmo de um livro, sem perceber que as páginas tão passando. Quer dizer, demora para ler a história, mas nem vejo o tempo passar. Isso é bom, muito bom...
Para terminar, 2 coisas
1) Mudei a imagem do template, agora o gato está com os dois olhos iguais. ou deveria...
2)Viciei nessa música, que é trilha de Edukators: http://br.youtube.com/watch?v=mhwufCg7THM&feature=related
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Já que a casa está vazia, vem me fazer companhia na janela da cozinha
Posto longo à vista, por onde começo?
Que tal pelo começo da semana?
Segunda foi dia de seminário sobre o filósofo mais paranóico e perseguido de todos os tempos, Rousseau(que não é emo!). Apresentamos eu e a clone daquela que casou e fugiu(já chamada no blog de pilha palito). Correu tudo bem, exceto pela parte em que ela disse ter tirado da cabeça dela as relações quando a professora perguntou de onde ela tirou ¬¬! Bem, as partes. E também quando a professora antecipava algum ponto que só íamos falar mais pra frente.
Já hoje foi dia de seminário sobre dois autores que eu adoro *-* Platão e Luciano de Samósata! Era uma análise sobre alguns pontos em comum em obras homônimas deles, entre outras coisas. Gostei bastande de escrever o trabalho, mas na hora de apresentar... falei tudo em quinze minutos. Pois é, nem dei tempo para pensarem ou entenderem do que eu estava falando :( ... antes do seminário eu não estava nervosa, juro, eu estava calma e certa do que ia falar, mas foi só ficar de frente pro povo que eu já comecei a tremer e querer que passasse o mais rápido possível. Que menina problemática, pensam vocês, mas que caralho, penso eu. Porcaria de vida em sociedade...
Mas chega disso né, vamos para assuntos mais felizes.
Depois dos seminários de hoje fui almoçar na feirinha, e, enquanto almoçava, notei uma certa comoção no prédio básico(onde se ensinam as disciplinas básicas das exatas). Cheguei bem na hora de começarem os shows da hora do almoço de quinta(iniciativa da reitoria com um grupo de alguma coisa social cujo nome esqueci). Primeiro apresentou-se uma dupla de violão e voz, tocando mpb(Chico Buarque, Luis Gonzaga, Mônica Salmaso). Destaque para Vingança, música que eu gosto demais e que continuou muito bonita na versão deles. Em seguida veio uma dupla de piano e voz(aliás, é assim que vocês podem encontrá-los no youtube), que apresentaram músicas de seu espetáculo(basicamente mpb mineira) O Mar e O Sertão. Ainda bem que eu entrei na página deles antes de vir postar, quase digo que eles cantaram músicas do Mário Sertão lol. Os dois eram muito bons, e empolgaram o pessoal que se juntou por lá(lei de murphy: chegou uma frente fria hoje e eu fui sem agasalho pra unipunk. E adivinha atrás de quem não juntou ninguém para bloquear o vento gelado?).Tomara que tenha toda quinta, que é dia de almoçar na unicamp o/!
O último assunto do post é o surpreendente livro House of Leaves, de Mark Z. Danielewski. Um resumo abrangente porém sem graça seria dizer que é uma sátira à crítica acadêmica em geral. Mas o livro, apesar de cumprir muito bem essa função, vai muito além disso. Há também toda a brincadeira semiológica/concretista de disposição das palavras nas páginas nas partes de maior ação, um romance bem-estruturado e terror assustador de verdade. Sinopse sem grandes spoilers: Johnny Truant e seu amigo Lude encontram vários manuscritos e rascunhos no apartamento de um velho cego morto chamado Zampanò. Johnny começa a lê-los e descobre se tratar de um livro sobre um filme saído há alguns anos, chamado The Navidson Report. Conforme sua leitura vai avançando, Johnny começa a se envolver demais e perder a noção de realidade... será que pode ter o mesmo fim de Zampanò? Navidson Report são as gravações feitas por Will Navidson de sua família na casa nova, até descobrirem que o quarto mede uma polegada a mais internamente que externamente e as explorações começarem.
SPOILER TIME \o/: Eu disse que o livro era uma sátira à crítica acadêmica né, vamos explicar isso direitinho. Enquanto conta a história do filme, Zampanò cita, a cada parágrafo, um ou mais livros de estudiosos, chegando a citar até Pièrre Ménard(o 'escritor de dom quixote, segundo Borges). Quando fala de fotografia, as notas chegam a ocupar uma página inteira até! Bem, eu disse também que era um terror assustador né? Só não chega a ser mais porque a cada página há mais e mais comentários de outros estudiosos: o livro praticamente não dá espaçao ao leitor para que ele formule sua própria teoria do que realmente aconteceu na casa dos Navidson. O livro tem vários apêndices. Um deles(e o melhor, na minha opinião) contém as cartas enviadas pela mãe de Johnny enquanto ela está num hospício? sanatório?. Ela parece ser uma mulher muito inteligente e sensata, mas conforme as cartas vão passando ela vai ficando mais paranóica, chegando até a escrever uma carta em código para o filho, mesmo código que, se utilizado em outra carta revela a intrigante mensagem 'zampanò, who did you lose?'. Esse livro tem coisa demais, e isso que eu nem falei do minotauro...
Postado por M.D.O.M. às 2:31 PM 2 comentários
sábado, 24 de maio de 2008
Um e um são dois, dois e um são três
Querido diário, fiquei esse feriado em Zefir para melhor estudar. Consegui, mas obviamente não tudo que queria. Ainda bem que tem mais um dia...
Hoje de manhã eu e Chelvis levamos nosso filho para vacinar. Teve que ser de sábado porque nenhum dos dias à tarde o danado estava em casa. Então sexta à noite fechamos toda a casa com o gato dentro. Pra quê? O gato ficou das 4h às 8h miando e nos atormentando... ainda bem que atormentou mais a Chel.
E agora, preparem-se para mais análises pretensiosas de filmes por mdom.
Ontem, no youtube, assisti Interstella 5555, animação japonesa com trilha sonora européia. É um filme feito somente com as músicas de um cd do Daft Punk, sobre conspiração universal das grandes gravadoras! E, claro, uma história de amor triste. Gostei bastante, a música e a animação estão bem sincronizadas e daft punk é sempre bom.
De manhã, assisti The Edukators/ Die Fetten Jahre sind vorbei, para a aula de alemão(o prof disse para vermos um filme alemão como atividade complementar). É um filme sobre ação revolucionária e seus limites, ou sobre três amigos? namorados? que vêem sua ação ir longe demais. Até que é um bom filme, exceeeeeto o final. Que final é aquele gentes? Que coisa fantasiosa, u.u.
À tarde vi Estômago, filme brasileiro baseado num conto que eu não li. São duas histórias paralelas, de como Raimundo Nonato chegou na cidade e foi se tornando um cozinheiro reconhecido e como ele foi subindo de cargo na cadeia. Claro que eu também num guento mais filme brasileiro com cadeia e gente pobre, mas esse filme é até engraçadinho.
Como vocês viram, fiz resumos muito resumidos dos filmes. Vou tocar num ponto que me pareceu muito, hm, sintomático, nos três filmes. O papel da mulher. (A partir daqui, SPOILERS).
Em Interstella 5555, só uma mulher tem destaque no filme: a baixista da banda(será que baixo é realmente um instrumento mais fácil?). Ela não toma nenhuma decisão, é retratada como vítima de sacrifício e aquela por quem o herói se sacrifica. Que típico u.u
Em Edukators, Jule tem os olhos abertos pelo amigo do namorado, se apaixona por ele e é a grande causadora de todo o problema, porque não pensa nas consequências. Outra tonta.
Já a personagem feminina de Estômago é uma prostituta muito esperta, porémmmm, é a causa da revolta e o consequente crime de Nonato, que se apaixona por ela.
Daria uma grande tese sociológica, se eu não estivesse com tanto sono...
Postado por M.D.O.M. às 5:56 PM 5 comentários
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terça-feira, 20 de maio de 2008
Levantem suas cabeças perdedoras!
Então, mudei o template. Podem chamar de cores complementares 1.0 ou Fiona Apple 40>0(se fosse contar todas as vezes que eu já mudei de template ia ser 25.0).
Tia Josei, eu tenho aquela tela de proteção contra sei lá o quê na frente do monitor... sério que tá brilhoso demais?
Tia Blétis- HASUHDAUDAHUDHSAUDHASUDHUASDHUASHDUAHUA o comentário doido é da minha irmã, na verdade. Ela nunca comenta nada decente, depois reclama de mim no fotolog dela. E sim, é o Diomedes em toda sua beleza! Entrem no fotolog dele!
Nesses dias eu tenho... fichado textos para seminários. Ó da vida acadêmica! Mas obviamente arranjei um tempinho para ler 'os humores da língua', um livro sobre análise lingüística de piadas. Como o próprio autor diz, não é nada de muuuito original, mas ele juntou vários tipos diferentes de procedimentos, e tem uma ou outra piada muito boa. Uma coisa interessante que o autor fala é que há sempre muita discussão psicológica e sociológica sobre as piadas, mas que não é isso que faz rir. Dizer que um judeu é avarento ou que uma loira é burra não é engraçado em si, só o é no contexto de uma piada, e essa é uma das razões para a importância do livro.
Li também As Bacantes versão 'exótica'. A biblioteca do instituto de embelezamento literário comprou as versões do getty museum de tragédias gregas. Elas foram re-contadas e desenhadas(à la vaso grego) por indianos. Até o papel é diferente, ele tem um padrão meio, er, vou lá olhar qual papel e depois volto.
E hoje hein? Fui de manhã à unipunk estudar e na hora do almoço, quedê carteira? Tive que vir prá casa, pegar a carteira e voltar... espero não esquecer amanhã.
Postado por M.D.O.M. às 8:32 PM 3 comentários
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Eu preciso do seu carro e do seu amor
O que fazer quando sua mãe está no msn reclamando da sua irmã as mesmas coisas de sempre e o artigo que você escolheu para ler passa páginas comparando textos de direito da grécia antiga para comprovar que o autor leu um documento, e não outro? Vem postar no blog, claro!
Como minha vida anda tão emocionante quanto o parágrafo acima, vou vomitar minhas reflexões aleatórias.
Para ir às escolas de idiomas eu sempre faço o mesmo caminho, já que minha orientação espacial é zero. Todo dia na esquina da quadra anterior ao terminal do subdistrito(só por essa indicação ótema dá para perceber o quanto sou perdida) encontro um senhor distribuindo folhetos cor-de-rosa. Às vezes eu pego, às vezes não. É propaganda de uma dentista. Sempre penso duas coisas: 1-não era proibido gentes da área da saúde fazerem propaganda? 2- pobre velhinho. Provalvemente ele é um aposentado que ganha muito pouco e complementa distribuindo panfletos à tarde, mas se eu fosse ter dó de todos os aposentados que ganham pouco e de todas as crianças que sofrem maus tratos e todos os fracos e oprimidos do mundo eu passaria o dia chorando e me desesperando e não fazendo nada.
Bem, fazer nada eu já faço normalmente, mas eu sempre me pergunto o que eu posso fazer pelo mundo, pelas pessoas, pelo senhor que passa os dias de pé entregando panfletos na esquina. Será que se eu pegar um panfleto todo dia ele vai ganhar mais dinheiro? Mas aí não vai ser um desperdício de papel, já que eu não vou mesmo a essa dentista?
É incrível como dá para se fazer um grande dilema moral de tudo nessa vida.
É melhor eu voltar para a leitura comparativa. Mas não sem antes postar a imagem fofinha pedida:
E o poema do Haroldo:
A oniroteca de Wladyslaw
na pintura de Anatol Wladyslaw
um gato azul
sonha universos geométricos
habitados por rosas vermelhas
uma cabeça de madona
se deixa recortar
pelo alfange laranja
da luz
aberta
da cor
na mão de Anatol Wladyslaw
a pintura
engendra enigmas perfeitos
regidos por números cabalísticos
mas acessíveis a uma simples
flor
Postado por M.D.O.M. às 10:27 PM 5 comentários
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Respire, é tudo que você pode fazer
Não sei porque tenho tido preguiça de postar. Bem, pelo menos não tenho tido de estudar, já é um começo.
Antes de contar os fatos da semana passada, uma coisa engraçada. Anotei o que ia postar num post-it. E agora que estou relendo vi ali 'farmácia'. Mas nem passei na farmácia semana passada! O que esse ato-falho quer dizer?
Bem, semana passada teve um 'teatro de rua' no prédio básico da unipunk com um cara mexicano. Reuniu um monte de gente, e até que foi divertido... quase dei dinheiro pro chapéu dele. Difícil eu rir de alguma coisa, tô cada vez mais chata.
Falando em artê, tá tendo exposição na galeria de artes do Anatol Wladyslaw. (artistas/diletantes, pulem esse parágrafo). Fiquei com vontade de ir porque Haroldo de Campos escreveu um poema para ele, e Haroldo é o mestre do meu mestre né. Pintura concreta. Tinha esquecido que era a pintura dos quadrados e triângulos que eu não acho que faz sentido(ok, podem me matar depois dessa)! Mas dele até que tem uns quadros bonitos, como esse aí de baixo. O nome da exposição é 'abstração em Anatol Wladyslaw', mas tem uns quadros figurativos lá também, causando-me um certo estranhamento. Mas aííí, eu pensei assim, que, tipo, é difícil fazer abstração né, a pessoa tem que ter um bom domínio do figurativo também... coisa que ele não tinha tanto, mas enfim, vamos falar da parte bonitinha. Os quadros mais mudernos dele são todos coloridos e com imagens escondidas e tal. Gostei bastante.
Ainda em arte(?), três buscas do blog(de três lugares diferentes) foram sobre o famoso quadro do Van Gogh do campo com cipreste, que foi postado... algum dia. Julho de 2006? Enfim, faz tempo.
Sexta-feira foi aniversário da Luty. Já tinha dado os presentes antes, dois livros do... do cara de Quando Nietzsche Chorou. Não é lá alta literatura, mas é melhor que, hm, ler Sabrina? Comemoramos no sábado, com um bolo diet über caro e... chapeuzinhos da Hello Kitty. Também celebramos o dia das mães um dia antes, 'para não dar de cara com restaurante lotado'. Comemos comida japonesa e chinesa no restaurante do meio do mato.
Maldito dia no qual concordei em fazer o seminário sobre Rousseau. Agora, além de me atormentar pelas semelhanças compartilhadas com o primeiro emo da história(eu iiiiia me desdobrar nesse assunto, mas desisti), tenho que aguentar uma menina que quer fazer power point com figuras do século XVIII ¬¬. Diógenes, dai-me força!
Pronto, post grande para vocês(não que vocês gostem né). Não sei quando volto. Se pá quando souber que fui demitida, ha ha ha!
Postado por M.D.O.M. às 10:29 PM 2 comentários
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Panquecas para uma pessoa só são deprimentes
Quanto tempo sem postar... vamos ver se eu lembro de contar tudo.
Segunda-feira fui pegar meu cartão universitário de mestranda, enfrentando uma fila de quase uma hora. Estranhei tamanha demora, e, para minha surpresa(ou não) o ex-banco do estado estava lá oferecendo seus serviços enquanto entregava o cartãozinho. 'Oi, seu nome é... m... m do que? mdom... aqui, mestrado em lingüística. Você gostaria de abrir uma conta no Santander? Ah, porque fechou a sua? Hm, deixa eu ver se tem alguma pendência no cartão provisório... então, as taxas do outro banco são mais baixas? Ah, não tem pendências não...' e por aí vai. Quem se interessa pode abrir conta lá mesmo(e ganhava garrafinha e estojo), atrasando os outros pobres estudantes ingressantes na unipunk interessados somente em receber o documento que lhes faltava. Enfim, é a a universidade pública e as propagandas que somos obrigados a engolir, em troca de... uma bolsa no exterior por instituto?
Voltando à minha vida, descobri que no feriado teria uma visita MTO LEKAU E IZBEZIAL, a minha irmã favorita, estragando mudando todos os meus planos de estudo. Ela chegou quarta à noite, e fiquei esperando-a uma hora no terminal, após ter feito aquela prova muitofácilpqp de alemão.
Na quinta-feira tivemos uma sucessão da demonstração do poder de Lady Murphy. Primeiro que o fast food mexicano tava fechado, e tivemos que esperar mais para almoçar. Depois, já no shopis, a fila do cinema estava imeeeensa e decidimos pegar a fila do cartão. Esperamos mais de meia-hora para a máquina não aceitar ¬¬! Desistimos de ver qualquer coisa, e, apesar de apenas poucas lojas estarem abertas conseguimos comprar um presente adequado de dia das mães. Quando voltamos pra Zefir, Rachelvis Spears ainda estava fazendo suas trufas diet. Elas só ficaram completamente prontas no dia seguinte, e ficaram muito boas!
Hoje conseguimos almoçar no mexicano, e depois fomos dar uma volta.
Agora ela já se foi para a cidade do namorado.
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sábado, 26 de abril de 2008
Ouço as sereias me chamarem para casa
Outra semana em que não tenho muito a dizer. Dessa vez Lady Murphy poupou minhas calças, pelo menos.
Estudei bastante, o que mais me desesperou do que ajudou, pois me fez notar o quanto eu preciso estudar ainda para os três seminários (¬¬) que vou apresentar.
Vou começar a anotar as coisas num caderninho para não esquecer...
Só para o post não ficar muito vazio fui ao cinema hoje assitir Apenas uma vez/Once, filme musical irlândes ganhador de melhor canção no Oscar. Antes de emitir meus brilhaaaantes comentários, umas curiosidades: os protagonistas não são atores, são músicos e depois do filme começaram a namorar, e o ator já tinha feito The Commitments.
Apesar de ser um musical, dá para ver que o filme é bem 'não-rent', como disseram numa crítica. Os protagonistas não têm nome e as músicas não são diálogos dos personagens, são músicas mesmo. O resumo báásico do filme aliás, é 'a história do relacionamento entre duas pessoas que se unem por causa da música'. Eu diria mais, duas pessoas com relacionamentos amorosos problemáticos que se unem por causa da música, mas alguns diriam que isso é spoiler do filme.
Mais spoiler: claro que o filme todo se passa na tensão de saber se eles vão se beijar ou mais, mas acho que é como no Encontros e Desencontros/Lost in Translation, o mais importante é a companhia que eles fazem um ao outro. Óun, que meigo! Acrescento também que eu chorei no final... tô ficando emo.
Por fim, um teste meio... nada a ver.
63%
Postado por M.D.O.M. às 6:55 PM 3 comentários
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domingo, 20 de abril de 2008
Um homem destinado a morrer enforcado não pode se afogar
Fiquei gripada, muito gripada. Não a ponto de ficar de cama, claro, mas como eu gosto de reclamar qualquer coisa já é demais. Se bem que agora nem me sinto tão doente, graças ao chá que minha mãe manda tomar.
Quinta-feira acordei com o corpo cansado ainda. Saí tarde de casa e pensei comigo mesma 'vou ficar na biblioteca estudando ao invés de ir para a aula'. Fui punida no caminho com cocô de passarinho. Na mão e na calça ¬¬! Claro que isso é ruim, mas poderia ter sido na minha cabeça(como já aconteceu com meu pai).
Na sexta esquentei sorvete no microondas e fui comer na frente do pc. E o que acontece? Cai tudo na minha calça! E lá vou eu tirar a calça limpar a pernacadeiramesachão. Que desperdício de açúcar -_-! Consegui terminar de limpar a tempo de pegar a carona para cá.
Sábado fui ao cinema com meus pais assistir Chega de Saudade, um filme brasileiro sobre os bailes que meu pai costuma ir(sim, eu resumo como eu quero ok). O técnico de som leva sua namorada ao salão de baile em que trabalha e a partir daí várias histórias estereotípicas são contadas, como a mulher que ninguém tira para dançar, o homem que diz ser viúvo, um ex-dançarino que rompeu o tendão e fica amargo, e 'o homem de salão que não presta'. O filme é cheio de closes e com as cenas na duração das músicas. Tem alguns momentos engraçadinhos, mas no geral achei um filme triste... as pessoas são muito solitárias.
Mais testes *-*
$5690.00The Cadaver Calculator - Find out how much your body is worth.Valho mais morta que viva...
30
Que orgulho desse teste! 30 nomes de cores em inglês!!!! Não sei nem 20 em português ahuauhauhhau!
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Ah por favor, deixe a janela aberta
Estou ficando gripada. Já sinto meu corpo mole e passei o dia assoando o nariz. Culpa da mudança de tempo? Claro que não! Como sempre, a culpa é da Rachelvis, que estava gripada semana passada.
Terça-feira castramos o gato, que após muitas discussões, chamar-se-á 'astutocomozeus' em grego. Porque, convenhamos, Preto é nome de cor, não de gente.
Não tenho nada a mais para acrescentar.
Acho que vou tomar chá e dormir -.-...
Fiquem com um teste de um site doido:
Created by OnePlusYou
Também, com tanta banha...
Postado por M.D.O.M. às 10:08 PM 1 comentários
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sábado, 12 de abril de 2008
Há nomes mais chiques, como Platão, Admetas, Electra e Deméter
Olá miguxos leitores do blog!
De terça até hoje fiz muita coisa. Tipo... tipo... hm, esqueci.
Lembro de ter lido um texto de Luciano que eu achava antes que poderia ser importante para o mestrado, e agora tenho certeza. Argh, mais coisa para estudar! >.<>
Enfim, o importante do post não é a minha vida acadêmica. Mas sim o fato de que eu ganhei um gato hoje \o/!
O Jayno, namorado da Jayna se mudou para um loft muito pequeno e não podia levar o gato. Então fomos até a antiga casa dele ver o bichano. Depois compramos todos os apetrechos necessários, guardamo-no(é assim?) na caixa de viagem e fomos até a casa da Jayna, porque ela ia nos levar até nossa casa. Mas, pobre Melanion! De tanto medo fez xixi na caixa... aí deveríamos dizer pobre Rachelvis, que estava segurando-o no colo. Ele estranhou a nossa casa, mas só por alguns minutos, depois já estava se esfregando nas coisas e em nós.
Agora sim somos uma família completa, pai, mãe e filho! Ehehehee!
Tem mais coisa prá falar, mas eu to com sono e só queria falar mesmo do gato, então tchau.
Postado por M.D.O.M. às 9:18 PM 5 comentários
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terça-feira, 8 de abril de 2008
Dessa vez você vai fazer só o que deve
Eu estar aqui postando numa terça de manhã só pode significar uma coisa... preguiça de estudar! zos
Mas não vim postar qualquer coisa(ok, isso é relativo, mas finjam que eu não posto qualquer coisa sempre), tenho assuntos, sim senhor.
Nesse fim de semana viajei para a cidade cinzenta em virtude da comemoração surpresa das bodas de pérola da minha tia Malvada. A festa foi organizada pela filha dela, no prédio do seu namorado(dela, não seu, leitor incauto sempre quis usar incauto no blog! \o/). A desculpa era um almoço com os sogros da filha. A minha família(que veio de três lugares diferentes) foi uma das primeiras a chegar, e começamos a comer antes da festa começar. Assim que minha prima chegou com os pais todos se esconderam e fecharam os vidros do salão, porém esquecemos de prender as crianças e os filhos dos meus primos que estavam brincando quase estragaram tudo. Quase porque meus tios só se tocaram e começaram a chorar quando a filha deles avisou que a festa era deles. Comi bastante lá, apesar de não ser uma grande fã de churrasco(sou só de lingüiça). O bolo era de massa folheada e estava muito gostoso, mas nada supera o bem-casado! Noffa, que doce mais delicioso! Eu quero de novo! *-*!!!!
No domingo fui almoçar no bairro oriental com a Luty(+ namorado e amigos) e a Phanie(+ irmão). Demos uma voltinha na feira(que estava abarrotada de gentes, como sempre) e decidimos comer em um dos restaurantes da máfia culinária chinesa. Até que fomos bem atendidos, considerando que éramos metade japoneses metade gaijins. Comi muito bem lá, nem ligo que tinha uma barata passeando pela parede. Depois do almoço comemos um doce, comprei cousas e voltei para cá.
Segunda de manhã fui prá unipunk ter aula, depois pra escola de idiomas dar aula, em seguida para outra escola de idiomas ter aula e voltei prá casa. Tomei banho, jantei e já estava com sono. Joguei mahjong(ele pifou hoje, por isso vim postar) e dormi cedo.
Hoje eu acordei cedo para estudar, mas tive que ficar em casa esperando o tio eletricista instalar a campainha e depois o cara da água vir conferir os hidrômetros. Finalmente entendi o que aconteceu com a conta, parece que o outro tio tinha anotado o valor anterior do nosso hidrômetro e o valor atual do hidrômetro da casa da frente, e por isso deu muito alto. Enfim, após abrir e fechar torneiras esse tio também se foi e, para não ficar com a sensação de ter perdido a manhã vim postar. Mentira, eu tinha começado a ler um texto e achei chato e aí sim vim aqui.
Tá lá no site do bol que um homem se matou após ter recebido o coração de um suicida. Tem um mangá que trata disso nos últimos volumes(eu devo ter falado dele aqui no blog em algum post...), mas enfim, o que importa é que eu sou cética em relação a isso. Memória celular coisa nenhuma! Lendo a reportagem vi que o homem tinha casado com a viúva do doador!!! WTF! mas é claro que a mulher devia ser um saco e fez os dois se matarem!!!
Vocês já devem estar cansados de mim, então paro por aqui. Não sem antes deixar dolls feitas nesse site. Tem de tudo, e obviamente escolhi dollmaker da mitologia grega.
Athena
Ártemis
Uma Erínia
Comentando comentários:
tia blétis: a pontuação quer dizer que eu jogo bem \o/
40>0: é. esqueci de mencionar o curto-circuito. e o gato pegando fogo. Tá, não teve gato, foi só curto-circuito. Eu li os livros antes sim, falei sucintamente deles aqui e aqui.
Postado por M.D.O.M. às 11:22 AM 3 comentários
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Você não quer tentar entrar num sonho?
Hoje terminei de ler A cidade e as serras, do Eça de Queiroz, seguindo a recomendação de ler os clássicos da literatura portuguesa e brasileira. A cidade e as Serras é o último romance de Eça de Queiroz: o autor morre antes mesmo de terminar a revisão do livro, o que pode explicar a solução mágica do final. O tema do livro é civilização falsa/sofrida/sem graça versus natureza bela/verdadeira/empolgante. A história do protagonista Jacyntho é contada através dos olhos de José Fernandes, seu melhor amigo. Este, durante o tempo em que mora na serra portuguesa com sua tia, perde a transformação de seu amigo de entusiasta do progresso em ricaço tedioso dono de uma mansão cheia de apetrechos tecnológicos. Jacyntho vai gostando cada vez menos da vida na cidade, até o dia em que precisa ir à Portugal para decidir o que fazer com a ossada de seus avós. De início ele detesta a idéia, mas em pouco tempo empolga-se com a vida campestre e aplica lá também suas idéias de civilização, gastando toda sua fortuna. O protagonista só se acalma quando se casa com a prima de José Fernandes(o que eu achei um tanto repentino.)
Depois de um resumo desses eu posso ser preguiçosa e não comentar o que achei não é? Não é? Bem, eu gostaria de comentar apenas que existe uma tese de doutorado em andamento comparando Eça com Luciano de Samósata(sim, o autor que eu estudo!). Não sei do que se trata exatamente(e acho que deve ser n'A Relíquia), mas tem alguns pontos engraçados da obra que eu gostaria de ressaltar. Um deles é no começo do livro: a casa modernosa de Jacyntho, como tudo que depende da tecnologia, falha. Então o banheiro molha toda a casa e as roupas e incendeia a casa. Depois o peixe caríssimo encalha no elevador da cozinha e o Grão-Duque tenta pescá-lo com o anzol do chapéu de uma convidada... sem sucesso. A outra eu esqueci porque a Rachelvis veio aqui me pentelhar ¬¬.
Mas enfim, outro tema do post é o fim do mangá de Karekano. Desde a primeira vez que vi o anime me identifiquei com a história da estudante perfeita que no fundo tem um mau-caráter. Claro que na história ela arranja um namorado tão exemplar por fora como ela, mas que possui outros problemas emocionais sérios. E assim eles vão construindo o relacionamento e aprendendo a serem eles mesmo. Além disso todos os coadjuvantes são bem trabalhados psicologicamente e a série é muito engraçada. Masporémcontudoentretantotodavia, (e atenção que lá vem spoiler) a protagonista engravida e decide parar por uns anos e cuidar dos filhos antes de fazer faculdade. Tudo bem que a autora quis na verdade fazer uma coisa subversiva e transformar o casal perfeito em pessoas que fazem besteiras de vez em quando, mas poxa né, eu me espelhava na Yukino :(~~~~. Claro que no fim tudo dá certo e todos vivem felizes para sempre e com muito dinheiro, apesar de ter começado bem realista ele não deixou de ser um mangá shojo.
Terminei de ver a primeira temporada de Dexter! Fiiiiinalmenteeeee!!A série é bem diferente dos livros... ela tem aquela cara de Miami, cheia de mexicanos e música latina, e o protagonista quase parece humano em alguns momentos. No(s) livro(s) o clima é mais sombrio, e o Dexter não mostra sentimento em parte alguma. Além disso a irmã dele é peituda no livro, ehehehe! Uma coisa boa da série é o ator altamente gatão que escolheram, e o fato dele usar o mesmo celular que eu(até com o mesmo tema colorido!).
Para terminar o post, um print do meu último feito: 
(Cliquem para ampliar)
Sim! Consegui fazer a maior pontuação do dia em um tabuleiro do mah-jong! Fiquei emocionada, até parei de jogar e fui estudar depois dessa.













